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Oceânia

Um dia no Santuário de Vida Selvagem Featherdale

Há uns tempos, quando ainda estava em viagem pelo outro lado do mundo, escrevi um artigo sobre o Parque de Vida Selvagem Featherdale. Na verdade é mais um santuário do que um parque, pois fomentam a recuperação de algumas espécies ameaçadas e a exposição para com o publico é apenas um mal necessário para obterem mais fundos.

Para quem quer tirar fotografias de animais selvagens da Austrália, a uma distância de segurança, estes santuários são um lugar bem adequado. E até podem tirar algumas selfies bem engraçadas com alguns dos cangurus que já estão mais do que habituados aos visitantes.

No que respeita a fauna terrestre, pode-se encontrar tudo sobre a Austrália neste parque, animais de todos os estados inclusive Tasmânia (como dá para ver no vídeo abaixo). Alguns animais estão mais isolados, outros podemos até tocar e alimentar, como os cangurus ou os koalas. Mas claro, sempre com o devido controlo e respeito.

Este é o meu segundo vídeo da minha viagem na Austrália, demorou um pouco mais tempo a preparar, mas aqui está ele, finalmente! Espero que gostem, e seria fantástico se deixassem a vossa opinião na secção de comentários abaixo 🙂

Onde fica o Santuário de Vida Selvagem Featherdale?

A melhor forma de lá chegar é via comboio até à estação de Blacktown. Já fica bem fora de Sydney, portanto há que ter em atenção às tarifas para evitar multas. Da estação de comboio é só apanhar um autocarro, por via das dúvidas é melhor perguntar qual o autocarro que vai para o parque, quando eu o visitei tinham alterado as rotas e isso causou alguma confusão a outros turistas que chegaram antes de mim. Para informações mais detalhadas, o ideal será mesmo consultar a página do Parque. No entanto, é mesmo muito simples lá chegar, não irá encontrar qualquer dificuldade.


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Um dia no Santuário de Vida Selvagem Featherdale
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Europa Truques e dicas

Itinerário alternativo para uma semana no Sul da Irlanda

Há 5 anos que vivo na Irlanda, e é frequente pedirem-me dicas sobre o que visitar ou o que fazer. Já escrevi inúmeros artigos sobre as minhas escapadelas e viagens, mas nenhum guia! Portanto, nada melhor que começar pelo país onde vivo para escrever este mini-guia.

De realçar que este guia é para um itinerário alternativo no sul da Irlanda. Portanto nem sequer vou sequer mencionar em Dublin ou outras zonas mais populares. Não faltam artigos sobre coisas a experimentar na capital. Neste artigo vou-me focar apenas no sul da Irlanda, onde vivo e conheço bem melhor.

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Europa Fotografia

Fotografia de malabarista de fogo em Cracóvia

Mais outra foto retirada mesmo do fundo do baú, esta tirada em 2008 na primeira vez que fui a Cracóvia. Enquanto dávamos umas voltas pelo centro para conhecer a cidade à noite, deparámo-nos com alguns artistas de rua, e estes estavam a fazer malabarismo com fogo.

Playing with Fire.jpg

Para ser sincero, tive alguma dificuldade em encontrar uma foto antiga de que gostasse de partilhar, esta quase a desistir quando encontrei esta. Na altura não tinha conhecimentos nenhuns sobre fotografia, era apontar e tirar a foto, e com esta até consegui um efeito engraçado. Apesar das pessoas estarem completamente desfocadas no fundo da imagem, o fogo aparece bem mais evidente em primeiro plano, e até mesmo o artista aparece como um vulto apenas. O resultado, uma fotografia um pouco mais artística sem ser intencional.

De realçar que esta foto foi tirada com uma HP PhotoSmart, uma câmara de baixa gama com uma resolução um pouco baixa (para o que se encontra hoje em dia). Tive de editar um pouco a foto no Lightroom para corrigir o ruído das cores, mas de edição foi praticamente isso, o chão ficou bem mais suave e a fotografia bem mais agradável de ver.

Onde fica Cracóvia?

Cracóvia é uma cidade milenar história no sul da Polónia, bastante charmosa e repleta de história. É uma cidade bem popular, com um aeroporto sendo a forma mais simples de lá chegar, mas a melhor diria eu que é mesmo por comboio, apesar de serem bastante lentos na Polónia, é uma excelente forma de ver o quão virgem as paisagens daquele país são.


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Fotografia de malabarista de fogo em Cracóvia>

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Diário Oceânia

Brisbane, uma surpresa bem agradável no estado solarengo

Brisbane é a capital do estado de Queensland, e como seria de esperar, a cidade mais populosa do estado. Mas também é a terceira cidade com mais população do país inteiro, a seguir a Sydney e Melbourne (onde estive antes). A viagem até Brisbane foi a mais curta que tive na Austrália, apenas cerca de uma hora desde a Gold Coast, e tive a sorte de ir com a companhia do canadiano que conheci no hostel. Já me tinham dito que viagens completamente sozinho na costa Este da Austrália seria quase impossível, começa-se sozinho mas acaba-se num grupo, esta foi a primeira etapa em que comecei a sentir o movimento de backpackers a seguirem o mesmo caminho…

Um pouco da minha experiência em Brisbane

Devo confessar que as minhas expectativas em relação a Brisbane eram próximas de zero, a minha paragem lá foi apenas porque já tinha coisas reservadas para o próximo ponto e não queria ficar demasiados dias numa localidade à espera da aventura. E porque não Brisbane? Sempre que dizia a alguém que iria ficar 3 dias em Brisbane, os comentários eram sempre do mesmo tipo, não vale a pena. Chegou a um ponto, que cheguei a equacionar mudar os meus planos e nem sequer parar lá, mas a única coisa que me fez continuar com o plano original foi mesmo um cupão que já tinha comprado para ver o Zoo da Austrália.

Dragão de Água
Dragão de Água

Ir a Brisbane apenas para ver um Zoo???

Pois, parece que não é das melhores ideias, mas é um Zoo algo especial, fundado pelo famoso Steve Irwin, o caçador de crocodilos. Infelizmente, os meus planos voltaram a ser cancelados mas desta vez por falta de pessoas para fazerem a excursão… Sim, poderia ter ido sozinho, mas decidi ficar por Brisbane. Esta desmarcação foi mais um stress, mas acabou por correr pelo melhor.

Mas como? Se Brisbane não vale a pena?

Mas vale! Adorei a cidade, e fui embora bem contente por ter ficado três dias! A cidade faz lembrar em muito Sydney, talvez apenas pela ponte e pelo estilo arquitectónico, mas lembrou-me imenso Sydney.

No primeiro dia apenas dei umas voltas com o Ben para conhecer parte da cidade, e um pouco da noite, mas foi no segundo dia que me meti a explorar a cidade. Logo de manhã fui até ao centro e até ao Jardim Botânico da cidade, onde vi imensos dragões de água, um tipo de iguana. Animais bem relaxados, certamente bem habituados a pessoas pois deixaram-me tirar fotos de bem perto. Adoro estar no meio da Natureza, e acho que passei a manhã toda num jardim tão pequeno, mas depois continuei a passear pelo centro da cidade, até mais tarde voltar ao hostel.

