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Retrospectiva de 2015, Análise de Estatísticas

Dia um de Janeiro de 2016, que melhor forma de fazer um Regresso ao Passado no primeiro dia do ano, do que analisar o ano anterior todo? Após o artigo sobre os objectivos que tinha para 2015, e os novos para 2016, este é o artigo onde vou entrar mais em detalhe no que respeita ao progresso no blog e ao trabalho de bastidores que existiu para sobreviver mais um ano.

Artigos publicados em 2015

No inicio do ano instalei um plug-in no blog para separar os artigos em Português dos em Inglês, criando dois feeds diferentes para públicos-alvos diferentes. Os artigos em Inglês escritos este ano, com uma excepção, são todos traduções de artigos que já estavam escritos em Português.

Em média publiquei 4 artigos por mês, Fevereiro foi o mês que teve menos artigos com apenas 2 publicados e Novembro o que teve mais, com 7. Faz pouco sentido transformar este artigo numa listagem de artigos, como tal vou realçar apenas alguns dos meus favoritos.

A Rota Selvagem do Atlântico

Apesar de bem curto, é um dos meus artigos preferidos por falar numa rota que adoro. É também uma rota que pretendo vir a explorar mais a fundo, e também vir a escrever mais artigos sobre a mesma. Existe tanto na Irlanda para conhecer, mas percorrendo esta rota passamos por alguns dos locais mais fantásticos da ilha num dois em um.

5 lugares em Portugal a visitar

Este foi o meu primeiro artigo estilo lista que escrevi, um pouco farto da ideia do que é Portugal para quem é de fora, decidi criar a minha lista de locais que são bem conhecidos (ou não) por quem é de Portugal, mas facilmente ignorados por quem vai visitar o nosso cantinho. Tantos locais que gostaria de colocar na lista, mas decidi escolher os que me trazem melhores memórias. Visto que teria de escolher alguns para a lista, o melhor critério é ser completamente parcial e escrever com base em memórias, com tanto para ver, uma lista de cinco locais é apenas só mais uma lista a juntar a tantas outras.

A minha lista de “Coisas a Não Esquecer”

Escrevi este artigo após falar com algumas pessoas, e aperceber-me que cada um tem o seu próprio método, uns demasiado organizados, outros simplesmente atiram roupa para dentro da mala. Após cada viagem faço uma análise de como correu o “fazer da mala“, e cheguei à conclusão de que há coisas que têm de entrar sempre na minha mala, quase uma lista de “Coisas a Não Esquecer”.

Escrevi muitos mais artigos, claro, mas estes foram os que me deram mais gozo escrever. Não foi simplesmente narrar uma experiência, mas sim ter de pesquisar e falar com pessoas para juntar dados. Podem (ainda) não ser dos meus artigos mais populares, mas são sem dúvida parte da minha aprendizagem. Uma das coisas que me recuso a fazer, é escrever com estatísticas em mente. Claro que é agradável ver artigos tornarem-se virais (ainda não aconteceu), ou ver que muitas pessoas chegam a alguns artigos meus, mas o meu objectivo é escrever porque gosto e para quem quer ler. Qualidade primeiro.

No entanto, e como percebi no ano passado, é também importante olhar às estatísticas e dar-lhes importância até certo ponto. Mas mais importante, pedir opiniões (obrigado a todos os que me têm enviado mensagens). Como tal, tendo por base as estatísticas dos anos anteriores, aqui ficam algumas estatísticas e análises deste ano.

Hanging clothes in #Kotor #Montenegro #OldTown #KotorOldTown

Uma foto publicada por Gil Sousa (@gfpsousa) a 30 

Estatísticas no blog

Com um total de 52 artigos publicados, em 2 idiomas, escrevi mais do dobro dos artigos de 2014! Olhar para estas estatísticas é bem gratificante, perceber que objectivos foram excedidos. No que respeita a visualizações, tinha como objectivo não-definido de ter mais visitas por mês do que Dezembro passado, algo que foi alcançado também! Ou seja, um excelente ano 🙂

Estatísticas das redes sociais

Neste momento estou a gerir as redes sociais de duas formas distintas, activamente ou de forma automatizada. Como seria de esperar, as redes sociais onde de facto invisto tempo são as que me dão mais retorno de visitantes para o blog, das outras recebo poucas visitas e ou as mantenho activas por interesses variados, ou simplesmente desisti delas. Tudo explicado mais abaixo em detalhe.

Twitter

Curiosamente, não tenho muitas visitas provenientes do Twitter, no entanto é a minha rede favorita para descobrir matéria nova. Uma das coisas que aprendi ao longo deste ano é no respeito à partilha de informação de terceiros. Para ter pessoas interessadas em seguirem as minhas contas é importante pensar em escrever para os seguidores e não só para nós, partilhar o que eles querem ler. Não sigo nenhuma métrica religiosamente, o que faço é simplesmente agendar alguns artigos meus e ir adicionando para a lista de posts artigos que li e gostei, sempre em mente que o importante é passar informação de qualidade. A minha actividade no Twitter resume-se em 3 partes, agendamento de posts no Buffer, gerir lista de pessoas que sigo, e actividade em tempo real.

Facebook

A minha fonte principal de visitas, o Facebook. Tenho várias frentes de batalha no Facebook, o meu perfil pessoal, a página do blog, os vários grupos onde partilho os artigos novos, e publicidade paga. Sinceramente, ainda não consegui perceber bem como gerir a página do blog, inicialmente tratava-a como se fosse o Twitter, partilhando vários artigos, recentemente decidi publicar menos informação e focar-me mais nos artigos do blog com alguns artigos de terceiros que ache relevantes, mas ainda assim é uma ciência que não consegui compreender. Os grupos funcionam extremamente bem, é daí que vem a maioria das visitas, e como quero manter as pessoas interessadas, apenas publico um artigo por semana em cada grupo, abusar afasta as pessoas e cria uma má reputação.

Sobre a minha conta pessoal, publico os novos artigos lá também, mas infelizmente noto pouco retorno das centenas de contactos que tenho, mas talvez com o tempo as coisas mudem também 🙂

Google+

O meu patinho feio, que não lhe dedico tempo, mas porque publico tudo lá via Buffer? Porque é uma forma de indexar no google, e porque dá autoria aos meus artigos. Apesar de ter muito pouco retorno proveniente do Google+, inserir esta informação na base de dados da Google acaba por ser bastante importante. Se o Google sabe da nossa existência, mais pessoas poderão chegar a nós também.

