No centro histórico de Mostar

O primeiro impacto de Mostar foi logo à chegada, passámos por uma montanha e ao descer vê-se logo a cidade, que não é muito pequena. No entanto, o centro histórico é, dá para o “ver” numa tarde, mas acho que é preciso bem mais do que isso para aproveitar o tempo melhor.

Depois de um dia inteiro dentro de um autocarro, já só sonhava com um bom duche, nem jantar nem copos, mesmo um duche para refrescar! E foi mesmo isso que fiz assim que cheguei à pousada! Pedi algumas dicas sobre a cidade, e tal como já esperava, tudo se baseia no centro com algumas sugestões mais para fora da zona histórica, tal como a Estátua do Bruce Lee (que não cheguei a ver), então fui dar a primeira volta de reconhecimento e fui para o local com a melhor vista para a ponte, um miradouro junto à Mesquita. O problema é que é a área de um café, e para podermos tirar fotos temos de consumir…, não que fosse um problema, mas até compreendo quererem evitar muitas pessoas sentarem-se sem consumirem nada apenas para aproveitarem a paisagem, que é bem bonita.

O jantar foi num restaurante que me sugeriram no hotel, mesmo junto à ponte e a caminho do rio, o ambiente é fantástico, cheio de esplanadas e mesas na rua para aproveitar as noites de Verão. O estilo árabe está presente por todo o lado, a influência islâmica é muito forte e em mistura com o estilo europeu dá uma sensação bem agradável de exótico com familiar. Ainda dei umas voltas pelo centro, apenas de reconhecimento, mas acabei por voltar para o hotel para descansar e poder aproveitar o dia seguinte devidamente. Já em relação ao hotel, a localização é excelente, bem perto do centro histórico e confortável, no entanto acho que tive algum azar com o quarto onde fiquei, apenas conseguia ter internet estando encostado à porta do quarto…, mas pronto, não foi grave.

No dia seguinte lá me levantei cedo e comecei a deambular pela cidade antiga, que como seria de esperar é bem turística com lojas de recordações por todo o lado. E apesar de a moeda local ser diferente, aceitam euros com frequência a uma taxa de cambio de 1:2, por vezes até o troco foi uma mistura de moedas o que torna as coisas ligeiramente confusas, mas com uma taxa de conversão tão simples é fácil ver quanto estamos a receber de volta.

Ponte de Mostar
Ponte de Mostar

Acho que passei pelas mesmas zonas vezes sem conta, e como estava um dia tão quente, claro que não poderia deixar de ir até à beira do rio e molhar os pés, em água bem gelada! Uma das maiores desvantagens de viajar sozinho é em momentos como estes, em que queremos dar um mergulho e temos coisas de valor connosco. Acabei por não entrar mesmo dentro de água, sempre com a preocupação nas minhas coisas, apenas molhei os pés e sentei-me nas rochas por um bom bocado a aproveitar do momento. Uma das atrações turísticas da ponte é ver os membros do clube de salto saltarem da ponte para o rio, a altura ainda é considerável e conhecida internacionalmente devido à Red Bull. É giro de ver, mas acaba por chatear um pouco quando esperamos que alguém salte por mais de 15 minutos, devem ter alguma quota minima para saltarem e continuam a pedir doações até terem essa quantidade antes de poderem saltar…, foram muitos poucos os mergulhos que vi, e sempre do mesmo estilo, alguém a preparar-se para saltar durante vários e longos minutos, enquanto os outros pedem doações. Enfim, é uma forma de negócio para o clube.

A ponte é considerada como Património da Humanidade pela UNESCO, no entanto a ponte como a vemos hoje é algo recente devido à guerra dos Balcãs, foi reconstruída após a guerra sendo agora um símbolo de reconciliação. Para quem a for visitar, deixo o alerta de que não é fácil andar na ponte, as pedras (julgo que de mármore) são extremamente escorregadias e algo inclinado, não é fácil andar de havaianas 🙂 E eu passei por lá várias vezes, sei bem o que custa descer e subir com havaianas…

A ponte é sem sombra de dúvidas o ex-libris da cidade, quase tudo está relacionado com a ponte de alguma forma, mas as marcas da guerra estão também bem presentes, afinal de contas é bem recente, não é uma guerra do tempo dos nossos pais mas sim do nosso tempo. Saindo um pouco do centro histórico, e vemos as marcas das balas em paredes de edifícios meio degradados, até as recordações são de balas recicladas. É um facto de que o local é bem belo, e não falta história para viver naquelas ruas, mas não só é uma história dos antepassados como também o é de quem ainda lá vive, vale bem a pena passar por Mostar e sentir aquele ambiente, falar com os locais e conhecer um pouco mais do que os edifícios têm para mostrar.

Noite em Mostar
Noite em Mostar

Como chegar a Mostar

De Zagreb, a forma mais directa e barata é sem dúvida por autocarro.

De Sarajevo, recomendo a irem de comboio, é uma viagem simples e mais confortável, no entanto têm a opção mais barata que também é de autocarro.

De Kotor, a minha recomendação é via transfer entre hosteis, algo que me falhou nas pesquisas antes da viagem.

Obviamente também existem opções directas de Zadar e Dubrovnik, na Croácia, todas estas cidades são bem populares e bem interligadas.


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No centro histórico de Mostar

De Coogee a Bondi

Primeiros sinais de que estamos recuperados do jet lag? Ter de usar despertador para acordar e de facto sentir que ele foi preciso… Pois, acho que já estou recuperado! Primeira vez que acordei com o despertador!

Lá me levantei, tomei a banhoca e meti-me no autocarro para Coogee novamente, já lá tinha estado portanto desta vez foi fácil dar com o sitio. Encontrar o inicio da caminhada também foi fácil, só tive de me dirigir para o extremo correcto da praia e pronto, só começar a andar em direcção a Bondi!

 

#Coogee Beach, doing the walk to Bondi now 🙂 #Sydney #Australia #ILoveSydney #GilAroundOz

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A caminhada é extremamente agradável, bem bonito de ver e quase sempre junto à falésia, com passagem por algumas mini praias que dá mesmo vontade de saltar lá para dentro e ficar lá um par de horas! Coisa que não fiz…, quando levo a câmara comigo tenho sempre receio de vir a ser roubado, portanto acabo sempre por não aproveitar esses momentos…

Um dos locais por onde passei é um tanto ou quanto entre o bizarro e o bem bonito, um cemitério junto à falésia! Provavelmente o cemitério com a melhor vista do mundo! A própria passagem é junto ao cemitério, com uma estrutura de madeira pela falésia em forma de ponte pedonal.

 

This is probably the cemetery with the best view ever… #Sydney #Bondi #GilAroundOz

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Cheguei a Bondi já bem perto do almoço, e a fome apertava, acho que demorei mais de 2 horas a fazer aquela caminhada, com constantes paragens para tirar fotos e apreciar a paisagem. Tentei encontrar algum sitio para comer, fora da zona de turistas, e lá encontrei um pequeno café/restaurante de wraps onde comi um bem bom acompanhado de um smoothie ainda melhor!

