Curiosidades sobre a Alemanha

Curiosidades sobre a Alemanha - Hauptbahnhof

A Alemanha foi o primeiro país em vivi fora de Portugal, foi uma experiência única que já citei vezes sem conta neste blog. E uma experiência que me mudou como pessoa, e me fez ficar (ainda mais) apaixonado por viagens.

Muito pouco sabia sobre este país quando me mudei para lá, aliás, nem sequer tinha pesquisado nada sobre a cidade. Mudar-me para uma cidade e país de que sabia muito pouco foi uma aventura bem atípica para o “eu” da altura, mas que me abriu os horizontes para outras viagens, e até mesmo para conhecer o meu próprio país.

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Percorrer o Circulo Dourado na Islândia de carro

Percorrer o Circulo Dourado na Islândia de carro

Ir à Islândia é um sonho de muitas pessoas, e por muitas e boas razões. Principalmente pelas paisagens de tirar o fôlego e das paisagens quase intactas que deixam qualquer um de boca aberta. Mas não só, também aquela mística toda à volta de um país cheio actividades naturais únicas que para o comum dos mortais, nós, são apenas parte do nosso imaginário. Como os vulcões, as auroras boreais e o sol da meia-noite. Mesmo para quem tem poucos dias para visitar, o Circulo Dourado é uma pequena rota bem perto da capital e fácil de visitar. Continuar a ler “Percorrer o Circulo Dourado na Islândia de carro”

12 lugares na Alemanha que visitei durante Erasmus

Quem já viveu fora do seu país sabe bem como uma cidade ou país nos pode marcar para um todo sempre. Com boas e algumas menos boas memórias, mas é sempre um passo tomado para fora da nossa área de conforto. A Alemanha para mim foi esse primeiro passo, a primeira vez que vivi fora do meu Portugal, a primeira vez que tive de aprender a não depender de absolutamente ninguém. Passaram dez anos desde essa aventura, e em dez anos já muito aconteceu, mas a Alemanha… Essas memórias estão aqui bem no meu coração, e para ficar.

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Conhecer o Parque Nacional Burren no Inverno

Conhecer o Parque Nacional Burren no Inverno

O nevoeiro voltou a ficar intenso, mas mesmo intenso! O caminho era bem estreito, por quilómetros e mais quilómetros, e sempre sem luz. Se por norma já devemos conduzir com cuidado, naquelas condições ainda pior, a parte mais interessante é que atravessei parte do Parque Nacional Burren que iria visitar no dia seguinte, mas de noite, ou seja, sem conseguir ver absolutamente nada. O que também levou outra questão, e animais? Ainda mais cuidado a conduzir… E para juntar ao desafio, vimos vários avisos de partes de estrada inundada… Nevoeiro, luminosidade reduzida, estradas estreitas e partes inundadas… Interessante…

Foi um pouco tenso conduzir naquelas condições, e tudo até estava a correr bem, até chegarmos à zona do Lough Bunny, onde a estrada estava de facto inundada mas em avisos… Quando reparei, já estava dentro de água! Ainda foram uns 10 metros com água a bater debaixo do carro, o susto foi bem grande mas felizmente o carro não parou ali! Acho que fiquei a tremer por uns bons minutos, mas sempre a conduzir.

Histórias de um “blogger” à moda antiga

Observar pássaros a comer
Observar pássaros a comer

Encontrar o B&B também não foi fácil, mais remoto acho que seria complicado, esqueci-me de guardar a morada do B&B e foi complicado apanharmos internet no meio do nada, mas lá conseguimos. Quando chegámos “lá”, afinal ainda faltava um pouco…, olhando mais em detalhe no perfil do airbnb vimos que também tinha coordenadas GPS, que estavam absolutamente correctas!

O B&B tem um ambiente bem familiar, ainda bebemos duas garrafas de vinho com os donos, suíços emigrados há mais de 30 anos na Irlanda, e partilhámos imensas histórias. O dono viajou imenso durante os anos 70, contou-nos histórias que me deixaram de olhos a brilhar, um verdadeiro blogger à moda antiga, que passou para o papel todas as suas viagens, e que de vez em quando vai buscar um dos seus cadernos para ler algumas das suas aventuras. Partilhou connosco algumas das suas aventuras e desventuras, e deu um exemplo bem claro de como seguro de viagem é tão importante, mesmo quando estamos ao lado de casa como foi o caso dele. Acho que bati os meus níveis de excitação com aquelas histórias!