Pinterest

E este é o meu novo brinquedo. Ainda a explorar, e ainda sem ter dedicado tempo suficiente a esta plataforma, mas é algo que quero apostar mais no futuro. Para ser sincero, de inicio não vi grande utilidade nem interesse no Pinterest, mas agora uso bastante até para uso pessoal. A minha estratégia para esta rede social será essencialmente criar uma rede de seguidores, partilhando tudo relacionado com viagens (com alguns dos meus artigos pelo meio). Se um começar a ser partilhado, poderá chegar a bem mais pessoas 🙂

Instagram

Outra rede-enigma para mim. Muitos dizem que o Instagram leva muitas visitas aos seus blogs, eu não consigo perceber como. Depois existe todo o conceito por detrás do Instagram que muitos tendem a ignorar, optam por editarem as fotos e partilharem com semanas ou meses de atraso, o que vai contra o conceito inicial de “instantâneo”. Ainda não tenho nenhuma estratégia para esta rede, mas é uma das áreas que preciso de apostar, afinal de contas muitos dizem que é uma grande fonte de visitas para os seus blogs.

Tumblr

Outro patinho-feio, mas este eu abandonei mesmo. Não via qualquer interesse no Tumblr, é mais uma plataforma de blogs e o que estava a fazer era simplesmente a duplicar o meu conteúdo de forma automatizada. Não tinha visitas provenientes de lá, e teria de investir bem mais tempo do que eu estava disposto a desperdiçar para esta rede social. Não tinha grande trabalho, mas irritava-me o facto de estar a duplicar informação de forma automatizada, como tal eliminei a conexão a essa rede tornando a minha conta obsoleta. Talvez no futuro…

LinkedIn

No LinkedIn apenas partilho porque dá a conhecer uma outra faceta de mim como profissional. Sabe-se lá se um dia virei a ser convidado como travel blogger? Não custa nada manter o processo de divulgação automatizado para esta rede.

Newsletter

Apesar da Newsletter não ser uma rede social, usei-a para ajudar a divulgar o trabalho que faço e para pedir opiniões de forma personalizada junto de quem a recebia. Resultou em certa medida, mas após algumas edições apercebi-me que era um esforço demasiado grande para o que estava a oferecer. Quase tudo o que partilhava na newsletter ou era informação desnecessária para quem a recebe/ia, ou então pouca informação relevante era partilhada. Decidi suspendê-la até ter as outras máquinas bem oleadas, e aí sim talvez venha a investir tempo com a Newsletter. Neste momento apenas está suspensa, pretendo voltar a reanimá-la dentro de uns meses 🙂

Automatização de fluxos

Pois é, tempo é dinheiro, e para poupar dinheiro é preciso investir bem o tempo. Escrever é cerca de 20% do trabalho num blog, os outros 80% são divididos entre pesquisa e divulgação. Para pesquisar, posso usar algumas ferramentas, como o Quora, que me facilitam na pesquisa de informação com base em opiniões, mas é um trabalho que tem de ser manual. Como poupar tempo no resto? Com automatização de fluxos.

Existem várias ferramentas que tornam tarefas repetitivas bem mais simples de executar, a minha preferida é o Buffer onde simplesmente coloco os artigos que quero publicar nas minhas redes sociais, e a horas que esses artigos / links deverão ser publicados. Simples, faço o trabalho de adicionar artigos à lista a publicar, e durante uma semana ou duas não preciso de me preocupar muito. Não só me poupa horas de trabalho, mas também alguns dias!

Mas nem tudo está interligado, apesar de ainda não usar o Instagram activamente, quando viajo publico fotos (directamente do iPhone) e gostaria de as ter divulgadas nas outras redes, como o Twitter. Mas como colocar isso no Buffer? Uso o IFTT 🙂 Ou seja, tiro uma foto, e horas mais tarde ela já está nas outras redes também (ainda tenho de afinar algumas definições aqui).

Finally got to meet them! #scotland #highlands #Lockness #visitscotland

Uma foto publicada por Gil Sousa (@gfpsousa) a

Organização pessoal

Esta é talvez a parte mais interessante, com tantas tarefas e sem nenhum retorno financeiro, porquê tanto trabalho? Porque tenho aprendido imenso sobre uma área que não é a minha, porque leio imenso sobre Marketing, Publicidade, Escrita e Organização pessoal. Simplesmente, porque estou constantemente a aprender e a aprender algo que me dá um gozo pessoal enorme.

O primeiro passo para falhar, é estipular objectivos exagerados. Falhei no passado por pensar demasiado em grande, mas desta vez fiz as coisas de uma forma mais ponderada, e aprendi que desistir não é sinónimo de falhar. O caso da newsletter é um exemplo disso, desisti sem ter falhado. E para conseguir organizar-me com tantas tarefas, tenho outras ferramentas para me ajudarem a manter-me focado.

  • Folha de cálculo com tarefas e datas de entrega. – Sim, eu defino datas a mim mesmo para ter os artigos prontos, e a folha de cálculo diz-me exactamente quantos dias tenho ainda para ter o artigo pronto. Isto ajuda-me a perceber se estou atrasado ou se ainda tenho tempo, sem ter de escrever um artigo de véspera. Graças a isto, agora consigo escrever um artigo, revê-lo, ilustrá-lo e ainda prepará-lo para SEO.
  • Calendário – Mas isso não é exactamente a mesma coisa que a folha de cálculo? Em parte sim, mas ter um calendário mensal dá para perceber o quão realista um prazo é. Agendar dois artigos para o mesmo dia requer trabalho a dobrar, portanto é importante ter uma representação visual de quando os artigos terão de estar prontos (caso deste artigo, que tem uma versão em inglês).
  • Evernote / Bloco de notas – Tanto uso o Evernote para adicionar notas durante a viagem, como uso um bloco de notas. Quanto mais detalhes escrever, mais fácil será de escrever depois os artigos.
  • Feedly – Ter um agregador de feeds é extremamente importante, ter onde encontrar artigos de outros bloggers e ter boa informação para partilhar com a comunidade é algo que considero como prioritário. E em vez de andar a vasculhar na internet por artigos, mais simples tê-los a chegarem a mim 🙂 Depois só tenho de os seleccionar e partilhar 🙂

E este artigo já foi bem mais longo do que o normal, muita informação de como trabalho está divulgada aqui. Para o próximo ano espero ter estatísticas bem mais interessantes para partilhar 🙂

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Europa Viagem

Ano 2015 em Retrospectiva e Objectivos para 2016

Há tradições que fazem pouco sentido, mas que ainda assim continuam a ser praticadas por milhares, a comemoração do término de um ano é uma delas, afinal de contas depende muito do calendário que se usa. Ou seja, uma questão de perspectiva. Mas por vezes, estas tradições dão origem a outras tradições mais locais ou até familiares, e essas sim começam a ter algum sentido, seja ele sentimental ou mesmo por uma questão de praticabilidade.