No dia seguinte conheci um coreano que tinha acabado de chegar ao meu dormitório e fui com ele passear até ao Parque Roma, até esta altura já estava com muito boa impressão de Brisbane, mas aqui fiquei apaixonado! O parque é mesmo agradável, com várias áreas temáticas a simularem partes da Austrália, como a zona da floresta tropical que é mantida com mesmo muita humidade. Um detalhe em relação a Brisbane, mas mais em concreto em relação a este parque…, tem mesmo muitas aranhas! Até visitar a Austrália achava que tinha um nível ridículo de aracnofobia…, em Brisbane ainda tinha pavor a aranhas, mas esta viagem e locais como estes ajudaram imenso a conseguir controlar o meu medo irracional por aranhas.

Brisbane
Brisbane

Descobrir Brisbane de autocarro

Adoro descobrir uma cidade a pé, mas quando o tempo é limitado há que recorrer a outras opções. Acho que foi a primeira vez que me meti num autocarro turístico de hop on hop off, e o resultou foi muito positivo. Brisbane tem duas rotas de autocarro turístico, uma pelo centro e outra até ao Monte Coot-tha. Como tinha tempo, acabei por fazer as duas e fiquei com uma ideia de como é a cidade toda. Tal como disse antes, em muito me faz lembrar Sydney, mas em vez de ter a baia de um porto natural, tem um rio. E talvez com um pouco de mais tubarões…, Brisbane tem algumas praias fluviais, mas com vários avisos de perigo de tubarões…, nope, fiquei sem vontade de ir à água…

Durante o passeio, o motorista vai explicando detalhes sobre a cidade, sobre a arquitectura e a fauna e flora locais. A Austrália é um país que está a sofrer imenso as consequências de inserção de espécies não nativas, apesar de se dizer que tudo nos tenta matar na Austrália, também parece ser verdade que tudo adora a Austrália. Então é normal ver-se e ouvir-se informação de sensibilização para se proteger as espécies locais, e os esforços para conservarem a flora local passa por sugestão de planeamento de jardins. No que respeita à arquitectura local, mais fora do centro vêem-se várias casas quase suspensas em estacas, mas também no topo de colinas. A primeira coisa que pensei foi em cheias, mas no topo de colinas? Mas não demorou muito até o motorista explicar o motivo, por vezes o calor é tanto que se torna quase insuportável de estar até dentro de casa, então estas casas são elevadas para poderem ter ventilação por baixo, e com isto ajudar a manter a temperatura mais tolerável.

Conhecer Brisbane de Autocarro
Conhecer Brisbane de Autocarro

Uma das grandes vantagens destes bilhetes de 24 horas é que se pode entrar e sair do autocarro as vezes que se quiser, e assim explorar partes da cidade que ficam um pouco mais fora de caminho. Um dos pontos em que fiquei a explorar foi a zona de China Town, por onde andei um bocado para ver a ponte e ver o bairro. Depois acabei por apanhar o autocarro seguinte para o centro para a próxima rota, mas isso fica para um outro artigo.

NOTA: De acordo com o site, estes autocarros já não estão em actividade… No entanto existem outras alternativas para explorar a cidade, infelizmente um pouco mais caras.

Onde fica Brisbane?

Brisbane é a capital do Estado de Queensland, também conhecido como o Estado Solarengo (Sunshine State), e fica no sul do estado quase na fronteira com Nova Gales do Sul. Sendo a capital do estado, está bem servida por transportes, e é o ponto de chegada de mais rotas da rede de transportes Greyhound, a qual usei por quase toda a minha rota pela Austrália.


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Brisbane, uma surpresa bem agradável no estado solarengo
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Europa Fotografia

Um pardal telhado num tronco

Este mês decidi sair da cidade e ir conhecer um pouco mais do Condado de Cork, fui a uma ilha que queria visitar desde que cheguei à Irlanda. É o ponto mais a sul do país e uma das referências para todos aqueles emigrantes que tiveram de ir para os Estados Unidos de navio. A ilha de Cape Clear e o farol Fastnet eram os últimos pedaços de terra que eles viram antes de se perderem no grande oceano. Mas mais detalhes sobre a ilha o farol num outro artigo, por agora apenas vou falar no pardal telhado da fotografia abaixo.

Pardal telhado num tronco
Pardal telhado num tronco

Quanto à fotografia, este fim-de-semana foi passado em casa do namorado de uma amiga que tem como profissão observar e anilhar pássaros, ou seja, passámos um fim-de-semana a ver (muitos) pássaros! E claro, não poderia perder oportunidade de tirar fotografias, e muitas mesmo!

Esta é uma das minhas preferidas, adoro como o vento está a bater na parte de trás do animal, ali bem tranquilo quase sem se aperceber que tem uma lente apontada a ele 🙂 Este tipo de pássaros são muito caseiros, o trabalho de anilhá-los e catalogá-los ajuda-os a perceber as rotas de migração e as espécies mais caseiras, como o pardal telhado. Vimos como funciona o processo todo, mas vê-los em liberdade é bem melhor, e até as fotos ficam com mais interesse de partilhar.

Se tiverem fotografias de pássaros no Flickr ou no 500px, deixem um comentário para uma das vossas fotos, adorava ver e seguir e aprender mais com o trabalho de outras pessoas com paixão pela fotografia.


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Pardal telhado num tronco

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Análises Europa

Conhecer a cidade de Cork a pé, do centro à Universidade

Um pouco de Cork

Cork é a segunda maior cidade da República da Irlanda, e a terceira maior da ilha, sendo Belfast a segunda maior (mas esta parte do Reino Unido). Fica a cerca de 250km da capital, bem a sul da ilha mas infelizmente não é um destino muito turístico, quem cá vem é quase só de passagem e acaba por não conhecer muito do que a cidade tem para oferecer. Mas não é por falta de informação, até sem mapa dá para descobrir a cidade, e é por isso mesmo que decidi criar uma série de artigos para apresentar algumas das rotas para descobrir a cidade a pé, começando pela rota da Universidade.

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Análises

Revisão de meio do ano dos Objectivos para 2016

Desde há umas semanas para cá que decidi alterar algumas coisas na minha rotina, comecei a acordar mais cedo para fazer algumas tarefas que estava constantemente a deixar para outro dia, arranjei tempo para ler mais, ouvir podcasts que gosto, e rever os meus objectivos para 2016.

É a primeira vez que faço uma revisão destas, por norma deixo sempre para o fim do ano, mas esta reestruturação da minha rotina têm-me dado oportunidade para fazer muito mais daquilo que gosto, então, porque não focar-me nos meus objectivos, em vez de esperar pelo final do ano e ver se miraculosamente eles foram cumpridos?

Objectivos cumpridos até à data

Visitar um novo continente

Este era fácil, até já tinha o voo marcado. Primeira vez na Oceânia, primeira vez na Austrália, e uma aventura de uma vida!

Criar uma série de artigos nova

Não foi bem a série que tinha em mente, mas criei uma série nova para me forçar a tirar mais fotos e ver o que há ao meu redor. Mais outro objectivo cumprido!