No dia seguinte acordámos cedo e tomámos um pequeno almoço bem robusto no B&B, feito pelo Joseph (o dono), e na companhia de vários pássaros que se estavam a alimentar num comedouro no jardim, tantas fotografias que tirei! Que ideia fantástica, tão fácil tirar fotos e de tão perto a pássaros em ambiente selvagem 🙂

Pelo Parque Nacional Burren

Dali, seguimos para o Parque Nacional, mas demos a volta por cima por Kinvara, foi o mais a norte que estivemos neste fim-de-semana, fomos ver o castelo de Kinvara mas apenas de longe, e sob uma chuva irritante como já é habitual na Irlanda.

A ideia era ir visitar o Parque Nacional Burren, mas depois da experiência da noite anterior, decidimos fazer um desvio pela costa e aproveitar para ver o castelo. Até queríamos aproveitar a zona, mas o tempo não estava mesmo nada convidativo, então tirámos umas fotos para assinalar a passagem, e seguimos viagem a improvisar um pouco com o GPS.

Nem eu nem o meu amigo sabíamos nada sobre o Parque Nacional, apenas que era altamente recomendado, mas nem sabíamos muito bem ao que íamos. Colocámos as coordenadas de GPS, e lá seguimos para o meio daquilo. E quando digo “daquilo“, o parque nacional é tão diferente do que se poderia esperar de um parque nacional na Irlanda que até deu a ideia que estávamos noutro país qualquer. Um parque nacional bem rochoso, no entanto bem cheio de vida.

No Inverno parece um pouco deprimente, muitas rochas cinzentas a condizer com o céu igualmente escuro, mas para quem está habituado e já enjoado de tanto verde na Irlanda, aquelas paisagens são de facto algo maravilhoso, mesmo sob o céu cinza e triste que nos acompanhava.

Castelo de Kinvara
Castelo de Kinvara

Sem um destino especificado, a receptividade à espontaneidade também é bem maior, a certa altura vimos indicações para uma perfumaria…, e que tal irmos lá ver? Sugeriu o meu amigo. Então lá fomos espreitar.

Perfumaria no Parque Nacional Burren

Para lá chegarmos, conduzimos imenso, e até já pensávamos estar perdidos, mas confiámos nas indicações. Lá chegámos a uma casinha bem castiça no meio do nada, no final de uma estrada sem saída, e com um pequeno parque de estacionamento. Aparentemente estava fechada, mas depois de tanto conduzirmos, experimentámos na mesma. Que é que tínhamos a perder? Absolutamente nada, aliás, até ganhámos imenso com isso!

Na minha opinião, visitar a Perfumaria Burren deveria ser obrigatório para todos que vão visitar aquela zona da Irlanda. A experiência só por si é uma aula de Flora e Fauna local, e a explicação do porquê a zona do Burren ser tão importante, e ser um dos Parques Nacionais. É um paraíso para flores silvestres, abelhas, borboletas e muitos mais animais. Aliás, se não fosse pelas flores, porque raio haveriam de criar uma perfumaria no meio do nada?

O espaço está excelentemente organizado, com algumas secções audiovisuais com imagens do Parque Burren durante as várias estações do ano (tenho de lá voltar no Verão). Obviamente que tem uma loja, com todos os produtos que criam, mas também explicam tudo quanto podem. Os processos de criação, como reconhecer os diversos aromas e como os categorizar, e claro, depois acabámos por comprar alguns produtos.

Anta de Poulnabrone
Anta de Poulnabrone

Já fora da zona da perfumaria, existe um pequeno café, que para muitos poderia passar despercebido, mas que mais uma vez recomendo vivamente a irem e experimentarem um dos muitos chás de flores locais que eles têm. Aliás, os chás também são parte dos produtos deles. Tudo o que se pode fazer com aquelas flores, eles tentam fazer. Perfumes, cremes, chás, sabonetes, tudo mesmo!

E falando em sabonetes…, antes de partirmos aproveitámos e fomos ao WC. Sim, parece que é informação desnecessária, mas não o é. O sabonete que eles têm lá é produzido na casa, e o cheio é simplesmente fantástico! Não voltámos atrás para comprar por vergonha, mas é uma excelente forma de mostrar os seus próprios produtos!

Anta de Poulnabrone

Um dos pontos de referência mais importantes do Parque Nacional Burren é mesmo a anta de Poulnabrone, fica numa das estradas principais e bem fácil de encontrar. Isto, claro, se tiverem a rota minimamente planeada, o que não foi o caso…, tivemos de fazer um desvio para lá chegarmos, mas foi bem interessante. Também bem mais pequeno do que imaginávamos, mas bem interessante! Tirámos várias fotos ao fim do dia, mas a luz já não era das melhores. Ainda assim acho que conseguimos algumas fotos aceitáveis.