Para mim, estas retrospectivas é uma dessas tradições que têm sentido, comecei a fazê-las há uns anos e sinceramente nem tenho bem a certeza por que raio a fiz, mas começou a ser uma prática bastante interessante de analisar, principalmente por algumas surpresas como o ter-me mudado para a Irlanda sem ter em mente o objectivo a que me tinha proposto. É bastante interessante criar objectivos e deixar as coisas seguirem o seu rumo sem fazer disso um bicho de sete cabeças, e depois olhar para trás e ver que afinal o ano até nos correu bem melhor do que pensávamos. Fazer estas análises deixam-me sempre mais animado, penso em detalhe sobre o que correu bem e menos bem durante o ano, e por norma até me deparo com mais situações positivas do que negativas.

Ano 2015 em Retrospectiva

Como é óbvio, vou ter em conta os objectivos a que me propus em 2014 (artigo em Inglês), que foram curtos mas bem definidos. E sinceramente, não poderia estar mais contente com os resultados!

EN: Visit at least three new countries in 2015

PT: Visitar pelo menos mais 3 países novos em 2015

Wow…, nem sei bem por onde começar…

O ano de “viagens” já começou tarde, mas foi bem cheio. Só numa viagem passei por 5 países novos! Croácia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro, Albânia, Macedónia! Um mês mais tarde, fui à Escócia pela primeira vez, apesar de fazer parte do Reino Unido, é considerado como um país (não independente). Objectivo mais do que cumprido!

EN: Become more active with the blog (for real)

PT: Tornar-me mais activo no blog, para valer

Acho que esta parte também foi bastante óbvia! Com excepção do período em que estive em viagem, nunca falhei nos objectivos a que me propus! O próximo artigo é exactamente sobre as estatísticas do blog e das plataformas sociais que giro e estão directamente associadas ao blog. Mas acho que um total de 52 artigos escritos até à data, distribuídos por dois idiomas, é sinónimo de que algo correu bastante bem. Mais outro objectivo cumprido!

EN: Paying attention to the stats and to my followers

PT: Prestar atenção às estatísticas e aos meus seguidores

No próximo artigo estes resultados serão mais evidentes, mas trabalhei imenso para que conseguisse aumentar a lista de pessoas que seguem o blog, tanto no twitter e Facebook (que já usava antes), como também noutras comunidades onde me tornei mais activo. Esta foi a parte que me deu mais trabalho, mas também mais gozo, os resultados são mais dinâmicos e possível ver em tempo real. Durante este ano, foi também este desafio que me fez aprender mais, mas claro que ainda há muito mais a aprender, e é este trabalho dos bastidores que quero passar para um nível acima durante 2016.

Por fim, um objectivo extra que adicionei e que considerei mesmo como um objectivo de bónus.

EN: For 2015 I also have a stretching goal, this one will be tough but hopefully I’ll do at least half of it! Ireland has an amazing tourism trail of 2500km, the Wild Atlantic Way. I plan to do this by bike in several different stages, maybe one weekend a month which would be about 200km a weekend… Yep, that’s just a stretching goal :)

PT: Para 2015 tenho um objectivo de bónus, e este será bastante complicado de atingir mas espero pelo menos cumprir metade dele. A Irlanda tem uma rota turística fantástica de 2500km, a Rota Selvagem do Atlântico. O meu plano é percorrer esta rota em várias fases, talvez um fim-de-semana por mês e percorrer cerca de 200km por fim-de-semana… Sim, isto é apenas um objectivo de bónus 🙂

E pronto, falhei redondamente. Nem sequer 1km fiz desta rota em bicicleta…, mas também não irá passar para 2016. É apenas lazer, e apesar de ser interessante documentar a aventura no blog, não vou adicionar este desafio à lista de objectivos.

Sun Clock
Relógio de Sol, Atenas

Objectivos para 2016

Aqui vem a parte complicada…, objectivos… Vou começar pelo mais simples de cumprir então.

Visitar um novo continente

Sim, este é um dos objectivos mais simples de alcançar, tendo em conta que já tenho a viagem marcada e o voo reservado, só me resta mesmo entrar no avião e chegar ao destino são e salvo 🙂

Criar uma série de artigos nova

O meu objectivo principal para 2016, no que respeita ao blog, é começar a criar uma rede pessoal de bloggers, e para meio de 2016 gostaria de começar a convidar pessoas a escreverem alguns artigos para o blog, alargar os contactos e ir apresentar outros bloggers a quem me segue.

Focar-me nos seguidores lusófonos

Em 2015 alarguei, em muito, a minha lista de seguidores no twitter e Facebook, mas como decidi focar-me na escrita em Português, faz bem mais sentido investir tempo em quem de facto lê os meus artigos. Portanto, para 2016 quero fazer a minha palavra chegar a quem de facto a percebe 🙂

Objectivo de bónus: Aumentar a frequência de artigos publicados por mês

Aventuras nunca são desactualizadas, mas devido à quantidade de artigos que tenho em fila de espera, já ando a publicar artigos com vários meses de atraso. Apesar de ter cumprido a frequência de publicação a que me propus para 2015, quero partilhar artigos mais actuais, e após a minha grande viagem de 2016 quero dedicar ainda mais tempo a escrever artigos para o blog, e aumentar a frequência de artigos para 1 por semana. A cumprir isto, apenas irei ter tempo a partir de Junho ou Julho, mas fica aqui o interesse.

E  pronto, em suma, para o blog 2015 foi um excelente ano! 2016 também promete vir a ser um ano cheio de aventuras, espero que também assim o seja para o blog 🙂


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Ano 2015 em Retrospectiva e Objectivos para 2016

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Diário Europa

Algures pela Escócia – A Rota da Viagem

Ingredientes para uma viagem inesquecível

  • Duas pessoas que nunca passaram mais de um par de horas juntas
  • Parvoíce natural
  • Abertura para aventura
  • Planos não definidos
  • Nada reservado de antemão

Receita

Juntar as duas pessoas numa viagem de uma semana, adicionar um pouco de parvoíce natural e deixar apurar em lume brando. Lentamente adicionar as aventuras, mexendo sem parar mas sem agitar demasiado. Adicionar uma pitada de planos para dar alguma estrutura, e tirar do forno. Servir.