Focar-me nos seguidores lusófonos

Sim, tenho feito isto e pretendo vir a fazer muito mais! Juntei-me a vários grupos no facebook para chegar a mais leitores, comecei a divulgar bem mais junto de quem fala Português, e já tenho mais planos em mente no que respeita a quem lê o blog 🙂

Objectivo de bónus: Aumentar a frequência de artigos publicados por mês

Outro objectivo que também foi cumprido, todas as semanas publico pelo menos um artigo às segundas-feiras, e por vezes também às quintas-feiras. Está a ser complicado, mas com esta mudança de rotina tem dado para escrever muito mais.

Praia Whitehaven, Austrália
Praia Whitehaven, Austrália

Objectivos por cumprir

Pois…, não há mais 🙂 Por ter reparado nisto é que decidi escrever este artigo, estamos em Agosto e já cumpri todos os pequenos objectivos que tinha para 2016, e até já atingi outros objectivos que nem sequer tinha escritos, como por exemplo superar o número de visitas que o blog teve em 2015. E sim, estamos em Agosto e já cumpri também este objectivo, e tal jamais seria possível se não vos tivesse a ler e a partilhar o que escrevo. O meu muito obrigado!

Como ainda temos mais quatro meses até ao final do ano, não faz sentido ficar de braços cruzados à espera da revisão do ano para dizer que foi um excelente ano. Já o é! Há que continuar a trabalhar, e dar muito mais a quem lê o blog.

Objectivos extra para 2016

Alterar o visual do blog

Este é o primeiro grande objectivo, quero mudar o visual do blog, quero arranjar um logo para associar ao blog, e quero lavar a cara ao que já existe.

Actualizar todas as fotografias do blog

Este é um objectivo mais técnico, mas que afecta imenso que lê o que publico, o factor visual é bastante importante, e quero focar-me em apresentar fotografias de melhor qualidade. Com software mais avançado, faz parte dos meus novos objectivos actualizar as fotos antigas e editar artigos antigos. Não todos, porque já conto com mais de 200 artigos, mas é o primeiro passo para um objectivo a concluir em 2017.

Escrever para um grande blog ou revista de viagens Portuguesa

Este é um grande sonho que tenho, e vou dar o meu melhor para até ao final do ano ter um artigo de minha autoria publicado num blog de referência ou numa revista de viagens, para isso, terei de melhorar ainda mais a minha escrita e é um objectivo que depende em muito da opinião de quem lê o que escrevo, onde devo melhorar? Que artigos são interessantes? Que artigos devo deixar de escrever? Agradecia imenso se deixassem a vossa opinião nos comentários abaixo.

E para os próximos quatro meses, isto são objectivos bem ambiciosos. Tal como disse, serão considerados como objectivos extra, mas se os conseguir cumprir todos, então 2016 será definitivamente o melhor ano de blogging do Look Left!


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Revisão de meio do ano dos Objectivos para 2016

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Diário Oceânia

Relaxar em Gold Coast, a cidade das festas

Gold Coast

A Gold Coast é uma das cidades mais populosas da Austrália, e a segunda do Estado de Queensland, foi também a minha primeira paragem nesse mesmo estado. A Gold Coast é conhecida pela praia gigante que tem, pelas festas e pelos canais artificiais que colocam a cidade numa faixa junto ao mar. A zona de maior intensidade populacional fica nessa faixa, enquanto que o resto, bem conectado pelos canais, é uma zona com aspecto mais suburbano.

Em quase todos os guias, o nome que aparece com mais frequência é Surfers Paradise, que é um dos bairros da cidade e o bairro com mais dinamismo. É ali que tudo se passa, festas, bares, cafés e restaurantes. Segundo os locais, a cidade não é assim tanto um paraíso entre os surfistas, muito devido à quantidade de turistas que visitam a cidade todos os anos, fica a faltar espaço para surfar com alguma tranquilidade 🙂 Mas há muito mais do que praias e surf, a Gold Coast é bem conhecida pelos seus vários parques temáticos, que infelizmente acabei por não visitar nenhum…, ainda sofro por essa estúpida decisão…

 

Playing games at the hostel 🙂 #LifeInParadise #SurfersParadise #GoldCoast

Uma foto publicada por Gil Sousa (@gfpsousa) a

Quanto à vida nocturna, pelo simples facto de que a cidade é bem conhecida entre os backpackers, acho que é bem fácil de imaginar o quão animada a noite naquela cidade é. E para quem fica em hosteis a animação ainda é maior. Numa das noites em que lá estive organizaram uma ronda dos bares em conjunto com vários outros hosteis, uma forma de juntarem vários jovens nos mesmos locais. Por outras palavras, uma noite para a desgraça…

 A vida no hostel

Não sou muito uma pessoa de sair à noite, gosto de conviver com amigos e beber uns copos, mas não sou adepto de ficar podre de bêbado ao ponto de me esquecer da noite toda. Em viagem, ainda sou pior que isto, quero é aproveitar onde estou, e sou apologista de que para ficar bêbado posso fazê-lo em casa. Antes de chegar a Surfers Paradise já ia um pouco arrependido, a paragem inicialmente era meramente estratégica para relaxar e apanhar alguns banhos de sol, mas quando fiquei a saber do motivo principal que leva tantos jovens a visitarem a cidade, fiquei bem de pé atrás…

Relaxar em Gold Coast, a cidade das festas
Relaxar em Gold Coast, a cidade das festas

Até fiquei reticente quanto ao sitio onde ficar, tinha um passe de noites em hosteis parte de uma rede, da Nomads/BaseX, e queria usar essas noites todas (pois já estavam pagas). Sendo essa rede bem popular, estava com receio de ir parar a um hostel de festa, e não era bem isso que estava à procura…, no entanto acabei por adorar o sitio onde fiquei, o Buds in Surfers backpackers. Para quem chega, não tem o melhor dos aspectos, aliás, é mesmo um budget hostel, mas o ambiente foi dos melhores que encontrei na Austrália!

Os quartos bem velhos, sem sequer um corredor interior. Abre-se a porta, e estamos na rua…, para ir ao banho, é pela rua. A cozinha minúscula, e para comer tem de ser na rua, mas se estiver de chuva também temos um telheiro. A zona do bar fica na recepção, mas tem de fechar às 10 da noite porque não têm licença como bar, e com a recepção fechada, temos de entrar por uma porta lateral. Se estiver de chuva, mais vale ir ao WC do primeiro andar, que o mais certo é o de baixo estar tudo chafurdado de água pelo chão. Sim, parece um filme de terror, mas adorei o ambiente e o grupo que encontrei naquele hostel. Por vezes, temos as melhores experiências nos locais mais improváveis.

Uma das grandes vantagens de ficar num hostel tão pequeno é quase a obrigatoriedade de conhecer os restantes visitantes, senti alguma diferença etária, mas ali foi bem mais fácil de me integrar. Jogámos imenso às cartas, e fui apresentado a um jogo que nem nunca tinha ouvido falar, o One Night Ultimate Werewolf, e que acabei por comprar assim que regressei à Irlanda. Acho que foi a partir da Gold Coast que comecei a reparar no padrão de nacionalidades que ia encontrando, com quase 100% de certeza de que iria encontrar um Inglês, e uma forte probabilidade de vir a conhecer algum Canadiano.

Além de jogarmos imenso ao One Night Werewolf, também participámos noutras actividades do hostel, fiquei lá 3 noites e ainda deu para jantarmos pizzas e sair na primeira noite. E um churrasco na segunda noite que foi a noite dos hosteis, e supostamente a melhor noite para sair. Mas a ressaca da noite anterior fez-me pensar duas vezes e acabei por ficar pelo hostel… Uma noite para relaxar, na cidade das festas.