Um detalhe em relação ao passeio, existem vários pontos durante o percurso onde podemos encher a garrafa de água, algo que recomendo vivamente a levarem convosco, pois vai fazer muita falta 🙂

Quanto a segurança, em Bondi existem vários avisos sobre roubos, é uma praia bem turística e facilmente as pessoas se relaxam demasiado deixando bens valiosos mais expostos. Para evitar tantos assaltos, eles têm vários cacifos disponíveis para alugar, $4AUD para um dia inteiro dá bastante tranquilidade, pena que uma vez fechado só dá para abrir uma vez, ou então terão de voltar a pagar a mesma quantia… Convém confirmar se guardaram tudo lá antes de pagar 🙂

O resto da tarde foi de pura descontracção, ler, nadar e caminhar pela praia. A tarde toda! Até que me fartei, e juntei-me à massa de pessoas que se dirigiam para os autocarros de volta a Sydney, e lá fui eu de volta…

 

Irish tan: Unloading… #BondiBeach #Sydney #GilAroundOz

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Depois do duche no hostel, começo a ver no espelho os efeitos que o sol teve em mim…, e aperceber-me que o protector solar é mesmo bom! Nas zonas onde não cobri bem ficaram bem “torradas”…, tenho algumas manchas nas costas onde houve falha do protector solar. Outra zona onde tenho manchas é nos ombros… (?!?!?) Como? Simples… Meti protector solar nos braços logo no inicio da caminha, e como ia sempre junto ao mar parecia bem fresco. A certa altura decidi enrolar as mangas…… e pronto… essa zona não estava coberta 🙁 Aqui estou eu, com um bronze invertido! Há quem tenha bronze de pedreiro ou camionista, eu tenho o bronze invertido! Há que ser original!


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De Coogee a Bondi

Algures pelo meio da Bósnia e Herzegovina

A etapa fácil da viagem estava concluída, a aventura sozinho começava ao embarcar naquele autocarro em Zagreb com destino a Mostar. Para ser sincero, nada de complicado, afinal de contas tinha quase tudo reservado antes de sequer começar a viagem, mas ainda assim, existe aquela pequena ansiedade de estar a viajar sozinho por um país que há 20 anos estava em guerra.

Logo bem cedo fomos para o terminal de autocarros, que além de ser bem grande, também não tem informação absolutamente nenhuma sobre as plataformas de embarque. Portanto, a sugestão que dou é irem com bastante antecedência e tentarem descobrir qual o autocarro a apanhar. De facto, bem mais fácil quando temos alguém local a nos orientar… Tinha alternativa para viajar durante a noite, mas decidi fazer a viagem com mais paragens e durante o dia para cruzar grande parte do país, sentir um pouco do que é a Bósnia e Herzegovina fora das zonas de turismo, o que foi um impacto bem maior do que esperava. Logo ao cruzar a fronteira dá para sentir uma grande influência soviética, com uma mistura islâmica – esta foi a minha primeira surpresa, não fazia mesmo ideia de que a Bósnia é um país com uma comunidade islâmica tão grande. A quantidade de minaretes ao longo da viagem é surpreendente, até em zonas onde nem se vêem mais casas.

Todo o percurso que fiz é bem rural, pequenas vilas pelo caminho mas sempre pelo meio dos montes, literalmente. Algumas vilas mais turísticas, dava para perceber pelos grupos de pessoas que saíam, a fotografia abaixo é um exemplo de uma dessas vilas onde vários jovens desceram.

Bihac Waterfalls
Cataratas de Bihác

As leis de Murphy aplicaram-se bastante bem no lugar escolhido no autocarro, recomendo vivamente a sentarem-se num lugar à janela do lado esquerdo, ou então irão ver muita parede como eu vi… Ainda assim, deu para algumas vistas engraçadas, como o caso das cataratas em que tive a sorte do autocarro passar duas vezes pela mesma ponte e aí dar para tirar a fotografia acima (ainda que um pouco desfocada).

A sul, mais perto de Mostar, passámos por um vale (que pelo que encontrei no Google, deve ser Buško Jezero) bem bonito, adorei aquela zona que até era capaz de ter saltado por um dia ali…, mas não o fiz. A viagem toda valeu bem a pena, a decisão de ir de dia foi bem acertada, mas também bem cansativa. O impacto cultural foi bem maior do que esperava, e algo assustador de ver ainda tantos vestigios da guerra. Passámos por algumas zonas com campos minados, vários avisos de perigo de morte, principalmente em encostas de montanhas (talvez por o acesso ser mais complicado e mais difícil para limpar). Assusta um pouco passar ali, uma zona tão bonita e tão perigosa, a Bósnia foi a zona que sofreu mais com a guerra e dos países por onde passei, da ex-Jugoslávia, que me pareceu menos desenvolvido. Cruzar o país de autocarro foi uma experiência que valeu bem a pena, cheguei cansado, mas fiquei com uma perspectiva do país que de outra forma não iria sentir.

Como chegar a Mostar vindo de Zagreb

Como referi num outro artigo, tratei de reservar o que precisava de reservar com alguma antecedência, o transporte foi uma dessas coisas. Como é uma viagem entre dois países, nem sempre existem rotas directas, mas sendo Mostar um destino tão turístico foi bastante fácil encontrar uma rota a partir de Zagreb. Foi a primeira vez que usei a aplicação Rome2rio, que me deu a opção da rota que acabei por escolher, pela CroatiaBus.

Outra sugestão que dou é usarem o Balkan Railway Pass, para viajarem nos Balcãs de comboio, tem a desvantagem de não chegarem a alguns locais fantásticos, mas é uma alternativa que considerei seriamente pois é uma forma mais cómoda de viajar, e que passa por paisagens épicas que de outra forma não iria ser possível de ver.

Por outras palavras, têm uma opção directa e cansativa, como a que eu fiz, ou uma alternativa mais cómoda mas também mais longa, e que talvez sirva como uma excelente desculpa para visitarem Sarajevo.


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Algures pelo meio da Bósnia e Herzegovina

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Interrail Selfie

Esta fotografia fui encontrar no meio dos álbuns de 2008, quase 8 anos! Também nos primórdios deste blog, uma foto sobre uma das viagens que mais me marcou e me deu a descobrir que viajar sozinho afinal até nem é algo mau 🙂 Na altura escrevi um artigo estilo diário de viagem, que ainda hoje é bastante lido por quem encontra este blog no google 🙂

O artigo em si já detalha grande parte da viagem, mas é engraçado olhar para uma selfie minha usando um espelho do comboio, acho que nesta altura já estava um pouco farto de estar sozinho. Tirei esta foto entre Itália e França mesmo no meio da viagem quando os planos já estavam a correr (bem) mal, ainda assim consegui desenrascar-me bastante bem e improvisei uma solução que resultou em chegar são e salvo a Portugal com muitas aventuras para contar.

Interrail Selfie

A fotografia em si tem pouca qualidade, a máquina também não era das melhores (como dá para ver), mas gosto do efeito do reflexo entre espelhos. Acho que selfies destas têm muito mais estilo 😛 E vou continuar a rever fotos deste interrail, ficar com uma lágrima de nostalgia no canto do olho… 🙂


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Interrail Selfie

Umas voltinhas pela zona do Porto de Sydney

Dia para passear pela zona história de Sydney, ou pelo menos era essa a ideia. A primeira coisa que fiz foi ir em direcção à ponte da baia de Sydney, a famosa ponte que aparece em quase tudo o que são fotos de Sydney. Pelo caminho passei por parte da zona “The Rocks” (As Rochas??), mas mais na zona ribeirinha, dei a volta por baixo da ponte (sinceramente, mesmo porque não sabia para onde estava a ir) e deu para ver umas perspectivas engraçadas da Opera 🙂

Lá descobri onde é a entrada para a ponte, existem 3 opções de ver a ponte. A mais cara, que é fazendo a “escalada”. Entrei lá, vi várias fotos de gente famosa que o fez, com os respectivos autógrafos mesmo a convidarem os turistas a repetirem o que alguém famoso fez… Mas ainda assim, demasiado caro… A segunda opção é subir a torre, salvo erro são uns $30AUD, mas optei pela forma ainda mais barata. Atravessar a pé.