E pronto, esta foi a receita da nossa viagem. A partir de uma conversa, eu e a Marisa decidimos ir à Escócia, já nos conhecíamos mas nunca tínhamos passado mais do que um par de horas juntos. Será que nos iríamos dar bem na viagem? Achámos que sim, e agora posso afirmar que encontrei a pessoa ideal para viajar, bastante descontraída e sempre pronta para aventuras. A forma como planeámos a viagem foi simples, ela disse que queria ver Lock Ness, eu disse que queria ir à Isle of Skye, e o resto do plano ficou em aberto. Em cada paragem, decidíamos o que fazer no dia seguinte, tendo sempre em conta os nossos dois pontos “obrigatórios”. Claro que Edimburgo não podería ficar de fora, aliás, foi o único local onde reservámos alojamento com antecedência.

A Rota pela Escócia
A Rota pela Escócia

Os pontos assinalados a vermelho foi onde ficámos alojados ao longo da viagem, as letras não correspondem exactamente a paragens, apenas pontos marcados no mapa por onde passámos. A rota marcada está bastante fiel ao que fizemos, provavelmente com alguns pequenos desvios, mas dá perfeitamente para ter uma ideia por onde passámos.

Voámos de Cork para Edimburgo, portanto como é obvio essa foi a nossa primeira paragem, onde ficámos duas noites para aproveitarmos ao máximo a cidade. Não chega…, dá para muito pouco, e dá mesmo vontade de voltar… Com voos directos de Cork, é bem possível que venha a fazer uma escapadinha de um fim-de-semana para o ano 🙂

Já com carro, a primeira paragem foi em Crieff, onde se encontra a destilaria Glenturret, do whisky com mesmo nome, e que é a casa oficial da “Experiência da Famous Grouse”. Foi exactamente pela destilaria que parámos lá, e também onde provámos haggis pela primeira vez. Devo dizer que o aspecto não tem nada a ver com o que se encontra no google, a apresentação é bem diferente e o sabor é excelente! Melhor mesmo, é nem pesquisar 🙂

No dia seguinte fomos rumo a norte, com destino a Inverness com passagem pelo Parque Nacional Cairngorms, o maior da Escócia e com estatuto de parque nacional desde 2003. Para quem conhece bem a Irlanda como nós, este parque não nos surpreendeu muito, é gigante mas as paisagens não são tão espectaculares como imaginávamos. Mas sim, são paisagens fantásticas, apenas não muito diferentes das da Irlanda, algo que já estávamos à espera. Foi um dia inteiro a conduzir, com algumas paragens pelo caminho, sendo uma delas numa estância de ski. E não, em Setembro ainda não há neve nas montanhas 🙂

Inverness foi outra surpresa agradável, tínhamos visto fotos do castelo, sabíamos onde fica no mapa, mas ainda assim gostámos imenso da tranquilidade e do ambiente acolhedor da cidade. Não estivemos muito tempo lá, mas demos umas voltas a pé pela cidade enquanto o carro estava estacionado no hostel. Daí, seguimos em direcção ao primeiro ponto do plano original, o Lock Ness.

Vacas das Highlands
Vacas das Highlands

Antes de sairmos de Inverness olhámos às possíveis actividades a fazer no Lock Ness, e quase todas passam por uma viagem curta de barco pelo lago, algo cara. De inicio ainda pensámos em ir, mas o tempo de chuva fez-nos mudar de ideias. Parámos várias vezes junto ao lago, percorremos a estrada que acompanha o lago de Norte a Sul, e sempre com destino ao próximo ponto, que era a Isle of Skye. As lendas de facto geram grandes receitas, e o Lock Ness é provavelmente uma das lendas mais bem exploradas e conhecidas do mundo. Sinceramente, não fiquei impressionado com o lago, mas talvez o tempo de chuva não estivesse muito a favor também…

O troço da viagem a partir de Fort Augustus até à Isle of Skye foi simplesmente fantástico, foi a parte da viagem onde fizemos mais paragens para tirar fotografias e para a parvoíce. É uma zona bem bonita, com pequenos lagos e com várias montanhas. Fizemos esse mesmo percurso no regresso, com menos paragens e sem as cores do pôr-do-sol no céu, mas ainda assim, adorámos passar lá outra vez, é uma rota bem bonita 🙂

A rota pela Isle of Skye foi algo que nos surpreendeu, apesar de termos feito bastante menos quilómetros, foi a parte da viagem onde fizemos mais paragens. Mas vou dedicar um artigo completo só para essa ilha, foi a minha parte favorita da viagem! É de uma beleza de tirar o fôlego…

Já faltava pouco para o fim da nossa aventura, depois de passarmos uma segunda noite na ilha, lá fomos em direcção a Glasgow, mas com passagem pelo Lock Lomond, parte do outro Parque Nacional, e aqui sim, a surpresa foi completa. Quando se ouve falar da Escócia, os nomes que se dizem são Lock Ness, Isle of Skye e as Highlands, mas como é obvio há muito mais para ver! De estranhar não se falar tanto do Lock Lomond, não esperávamos fazer tantas paragens e muito menos decidirmos descartar o passeio por Glasgow para voltarmos ao lago no dia seguinte. É um parque mesmo bem bonito, limpo e cuidado. Valeu cada minuto da nossa viagem.

Por mim, a minha etapa sozinho, apenas de Glasgow ao hostel a meio caminho para o aeroporto, e depois regresso a Cork!

Uma viagem de uma semana, mas que parece que durou um mês! Bem intensa, muitas gargalhadas, mas mesmo muitas! Muita descontracção, e garantidamente, vamos ter que viajar juntos novamente 🙂


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Algures pela Escócia - A Rota da Viagem

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Europa Fotografia

Mulher no parque, Londres

Há uns anos decidi oferecer-me uma viagem a Londres como prenda de anos, um fim-de-semana diferente e sozinho. A experiência em Londres foi bastante boa, mas a viagem em si bastante penosa, um grande atraso na ida ao ponto de perder o direito ao bilhete de autocarro para o centro de Londres, e voos cancelados no regresso a Cork. Tive de passar 12 horas num aeroporto, 5 horas e meia das quais numa fila para tentar remarcar o meu voo. Foi a última vez que voei com a Ryanair, simplesmente o pior atendimento ao cliente que alguma vez vi…

Mas contratempos à parte, tive a sorte de ver Londres com outras cores, neve por todo o lado o que dá um outro espírito à cidade. Custa bastante andar na rua com tanto frio, mas vale bem a pena pelo que se vê.

Esta foto tirei-a no Parque Hyde, achei bastante interessante o detalhe desta pessoa estar a apreciar aquele momento, e pelos sacos de compra assumo que estivesse a caminho de casa, ou seja, não era uma turista como eu. São estes pequenos momentos da nossa rotina que nos colocam aquele pequeno sorriso que ela tem nos lábios, será que aquele é o caminho que ela faz sempre para casa? Será que ela fez um desvio para aproveitar algum tempo no parque?