Outra das características do hostel é ter uma piscina de água salgada, apercebi-me que não é assim tão estranho na Austrália, afinal com tanto calor…, é uma excelente forma de atrair mais viajantes. Assim que acordava, a primeira coisa que fazia era mergulhar naquela piscina para despertar, só depois iria ao banho. Bela vida…

Como estava de visita, evitei passar demasiado tempo no hostel, saia de manhã e voltava ao final da tarde. Talvez voltasse à hora de almoço para poupar uns trocos, mas acabaria por sair quase logo de seguida. Os finais de tarde já eram passados com o pessoal que estava lá a ficar, e como seria de esperar, deu para conhecer pessoas bem interessantes. Uma das pessoas que conheci foi um senhor Neozelandês que vive na Austrália há imensos anos de forma intermitente, ele nem sequer tem visto de residência, há uns 40 anos que tem de sair da Austrália uma ou duas vezes por ano para voltar a poder entrar como turista. Os filhos já nasceram na Austrália, então têm uma casa, mas ele insiste em continuar como um turista permanente. A história daquele senhor fascinou-me, estava de visita apenas porque estava entediado e queria sair por uns dias para a praia, e foi sozinho e ficou num hostel essencialmente para jovens.

Como funciona o sistema de numeração de casas e propriedades nas zonas rurais da Austrália?

Uma das curiosidades que aquele senhor nos contou foi a forma como as casas são numeradas nas zonas rurais. Como as distâncias entre propriedades chegam a atingir vários quilómetros, algumas até dezenas de quilómetros, a numeração das casas é baseada nestas distâncias. O número da casa não é sequencial, mas sim “dezenas de metros” desde o inicio da estrada. Por exemplo, uma casa que esteja no quilómetro 5,340 terá como número, 530 🙂

Uma das outras visitantes mais seniores do hostel foi uma senhora que apenas passou lá uma noite, mas que começou com uma grande introdução. Aparentemente, ela fala (e insulta) durante o sono…, e avisou-nos para não termos receio caso ela começasse a gritar palavrões durante a noite…, ok…, seria motivo para me preocupar? Claro que não, até ficámos todos desejosos de que algo do género acontecesse, seria certamente uma história para rir e partilhar, pena que não foi o caso 🙁

E fui conhecer um pouco da Gold Coast

A zona de Sufers Paradise nem é muito grande, e como o meu hostel até fica bem perto a praia, até nem tive de me mexer muito… A zona do centro está recheada de lojas e ruas pedonais, com a linha de elétrico a atravessar o bairro todo sempre paralela à praia. Nem sei quantas vezes passei por aquela rua, uma zona bem agradável e sempre a sentir o cheiro das férias por todos os cantos, ainda que o tempo estivesse um pouco para o acinzentado… Claro que também fui à praia, apanhar alguns banhos de sol nos intervalos dos chuviscos…, e apesar de ainda estar com receio parvo de me deparar com tubarões, também fui nadar. Mas verdade seja dita, o maior problema no mar são mesmo as medusas venenosas que podem causar danos bem graves num ser humano, e até morte.

Ir a Surfers Paradise, claro que teria de ir surfar e riscar mais uma linha da minha lista de coisas a fazer, paguei por uma aula de 2 horas com garantia de surfar de pé. Como já tinha surfado antes na Irlanda, ainda pensei que fosse aprender mais alguma coisa, mas as instruções eram mesmo para quem nada sabia. Foi divertido na mesma, mais que não fosse pelo coreano que foi comigo e que mal falava inglês, mas quase nada mesmo, mas o gajo era bom a surfar! Éramos apenas nós os dois mais o instrutor, foi quase como uma aula privada numa praia mais afastada da zona urbana. Levei a GoPro comigo, e fiz alguns vídeos, um dia destes edito e faço uma montagem para partilhar aqui no blog.

Depois da aula de surf lá voltei ao hostel, última tarde na cidade e ainda com tanto para ver e fazer…, sem me decidir muito bem sobre o que fazer a seguir, optei por ir até a um canal nas traseiras do hostel para ver o pôr-do-sol, uns bons momentos apenas comigo mesmo a aproveitar aquele momento mágico. Depois de uns dias bem intensos, sabe tão bem estar ali, sem fazer nada, somente a apreciar as cores do céu reflectidas nas águas dos canais da cidade. Os canais também têm pequenas praias fluviais, e uma delas fica mesmo no ponto onde fui ver o pôr-do-sol, enquanto andava pela areia reparei nuns caranguejos que ali estavam, caranguejos eremitas, foi a primeira vez que vi uns na Natureza, perdi imenso tempo só a olhar para os bicharocos a serem arrastados pela ondulação suave do canal.

 

Life in Paradise 🙂 #SurfersParadise #GoldCoast #Queensland #Australia #GilAroundOz

Uma foto publicada por Gil Sousa (@gfpsousa) a

E os dias em Surfers Paradise estavam terminados, de volta ao hostel para arrumar as coisas e preparar-me para mais uma viagem…

Onde fica Surfers Paradise e como lá chegar?

Surfers Paradise é um bairro na cidade Gold Coast, que fica em Queensland, mesmo na fronteira com Nova Gales do Sul, a cerca de uma hora de autocarro a sul de Brisbane. Além dos autocarros, também têm um aeroporto e são também servidos por linha férrea.

Para quem chega vindo do sul, como eu, convém ter em atenção que dependendo da altura do ano o fuso horário é uma hora a menos. O estado de Queensland não tem diferença entre horário de verão e inverno, ao contrário do estado de Nova Gales do Sul, portanto esta mudança de hora depende mesmo da altura do ano em que se cruza a fronteira. No meu caso, como fui lá no verão, apanhei com essa mudança horária. Apenas convém ter isso em conta quando se fazem marcações, pois uma hora pode fazer uma grande diferença…

 

I guess it also rains in #australia? #GilAroundOz

Um vídeo publicado por Gil Sousa (@gfpsousa) a

A minha viagem de Byron Bay à Gold Coast foi bem molhada, chuvas tropicais durante quase o tempo todo…, acho que tive imensa sorte, pois durante a minha estadia na cidade apenas apanhei alguns chuviscos 🙂 Apesar da fama da Austrália ser um país quente, convém não esquecer que metade do país está entre os trópicos e eles têm algumas florestas tropicais, ou seja, muita chuva 🙂

Sugestões de onde ficar na Gold Coast



Booking.com

 

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Truques e dicas

5 blogs de viagem em Português a seguir

Antes dos blogs…

Quando comecei este blog, há cerca de 9 anos atrás, o objectivo era apenas usá-lo como um diário. Nada de especifico em relação a viagens, mas principalmente sobre a minha experiência como estudante Erasmus na Alemanha (e os sentimentos de nostalgia despertaram ao escrever isto…). Ainda não tinha conta no Facebook, salvo erro nem sequer ainda sabia da existência dessa rede, portanto o blog era mesmo a melhor forma que tinha para partilhar as minhas experiências com os meus outros amigos e família.