Sendo um monumento megalítico tão importante, os acessos tão são muito bem sinalizados e com um parque de estacionamento bem generoso, para autocarros e carros particulares. Depois, por um pequeno trilho pelo meio das muitas rochas, chegamos à pequena anta. Pelo caminho existem várias placas a explicarem a morfologia da zona e do período aquando a construção da anta. Salvo erro é acessível também por cadeira de rodas, existe um caminho alternativo menos acidentado até à zona da anta.

Caverna dos ursos – Caverna Aillwee

A última paragem do nosso passeio foi também não planeada, vimos indicações para uma caverna dos ursos e visto que ficava a caminho, porque não? Com muito pouco planeado, acabámos por ter um fim-de-semana em cheio! E esta caverna não ficou aquém do esperado, mais outra história que se poderia dizer “só na Irlanda“…

Em suma, a caverna foi descoberta por um agricultor que a manteve secreta por cerca de 30 anos, até que um dia comentou a sua descoberta, mas aparentemente poucos acreditaram na sua história (informação dada pelo guia, não encontrei fontes a comprovar isto). Dependendo das chuvas e da altura do ano, existe uma cascata dentro da caverna, e é possível encontrar muitas fotos dessa cascata no google, mas nós não tivemos sorte com as chuvas (acho que nunca tinha escrito tal coisa sem usar sarcasmo).

O nome da gruta deve-se ao facto de terem encontrado ossos de ursos dentro da caverna, numa posição de hibernação. A parte interessante é que os ursos estão extintos da Irlanda há pelo menos 15 mil anos

Para ser sincero, a caverna é de facto interessante, mas muito curta e deixou um pouco a desejar pois uma das fotos que usam para marketing é uma parte da caverna feita pelo homem para permitir o acesso a um dos extremos da caverna. Mas ainda assim, valeu a pena a visita, apesar de esperarmos um pouco mais do que o que vimos.

Esta caverna ainda faz parte do Parque Nacional Burren, e foi o nosso último ponto de paragem antes de voltarmos para casa, mais um par de horas a conduzir depois de um fim-de-semana em cheio e repleto de boas experiências! Um Parque Nacional que recomendo vivamente a visitarem, seja em que altura do ano for.

Onde fica o Parque Nacional Burren?

Para quem vai visitar as Escarpas de Moher, então fica mesmo ao lado. Foi o que fizemos, aproveitámos o fim-de-semana para conhecer dois locais incríveis na Irlanda! Existem várias excursões que vos podem levar tanto ao Parque Nacional como às Escarpas. De Galway existem vários grupos e é a forma mais fácil de visitar, sem terem de “perder” meio dia só em viagens. Mas o que recomendo mesmo é a alugarem um carro e a se aventurarem, o Parque é incrível e tem mesmo muito para descobrir!

O que levei na mala para a Islândia

O que levei na mala para a Islândia

Finalmente cumpri um dos muitos sonhos de viagem que tinha, e esta viagem à Islândia foi um deles! Não vi a Aurora Boreal, aliás, não vi com os meus olhos… (mais sobre isto num próximo artigo), mas foi uma viagem que deu para aprender mesmo muito, até sobre como preparar a mala e a viagem em si.

Desta vez, para infelicidade do meu ego, a preparação da mala correu bem mal… Nunca tinha viajado para um país com fama de ser assim tão frio, pouco sabia do destino para onde ia (apesar de ter pesquisado bastante), e acabei por exagerar imenso em algumas coisas que coloquei dentro da mala…

Então aqui vai a lista

Gadgets

 

Comparando esta lista com outras listas que fiz…, começo a achar que tenho um problema com os electrónicos que carrego comigo…

Enfim, disto tudo, acabei por usar quase tudo menos o adaptador de corrente. Sinceramente não sei porque o levei, já levava um adaptador USB para tomadas estilo europeu, portanto funcionaram na perfeição. De realçar que as tomadas na Islândia são tal e qual como as em Portugal e resto da Europa continental, não é necessário qualquer tipo de adaptador.

No que respeita às baterias, começo a achar que ter baterias extra é mesmo uma mais valia. Quando tentei tirar fotos à Aurora Boreal, precisei mesmo de usar a bateria extra que tinha, ainda que as fotos não tenham ficado nada de jeito…, sempre foi melhor ter uma bateria para tentar… Já os cartões SD, apenas precisei de usar o sobresselente para a GoPro, os da Nikon nem sequer chegaram a ser usados (além do que já estava em uso), mas também já esperava isso, só os levei por precaução.