Mulher no parque, Londres
Mulher no parque, Londres

Olho para esta foto e penso, corremos tanto, mas será que aproveitamos estes pequenos momentos devidamente? A foto em si não é nada de especial, mas quis capturar este momento para me lembrar que dá para aproveitar bons momentos nos intervalos da nossa rotina. Mesmo que seja numa cidade tão movimentada como Londres.

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Diário Europa

Pela zona de Šibenik

Dos poucos dias que estive na Croácia, foi na zona de Šibenik que passei mais tempo. Bom para praia, parques nacionais bem perto e comida bastante boa! Peixe que sabe mesmo a fresco, comer a sentir o cheiro do mar e a sentir aquele calor que sabe tão bem.

Curiosamente, nem sequer cheguei a entrar mesmo na cidade de Šibenik, ficámos uma localidade bem pequena lá perto, numa casa mesmo em frente à praia com um pequeno pontão privado! A localidade chama-se Zablaće, bem pequena e calma, com alguns restaurantes e um pequeno porto, um trilho bem agradável de alguns quilómetros junto ao mar, com vista para Šibenik, e pouco mais. Ficar ali é mesmo para a tranquilidade, afastados de (outros) turistas, mas convém ter um carro.

No primeiro dia, após a viagem de carro desde Zagreb, tivemos uma tarde de praia e leitura, absolutamente relaxante e sem quaisquer preocupações. À noite fomos a uma localidade não muito longe ter com uns amigos da minha amiga, Primošten, e aí sim deu para sentir o que é uma vila bastante turística! Muita gente na rua, complicado estacionar, todos os restaurantes cheios até bem tarde, e até a praia estava cheia de gente – de realçar que era de noite! Demos uma volta pelo centro, e fiquei com muito boa impressão da vila, mas aposto que os preços de alojamento ali estão bem no pico! Só de imaginar a quantidade de gente que ali estava… Voltar para a nossa casa foi ainda mais agradável, o céu estava tão limpo e com muito pouca poluição luminosa, que até dava para ver a Via Láctea! Ainda tentei tirar alguns fotos, mas acho que não consegui ficar com nenhuma de jeito…

Canal de Santo António
Canal de Santo António

No dia seguinte lá fomos nós ao nosso roteiro turístico, relaxar é bom, mas conhecer também o é! E antes de sairmos, claro que não poderíamos desperdiçar a oportunidade de atravessar a rua e ir nadar mais um pouco! Sim, porque não são todos os dias em que a nossa casa fica em frente à praia, há que aproveitar isso também! Lá então nos metemos no carro, e fomos rumo ao Parque Nacional de Krka, é um parque bem conhecido mas ainda assim não tem aquela inundação de turistas como Plitvice. O parque nacional é simplesmente gigante, mas um dia inteiro dá para conhecer bastante e ainda assim desfrutar sem correr muito. O parque tem várias zonas, em duas delas tem cascatas mas as mais famosas estão logo junto a uma das entradas. Decidimos as cascatas principais para o final pois optamos por ir na viagem de barco passando pela ilha dos monges, Visovac, onde está o livro mais pequeno do mundo! E sim, é mesmo muito pequeno, que eu vi! A viagem de barco até ao outro lado é bastante fácil, mas o regresso já custa mais…, talvez por já estarmos cansados? Ainda assim, deu para irmos às cascatas principais, o que me fez arrepender de não termos ido logo de inicio. Existem vários trilhos que passam por essas quedas de água, e já não deu tempo para explorar a zona devidamente, ainda assim deu para umas quantas fotografias e aproveitarmos o facto de estarem poucas pessoas àquela hora. Um detalhe quanto a este parque nacional, ao contrário de Plitvice, aqui é possível tomar banho junto às cascatas 🙂

Para terminar o dia, que já ia longo de andar de carro e de viagens de barco, lá voltámos para a nossa vila para mais umas braçadas na nossa praia privada! A noite foi de relaxe, umas bebidas, um livro, um céu estrelado e… mosquitos 🙁 A tranquilidade daquele local é impagável, saber que se está em época alta e ainda assim estar numa casa em frente à praia sem confusão, sem barulho, e talvez apenas com um carro ou dois a passarem em frente à porta a cada hora, é um sentimento de paz fantástico. Por momentos, até me esqueci que estava de férias na costa da Croácia em plena época alta.

Cataratas em Krka
Cataratas em Krka

A poucas horas de terminar as férias pela Croácia, ainda deu para explorar um pouco mais da zona. Fizemos uma caminhada por um trilho junto ao canal de Šibenik, o canal de Santo António, com passagem obrigatória pela pequena capela abandonada. E claro, nadar mais um pouco antes de dar por terminada as férias na costa da Croácia e voltar para Zagreb!

Destas curtas férias, o Parque Nacional de Krka e a caminhada pelo canal de Santo António são duas das coisas que mais gostei, o primeiro já seria de esperar ser algo de fantástico, não fosse ser um Parque Nacional bem conhecido. Já quanto ao canal, a paisagem é de tirar o fôlego com grandes contrastes de ambos os lados, terra e mar/ilhas. Foram curtas, mas muito boas férias, a próxima paragem: Bósnia e Herzegovina!

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Europa Truques e dicas

O que levei na mala para a Disneyland Paris?

Esta viagem foi única para mim, foi a primeira vez que viajei com crianças e sozinho! Decidi oferecer um fim-de-semana diferente aos meus sobrinhos, de 5 e 8 anos. Primeira vez que foram à Disneyland Paris, e surpresa absoluta para eles, não faziam ideia para o que iam.

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Europa Fotografia

Ilha do Pessegueiro, Portugal

Esta é uma nova série que decidi criar, onde vou apresentar algumas fotos que tirei. Algumas mais recentes, outras que encontrei no fundo do meu baú enquanto revia álbuns antigos.

Para iniciar esta nova série, nada melhor do que começar pelo meu próprio país, que tem tanto para mostrar! Ao fundo dá para ver a Ilha do Pessegueiro, na costa Alentejana. Tirei esta foto em 2012 enquanto ia a caminho do Algarve, pela costa, com os meus pais e os meus sobrinhos. Nessa altura já estava a viver na Irlanda, o que me faz rever o meu país ainda com mais gosto, aprecio cada momento com mais emoção e nostalgia.

Ilha do Pessegueiro, Portugal
Ilha do Pessegueiro, Portugal

Este local, além da beleza natural, também me trás memórias de umas curtas férias que lá passei há vários anos, com os meus pais. Pouco me lembro em concreto dessas férias, mas não esqueço o que senti. Quando escrevi o artigo sobre 5 locais em Portugal que recomendo a visitar, pensei mesmo nesta zona, e volto a referir, é mesmo uma zona que recomendo a visitar!