Escrevi alguns artigos em (mau) inglês, para praticar, mas a grande maioria em português, só mais tarde decidi passar a escrever apenas em inglês como forma de ganhar prática e aprender com os meus próprios erros, e devo dizer que resultou em muito. Ainda assim, não era um blog de viagens, mas sim um diário onde partilhava muitas experiências das minhas viagens e não só.

Eu, a olhar sobre Meteóra - Grécia 2009
Eu, a olhar sobre Meteóra – Grécia 2009

Há cerca de 5 anos decidi focar-me num tema, um tema mais do que batido e com muita informação sobre o que estava a partilhar, ainda assim, por gostar de escrever, continuei com o blog e a escrever em inglês. E mais uma vez, aprendi com os meus erros (acho eu), foi então que fiz outra alteração e voltei a escrever essencialmente em Português.

Ainda assim, apenas escrevo pelo prazer da escrita e nunca ganhei um cêntimo com o blog, mas ganhei alguma experiência e recentemente também conhecimentos sobre divulgação e optimização de websites. Uma das melhor formas de aprender é com as experiências de outros, e como tal nada melhor do que seguir o que de melhor os outros fazem. Pelo gosto das viagens, já seguia vários blogs de viagem, mas recentemente apercebi-me que pouco conhecia do panorama nacional, e decidi pesquisar um pouco mais…

Quem mais escreve em Português sobre viagens?

Muita gente! Mas estando ausente do panorama nacional, nem sabia muito bem quem anda por aí, então perguntei em alguns grupos de viagem no Facebook quem anda por aí a escrever sobre viagens e em Português. Recebi algumas respostas e fui apresentado a mais uns blogs, dos quais vou falar abaixo.

Let’s Run Away

Este é um blog com muita divulgação de oportunidades baratas para quem gosta de viajar, escrito por um casal que, obviamente, adora viajar. Ele viaja, ela viaja, eles escrevem. É assim que identificamos quem escreve o quê, eles escrevem no blog sob os pseudónimos de “Shetravels” e “Hetravels” e vão dando dicas e contando experiências pela perspectiva de cada um.

Como muitos de nós, que adoramos viajar, eles começaram este blog para partilharem as promoções que vão encontrando, e que lhes dá a oportunidade de viajar sem levarem a conta bancária a zeros. O blog é muito novo, mas repleto de informação, viajam lowcost para poderem poupar e para poderem viajarem ainda mais, e fazem eles senão bem!

Visitem o blog deles, ou como eles dizem, Let’s Run Away?

Está no ar!! Visitem-nos em letsrunawaytravelblog.blogspot.pt ???

Uma foto publicada por Let’s Run Away Travel Blog ? (@letsrunawaytravelblog) a

 

halfway2happiness

O nome do blog poder-se-ia traduzir como Meio caminho para a felicidade, mas uma família de pai, mãe e filhote de 4 anos a viajar pelo mundo, mais me parece que encontraram o equilíbrio perfeito para uma felicidade completa! Investi algum tempo a ler os artigos deles e adorei a forma como escrevem, e sim, escrevi investi pois ler artigos apaixonantes sobre uma família que viaja é uma aprendizagem só por si.

 

Dobrar Fronteiras

O blog Dobrar Fronteiras é já um dos blogs de referência de Portugal, criado em 2006 numa altura em que o Facebook ainda não era tão popular em Portugal, foi um espaço que começou como forma de partilhar com amigos e família o decorrer de uma viagem épica de carro até à Guiné Bissau. A partir daí, são muitas mais histórias para todos nós acompanharmos!

Uma das coisas que mais gosto do blog é o seu estilo de escrita, é ler experiências na primeira pessoa e sentir que estamos ali, naquele momento da vida de uma pessoa real, e que partilha bem mais do que experiências mas também detalhes culturais sobre os locais que visitou.

 

Viajar só?

Mais outra apaixonada por viagens, claro está, ou não a estaria a listar neste artigo 🙂 Chama-se Marta, e tem um filho muito querido, que é o seu blog, que já conta com 5 anos. Fala, anda e até corre, pelo mundo, está um crescido o filhote da Marta! No blog conta-nos as suas experiências de viagem, em estilo de diário, e partilha também imensas dicas baseadas na sua experiência pessoal. Sendo natural do Algarve, onde também mora, são muitos os artigos que mostram o quão de bom e a conhecer tem a região lá bem no Sul do nosso cantinho.

Suécia! #Suécia

Uma foto publicada por Marta Faustino (@martafg23) a

 

Dalí&Cia

Último blog desta lista, o blog da Sra. D. e do Sr. P., como se apresentam, que é de encantar assim que se abre a página. Recheado de fotografias, e com alguns vídeos a acompanhar que nos levam a conhecer de perto por onde andaram. É um blog que mostra a todos aqueles, como nós que têm uma vida tradicional das 9 às 5, que é possível viajar e conhecer o mundo, ou como eles dizem, tirar o cu do sofá 🙂

E como eles (nós), existem muitos mais blogs em Português de quem partilha experiências e dicas de viagem, descendentes de descobridores com um bichinho pelas viagens bem vivo e sempre prontos para mais aventuras.


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5 blogs de viagem em Português

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Europa Fotografia

Snow Fighting

Mais outra foto de Londres, curiosamente tirada no mesmo fim-de-semana da outra foto que partilhei nesta mesma rubrica. Fim-de-semana frio, cheio de neve e algumas desventuras

Esta foto foi tirada em Hyde Park, o maior e mais conhecido parque de Londres. Como dá para ver na foto, estava bastante frio neste dia, aliás, se bem me lembro gelei mesmo! Mas também vi algumas pessoas a fazerem jogging…, com aquele frio e com alguns centímetros de neve…, mas as pessoas nesta foto encontraram outras formas bem mais divertidas de se manterem quentes e aproveitarem o dia 🙂

Snow Fighting

Uma das coisas que mais gosto nesta foto são os vermelhos, cores quentes num dia frio, e nesta foto estão 2 crianças e um adulto com casacos vermelhos. Além da acção presente na foto, também gosto bastante do detalhe da pessoa na esquerda a ver aquela mãe (presumo) a brincar com as crianças, boa disposição gera bons momentos noutras pessoas 🙂

Outro detalhe que gosto bastante, está do lado direito da foto, e apesar da criança meio atrapalhada a olhar para a neve ser bem fofo, o pormenor da mala mostra que aquela mãe parou ali para brincar com as crianças. Uma pausa para brincarem 🙂

Onde fica o Hyde Park?


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Snow Fighting

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Europa Fotografia

Marina de Kinsale

Entre os Portugueses que vivem na Irlanda, já não é a primeira vez que oiço dizer que Kinsale é a Cascais da Irlanda. Discordo em absoluto, ambas as vilas têm o seu encanto característico, e sinceramente acho que têm muito pouco a ver. Talvez mesmo só por serem à beira mar e serem ambas vilas bem bonitas.