 

#Sydney bridge #ILoveSydney #Australia #SydneyHarbour #GilAroundOz

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Dá para atravessar a ponte de três formas diferentes, pelo lado este a pé, pelo lado oeste de bicicleta  e pelo lado “central” de carro, que não dá para ver grande coisa… E sim, um dos lados é apenas para pedestres enquanto que o outro é apenas para bicicletas, convém respeitar as regras e não ser atropelado nem atropelar ninguém 🙂

Ao chegar ao outro lado, fiquei sem saber bem o que fazer ou ver. O mapa apontava para um tal de “Luna Park” que mais tarde vim a saber que é um parque que abriu em todos os continentes, excepto Antártida, e que aquele em particular tem uma história bem trágica por trás… Em 1979 morreram 6 crianças e um adulto num fogo no comboio fantasma… O parque em si parecia quase deserto, apenas alguns turistas para tirarem fotos, tal como eu, e acho que nem vi ninguém a usar o parque. Segundo o guia que conheci nessa noite, pelos vistos já tentaram de tudo para atraírem pessoas para o parque, mas parece que continuam sem conseguir atrair visitantes…

 

Great day today, and I’m already melting… #SydneyOpera #ILoveSydney #SydneyHarbour #GilAroundOz

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Continuei o passeio a pé pela zona norte, e dirigi-me a um dos muitos portos que existem na baia de Sydney, de lá apanhei o ferry até Darling Harbour e fui almoçar com um amigo. O resto da tarde estava demasiado calor, e acabei por ficar pelo hostel…

Mais à noite juntei-me a uma visita guiada grátis pela zona The Rocks, onde fiquei a conhecer bem mais sobre a história da cidade e de como tudo começou, e a quantidade de voltas e baldrocas que aconteceram naquela linda cidade que é hoje.

 

#LunaPark in North #Sydney #GilAroundOz

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É bastante interessante saber que a zona que hoje em dia é a mais castiça, esteve quase para ser demolida nos anos 60 devido ao facto de não ser lá uma zona muito seguro e limpa… E também é engraçado ver o quanto a cultura irlandesa faz parte da história da Austrália em si, bem mais do que eu pensava. Enfim, saio da Irlanda para continuar a ter muito da Irlanda 🙂

E o meu dia terminou a encontrar-me com um irlandês que tinha conhecido em Cork, beber umas cervejas e de volta para o hostel que mais um dia me esperava pela frente 🙂


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Umas voltinhas pela zona do Porto de Sydney

As primeiras horas em Sydney

Isto de viajar por longas temporadas não é só paisagens magnificas e puro descanso, há que tratar de algumas coisas mais banais também, como por exemplo, lavar a roupa 🙂

Assim que cheguei a Sydney, isso foi a primeira coisa que fiz. Check-in no hostel, comprar detergente para lavar a roupa ($2 AUD por saquinho de detergente…), e ir meter a roupa a lavar e secar ($4 AUD para cada). A brincadeira ficou-me em $10 AUD, não é muito mas podia ser menos 🙂 Só tenho roupa lavada para 6 dias, portanto tenho de pensar bem onde e como vou lavar a roupa, parecendo que não até requer alguma organização, pois em breve vou passar uns dias numas ilhas e convém ter roupa lavada para usar lá, que duvido que lavando com água salgada a roupa fique… boa para vestir?

Aproveitando o dia, visto que já não iria fazer muito de turismo, tratei de fazer as marcações para o destino seguinte, Byron Bay, um dos vouchers que comprei é para fazer kayak no mar para ver golfinhos, e para isso teria de marcar com alguma antecedência…, vamos lá ver como corre 🙂 A aventura vai começar lá, até agora tem sido turismo apenas 🙂

 

Hello #Sydney! #GilAroundOz

Uma foto publicada por Gil Sousa (@gfpsousa) a

Depois disto tudo tratado, lá tive algum tempo e disposição para algum turismo. Encontrei-me com um australiano que conheci na minha viagem pelos Balcãs, o Mark, e ele levou-me a conhecer a zona das docas (principais) onde está a casa da Ópera e de onde se vê muito bem “a ponte“. Ou como alguns locais chamam, o cabide de casacos… (há uma história por detrás disto).  A volta foi curta, mas o suficiente para eu ficar deslumbrado pela cidade. Sydney é algo de inacreditável, o novo e o velho misturado numa harmonia quase perfeita, edifícios antigos reflectidos nos arranha céus espelhados, um bairro mais tradicional junto ao hiper-movimentado caís. Tantas diferenças e tão bem conjugadas. Até em termos culturais, é complicado perceber quem é turística e quem é nativo, tal não é a diversidade cultural da cidade.

Regressando ao hostel, foi quando comecei a reparar em alguns detalhes do quarto, algo bem desorganizado e… pouco limpo? Uns dias mais tarde apercebi-me que o quarto só estava sujo quando estavam lá raparigas? Sem querer julgar (muito), mas o estereotipo não diz que os homens é que são porcos e desarrumados? Talvez seja apenas em hosteis 😉

 

Tomato Festival #Sydney! Ah, the things I end up visiting ? #GilAroundOz

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No dia seguinte fui passear pelo Jardim Botânico, uma escapadela da cidade ainda dentro da cidade. Fica mesmo junto à casa da Ópera e das docas principais, um pequeno oásis na cidade. Vale bem a pena passear por lá, até me deparei com um Festival do Tomate? Ainda provei um tomate cereja dourado ou que raio era, até era bastante bom, neste país faz bastante sol, bom para os vegetais e frutas 🙂 Enquanto dava umas voltas, recebi uma mensagem de um irlandês que tinha conhecido em Cork e que agora vive em Sydney para ir beber um café, lá fui eu para mais uma pausa 😛 E quase que me esquecia que tinha planos para o almoço…

Pelo almoço fui até Coogee encontrar-me com um amigo da tuna e com a namorada dele, a primeira praia neste lado do Pacífico 🙂 O mar é bem mais quente que no Peru, bem mais agradável! Talvez devido às correntes que vêm do Equador? Enfim, foi uma tarde bem agradável, onde o Hugo fez questão de me mostrar algumas aranhas não muito pequenas que existem por aqui…, e saber se são mortíferas? Continuo sem querer me aproximar delas…

O dia já ia longo, e voltei para o hostel, esperavam-me uns dias de bom turismo pela frente 🙂


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As primeiras horas em Sydney

Trapalhadas pela capital da Austrália

Comecemos por definir qual é a capital da Austrália. Melbourne? Sydney? Acho que muitos iriam errar esta pergunta, mas a resposta está entre estas duas cidades. Camberra é a capital, e é uma das capitais que foram “criadas” para esse mesmo efeito, tal como Washington, Brasilia e até Madrid (já existia uma vila onde é hoje Madrid, mas nada de significante).

A cidade foi arquitectada por Walter e Marion Griffin,  mas até ao que se vê hoje em dia sofrer algumas alterações do plano original, uma das mais flagrantes é o facto de existirem 2 parlamentos, em que o “antigo” parlamento nem 100 anos ainda tem…

Outro detalhe que é diferente do plano original é em relação ao lago, o que se vê hoje em dia foi bastante alterado, de apenas um rio até finalmente decidirem criar uma estrutura de barragens para chegarem ao lago que têm hoje. Mas até nisso as coisas não foram assim tão lineares, quando fecharam a barragem para encher o lago, isso coincidiu com um ano de seca, e em vez de terem um lago bonito como têm hoje, apenas tinham umas poças de água e muitos mosquitos. Essa seca atrasou a inauguração por cerca de um ano.