Roupas e higiene (e extras)

Pela lista, dá para ver que desta vez enchi a mala demasiado.., e sim, foi mesmo demasiado. Não tinha bem noção de como preparar a mala para um país com fama de ser tão frio, e ainda para mais não sabia bem ao que ia. Cascatas? Caminhadas? Neve? Chuva? O meu maior receio foi acabar molhado e sem muda de roupa, e como seria apenas uma semana não fazia sentido planear lavagem de roupa a meio da viagem. Então optei por me precaver desta vez…, mas demasiado para umas coisas, e falhei noutras.

Hey! Where are you going next little buddy? Is everything packed yet?

Uma foto publicada por Gil Sousa (@gfpsousa) a

Um par de calças de hiking nem as usei, meias? 3 pares não usados… A ideia era usar pares duplos, caso estivesse muito frio. Mas curiosamente, o frio até nem era tão agressivo como pensava. Boxers? 1 par que não usei, a ideia era usá-los depois do snorkel, mas como acabei por nem ficar molhado (a explicar num próximo artigo), não foi necessário usar esse par. O mesmo para uma tshirt extra. Quanto aos calções de banho e toalha de praia, a ideia era usar isso caso fosse a umas termas, o que acabou por não acontecer.

O que faltou? Um par de luvas extra…, acabei por ficar com as minhas molhadas enquanto estava à espera para entrar na água, para o snorkel, e dava mesmo jeito ter um par extra. Não pensei nesse caso, de ficar com luvas molhadas…, e diga-se de passagem, faz falta. Faz mesmo muita falta ter um par de luvas extras e secas…

Em suma, desta vez exagerei imenso no que coloquei na mala. Como andei imenso de carro, bastava ter algum cuidado em não me molhar, e de resto seria tranquilo. Como não tinha ideia de como seria o tempo na Islândia, precavi-me pelo exagero…

Quanto a calçado, recomendo vivamente botas de hiking, mas das boas. Botas normais não serão o suficiente, principalmente em tempo de gelo. É essencial um par de botas que proteja bem o calcanhar, escorreguei algumas vezes e o terrenho é algo instável, e se se planeia em fazer algumas caminhadas também convém estar bem protegido. Se as botas forem boas, como as minhas são, então nem é preciso levar mais nenhum tipo de calçado. Para a Islândia, o que se quer é ver a natureza 🙂


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O que levei na mala para a Islândia

Itinerário alternativo para uma semana no Sul da Irlanda

Itinerário alternativo para uma semana no Sul da Irlanda

Há 5 anos que vivo na Irlanda, e é frequente pedirem-me dicas sobre o que visitar ou o que fazer. Já escrevi inúmeros artigos sobre as minhas escapadelas e viagens, mas nenhum guia! Portanto, nada melhor que começar pelo país onde vivo para escrever este mini-guia.

De realçar que este guia é para um itinerário alternativo no sul da Irlanda. Portanto nem sequer vou sequer mencionar em Dublin ou outras zonas mais populares. Não faltam artigos sobre coisas a experimentar na capital. Neste artigo vou-me focar apenas no sul da Irlanda, onde vivo e conheço bem melhor.

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Conhecer a cidade de Cork a pé, do centro à Universidade

Cork a pé, do Centro à Universidade

Um pouco de Cork

Cork é a segunda maior cidade da República da Irlanda, e a terceira maior da ilha, sendo Belfast a segunda maior (mas esta parte do Reino Unido). Fica a cerca de 250km da capital, bem a sul da ilha mas infelizmente não é um destino muito turístico, quem cá vem é quase só de passagem e acaba por não conhecer muito do que a cidade tem para oferecer. Mas não é por falta de informação, até sem mapa dá para descobrir a cidade, e é por isso mesmo que decidi criar uma série de artigos para apresentar algumas das rotas para descobrir a cidade a pé, começando pela rota da Universidade.

Os mais atentos certamente que irão notar algumas setas espalhadas pela cidade, azuis, verdes, vermelhas e laranjas. São as rotas, bem identificadas, pela cidade. Excelente para quem quer descobrir alguns dos segredos da cidade sem se perder. Todas as rotas começam num mesmo ponto, bem no centro da cidade numa pequena praça na intersecção entre duas das ruas principais, a Saint Patricks Street e a Grand Parade. Como são duas das ruas mais movimentadas da cidade, acaba por ser um ponto onde muitos turistas mais cedo ou mais tarde vão passar. Mas será que vão reparar nas setas?