O que também é normal se ouvir dizer, é que o Verão na Irlanda são apenas dois dias, e com sorte não chove em nenhum deles… É mais um exagero, claro está, mas por muita pena minha o Verão está longe de serem os 90 dias consecutivos sem chuva que Portugal nos acostumou… Mas por vezes temos dias destes, bem bonitos e que só dá mesmo vontade sair à rua, ou até mesmo sair da cidade e irmos até à praia…, ok, talvez não tanto, a água é fria por aqui…

Kinsale Marina

Não fui à praia, mas fui bem perto. Kinsale é bem conhecida por ser a Capital Gastronómica da Irlanda, e com bons motivos para tal, são vários os restaurantes pela vila, com comida bastante boa e peixe fresco! Fui lá jantar com um amigo, aproveitar aquele dia de sol para dar uma volta pela vila, e ficámos para jantar. Bem pertinho de Cork, e excelente para uma escapadela rápida.

Um pouco mais sobre Kinsale

Além das casas e lojas pitorescas que em muito caracterizam a vila, até mesmo quase como um modelo das vilas coloridas da Irlanda, uma volta pela baia é passeio obrigatório, se não estiver a chover 🙂 A baia está protegida pelo Forte Charles, um forte em formato de estrela, mesmo na entrada da baia. Para lá chegar, recomendo continuarem o passeio a pé, sempre junto à baia, passando por um pequeno mas florido trilho, e prestem atenção ao nome das ruas, irão notar vários nomes espanhóis. Este detalhe despertou-me a curiosidade da primeira vez que fui a Kinsale, e fiquei a saber que aquela vila foi também palco de uma batalha em que uma das últimas armadas espanholas tentou ajudar os irlandeses numa revolta contra os ingleses.

Para quem está de carro, a uns poucos quilómetros podem dar um salto à praia, uma pequena praia chamada Sandycove, ou um pouco mais longe, passando pelo cabo Old Head of Kinsale, podem ir a uma praia bem mais popular e bandeira azul, Garrettstown. Mas convém não esquecer que isto fica na Irlanda…, ilha banhada pelo Atlântico Norte…, yep, a água é bem fria! Mas ainda assim, volta e meia vou à praia, melhor que nada 🙂

Outro detalhe sobre Kinsale, que por acaso até já escrevi aqui no blog, é que Kinsale é a primeira (ou última) paragem da Rota Selvagem do Atlântico. Seja de passagem ou para parar, é uma vila que vale bem a pena visitar, muito para descobrir e também muito por onde comer.

Onde fica Kinsale?


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Marina de Kinsale

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Diário Europa

Transilvânia, castelos e… vampiros…

A caminho da Transilvânia

A Transilvânia é garantidamente a região mais conhecida da Roménia, mais que não seja de nome devido aos mitos, histórias e lendas que existem sobre aquela zona. Com uma semana de férias, claro que fiz questão de ir visitar esta zona. Não só pelas lendas, mas também pela natureza e as paisagens que esperava encontrar, e que não me desiludiram em absolutamente nada! Infelizmente, uma semana para um país tão grande como a Roménia, não dá para absolutamente nada…, só estivemos dois dias nas montanhas, mas foram dois dias muito bem passados.

A viagem foi sempre de carro, éramos 4 e a primeira noite seria em Brașov, uma cidade bem no coração da Roménia. Mas até lá, ainda passámos por outros sítios, e sempre a subir, e debaixo de chuva…, não muito bom para quem está de férias, mas não podemos mandar no tempo…

A primeira paragem foi para o pequeno-almoço, numa vila características já nas montanhas, como estava com pessoal local, deixei entregue a eles todos os pedidos para experimentar a verdadeira comida local. O problema disto, é que não faço ideia do que andei a comer… Devia ter tirado notas… Dalí continuámos a viagem, e a dada altura fizemos um pequeno desvio para um miradouro, seguimos as indicações e fiquei fascinado! Mesmo com a chuva, e com a neblina intensa, deu para perceber o quão bela aquela zona é. E claro, subir e descer uma serra é sempre divertido, até vimos animais pelo caminho 🙂

Miradouro nas montanhas
Miradouro nas montanhas

Castelo de Peleș

A primeira coisa que um português pensa quando ouve a palavra castelo é uma grande edificação de pedra, de preferência com uma muralha à volta. Pois, para mim, o Castelo de Peleș é um palácio e segundo o artigo em inglês na wikipedia, a sua forma e função também é de palácio. E um bonito palácio, mesmo considerado como um dos mais belos da Europa.

O castelo é relativamente novo, com apenas cerca de 100 anos, que fica já na zona da cordilheira dos Cárpatos, mas ainda não parte da Transilvânia. Hoje em dia apenas tem funções de museu, visto que a Roménia também já não é uma monarquia, julgo que não haja muita utilidade prática para um castelo/palácio no meio das montanhas, senão como museu. Lá dentro podem ver inúmeras obras de arte, pinturas e escultura (também pelos jardins). Infelizmente…, não pudemos ver nada disto 🙁 Chegámos uns minutos antes de fechar, e já não nos deixaram entrar…, foi mesmo pena 🙁 Ainda assim demos umas voltas pela zona publica dos jardins, tirámos umas fotos e aproveitámos aqueles momentos de sol depois de vários momentos de chuva durante a viagem…

Castelo Peleș
Castelo Peleș

Brașov

A noite foi passada em Brașov, uma das cidades já na Transilvânia. Ficámos num hostel bem no centro, mais central seria complicado! Fizemos o check-in, e fomos procurar um sitio para jantar, e acho que não podia ter tido mais sorte do que tivemos, música tradicional romena ao vivo no restaurante! Ficámos sentados num lugar privilegiado quase em frente aos músicos, foi grande animação e comida muito boa, claro! Na hora de pagar…, wow…, tão pouco! A Roménia é definitivamente um país bem barato para visitar, e bem bonito, é uma pena não ser tão popular como um local de turismo (ainda…).

Sendo uma sexta-feira, lá tivemos de sair à noite…, o local escolhido foi um bar mesmo junto ao hostel, acho que nem a 50 metros! Lembro-me perfeitamente do nome do pub, Times, e também me lembro de ter bebido imenso e ter pago tão pouco…, e como se não bastasse, depois de sermos expulsos do bar, depois dele fechar, ainda fomos para o bar do hostel! Que já estava fechado, mas ainda nos deixaram entrar! Dali, só mesmo de rastos para o quarto, e acordar no dia seguinte para mais umas voltas…

Praça em Brașov
Praça em Brașov

Na manhã seguinte ainda demos mais umas voltas por aquela zona da cidade, sem nos afastarmos muito, uma visita à Igreja Negra, o principal monumento Gótico do país, e também a maior e importante igreja Luterana da zona. Além das suas grandes dimensões, a igreja também bate o recorde do sino mais pesado do país, com 6 toneladas! E tem um impressionante órgão com 4000 tubos! Infelizmente não pude tirar fotos lá dentro, aliás, é possível tirar fotos mediante o pagamento de uma taxa para tal…, optei por não o fazer.