Uma curiosidade em relação a essas barragens, está numa principal que foi projectada para suportar cheias que se estimam acontecer a cada 5000 anos. Cinco Mil Anos! Há que pensar à frente… Daqui a 200 anos a capital já nem deve ter vestígios do que é hoje em dia…

O lago apesar de parecer bonito, têm uma média de profundidade de 4 metros, e volta e meia têm problemas com algas azuis que são altamente tóxicas, e lá têm de colocar avisos para não pescarem nem usarem o lago para outros fins. Mas também, raramente se vêm gente a nadar no lado, fazem várias actividades como canoagem e pesca, mas nadar não é comum.

E as trapalhadas…

Pois bem, viajar sozinho é muito giro, e não faltam blogs e artigos a dizerem as maravilhas de viajar sozinho, de quantas pessoas conhecem, blablabla. Mas muitos poucos falam nos problemas que as pessoas se deparam, e acho que o maior problema é mesmo “e agora, que faço?”

Talvez alguns dos mais solitários, nem se preocupam muito e simplesmente seguem em frente. Outros, tipo eu, pensam, e stressam, e no final tudo se resolve e pensamos “mas que grande parvalhão…”

Ora, como disse no artigo anterior, caí na patetice (ou não) de aceitar vários pacotes de aventura para os próximos dois meses, quando cheguei a Camberra, já de noite, aproveitei que não iria fazer muito para ver como estava o plano da minha viagem. Olhei às datas todas, olhei para o mapa…, e reparei que alguns dos vouchers têm “oferta válida até 31 de Março”. Ora…, eu vou estar a viajar aqui até dia 11 de Abril…, e algumas dessas actividades, 3 para ser mais preciso, acontecem depois de dia 31 de Março.

STRESS! Sim, stress por motivo algum. Qual a pior coisa que poderia acontecer? Devolverem-me o dinheiro e eu ter de procurar outros pacotes para a altura que em lá vou estar. Mas não, stressei imenso por causa disso… Dizem que a melhor forma de crescer é sair da zona de conforto, ora então eu estou sempre a crescer, mas acho que aprendo muito pouco com isso…

Mais trapalhadas aconteceram, mas já conto mais para a frente…

A voltinha por Camberra

Na manhã seguinte levantei-me cedo, ainda devido ao jet lag, e depois de tomar um pequeno-almoço lá fui dar a minha voltinha pela cidade. No livro do Lonely Planet só têm uma página dedicada a Camberra, aliás, até está numa secção cujo nome é “O melhor do resto”… Pois… Uma das coisas que recomendam vivamente é a visitar o Memorial de Guerra da Austrália, e foi esse o meu primeiro destino! Como Camberra é uma cidade planeada de raiz, o mapa também é extremamente organizado, e isso faz as distâncias parecerem mais próximas do que são. Estrada sem linha recta podem ser um pouco mais do que 100 metros… Chegar ao Memorial ainda foi cerca de 30 minutos a pé, mas fi-los tranquilamente e a tentar aproveitar para ver a cidade… Não fosse eu… ter uma fobia irracional de aranhas… Passar por baixo de árvores? Ermmm, deixa lá ver se há teias… Passar ao lado de arbustos? Ok…. Passar entre arbustos? NOPE! Até o vento a passar-me nas pernas me fazia ter medo, será que tinha algo nas pernas??

Enfim, lá cheguei à zona do Memorial, e vi algumas aves que inicialmente me pareceram pombos brancos a voarem algo rápido, mas que fazem uma barulheira do caraças. Lá comecei a olhar bem… Cacatuas brancas!!! Brutal! Adoro esses pássaros, e ali existem às centenas, por todo o lado! Troquei de lente, e comecei a disparar para tudo quanto era lado! Quase que até me esquecia das aranhas, quaseeeee

O Memorial abre às 10 da manhã e é de entrada grátis, às 10 já estava eu à porta. O piso de fora é onde se encontra o Memorial ao Soldado Desconhecido, não me pareceu nada de especial, tendo em conta que existem memoriais desses por quase o mundo todo… Pensei que o Memorial fosse apenas isso, e estava a dirigir-me para a saída quando uma senhora extremamente simpática me perguntou se gostei do que vi. Disse que sim, sem hesitação, e ela recomendou-me a ver o resto… Resto? Qual resto?

O Memorial são 3 pisos de um museu de Guerra. O que vi do lado de fora era apenas a ponta do icebergue! Os pisos inferiores são simplesmente fantásticos! Além da exposição de artefactos de guerra que existem em quase todos os museus, eles também têm maquetes representativas de cenários de guerra, cenários específicos de cenas que realmente ocorreram. E as maquetes estão de tal forma bem feitas, que qualquer fotografia quase que parece uma pintura! O museu está organizado por eras bélicas em que a Austrália participou (?!?!). Mas a Austrália alguma vez esteve em guerra??

Pois…, senti-me bastante ignorante naquele museu. Acho que o ensino em Portugal sobre a Segunda Guerra Mundial fala apenas nos principais protagonistas da guerra, e esquecem-se de referir que a guerra chegou a outras partes do mundo, tipo a zona das Filipinas, Indonésia, Papua e Nova Guiné (eram dois países) e até Austrália. Não fazia a mais pequena ideia, e senti-me mesmo ignorante.

O museu é sobre as participações da Austrália nas várias guerras que ocorreram, inclusive a Primeira Grande Guerra. Na altura a Austrália ainda era uma colónia Britânica, mas ainda assim eles participaram na guerra e tiveram papeis bastante importantes.

“Perdi” umas três horas naquele museu, e acho que o vi um pouco a correr, porque a fome apertou. Mas foi dos melhores museus de guerra que alguma vez visitei, talvez apenas equipararia com o Museu de Paz de Hiroshima (que é bem mais deprimente…).

Depois do museu era para ter visitado a Colina da Capital, mas o calor era já tal que decidi voltar para o hostel e almoçar. Além do mais, nem sequer tinha protector solar (e com este bronze irlandês, não convém andar ao sol nas horas de maior exposição…).

Pelas 4 da tarde lá voltei para a minha visita, e fui até à Colina da Capital, onde atravessei o lago pela ponte principal. A cidade está mesmo bem organizada, tanto para peões, ciclistas e carros. Já na ponte, começo a reparar que na quantidade de teias de aranha na barreira protectora da ponte…, e algumas aranhas…, uma delas até consideravelmente grande! A minha reacção foi a esperada, grande berro com “FODA-SE”, mas lá continuei a andar, mas bem mais afastado da rede…

Passear pelos jardins do antigo parlamento foi o mesmo, sempre com o receio das aranhas… Acho que nunca vou andar absolutamente descontraído a passear por este país…

Um detalhe sobre os Parlamentos, quando o novo Parlamento foi inaugurado, deixaram o antigo ao abandono, e junto ao antigo Parlamento existem uns jardins que eram para uso dos membros do parlamento, jardins estes que também ficaram abandonados. Recentemente o governo decidiu recuperar tanto o Parlamento antigo como os jardins, e é onde muitas pessoas hoje vão jogar ténis e outros desportos. É um espaço para todos, e está bastante bem arranjado. Para recuperarem o espaço, também pediram donativos para voltarem a plantar o roseiral que era tão famoso, então agora têm uma enorme variedade de roseiras todas diferentes, todas devido a doações da população.

Hostel Canberra YHA

Quanto ao hostel, pelo que li, é uma cadeia de hosteis consideravelmente grande na Austrália e que começou algures numa quinta. Tal como os Base e Nomad, também têm planos de descontos mas infelizmente não tão bons como os Base…, para quem anda a viajar de baixo custo, qualquer cêntimo faz a diferença…

Fiquei num quarto com 4 camas, o que aparentemente parece bastante bom, mas a meio da noite fui ao WC e quando regressei lembrei-me logo de Budapeste… O ar condicionado não estava ligado, janela fechada e com um cheiro insuportável… Na segunda noite só éramos 2 no quarto, muito melhor!