Para terminar, deixo aqui também uma música que fala da Ilha do Pessegueiro, que ouvi em loop enquanto escrevia este artigo 🙂

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Análises Europa

Crítica: Hosteis e B&B por onde passei na Escócia

Já lá vão os tempos em que usava o couchsurfing nas minhas viagens, apesar de continuar a adorar o conceito, hoje em dia estou mais voltado para hosteis. Quando usava couchsurfing era pela experiência pessoal que tinha com os anfitriões, e nunca pelo facto de ser gratuito, no entanto as últimas experiências foram bastante impessoais, tanto comigo a receber como a ser o visitante. Neste momento prefiro pagar, e ter a sorte (ou não) de encontrar pessoas com quem me identifique, e também porque é menos responsabilidade pois não estou em casa de um desconhecido.

Quanto a esta viagem, como éramos dois, as opções variaram entre B&Bs e hosteis, e inicialmente devido à nossa falta de experiência a pesquisar alojamento para mais do que uma pessoa, acabámos por não encontrar as melhores opções. Mas tudo se aprende.

Recomendação: Se forem em grupo de duas ou mais pessoas, façam pesquisa para apenas uma pessoa. No nosso caso, não encontrávamos hosteis nos resultados pois a procura era “2 pessoas em 1 quarto”, e o booking.com assumia que a procura era para quarto privado. Quando começámos a fazer as pesquisas como uma pessoa só, encontrámos exactamente o que procurávamos para os dois. Apenas tenham em atenção ao número de quartos vagos, pois pode acontecer não haver camas para todos.

Edimburgo Hotel House

Este foi o nosso primeiro alojamento na Escócia, e cometemos o erro de procurar alojamento para duas pessoas em vez de individualmente, como referi antes. De facto achámos estranho não haver nenhum hostel com vagas em Edimburgo, mas talvez houvesse algum evento popular de que não tivéssemos conhecimento. O que não era o caso.

Quanto a este B&B, tem a ligeira desvantagem de não estar no centro, fica a cerca de 25 minutos a pé da zona histórica. Mas existe uma paragem de autocarro mesmo em frente, sem termos de fazer mudanças chegamos ao centro. Recomendo o bilhete diário caso queiram usar os transportes públicos com mais frequência.

A única coisa que de facto nos desagradou foi o facto da internet ser paga, 3£ por dia. Mas ao longo da nossa viagem percebemos que é prática comum na Escócia (e talvez no Reino Unido). Um pouco estranho, visto que na maioria dos cafés há internet gratuita, mas também não nos afectou muito. Existe opção com e sem pequeno-almoço neste B&B, como já tínhamos planos, optámos por não comer lá.

Crieff

E foi aqui que começou a aventura, sem nada planeado, sem usarmos nenhuma aplicação, simplesmente vimos um B&B, perguntámos o preço e ficámos. Acabei por o encontrar no booking.com para referência.

O B&B é bastante agradável, e com um aspecto antigo, o pequeno almoço não estava incluído no preço mas foi excelente para começarmos um dia longo!

Inverness

O nosso primeiro hostel na Escócia, e para ser bem sincero, algo caro para o que esperávamos. Mas infelizmente, parece que é o padrão na Escócia também…

Foi ao reservar esta noite que nos apercebemos que procurando individualmente as opções seriam mais variadas, e algo que achámos estranho é o facto de vários hosteis não terem camaratas mistas. Homens para um lado, mulheres para o outro.

Vantagens deste hostel, não fica longe do centro, mas Inverness também não é grande. Tem parque de estacionamento gratuito. E parece bem limpo. Existe uma cadeia de hosteis na Escócia, e estão bem anunciados num mapa logo à entrada do hostel, para quem anda na estrada de terra em terra, dá imenso jeito saber onde encontrar outros hosteis do género. Foi o que fizemos.

Desvantagens, a internet é bem limitada e é por códigos individuais (algo confuso). E o hostel tem hora para fechar a porta…, ou seja, melhor ter cuidado quando se sai à noite, ou se fica a dormir no carro 🙂 De realçar que os quartos não têm wc privado, no entanto não vejo isso como algo mau, mas poderia ser melhor.

Broadford

Em Broadford que encontrámos outro Youth Hostel da mesma cadeia do onde ficámos em Inverness, mas não fizemos reserva, fomos simplesmente à aventura. Tivemos a sorte de conseguirmos lugar para os dois, aparentemente estava cheio (apesar de não parecer).

Para quem procura um local no meio do nada Broadford é capaz de ser a escolha acertada. O hostel então, fica no final de uma estrada sem qualquer iluminação e sob árvores, imaginem a escuridão… No entanto também tem parque gratuito, portanto se precisarem de sair de carro é tranquilo.

Quanto às instalações, para ser sincero ficou bastante a desejar, esperávamos algo equiparado ao hostel de Inverness, mas as condições eram bastante piores, e a internet ali é paga 1£ por hora. No que respeita a localização, fica logo no inicio do circuito da Ilha de Skye, o que foi excelente para nós.

Kyleakin

Este foi outro local de improviso, e infelizmente não consegui encontrar referência no Booking.com, mas encontrei-o no tripadvisor. Tivemos a sorte de conseguir o último quarto, todos os outros hotéis e B&Bs da zona diziam que estavam lotados, e precisávamos mesmo de algum sitio para ficar. O quarto era bem pequeno, mas perfeito para a situação. O pequeno-almoço estava incluído, mas foi curioso termos de decidir o que queríamos como pequeno-almoço na noite antes para poderem ter tudo preparado, mas estava muito bom 🙂

Glasgow

A nossa última noite juntos na viagem, procurámos por um hostel e este foi o que encontrámos, no que respeita a localização fica um pouco longe do centro mas com transportes para lá chegar. Como estávamos de carro, não chegámos a confirmar se os transportes funcionam bem e se é fácil chegar ao centro, mas de acordo com o staff do hostel parece que sim.

Castelo de Inverness
Castelo de Inverness

Existem alguns serviços na zona, mesmo ao lado existe um Wetherspoons onde se pode comer e beber bem barato. No que respeita ao serviço prestado, os quartos são mistos, com wc privado. O pequeno-almoço é self-service, por um preço bem simbólico.