Castelo de Râșnov

A próxima paragem foi o Castelo de Râșnov, numa vila bem perto de Brașov, onde andámos pelas ruínas da cidadela. Da torre, que ostenta a bela da bandeira romena, dá para vermos aquela bonita vista pelos campos adentro, apesar de estarmos nas montanhas a impressão que dá é de planície. Andámos pelas poucas ruelas da cidadela, com várias lojas em estilo antigo para dar a sensação histórica do local, mesmo a puxar para gastar dinheiro em recordações…, não foi o caso…

A cidadela está dentro de duas muralhas, a primeira onde estão as portas principais do castelo, que assim que entramos vemos logo a colina do castelo, e a segunda linha de muralhas que é o castelo em si e onde a magia acontece. Passar por aquelas muralhas é como viajar no tempo, sem as guerras e sem o sangue…, só mesmo a parte boa 🙂

O nosso plano inicial seria passarmos pela estrada mais famosa da Roménia, e uma das mais famosas do mundo, Transfăgărășan, mas faltou um detalhe que não sabíamos…, devido à neve, esta estrada está fechada de Outubro até ao final de Junho, e nós fomos lá na última semana de Junho… Foi mesmo pena, por uma semana perdemos aquela vista fantástica. Pensava eu que do castelo só restava mesmo voltarmos para Bucareste, mas ainda me fizeram duas surpresas…

Pelo meio dos montes

A primeira paragem improvisada foi Cheile Rasnoavei (segundo o google, este é o nome), também conhecido pelo Desfiladeiro de Râșnov e que fica a cerca de 10km da vila. Quando lá chegámos, já ia de boca aberta, é que adoro mesmo natureza, e paisagens com um relevo tão dramático como aquele desfiladeiro deixa-me mesmo de boca aberta. Encontrámos algumas pessoas a fazerem escalada, e outras muitas em passeio de família, como estávamos apertados de tempo apenas demos uma pequena volta a pé de uns minutos, e voltámos para o carro para irmos para a segunda surpresa…

A segunda surpresa foi uma gruta bem perto de Râșnov, Valea Cetăţii, uma gruta que foi descoberta há menos de 100 anos quando uma das entradas rebentou, era uma gruta cheia de água cuja pressão forçou uma brecha para o exterior que colocou a descoberto a gruta. Não é uma gruta espectacular, mas tem uma galeria bem grande onde também fazem concertos, claro está, a acústica é brutal! Durante a excursão, desligaram todas as luzes e pediram para ficarmos todos em silêncio, para termos uma ideia do que é estar na cave no seu ambiente natural…, o problema…, algumas pessoas ao meu lado não se calaram nem durante um segundo 🙁 Mas deu para perceber a escuridão absoluta, não conseguia ver absolutamente nada, ao ponto de quase perder o equilíbrio. Que sensação estranha!

Vista para as montanhas Piatra Craiului
Vista para as montanhas Piatra Craiului

De regresso a Bucareste

E como já se estava a fazer tarde, lá tivemos de nos meter à estrada novamente a caminho de Bucareste. Pelo caminho passámos por parte das montanhas Piatra Craiului, onde parámos para jantar e aproveitar as vistas brutais das montanhas! Ficámos até depois do pôr-do-sol, na companhia de um cão que andava sempre de volta da nossa mesa, estava até a ficar frio quando começou a anoitecer, mas quisemos continuar na rua só mesmo para aproveitar aquela vista de tirar o fôlego…, mas tudo o que é bom acaba…, e lá tivemos de nos meter à estrada uma última vez até chegarmos a Bucareste…

Ah…, quase que me esquecia…, não vimos vampiros 🙁 A única desilusão da viagem, dois dias pela Transilvânia e nem um vampiro para nos receber 🙁


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Transilvânia, castelos e... vampiros...

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Diário Oceânia

Passeio a Nimbin e lagos “secretos”

Passeio a Nimbin e lagos "secretos"

Uma viagem torna-se imensamente mais interessante quando os planos mudam…, pois, aposto que nem todos concordam com isto…, e sinceramente, quando isto me acontece também não acho muita piada, mas depois acabo por adorar. É uma ansiedade parva, planos que mudam?? Como assim? Então e aquilo que eu queria tanto fazer? Pois… A pensar nisto, até já criei uma infografia sobre os prós e cons de organizar uma viagem, e a conclusão a que sempre cheguei quando os planos se alteram, é que há sempre qualquer outra coisa para fazer. É impossível vermos tudo, então, mais vale tentarmos aproveitar ao máximo o que conseguimos!

Whirlwind Tour

Esta viagem a Nimbin foi exactamente isso mesmo, uma excursão não planeada. Já me tinham falado de Nimbin em Sydney, e para ser sincero, não tinha mesmo curiosidade nenhuma em lá ir. A reputação é simples, uma vila “hippie” onde o turismo de drogas é bastante forte. Qual o interesse disto? Não sei, talvez para alguns, não para mim. Ainda assim, acabei por ir nesta excursão…, porquê? Porque o resto do plano era exactamente aquilo que eu procurava!

No balcão de turismo do hostel descreveram-me a excursão como uma passagem por algumas cascatas e lagos secretos. Como adoro nadar, e até estava calor (apesar do tufão), pareceu-me um excelente plano alternativo! Pelas 9:30 lá estava eu, no ponto de encontro preparado para o dia de aventura com o grupo do Whirlwind Tours!

Nadar sob uma cascata

O primeiro ponto de paragem foi numa pequena cascata, como a rota é definida como “lagos secretos” fiquei sem saber por onde andava, e a rede móvel não ajudou, senão até marcava no mapa por onde tinha andado. Ao chegarmos à zona da cascata, fomos a um pequeno miradouro para o lago, onde estava um casal a nadar…, completamente nus… Pronto, logo ali deu para perceber que a cascata não é mesmo muito conhecida 🙂 Para chegarmos ao lago tivemos de passar por um trilho, que estava bem escorregadio da chuva, mas valeu bem a pena. Assim que chegámos lá abaixo, deu para ver que a água estava demasiado turva e com mesmo muitas rochas, não faltaram pontapés na pedra… Curiosamente a água nem estava fria, soube mesmo bem! E o duche de queda de água? Que saudades…

Não faltaram fotos, e mais uma vez, fiquei com ainda mais certezas de que comprar a GoPro foi uma decisão acertada! O nosso guia também tirou imensas fotos com a câmara dele, que mais tarde nos deu para juntar ao que cada um de nós já tinha, e claro, a foto de grupo. Em que numa delas…, quase que ficava preso debaixo de água, escorreguei numa das pedras e perdi o enquanto todos estavam a pousar para a foto. Tão bom…, ou não…

Saltos no lago azul turquesa

Dali fomos para outro ponto para nos molharmos ainda mais, um lago artificial com uma água azul como nunca vi! Tanto quanto deu para perceber, aquele “lago” é o que resta de algo como uma exploração de argila (?!), mas juro que nunca vi água tão azul, de uma cor lindíssima! O objectivo daquela paragem foi mesmo saltarmos do meio da falésia, quem quis saltar subiu pela parede com a ajuda de uma corda, o que foi relativamente fácil para os primeiros três ou quatro…, mas conforme a parede ia ficando mais molhada, a argila começava a escorregar ainda mais. Chegado ao ponto de salto, só havia mesmo uma forma para descer… Saltando!