A cozinha é bastante boa, e para quem quer um pequeno-almoço bom mas barato, eles têm um pequeno café junto à cozinha. Onde eu comi nos dois dias 🙂

Quanto ao ambiente, senti como se estivesse num hotel, pouca ou nenhuma interacção… não gostei muito…


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Trapalhadas pela capital da Austrália

Uma primeira vista sobre Melbourne

Melbourne foi a cidade de onde parti e é a cidade onde irei terminar a minha aventura, como gosto de jogar pelo seguro decidi deixar a visita (a sério) para o final da viagem, e aproveitar apenas duas noites para recuperar da viagem desde a Irlanda.

A primeira coisa que notei é que a cidade decidiu abrir as rotas de eléctricos aos turistas (e não só), no centro da cidade existe uma área de “FREE TRAM ZONE” devidamente assinalada, ou seja, dentro desses limites podemos usar o eléctrico à vontade sem nos termos de preocupar em validar bilhetes, com revisores, e afins. Com isto, acho que a cidade só fica a lucrar, menos chatices para os revisores, e toda a gente fica um pouco mais contente. Desta vez não experimentei a sair dessa zona, portanto também não tenho ideia de quanto serão as tarifas…

O primeiro dia foi para tentar tratar de algumas coisas, nomeadamente do cartão SIM Australiano. Não só para internet (só a uso para publicar fotos no Instagram), mas também porque me vai dar imenso jeito a contactar hosteis e empresas de actividades que vou fazer durante a viagem. Dois meses, dá jeito ter uma forma mais fácil e barata de contactar quem eu preciso…

Organic section of #queenvictoriamarket #visitaustralia #visitmelbourne #GilAroundOz #Australia #Melbourne

Uma foto publicada por Gil Sousa (@gfpsousa) a

Outra coisa que tive de comprar foram os produtos de higiene. Como apenas trouxe mala de mão, não iria trazer amostras de gel de banho para dois meses…, mais valia comprar à chegada, e foi o que fiz. Ou seja, o primeiro dia já ia com custos adicionais mas esperados…

Hostel Nomads Backpackers Melbourne

Este foi o hostel onde fiquei as primeiras duas noites, atendimento 5 estrelas! Gostei imenso, mas algo sempre ocupados o que lhes dava pouco espaço para interagirem com os hóspedes de uma forma mais familiar.

A área comum do Hostel tem um bar onde todas as noites fazem eventos temático, mas as ofertas são pobrezinhas. Na primeira noite houve “noite da pizza“, em que a fatia era minúscula, e na manhã seguinte foram panquecas também bem pequenas. Mas pronto, criticar o que é grátis não é justo…

Quanto à localização, fica dentro da área de eléctricos grátis, ou seja bem no centro. E com um parque bem agradável mesmo ao lado, também junto ao Mercado Rainha Victória, que recomendo vivamente! Já descrevo mais abaixo. E junto a outras lojas mais pequenas, excelente para quem quer poupar dinheiro e precisa de comprar comida (tipo eu…).

Free the pandas! #GilAroundOz #visitmelbourne #melbourne

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Agora um detalhe sobre esta cadeia de hostels, para ser ainda mais barato, dá para comprar um passe de 10 noites para usar na rede toda dos hosteis Nomads e Base, o alojamento na Austrália não é barato, mas este passe torna as coisas um pouco mais acessíveis.

Ainda em relação ao primeiro dia, e ao hostel… Bem…, fazer negócios quando se está com jet lag não é lá muito boa ideia, pois não? Então, no hostel têm uma pessoa encarregue de vender pacotes de viagens para pessoal de mochila às costas, oportunidades bem baratas e tentadoras. Se estiverem com jet lag, fujam dessa pessoa! Eu não fugi… Então já marquei actividades para os próximos dois meses… Yep…, eu que falo tanto em evitar planear demasiado… Algumas dessas aventuras até me dão medo, mas depois vou contado os detalhes, não vale a pena estragar as surpresas para já 🙂 Com isto, também preparei logo a viagem até Sydney, autocarros e alojamento em Canberra (de onde estou agora a escrever este artigo).

Melbourne, o primeiro impacto

Melbourne é uma cidade onde me vejo a viver um dia, cheia de vida, mas ao mesmo tempo inspira imensa segurança. Limpa, organizada (até demais), e bem perto da praia! A temperatura é amena, nada de demasiado calor nem demasiado frio, e com um aeroporto internacional (que é bem importante para quem gosta de viajar como eu :P).

O pouco tempo que tive para realmente passear pela cidade, apenas andei pela zona de eléctricos grátis, andei perdido por lá, tirei algumas fotos e andei imenso também. Não foi só explorar o que é grátis, andar também faz bem!

No idea what this fella is, but he doesn’t look ok 🙁 #GilAroundOz #visitmelbourne #visitaustralia #animals

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No segundo dia de manhã o tempo não estava favorável, chuva e frio. Então fui até ao Mercado Rainha Victória, que é simplesmente gigante! Tem de tudo, e até acho que é interessante visitar mercados, ver onde os locais vão (e pelos vistos, também os turistas). Da parte da tarde fui até à zona das Docas passear, e regressei ao hostel. Acho que é sempre complicado nos primeiros dias com jet lag, não deu para aproveita muito sem me sentir absolutamente exausto…


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Uma primeira vista sobre Melbourne

Um dia muito longo até Melbourne

E a aventura começou! A viagem mais longa que alguma vez tive, mas também, vim para o outro lado do mundo, não seria de esperar algo fácil, não?

O voo de Cork a Londres, como seria de esperar, foi bem tranquilo, e nem tive de fazer check-in de bagagem, só trouxe bagagem de mão nesta viagem! Quando regressar faço uma das minhas análises de como correu a bagagem…

 

And next stop… #GilAroundOz #airport #discoveraustralia #australia #singapore #britishairways

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O voo para Singapura foi doloroso…, 12:50… Dormir sentado não é nada agradável, mas felizmente o entretimento a bordo até era bom, e com uma qualidade razoável. Vi dois filmes, Steve Jobs e Suffragette, joguei um pouco e dormi o que consegui… Um detalhe sobre este voo, foi a primeira vez que voei no primeiro piso num avião! Fui em classe económica, mas consegui um lugar no primeiro piso. Sinceramente, não vi grande diferença, nem sequer dava para perceber que estava num avião de dois pisos, e acho que nem tinha acesso ao piso de baixo (pelo menos não vi nenhuma indicação nesse sentido). Tive direito a duas refeições, o jantar e o pequeno-almoço, e tenho a dizer que até saí bem servido com a British Airways.

Coxia ou janela?

A luta de muitas pessoas. Bem, eu em voos curtos não tenho preferência quanto ao lugar, já em voos de longa duração prefiro ir na coxia. Motivo? Vou querer dormir, é certo, e junto à janela seria bem menos incomodado. Mas e se quiser esticar as pernas a meio da noite? Ou se quiser ir ao wc? Das duas uma, ou acordo alguém, ou tenho de aguentar… Prefiro ser acordado, do que ter de incomodar outra pessoa, a decisão é simples para mim 🙂

Chegada a Singapura, já sentia os efeitos da confusão da mudança de fuso horário. 3 da tarde? Mas pensava que era de manhã… Aguentei-me acordado no aeroporto, ainda equacionei tomar um duche mas lá mudei de ideias quando vi que teria de pagar, e provavelmente nem seria pouco, e para fazer mais um voo longo e ficar todo suado novamente… Dei umas quantas voltas, cheguei a visitar o Jardim dos Cactos…, mas que calor… Aproveitei para relaxar um pouco, dei umas voltas pelas lojas e descansei com bom espaço para as pernas, ao contrário do voo… E reparei que o meu blog está bloqueado em Singapura 🙂 Acho que tem a ver com um dos meus artigos em inglês

 

I flew in that! On the upper deck!!! #britishairways #singapore #airport #GilAroundOz

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E rumo ao último voo! Mas antes…, claro que teria de passar por alguma aventura, ter barba parece não ajudar muito quando em todos os documentos oficiais não tenho qualquer barba. Fui chamado à parte, interrogado, bem “olhado”, e lá finalmente consegui passar! Acho que o segurança não ficou totalmente convencido de que os documentos são mesmos meus…, mas já estou em Melbourne!