Polmont

E aqui foi onde passei a última noite! Escolhi o hotel mesmo por estar no caminho do aeroporto, e nada mais. No que respeita a condições, deixou um pouco a desejar. Para quem procura uma opção barata para apenas uma noite serve perfeitamente, no entanto alguns detalhes deixaram-me um pouco chateado, começando pelo facto de a localização do hotel estar errada no Booking.com, e isto propositado (de acordo com o recepcionista). Aparentemente, as pessoas perdem-se para lá chegar, então a localização está para um hotel ao lado… Não foi fácil.

Em relação às condições do hotel, o estacionamento é gratuito, o quarto estava limpo mas com uma carpete bem velha e com nódoas (detalhes que apenas notei por estar mais irritado pelo tempo que perdi a encontrar o hotel), o wc e os chuveiros são partilhados por todos os do corredor.

Em suma, este local para quem procura algo do estilo de um hostel, mas com privacidade no quarto, é bom. Para quem espera encontrar um hotel, é bastante mau. Tudo uma questão de perspectiva.


Nota: Os links listados são afiliados, que poderão dar uma pequena fonte de receita para ajudar a manter o blog.

 

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Europa Truques e dicas

O que levei na mala para a Escócia?

Mais outro artigo sobre o que levei dentro da mala, desta vez sobre a minha viagem à Escócia. Apesar de parecer um artigo sem interesse, é sempre boa ideia saber como outra pessoa prepara a mala e o que correu mal (ou bem). Faço estas análises após a viagem, pois faz bem mais sentido fazer uma análise mais detalhada do que simplesmente listar elementos que foram numa mala.

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Diário Europa

Um pouco de Zagreb…

Acordar bem cedinho, ir para o aeroporto, e mentalizar-me que estava de férias e a caminho de mais uma aventura! Num misto de excitação e bem atordoado do sono, lá fui eu novamente! Mas claro, uma aventura não tem interesse sem imprevistos, e comigo começou ainda antes de sair de Cork…

O check-in online não deu, para nenhum dos voos…, já esperava algo do género, afinal de contas já tinha tido experiências do género com a Air France, a agora com a KLM… E tal como da outra vez, chego ao aeroporto, e só dá para fazer check-in do primeiro voo também. Deve ser política do grupo da FlyingBlue… E para complicar ainda mais as coisas, o aeroporto de Amesterdão é simplesmente gigante e algo confuso, além de o staff não saber ajudar muito bem… Estive mais de 1 hora na fila errada, isto depois de ter perguntado se aquela era a fila certa…, e depois mais 20 minutos na fila certa, para finalmente poder fazer check-in do segundo voo. Depois destes percalços, lá fui eu para o último voo com destino a Zagreb!

Adoro olhar a detalhes quando viajo, e algo que reparo em particular é a oferta de comida e snacks que as companhias aéreas dão, esta foi a primeira vez que voei com a Croatia Airlines. Queijo e azeitonas como snack! Adorei! Já o café, deixou muito a desejar…, aliás, estava péssimo :\

Zagreb

Chegada a Zagreb, e ir logo dar uma volta pela cidade para conhecer alguma coisa. O impacto do calor foi tremendo, principalmente para quem chegava da Irlanda…, andar ao sol foi algo de complicado, e ainda andámos imenso durante o dia todo! Claro que com algumas pausas para relaxar e beber algo para refrescar 🙂

Museu de Relações Falhadas
Museu de Relações Falhadas

Um dos primeiros lugares que fomos foi ao Museu de Relações Falhadas (Broken Relationship Museum), que achei extremamente interessante! É um museu de objectos com história, histórias de relações de amor que fracassaram, tanto a nível conjugal como familiar. Ao contrário do que seria de imaginar, até é bastante interessante, algumas dessas histórias até com bastante humor, outras bastante mais pesadas.

Depois demos uma volta pela zona da alta de Zagreb (Zagreb upper town), a zona mais antiga da cidade, por onde passámos pela igreja de São Marcos, e depois descemos para o centro pelo elevador Uspinjača a onde fomos até à praça das flores.

Funicular
Funicular

Estive bastante pouco tempo em Zagreb, e infelizmente não deu para ver muito, mas fiquei com a sensação de ser uma cidade mesmo muito interessante e segura. Certamente bastante limpa, e com esplanadas por todo o lado como seria de esperar de uma cidade de um país do Mediterrâneo, e que certamente um português irá adorar 🙂 Falando em coisas em comum, a titulo de curiosidade, Zagreb e Lisboa são cidades gémeas desde 1977, ainda no tempo da Jugoslávia.

Num contexto histórico, Zagreb é uma cidade quase milenar e, dada a localização geográfica, também uma cidade altamente estratégica e importante desde que foi fundada. No entanto, ao contrário do que muitos possam imaginar, não foi muito afectada pela guerra da independência no inicio dos anos 90, aliás, nem sequer se notam quaisquer danos da guerra na capital.

Como chegar a Zagreb

De Lisboa existem voos directos para Zagreb, e de acordo com o site do aeroporto, a TAP é a companhia que faz essa rota. Da Irlanda (de onde eu fui), não existem voos directos para Zagreb, a melhor forma talvez seja via Amesterdão para onde há voos directos com regularidade tanto de Cork como de Dublin.

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Europa

Uma curta passagem por Bucareste

A minha viagem à Roménia foi um pouco diferente do habitual, o único objectivo foi estar com amigos e não turismo, no entanto claro que deu para passear um pouco e ter uma ideia do astral da cidade.

Chegar a Bucareste foi um impacto, principalmente pelo misto arquitectónico entre o novo e o estilo soviético, e os edifícios da era soviética remodelados. O trânsito funciona de uma forma caótica, mas funciona, regras são facilmente “ajustadas” por todos, desde taxistas ao comum dos automobilistas. Um caos organizado, que em muito me lembrou Atenas.

Mais no centro da cidade, onde a grande maioria dos turistas normalmente vão, as coisas funcionam de uma forma bem mais organizada, mais limpa e mais tranquila. E tudo isto de uma forma apaixonante, não é à toa que Bucareste também é conhecida por Pequena Paris.

Bem perto do centro da cidade encontra-se um dos parques principais, o Parque Herăstrău, com o lago com o mesmo nome. Adorei a forma como o parque estava organizado, com ciclovias e rotas bem definidas, com arte por todo o lado, pequenos parques temáticos como o Jardim Japonês e alguns bares e restaurantes para parar de vez em quando. Explorámos o parque de bicicleta, o que se torna bem mais rápido para quem tem pouco tempo, mas também mais divertido.

Mercado Obor
Mercado Obor

Como seria esperado, dada a localização da cidade, Bucareste é cheia de história e locais para visitar, mas tal como referi antes não fui num passeio turístico, mais ainda deu para conhecer um pouco, e fomos ao Museu de História Natural de Bucareste onde é representada a flora e fauna actual e pré-histórica de cada parte do país, o que dá para ter uma vaga ideia do que esperar de zonas como o Delta do Danúbio (onde quero ir um dia).