À minha frente foi uma rapariga, que hesitou imenso para saltar, de facto, lá de cima a altura parecia outra…, armado em campeão disse-lhe para ela saltar, sem pensar. Claro que ela hesitou, mas acabou por se sentar e saltou assim. Depois foi a minha vez…, olho para baixo e penso no que disse à coitada da rapariga, e claro, não podia dar parte fraca. Preparei-me para a foto…, e salto com a câmara na mão! Acho que caí mal, o lado direito do rabo ficou-me a doer durante um bom bocado, e a mão do lado esquerdo. Como fiz isso? Não faço ideia…

Saltos no Lago Azul
Saltos no Lago Azul

Acabei por não voltar a saltar, fiquei ali a nadar e a brincar com a câmara, mas houve quem saltasse de ainda mais acima, e aí sim, metia respeito até para quem via de baixo. Nem sequer equacionei subir lá acima… A brincadeira terminou, hora de ir para a carrinha, ao sairmos do lago reparei numa placa com avisos, riscados com grafitis, com avisos que se conseguia ler “perigo” e “saúde“…, felizmente não aconteceu nada, e até acho que valeu bem a pena 🙂

Nimbin

Lojas em Nimbin

Ainda a caminho de Nimbin tivemos de decidir o que seria para o almoço, para quando chegássemos ser só sentar e comer. Gosto deste tipo de planos! Sentar e comer, combinação perfeita! Uns minutos antes de chegarmos fomos avisados pelo nosso guia para se quiséssemos comprar algo ilícito para não consumirmos nem antes da viagem de regresso, nem dentro da carrinha. Segundo parece, ele já teve algumas surpresas desagradáveis…, ainda assim achei estranho aquele pedido. Afinal, mas Nimbin é mesmo como dizem? É…, assim que chegámos, atravessámos por um quintal improvisado onde não faltou oferta…, mas lá continuámos a andar. O nosso guia disse que toda a gente é extremamente simpática, e que não há quaisquer riscos. Pareceu-me seguro, mas no que respeita à simpatia, tivemos uma experiência um pouco mais desagradável…

Assim que comemos, fomos todos dar uma volta pela vila, de facto bem castiça, e toda a gente parece ser bem tranquila. E como turistas, claro que tirámos imensas fotos, a quase tudo… Uma das vezes em que estou a tirar uma foto, alguém se mete no caminho e se senta num banco, como eu já ali estava e queria tirar mesmo uma fotografia daquela perspectiva, tirei a foto na mesma. Assim que começo a andar, começo a ouvir outra pessoa a dizer que eu era extremamente rude por estar a tirar fotos à outra senhora sem permissão. Fiquei um pouco chateado, e com vontade de responder, mas não havia necessidade para tal.

Nimbin é basicamente uma pequena vila no meio do nada, com muita fama no que respeita à venda e consumo de drogas leves, é também essa a maior atracção para alguém visitar a vila. E eles já exploram bem esse conceito, bares, restaurantes e afins com decorações nesse sentido, e várias lojas com avisos de que não vendem drogas. O que é certo, é que são as drogas que geram grande parte do turismo na vila. Para mim, é sim uma vila bem castiça, mas não acho que valha a pena a quantidade de quilómetros para lá chegar, a não ser que seja com uma excursão passando por outros pontos de interesse, como os lagos e cascatas.

Regresso a Byron Bay

Hora de voltar a casa, mas com uma paragem inesperada, pelo menos para mim. Logo à saída de Nimbin está uma fábrica de velas, e fomos ver como é que eles as fazem, vários tipos de velas e formas diferentes de as fazerem. E claro, muitas velas à venda, para todos os gostos, signos e preferencias olfativas. Por acaso até achei aquela fábrica bastante interessante, um misto de artesanal e industrial, uma fábrica familiar. Uma das coisas que achei mais caricato e interessante ao mesmo tempo, é a forma como eles fazem para alisar o fundo das velas – com um ferro de passar a ferro! Simples, e eficaz! E segundo o que nos disseram, o ferro até dura bastante tempo, não se estraga com a cera. Achei a ideia simplesmente genial, e claro, esse pequeno detalhe é o suficiente para mostrar o lado artesanal daquele negócio 🙂

Fábrica de Velas
Fábrica de Velas

Ainda era de dia quando chegámos a Byron Bay, então fui dar um salto à praia, mas apanhei um chuveirada e lá tive de voltar para o hostel, e a caminho fui comprar alguma coisa para fazer para o jantar. Quando estou a pagar, reparo no empregado a olhar para a câmara…, alguém a roubar dentro da loja, a meter coisas nos bolsos e na mala! Ah! Apanhada pelas câmaras! Não fiquei para ver o que aconteceu depois, não me apetecia ser envolvido no assunto, e voltei para o hostel.

Comida, umas cervejinhas e depois cama, que no dia seguinte tinha de me meter à estrada novamente! Até que…, alarme às 4 da manhã… Tudo para a rua, e enquanto esperávamos pelos bombeiros, começa a cair uma chuva miúda… Era falso alarme, os empregados do hostel avisaram logo, mas os bombeiros tinham de cumprir com o protocolo. Ficou tudo excitado, e depois para adormecer demorou ainda um bocado, com um barulho nos corredores. Mas depois de um dia fantástico, acho que um alarme não me chateou assim tanto 🙂

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Truques e dicas

Como fazer backup de Fotografias em Viagem?

Quando viajamos gostamos sempre de trazer algumas recordações e memórias, e fotografias são o meio que mais gente usa para capturar essas memórias. Mas e se algo falha? Como podemos fazer backup dessas dezenas ou centenas de fotografias que tirámos? Abaixo deixo algumas sugestões para evitar que essas memórias sejam perdidas para sempre.

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Europa Fotografia

Love Live Now

Há cerca de um mês fui passear com o meu irmão, cunhada e sobrinhos a um dos parques de Cork, Fitzgerald, onde estava a decorrer um dos muitos eventos que organizam naquele parque durante o ano. As filas estavam intermináveis, e filas para tudo. WC, barracas de gelados, de crepes e claro, também o café do parque. Enquanto estávamos na fila, apercebi-me logo da bandeira LGBT, ao chegar mais perto e li o que tinha escrito não consegui disfarçar o sorriso. Love (Ama) Live (Vive) Now (Agora)

Things that are nice to see 🙂 #hope #lgbt

Uma foto publicada por Gil Sousa (@gfpsousa) a

Não é uma “fotografia”, mas mais um verdadeiro caso de instagram, mas tem imenso a ver comigo, bom saber que cada vez há mais aceitação e tolerância. Ama. Vive. Agora.

Alguma história por detrás destes gestos

A Irlanda é um daqueles países que está a surpreender mais no que respeita a aceitação e definição de valores morais, num passado não muito distante, 30 anos talvez, ser gay era crime. A Irlanda é um país com influências religiosas bem mais acentuadas do que Portugal, basta ver a quantidade de escolas católicas que existem pelo país. No entanto, há exactamente um ano atrás a constituição da Irlanda foi alterada para dar direitos iguais a casais, independentemente da orientação sexual dos envolventes. Foi um passo de gigante, a constituição foi alterada via referendo, isto é, toda a população foi consultada para aplicarem esta alteração, e o SIM ecoou bem alto. Foi uma mensagem bem forte de tolerância para o resto do mundo.

Mas no que respeita a aceitação, a Irlanda já tem algum historial bem positivo, basta olhar para a Bandeira Nacional e tentar perceber o que as cores representam. Laranja, os protestantes. Verde os católicos. Branco, a paz entre ambos. Esta foi a mensagem que a República da Irlanda deu ao Reino Unido, em particular à Irlanda do Norte que tanto discriminou e perseguiu os católicos. Parece-me que este povo tem o seu compasso moral bem alinhado. Ama. Vive. Agora.


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