Quanto ao voo, voei com a JetStar, uma low cost da Qantas Airways, e nota-se que as hospedeiras não são nenhumas modelos, talvez por ser uma low cost, mas não são as aparências que fazem um profissional. Ainda bem para a JetStar! E tal como a Aer Lingus, na JetStar paga-se tudo, mas como marquei o meu voo pela BA, tive direito a jantar e pequeno almoço 😀

O aterrar foi algo confuso para mim também, com 11 de diferença, o meu cérebro queria um pôr-do-Sol, e estava a ter um nascer-do-Sol quanto o avião estava a aterrar. Foi bem confuso, tenho a dizer… Depois foi só passar pelo controlo de passaporte, e de volta à vida de viajante! Mais artigos para breve!


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Um dia muito longo até Melbourne

Escarpas de Moher no Inverno

Faz quase cinco anos que estou a viver na Irlanda, e há certos locais que simplesmente adoro visitar e “re-visitar”. Recentemente levei uma amiga a conhecer a zona do Ring of Kerry e Dingle, desta vez calhou a dar a conhecer a zona dos condados de Clare e sul de Galway a um amigo. As Escarpas de Moher (Cliffs of Moher) são umas escarpas em forma de dentes de serra na costa Oeste da Irlanda e um dos locais mais visitados na Irlanda, talvez apenas a seguir a Dublin. Esta zona foi finalista como candidata a Novas 7 Maravilhas da Natureza, no entanto não tendo conseguido chegar à lista dos 7 finais já foi usada para cenas em alguns filmes, como o Harry Potter.

Esta foi a terceira vez que fui visitar as escarpas (ou terá sido a quarta?), e como queria um pretexto para sair de Cork decidi fazer uma surpresa a um amigo, sabia que ele queria ir lá, e eu queria visitar o Parque Nacional de Burren que fica lá bem perto. Porque não irmos juntos visto que queríamos visitar a mesma zona?

Por vezes surpresas correm mal, mas gosto sempre de tentar surpreender as pessoas com quem me dou bem, um amigo em comum disse-me que ele queria ir visitar a zona, e sem lhe dizer nada em concreto convidei-o a irmos visitar parte da Irlanda durante um fim-de-semana. Mentalidades semelhantes no que respeita a conhecer locais novos, que fez do convite uma realidade. Lá nos metemos no carro, e fui conduzindo rumo a noroeste… Faltavam apenas uns 20 ou 30 km quando ele viu, pela primeira vez, as indicações para os Cliffs of Moher. Podia ter mantido a surpresa por mais tempo, pois fiz um pequeno desvio para Lahinch, mas não resisti e confirmei que iríamos visitar as escarpas.

Lehinch Beach
Lehinch Beach

Lahinch é uma vila costeira bem conhecida entre os surfistas, e fica bem perto das escarpas. Muitos começam a caminha pelas escarpas a partir dessa mesma vila, começando na praia subindo a encosta e percorrendo as falésias todas por zonas menos aconselhadas. Apesar de ser na Irlanda, a praia é bem bonita… e naqueles raríssimos dias de sol até dá para fazer alguma praia 😛

De Lahinch às escarpas são apenas uns quilómetros, salvo erro uns 10, e depois é só encontrar lugar para estacionar o carro. E falando em estacionamento, aqui fica uma dica, se querem poupar uns trocos deixem os passageiros do carro a pé junto à entrada do centro de visitas, os bilhetes do estacionamento são cobrados consoante o número de pessoas dentro do carro (6€ por pessoa).

Ao chegarmos à zona do parque de estacionamento, o céu estava ligeiramente nublado, mas dava para ver perfeitamente as escarpas. Estacionei o carro, e aqueles 5 minutos (ou menos) do parque até ao centro de visitas, uma nuvem baixa simplesmente cobriu tudo o que havia para ver. O meu amigo estava maravilhado com a surpresa, ele nem queria saber de mais nada, mas eu não! Bem frustrado, parecia ter sido de propósito, tudo tão visível e em minutos ficou tudo coberto… Lamento não ter tirado nenhuma foto com aquele nevoeiro, acho que ficaria com um aspecto bem místico.

Entrámos dentro do centro de visitas, e nem 5 minutos fiquei lá dentro, apenas fui ao WC, e quando saí a nuvem já tinha passado! Tudo extremamente visível novamente! Siga aproveitar o momento, e siga dar uma volta junto às falésias!! O tempo estava bastante aceitável, nada de chuva mas bastante vento. Demos uma volta pela zona segura, e não nos aventurámos mais pois estava tudo bastante enlameado. Muitos se aventuram para fora da zona “turística”, que não está protegida, aliás, essa é a parte mais interessante de toda a caminhada mas infelizmente acidentes acontecem e volta e meia nos deparamos com buscas, já calhei a ver uma…

Torre de O'Brien ao anoitecer
Torre de O’Brien ao anoitecer

O trilho não protegido é sempre junto à escarpa, com zonas mais largas e com bastante espaço (e supostamente mais seguras), e outras zonas bem apertadas com cerca de 1 metro de espaço da falésia. Mete algum respeito, de um lado falésia do outro… vacas 🙂 Sim, a zona não protegida é ao lado de uma vedação para um pasto de vacas, portanto nada de as provocar.

Fomos também à zona da torre de O’Brien, o ponto mais alto das Escarpas de Moher, infelizmente estava fechado e nem deu para entrarmos lá dentro, mas a vista de lá é igualmente fantástica. Apanhámos o final do dia, com um céu em tons de azul quase a confundir-se com a água do mar, lindíssimo!

Dali, fomos para o nosso B&B perto de Gort, quando o reservei pensava ser bem mais próximo, mas ainda demorámos mais de uma hora a lá chegar, com algumas aventuras pelo caminho a descrever num próximo artigo!


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Escarpas de Moher no Inverno

Pillow Fight em Lisboa

Outra foto bem antiga, esta data de 2008… A qualidade é um pouco baixa, mas é uma foto que me trás boas memórias (e na altura nem sequer pensava em fotografia).

Este evento teve como palco a Fonte Luminosa, na Alameda D. Afonso Henriques. Foi a primeira flashmob em que participei, a convite de um amigo meu (obrigado João), e onde me diverti mesmo muito! Quando chegámos parecia que não estava lá ninguém, algumas pessoas com almofadas dentro de sacos de plástico, mas de inicio dava mesmo a ideia de que poderia vir a ser um fracasso. O que claramente não foi.

Pillow Fight

Após alguém dar sinal com um apito, apareceram almofadas de todos os lados, pessoas que estavam na zona que se juntaram. Foi uma grande surpresa para mim, juro que pensava que iria ser um fracasso e até pensava em ir embora, mas foi uma luta que durou até à noite. Não conheço as pessoas da fotografia, mas é claro que todos se estavam a divertir imenso, guerras destas fazem falta, onde as pessoas podem descarregar energias sem se magoarem 🙂

Além das lutas de almofada (Pillow Fights), existem muitos outros eventos do género, e que surpreendem as pessoas que por lá estão a passar. Talvez o grupo mais conhecido pelas suas partidas seja o Improv Everywhere, um grupo baseado em Nova Iorque que já conta com uma longa tradição de baixar as calças em pleno Inverno… Vejam a página do grupo, e quem sabe, até talvez participarem um dia?