Para provar a verdadeira comida local, fomos até ao Mercado Obor onde comemos mici, que é um tipo de uma almôndega de carne em formato cilíndrico. O mercado é bem popular, encontrei referências ao mesmo em vários sites de turismo, mas curiosamente não é permitido tirar fotografias, fui alertado por um segurança para recolher a câmara 🙁 Ainda sobre comida, numa das noites fomos a um restaurante estilo medieval, de nome Excalibur, onde fomos servidos com um banquete para umas 6 a 8 pessoas mas apenas éramos 4! Uma das características daquele restaurante, é que só nos dão uma faca para usarmos, temos de comer tudo com as mãos 🙂 É uma experiência deveras interessante, e até acho que a comida sabe melhor assim 🙂

Vale dos Reis
Vale dos Reis

No que respeita à noite de Bucareste, não entrámos em “loucuras”, numa das noites fomos a um bar de jogos chamado Bar Ludic, bastante agradável por sinal, no entanto a fraca luz tendo em conta a temática do local é uma desvantagem, mas foi também lá que comi um dos melhores frangos de sempre! Mas o local que mais gostei para sair à noite em ambiente de descontracção, foi o Vale dos Reis onde fumámos narguille e bebemos um chá. É uma galeria bastante agradável com um aspecto egípcio arcaico, onde deve dá para umas excelentes fotos 🙂

A grande falha da viagem foi não ter visitado o megalómano edifício do Palácio do Parlamento, também conhecido como o Palácio do Povo. Vi-o de “perto” e de bem longe, e é de um tamanho impressionante! Mas lamento imenso não o ter visitado mesmo… Talvez numa próxima oportunidade 🙂 Entretanto, talvez seja melhor rever o episódio do Top Gear onde eles filmaram nesse mesmo edifício 😛

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Diário Europa

O meu itinerário pelos Balcãs, de Zagreb a Atenas

Agora que estou de regresso da minha viagem, e a todo o gás com tempo novamente para escrever, aqui vai o primeiro artigo da série da minha viagem pelos Balcãs. E o primeiro artigo, pós viagem, é sobre a rota e sobre os motivos que me levaram a escolher os locais por onde passei.

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O que levei na mala para as Balcãs?

Este é o segundo artigo que escrevo sobre o que coloco na minha mala de viagem, e tal como da outra vez, escrevo este artigo após a minha viagem para que consiga também analisar o que correu bem e o que aprendi com a experiência.

Gadgets

Então, desta lista toda, algumas coisas mal usei e outras que senti alguma falta. O para-sol para a kit lens foi totalmente desnecessário, nunca o usei. A lente 70-300mm acho que vou começar a deixar em casa, apesar de lhe ter dado bastante uso em alguns Parques Nacionais (Croácia e Montenegro), foi algum peso desnecessário tendo em conta que só a usei em 2 ou 3 situações. Senti bastante falta do iPad, principalmente porque leio bastante rápido quando estou de férias, e a meio das minhas férias já não tinha livro para ler…, além do mais, teria escrito alguns artigos para o blog no iPad naquelas horas mortas.

Above the clouds
Above the clouds

Roupas e higiene

  • mala de viagem Lowe Alpine TT
  • bolsa para a câmara e lentes
  • saco de plástico (para roupa suja)
  • 3 camisas de manga curta
  • 1 calções
  • 1 calças de hiking (com pernas removíveis)
  • 1 calções de praia
  • 1 par de calças
  • 2 t-shirts
  • 6 pares de boxers
  • 9 pares de meias
  • toalha de praia
  • 1 camisa de manga curta
  • 1 sweatshirt
  • 1 camisola
  • 1 par de ténis
  • pasta de dentes
  • escova de dentes

Desta vez, acertei em quase tudo! Mas claro, sempre com algumas coisas desnecessárias. A sweatshirt nem foi desdobrada, era bastante fina e a ideia era para usar no caso da noite ficar mais fria, algo que felizmente não aconteceu. A camisola também não foi usada, devia ter levado apenas uma delas, é que nem quando voltei para a Irlanda senti necessidade de usar uma camisola (apesar de estarem 20 graus a menos comparando com Atenas). Dos 9 pares de meias, apenas usei 3, pois andei quase sempre em havaianas (ler lista mais abaixo), ou seja, 9 pares foi mesmo exagero… A toalha de praia foi boa ideia, mas acho que vou investir numa toalha de viagem mega compactável! Faz uma boa diferença no espaço, e não tenho de ter uma toalha húmida junto ao resto da roupa.

Coisas que comprei ao longo da viagem

Isto foi uma nova abordagem para mim, quando me apercebi que se calhar até conseguia levar apenas uma mala de mão nesta viagem, decidi deixar algumas coisas para comprar durante a viagem. Em vez de ir carregado com shampoo, e ter de me preocupar com os mililitros ao passar no aeroporto, achei que seria boa ideia deixar este tipo de coisas para comprar na chegada, e acho que resultou bastante bem! Claro que sobrou, o creme hidratante deixei-o em Florina pois já não fazia intenções de ir à praia, o shampoo e o protector solar deixei-os em Atenas pois não tinha como os trazer de volta para a Irlanda. As havaianas e o chapéu foram compras essenciais, além de não os ter na Irlanda para levar, aproveitei para comprar em locais bem mais baratos do que a Irlanda. Já o tripé, foi outra experiência, normalmente levava um tripé grande nas minhas viagens e era chato de carregar, então decidi comprar um mini-tripé, que resultou bastante bem! Vai ser o meu tripé de viagens!

Em suma, acho que desta vez preparei bastante bem a minha mala, andei pouco carregado e não tive de me preocupar com muito 🙂 Foram 16 dias de viagem, sempre por terra.


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Visitar as cidades de Machico e Funchal na ilha da Madeira

Esta foi a minha primeira vez na ilha da Madeira, e fui para o casamento de uma amiga, mas como não poderia deixar de ser, deu para bastante turismo. Como não poderia deixar de ser, tive de visitar a capital da ilha, Funchal, mesmo que por poucas horas.

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Europa Truques e dicas

10 dicas de como preparar uma viagem (aos Balcãs)

Daqui a um mês já devo estar a sentir aquela ansiedade antes de uma viagem, passando a fase actual da excitação pré-viagem. Por norma gosto de deixar planos em aberto, no passado os meus planos correram bem mal, mas é com as experiências menos boas que se aprende mais. Desta vez o destino não será apenas um país, mas uma zona. Uma viagem de 10 dias pelos países dos Balcãs.