Rota da Universidade

Neste primeiro artigo vou falar da rota da Universidade, uma rota que foge do centro e passa pelas zonas dos mais bonitos espaços verdes da cidade. Também, a minha rota favorita, que até antes de ter reparado na existência destas setas, levei vários amigos a conhecer alguns dos pontos principais desta rota.

A rota da Universidade

A rota tem como ponto principal, obviamente, a Universidade de Cork (UCC), e ao percorrer a rota vamos passar por vários pólos que ficam fora do campus principal. Esta rota tem a particularidade de passar também pelos espaços verdes mais importantes da cidade, sendo a Universidade um deles.

A partida faz-se do pequeno largo Daunt’s Square, seguimos em direcção ao canal sul do rio, pela Grand Parade e paramos junto ao parque Bishop Lucey, do outro lado da rua vemos uma das fachadas de um dos edifícios mais emblemáticos da cidade de Cork, o Mercado Inglês. Vale a pena uma passagem pelo mercado, mais que não seja pelo estilo arquitectónico, e para comer numa das bancas do mercado, ou até mesmo no restaurante The Farm Gate.

Mapa da Rota da Universidade

Depois do mercado, temos de voltar ao parque, podemos atravessá-lo e sair do outro lado, ou seguir o mapa da rota. Vou optar por seguir o mapa para não nos perdermos, na Grand Parade temos de voltar à direita, deixando o parque do nosso lado direito, e seguimos até ao final da rua onde vamos parar por uns instantes. Chegámos à rua South Main Street, ligeiramente para a esquerda do outro lado da estrada está a antiga Fábrica da Beamish, uma das cervejas pretas de Cork. E do nosso lado direito, mesmo de canto, está um dos pubs a não perder em Cork, The Oval, e do outro lado da estrada mesmo em frente à Beamish, está outro pub bem conhecido pelas noites de música tradicional irlandesa, o An Spailpín FánacMas continuando, que ainda não chegámos ao primeiro ponto do trajecto…

Christchurch

O primeiro ponto da rota é a igreja Christchurch, do lado direito mesmo junto ao parque. De realçar que neste momento estamos numa das ruas mais antigas de Cork, ainda da era medieval. Estamos a andar sobre história!

A igreja hoje em dia funciona como um Centro de Artes e parte da esplanada do café desse mesmo centro, dentro da igreja podemos ver concertos, peças de teatro e até cinema! Só fui uma vez ver um filme ao Triskel, e sinceramente, depois de uma hora, já não sabia em que posição estar…, bancos de igreja não são propriamente confortáveis, ainda para mais para ver um filme… Mas gosto da forma como aproveitaram um monumento e deram-lhe uma utilidade pública.

Fachada da Christchurch
Fachada da Christchurch

Uma das curiosidades sobre este local é a antiga torre, que foi desmantelada em meados do século XIX, que estava torta. Isto deu origem à expressão “és torto como a torre de Christchurch“. Por acaso ainda nunca ouvi esta expressão…

Continuando em frente, em direcção a norte, chegamos à Washington Street, uma das ruas mais largas de Cork. Esta rua foi criada intencionalmente para ter a capacidade para grandes volumes de tráfego, bem, isto no inicio do século XIX.

Tribunal de Cork

Vamos continuar pela Washington Street, pela esquerda, e assim que se entra na rua dá para ver o edifício do tribunal. No topo do edifício reparem no mastro da bandeira, no final do século XIX o edifício pegou fogo, e a população veio à rua apreciar o facto de que a bandeira do Reino Unido estava (também) a arder. Este acto chegou a ser publicado em jornais, e até serviu de inspiração para um poema.

Tribunal de Cork
Tribunal de Cork

Lancaster Quay

Conforme continuamos a andar, estamos a sair do centro da cidade, seguimos pela Washington Street, e estamos na zona designada por Lancaster Quay, a zona junto ao rio. Ao passar junto ao hotel The River Lee Hotel, hão-de notar dois pequenos pilares dentro do rio, isto são vestígios da antiga linha de eléctrico que existia na cidade, e que, infelizmente, acabou por ser desmantelada.

Washington Street
Washington Street

Universidade de Cork (UCC)

Continuando sempre na mesma estrada, que a certa altura muda de nome (mas nem damos por isso), e chegamos à entrada da Universidade. Podemos entrar no campus a qualquer hora, mas obviamente que a entrada nos edifícios está condicionada durante a noite. Recomendo vivamente que dediquem algum tempo para passear pelo campus da Universidade e apreciarem a mistura arquitectónica, entre o novo e o clássico. Subindo a rua irão encontrar uma pequena escadaria à esquerda, que vai dar ao largo da capela e à biblioteca, um pouco mais à frente vão encontrar o Quadrante da Universidade, para mim, a melhor vista da Universidade.