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Pillow Fight em Lisboa

A caminho da Austrália!

E estou a caminho de mais uma aventura, e esta sem quaisquer sombras de dúvida a mais épica que já tive até à data! Decidi fazer uma pausa na carreira por 2 meses, e durante esse tempo todo irei estar na terra dos cangurus (e das aranhas, e das cobras, e etc…, sim, já me o disseram vezes sem conta, obrigado…).

Porquê a Austrália?

Pois, não sei responder a esta questão. Quando decidi fazer esta pausa não sabia bem para onde ir, apenas sabia que queria um pouco de sol e conhecer algo novo. Entre América do Sul, Sudoeste Asiático, Nova Zelândia, Austrália e sul do continente Africano, acabei por optar por algo distante (como se todos os outros destinos fossem perto). Depois entre Nova Zelândia e Austrália a decisão ficou pelo que quero conhecer, e a Grande Barreira de Coral e Uluru são duas das coisas que mais quero visitar, sonho que em breve irei concretizar 🙂

A decisão foi baseada apenas em conhecer algo novo, e algo que quero mesmo visitar. Infelizmente o tempo disponível e o dinheiro são reduzidos, portanto acabei por optar pelo país-continente.

Mas e porque não ir também à Nova Zelândia? Afinal vão ser dois meses…

Este comentário está a par com a constante lembrança da quantidade de animais perigosos que existem na Austrália. Sim, vão ser dois meses, oito semanas para ser bem preciso. E sim, em 8 semanas dá para visitar muitos países, dar uma volta ao mundo, marcar o passaporte todo e até ser preso por suspeita de espionagem. Mas olhem bem para o mapa da Austrália, mas não aquele mapa que está no Google Maps que esse não está à escala, mas sim olhem para um globo ou vejam o mapa com a Projecção de Gall-Peters. Faz parte dos meus planos percorrer a costa este toda, aquela distância equivale a algo desde o Algarve à Lapónia. São mais de 3700km só nessa costa! Eu quero ver minimamente a Austrália, não a quero apenas visitar. Quero aproveitar o meu tempo para conhecer lugares, parques nacionais, deitar-me de barriga para o ar na praia, descontrair nos cafés, etc. Até nem me importo de ficar com bolhas nos pés de tanto andar. Mas quero voltar com a sensação de que “senti” um lugar, e não que apenas fui tirar a selfie junto à Opera de Sydney para meter no facebook (contem com isto, essa selfie vai ser feita de qualquer das formas!).

E como vai ser? Aventura? Tudo já marcado?

Vai ser um misto das duas, o meu lado obsessivo para planear viagens continua bastante vivo, mas desta vez dei bastante espaço para improviso e aventura. Comprei 3 bilhetes de autocarro, com flexibilidade de entradas e saídas, que me dão a possibilidade de viajar pelas zonas que quero visitar sem ter de me preocupar (muito) com transportes. Hosteis? Nada marcado, um dos bilhetes de autocarro é um combo com uma companhia de hosteis, e portanto tenho 10 noites a escolher pela Austrália, mas continuo sem nada marcado. Devo marcar a primeira noite, apenas para ter onde largar a bagagem quando chegar, mas vai ser apenas isso.

Bilhetes marcados…, então já há rota?

Sim, há 🙂 No mapa abaixo está representado o plano por onde quero andar. Apenas parte do plano deve ser feito de carro, estou a pensar em alugar quando chegar a Adelaide e com sorte encontro alguém para se juntar na viagem até Melbourne e ajudar nas contas da viagem… O mapa é apenas um rascunho das rotas de autocarro, e sim, parte da rota passa pelo mar…, é a Grande Barreira de Coral 🙂 Espero conseguir ir em algum barco pelas ilhas 😀

Austrália
Mapa da minha rota pela Austrália

Então e o resto da Austrália? O Oeste e a Tasmânia?

Errrrmmmm, o que escrevi acima aplica-se aqui também. Claro que adoraria explorar o país todo. Mas aquilo é simplesmente enorme! Não vai dar tempo para tudo, e quero fazer esta viagem com calma e aproveitar tudo muito bem aproveitado 🙂 Apesar de ter os bilhetes de autocarro já comprados, a flexibilidade é bastante grande, se der tempo talvez vá a Perth, ou ao norte da Tasmânia a partir de Melbourne. Os planos estão todos em aberto, mas para já, esta é a rota que quero fazer 🙂

E dentro de uns dias, espero começar a partilhar fotos no Facebook e Instagram. Os artigos no blog irão surgindo consoante o tempo que tiver para os escrever (além dos artigos que já tenho agendados).

Aventuras pelo condado de Kerry

Aqui na Irlanda, o condado de Kerry tem a fama de ser o condado solarengo. Sinceramente, não sei onde foram buscar essa teoria, aqui chove com (demasiada) frequência, mas com chuva ou sol, é uma zona que vale bem pena visitar. Uma das rotas mais conhecidas é o Ring of Kerry, um percurso circular de 179 km, em que parte do mesmo está na Rota Selvagem do Atlântico, e também uma das rotas que conheço melhor pois é onde levo quem me vem visitar. Vale bem a pena, tal como disse, mas após tantas vezes que fiz essa rota…, arggg… Então desta vez, foi mais uma dessas (muitas) vezes que fui fazer a rota.

Ao acordar a vontade tendia para valores bem negativos, pois deitei-me tarde na noite anterior devido a um jantar bem regado, e com pouca vontade a boa disposição também tende para valores baixos. Ainda bem antes do sol nascer, lá consegui sair da cama, tomar duche e preparar as coisas para o fim-de-semana, e meti-me à estrada. A primeira paragem foi logo na área de serviço, achei por bem atestar o carro para evitar paragens desnecessárias pelo caminho. Pago. Volto para o carro… E ele não pega.

Umas semanas antes isso aconteceu-me, e o problema era com um cabo solto que conecta à bateria, desta vez nem pensei que pudesse ser o mesmo, e como não percebo nada de carros telefonei ao meu irmão (que não mora longe). Ele meio a dormir foi-me ajudar, e infelizmente ele também não se lembrou de que poderia ser o mesmo problema, pois desta vez o carro até tentava ligar. Mas sim, era o mesmo problema… Lá tive de chamar a assistência em viagem, que demorou uns 40 minutos a chegar, mas resolveu o assunto bem rápido. Resolvido, de regresso à estrada! Paragem em Macroom para as visitas se juntarem à viagem, e rumo ao Ring of Kerry.

A primeira paragem, no Ring of Kerry, foi na Queda de Água de Torc, um dos pontos de maior interesse na rota toda e parte do Parque Nacional de Killarney. É uma zona fantástica, com vários trilhos para percorrer a pé, passando pelo pico com o mesmo nome, e com vistas de cortar a respiração. Apenas parámos para ver a queda de água, no Inverno os dias são bem mais curtos e a rota a fazer ainda era longa. Foi aí que me apercebi de outra falha na viagem…

#Torc #Waterfall, with full power!

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É do conhecimento geral que adoro tirar fotos, não sou bom nisso, mas gosto do acto de tirar fotografias. Então, claro que levei a minha câmara comigo, com alguns acessórios e cheio de vontade de ver aquela rota mas desta vez no Inverno. O caudal da queda de água estava fenomenal, acho que nunca vi tanta água passar ali, excelente para tirar algumas fotos…., não fosse eu…, ter-me esquecido de todos os cartões de memória em casa. Sim, fui carregado com material de fotografia, para não poder tirar uma única foto com a câmara. Valeu-me o iPhone, para algumas fotos no Instagram…

Tentei manter o optimismo, afinal de contas viajar não é só coisas boas, há que aproveitar os momentos menos bons para rir, e talvez até perder menos tempo com a câmara e mais tempo a apreciar melhor a zona. Seguimos viagem, com muitas mais paragens pelo caminho, e num ritmo ligeiramente acelerado. Tal como disse, no Inverno os dias são bem mais curtos, o objectivo era mostrar a zona, portanto teve de ser ligeiramente a correr…

Chegada a um dos melhores miradouros da rota, bem perto de Waterville, parámos para almoçar. Um piquenique dentro do carro, onde ficámos parados uns 15-20 minutos, para relaxar um pouco e para comer. O tempo estava de chuva, portanto nem deu para sair muito do carro, pensámos que poderia ser boa ideia esperar um pouco, caso o tempo viesse a melhorar.

#skellingmichael under #rain and #fog #ringofkerry #kerry #Ireland Uma foto publicada por Gil Sousa (@gfpsousa) a

Hora de continuar a viagem, não fosse… O carro ter ficado sem bateria, novamente. Não, não foi culpa do alternador, foi mesmo burrice minha. Em cada paragem que fiz parei mesmo o carro, com tempo de chuva levei sempre as luzes ligadas, aquecimento ligado, e na paragem para almoçar esqueci-me das luzes ligadas enquanto o carro estava parado… Ora então, a curta viagem não deu tempo para o carro carregar a bateria, então lá tive de voltar a chamar a assistência em viagem… E as desventuras terminaram por aqui, o resto da viagem foi bem tranquilo, passámos pelo The Skelling Ring, de onde dá para ver as ilhas com o mesmo nome (e que aparecem no último filme da Guerra das Estrelas).

Após aquelas desventuras, em cada paragem o carro nunca foi desligado, mas desligava as luzes para poupar alguma bateria…, casa arrombada trancas à porta? As ilhas Skelling fazem parte do meu plano para este Verão, ou talvez quando voltar da minha próxima grande aventura, é um dos pontos mais fantásticos da Irlanda e ainda assim não tão turístico (talvez depois do filme venha a ser). O acesso não é dos mais fáceis, é necessário carro, e depois um pequeno ferry até à ilha principal, ou seja, requer algum planeamento.

A noite passámos na vila de Dingle, a peninsula era o plano para o dia seguinte. Já ali tinha estado uns anos antes, mas o mau tempo foi tal que pouco deu mesmo para ver, apenas nevoeiro e muita chuva. Desta vez foi bem diferente, o frio bem mais agressivo, mas menos chuva e nada de nevoeiro. Ao chegarmos deixámos as coisas no B&B, e fomos dar uma volta pela vila e procurarmos algum restaurante para jantar. A vila é bem bonita, bem do estilo característico das vilas irlandesas, mas bem mais turística. No Verão deve estar sempre cheia de gente… Mas nem sequer fomos a um pub, a culpa totalmente minha, depois do jantar da noite anterior e das trapalhadas do dia, o cansaço já me pesava demasiado e acabámos por voltar para o B&B logo depois de jantar. Dormi que nem um bebé, umas 10 horas!

#Dingle #Ireland #kerry

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Na manhã seguinte fomos dar a volta pela peninsula, que também faz parte da Rota Selvagem do Atlântico, e foi como que a visitar pela primeira vez. O tempo muda mesmo a perspectiva que temos sobre um local, e ver aquelas paisagens fantásticas uma vez mais, mas com melhor tempo e com neve no topo dos picos é algo completamente novo. Pena que não pude tirar fotografias decentes com a minha câmara…, foram várias as vezes que mencionei o facto de me ter esquecido dos cartões de memória…, e as fotos com o iPhone mal davam para perceber que havia neve… O dia foi bem mais curto, a peninsula é bem mais pequena e não perdemos parte da manhã com desventuras, depois de Dingle parámos em Tralee para beber um café e darmos um passei pela vila, e por fim regressámos a Cork.

Trying to take pics with these guys #Dingle #kerry #Ireland #herringgull Uma foto publicada por Gil Sousa (@gfpsousa) a

Sugestões para a rota

Ring of Kerry dá para ver num dia, mas sinceramente não recomendo uma volta tão rápida. Existe imenso para ver, mesmo muitos pontos de paragem para explorar, com trilhos, lagos e vilas pelo caminho. Existem várias excursões que saem de Cork para a rota de um dia, mas é muito a correr e com cada minuto contado. A minha recomendação é fazerem em dois dias, pelo menos. Quanto à Peninsula de Dingle, é bem mais relaxante. Existe muito para ver também, e há quem alugue bicicletas na vila para percorrer a peninsula (requer boa preparação física). Visitar Dingle é para um fim-de-semana sem preocupações, um dia dá perfeitamente, dois dias é para descontrair. O Skelling Ring é um detour do Ring of Kerry, é engraçado de percorrer e dá para integrar facilmente na rota principal. Mas se forem visitar as ilhas, então aí contem com um dia apenas só para esse plano.

Flores de Papel e Abraços Grátis

Durante os meus muito curtos meses em Atenas, participei em várias actividades organizadas por mim e por outras pessoas envolvidas com o Couchsurfing, foram meses cheios de eventos e constantemente a conhecer pessoas novas de vários cantos do mundo. Ao voltar para Portugal, para a terrinha não muito longe de Lisboa, senti falta daquilo tudo, dos amigos, dos desconhecidos, dos eventos, da vida. O conceito de free hugs já é velho, mas além de abraços que mais se pode dar? Pensei em flores de papel, barato e algo que as pessoas podem levar para casa além de um sorriso na cara. Foi uma manhã bem divertida, bastante internacional com muitas pessoas a ajudarem a fazerem flores de papel (e alguns cubos como se vê na fotografia abaixo).

Flores de Papel e Abraços Grátis

A recepção foi bastante interessante, os abraços grátis já eram populares na altura, mas dar algo a alguém gera desconfiança. Perguntas desde “porque é que estão a dar isto?” a perguntarem se éramos parte de alguma organização. Dar, ninguém dá nada a ninguém. É esta a mentalidade que a grande maioria das pessoas tem, o que é pena, perdem-se bons momentos e oportunidades de se conhecer outras pessoas por causa deste receio.

Salvo erro este foi o último evento do género em que participei, talvez esteja na altura de organizar algo do género aqui na Irlanda 🙂

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5 viagens de comboio épicas na Europa

Há uns anos concretizei um dos meus sonhos, que era fazer um interrail pela Europa. Fi-lo sozinho, e demorei 10 dias numa viagem da Alemanha a Portugal, era um sonho mas acabou por se tornar em realidade devido a um comodismo. Os bilhetes de regresso a Portugal eram bem mais caros de avião do que 10 dias de comboio pela Europa, a decisão foi fácil de tomar.

Comboios são o meu meio preferido de viajar, e são imensas as rotas épicas a conhecer pelo mundo fora. Algumas das viagens mais famosas de comboio cruzam continentes, e para a maioria das pessoas o tempo para aproveitar devidamente uma dessas viagens é reduzido. Não é fácil ter mais do que um mês consecutivo de férias, e apesar de serem necessários apenas 7 dias para cruzar a Sibéria sem parar, para aproveitar devidamente essa experiência é importante parar em alguns pontos pelo meio. E para tal, é necessário ter tempo disponível.

Esta é a minha primeira infografia, com sugestões de viagens de comboio na Europa, sem esquecer do nosso belíssimo Portugal. Viagens curtas sem serem necessários vários dias para as aproveitar.

Viagens de Comboio Pela Europa
Viagens de Comboio Pela Europa

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