O ódio que os irlandeses tinham ao império era tal, que quando depois se tornarem independentes removeram a estátua da Rainha Vitória e colocaram num armazém, mas devido ao espaço que ocupava, anos mais tarde decidiram enterrar a estátua! Foi substituída por uma estátua do Santo Finn Barr, o padroeiro da cidade. Em 1994 exumaram a estátua da rainha e colocaram-na em exposição, e quase 20 anos mais tarde até já foi visitada pela Rainha Isabel II.

Se as portas estiverem abertas, no corredor central existem várias pedras com escrita antiga celta, é bastante interessante para quem gosta de história e arqueologia, não são os símbolos que estamos habituados, mas sim riscos marcados na pedra. Atravessando o arco, têm duas opções, ou para a direita, e depois descer as escadas (quase escondidas) pelo parque de estacionamento, e podem dar uma pequena volta junto ao rio até novamente à entrada da Universidade, ou seguem a rota para a próxima paragem. Tal como disse antes, recomendo mesmo que façam um bom passeio pela Universidade, e a rota junto ao rio é bem agradável. Já visitaram a Universidade de Cork? Se sim, o que é que gostaram mais de ver? Agradeceria imenso se deixassem a vossa opinião nos comentários.

Prisão de Cork

Pouco resta da prisão de Cork, dá para ver a entrada e pouco mais. Um dos pontos de interesse é uma placa do escultor Seamus Murphy, natural do condado de Cork, e uma placa não oficial em homenagem a uma pessoa que tentou entrar na prisão para libertar prisioneiros republicanos, mas que foi abatido a tiro enquanto tentava passar pelo túnel. As janelas da prisão davam para a rua, e era comum os familiares irem para a rua gritarem para passarem mensagens para os prisioneiros. E em finais do século XIX, durante a Land War, bandas de músicos iam tocar para a rua para entreterem os prisioneiros políticos.

Saída da Universidade, junto ao antigo local da prisão
Saída da Universidade, junto ao antigo local da prisão

Vamos passar pela ponte, e voltar à Western Road, que é a continuação da Washington Street e da Lancaster Quay, voltamos à esquerda e atravessamos a estrada, pois vamos voltar já de seguida à direita por uma ruela em direcção a norte.

Parque Fitzgerald

A ruela onde estamos chama-se Ferry Walk, uma memória do ferry que existia para atravessar o rio antes da criação da ponte que treme (a tradução do nome é bastante similar), Shakey Bridge, a única ponte suspensa de Cork. Vamos seguir a rua até ao final, para vermos a ponte. E enquanto andamos, do nosso lado esquerdo encontra-se o complexo desportivo Mardyke que é palco de vários eventos desportivos importantes, e aqueles que não querem pagar bilhete…, normalmente juntam-se junto às redes, e até sobem árvores para verem os jogos… Entre a ponte e o complexo desportivo existe um pequeno trilho que vai dar a um dos maiores parques de Cork, mas este ainda fica mais afastado do centro, hoje não vamos para lá. Mas se ainda assim quiserem visitar a pequena praia fluvial, fica a apenas uns 2 ou 3 minutos por esse trilho.

Shakey Bridge
Shakey Bridge

Quanto à nossa rota, vamos entrar agora no parque, e está na hora de nos perdermos por mais um bocado! Dentro do parque existem pequenos jardins, junto ao rio está um de roseiras, que na altura da primavera é bem bonito de ver! O Parque foi recentemente remodelado, e agora tem um parque infantil grandote para os mais pequenos queimarem energias. Na outra ponta do parque encontram-se dois edifícios, um maior onde está o café e o Museu Público de Cork, e outro que é o Lord Mayor’s Pavilion, uma casa que foi construída para receber personalidades importantes que iam em visita à Exposição de Cork. Em frente ao Pavilion foi construído recentemente um palco onde fazem vários espectáculos durante o verão, e até cinema ao ar livre.

Assim que passarmos pelo Lord Mayor’s Pavilion, estamos a chegar à saída do parque, passando pelos portões voltamos à esquerda e seguimos em direcção ao próximo ponto.

Mardyke Walk e Margens do Rio Lee

Enquanto andamos, do nosso lado esquerdo encontra-se o Clube de Cricket de Cork, e um pouco mais à frente o próximo painel de informações. Do lado direito, dá para ver a entrada principal da Universidade, onde estivemos antes, e do lado esquerdo é por onde a nossa rota continua, passando pelo Parque de Skake (Mardyke Walk Skatepark).

De um lado o Skate Park, do outro as árvores que escondem o Clube de Cricket e um pouco mais à frente a ponte pedonal branca que nos vai levar para a outra margem do rio. Esta é uma das minhas partes favoritas da rota, junto ao rio por debaixo das árvores, daqui dá para ver alguma vida selvagem e dá a ilusão de que estamos fora da cidade, no entanto estamos a aproximarmo-nos novamente do centro. A certa altura, dá para ver da outra margem do rio o antigo edifício de uma destilaria que funcionou ali por cerca de 150 anos até 1920, e que depois passou para Midleton onde acabou por se fundir com a Jameson.

Ponte sobre o Rio Lee no Mardyke Walk
Ponte sobre o Rio Lee no Mardyke Walk

Assim que começamos a avistar uma ponte vermelha estamos a chegar ao final de mais um troço desta rota, é a St Vincent’s Bridge com cerca de 150 anos, e do outro lado do rio está um edifício de canto, neste edifício viveu George Boole, um matemático considerado por muitos como o pai da ciência computacional.

Boole é um dos nomes mais conhecidos nas ciências matemáticas, nasceu em Inglaterra, mas viveu e morreu aqui Cork. Num dia de muita chuva, ele foi a pé para a Universidade que ficava a 3 milhas da sua vivenda, deu aula completamente ensopado e acabou por ficar extremamente doente com febres altas. A sua esposa, que acreditava que as curas teriam como base o que tinha causado a doença, deitou vários baldes de água sobre os cobertores com ele na cama, o que acabou por agravar a doença. Ele morreu por derrame pleural.

Passeio das Margens do Rio Lee
Passeio das Margens do Rio Lee

Ainda na margem norte do rio, um pouco mais à frente encontra-se uma cervejaria já bastante conhecida na Irlanda e até no estrangeiro, Franciscan Well, neste local existiu um mosteiro de Franciscanos entre 1244 a 1540, e até 1836 ainda dava para ver as ruínas do mosteiro. O nome da cervejaria deriva da lenda de que ali existiria um poço com poderes de curar doenças, no mosteiro dos Franciscanos.

Grattan Street e fim do passeio

Estamos mesmo a terminar o nosso passeio, e a rota da Universidade. Vamos atravessar a ponte vermelha, e voltar à esquerda e andar um pouco, e um pouco mais à frente voltamos à direita e estamos na Grattan Street, no ponto final desta rota. Atenção que o último painel está um pouco escondido, quando chegarem junto a um minúsculo parque, que estará do lado esquerdo da estrada, chegámos ao ponto final. O painel está escondido atrás do gradeamento do parque, e não dá para ver para quem vem neste sentido da rota. Se entrarem neste parque, tenham em atenção que estão a andar sobre um antigo cemitério, centenário até.

Depois do parque, podem voltar ao ponto inicial. Se repararem, à nossa frente está as traseiras do Tribunal, a partir daí é só voltar à esquerda e vamos encontrar a Grand Parade novamente, o nosso ponto inicial. Se gostaram deste artigo, seria fantástico se o partilhassem e o fizessem chegar a mais pessoas! Toda a ajuda é mais do que bem-vinda :

Como percorrer a rota da Universidade?

Sugestões de alojamento em Cork



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Snow Fighting

Snow Fighting

Mais outra foto de Londres, curiosamente tirada no mesmo fim-de-semana da outra foto que partilhei nesta mesma rubrica. Fim-de-semana frio, cheio de neve e algumas desventuras

Esta foto foi tirada em Hyde Park, o maior e mais conhecido parque de Londres. Como dá para ver na foto, estava bastante frio neste dia, aliás, se bem me lembro gelei mesmo! Mas também vi algumas pessoas a fazerem jogging…, com aquele frio e com alguns centímetros de neve…, mas as pessoas nesta foto encontraram outras formas bem mais divertidas de se manterem quentes e aproveitarem o dia 🙂

Snow Fighting

Uma das coisas que mais gosto nesta foto são os vermelhos, cores quentes num dia frio, e nesta foto estão 2 crianças e um adulto com casacos vermelhos. Além da acção presente na foto, também gosto bastante do detalhe da pessoa na esquerda a ver aquela mãe (presumo) a brincar com as crianças, boa disposição gera bons momentos noutras pessoas 🙂

Outro detalhe que gosto bastante, está do lado direito da foto, e apesar da criança meio atrapalhada a olhar para a neve ser bem fofo, o pormenor da mala mostra que aquela mãe parou ali para brincar com as crianças. Uma pausa para brincarem 🙂

Onde fica o Hyde Park?


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Snow Fighting

Marina de Kinsale

Marina de Kinsale

Entre os Portugueses que vivem na Irlanda, já não é a primeira vez que oiço dizer que Kinsale é a Cascais da Irlanda. Discordo em absoluto, ambas as vilas têm o seu encanto característico, e sinceramente acho que têm muito pouco a ver. Talvez mesmo só por serem à beira mar e serem ambas vilas bem bonitas.

O que também é normal se ouvir dizer, é que o Verão na Irlanda são apenas dois dias, e com sorte não chove em nenhum deles… É mais um exagero, claro está, mas por muita pena minha o Verão está longe de serem os 90 dias consecutivos sem chuva que Portugal nos acostumou… Mas por vezes temos dias destes, bem bonitos e que só dá mesmo vontade sair à rua, ou até mesmo sair da cidade e irmos até à praia…, ok, talvez não tanto, a água é fria por aqui…

Kinsale Marina

Não fui à praia, mas fui bem perto. Kinsale é bem conhecida por ser a Capital Gastronómica da Irlanda, e com bons motivos para tal, são vários os restaurantes pela vila, com comida bastante boa e peixe fresco! Fui lá jantar com um amigo, aproveitar aquele dia de sol para dar uma volta pela vila, e ficámos para jantar. Bem pertinho de Cork, e excelente para uma escapadela rápida.

Um pouco mais sobre Kinsale

Além das casas e lojas pitorescas que em muito caracterizam a vila, até mesmo quase como um modelo das vilas coloridas da Irlanda, uma volta pela baia é passeio obrigatório, se não estiver a chover 🙂 A baia está protegida pelo Forte Charles, um forte em formato de estrela, mesmo na entrada da baia. Para lá chegar, recomendo continuarem o passeio a pé, sempre junto à baia, passando por um pequeno mas florido trilho, e prestem atenção ao nome das ruas, irão notar vários nomes espanhóis. Este detalhe despertou-me a curiosidade da primeira vez que fui a Kinsale, e fiquei a saber que aquela vila foi também palco de uma batalha em que uma das últimas armadas espanholas tentou ajudar os irlandeses numa revolta contra os ingleses.

Para quem está de carro, a uns poucos quilómetros podem dar um salto à praia, uma pequena praia chamada Sandycove, ou um pouco mais longe, passando pelo cabo Old Head of Kinsale, podem ir a uma praia bem mais popular e bandeira azul, Garrettstown. Mas convém não esquecer que isto fica na Irlanda…, ilha banhada pelo Atlântico Norte…, yep, a água é bem fria! Mas ainda assim, volta e meia vou à praia, melhor que nada 🙂

Outro detalhe sobre Kinsale, que por acaso até já escrevi aqui no blog, é que Kinsale é a primeira (ou última) paragem da Rota Selvagem do Atlântico. Seja de passagem ou para parar, é uma vila que vale bem a pena visitar, muito para descobrir e também muito por onde comer.

Onde fica Kinsale?


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Marina de Kinsale

Transilvânia, castelos e… vampiros…

Transilvânia, castelos e... vampiros...

A caminho da Transilvânia

A Transilvânia é garantidamente a região mais conhecida da Roménia, mais que não seja de nome devido aos mitos, histórias e lendas que existem sobre aquela zona. Com uma semana de férias, claro que fiz questão de ir visitar esta zona. Não só pelas lendas, mas também pela natureza e as paisagens que esperava encontrar, e que não me desiludiram em absolutamente nada! Infelizmente, uma semana para um país tão grande como a Roménia, não dá para absolutamente nada…, só estivemos dois dias nas montanhas, mas foram dois dias muito bem passados.

A viagem foi sempre de carro, éramos 4 e a primeira noite seria em Brașov, uma cidade bem no coração da Roménia. Mas até lá, ainda passámos por outros sítios, e sempre a subir, e debaixo de chuva…, não muito bom para quem está de férias, mas não podemos mandar no tempo…

A primeira paragem foi para o pequeno-almoço, numa vila características já nas montanhas, como estava com pessoal local, deixei entregue a eles todos os pedidos para experimentar a verdadeira comida local. O problema disto, é que não faço ideia do que andei a comer… Devia ter tirado notas… Dalí continuámos a viagem, e a dada altura fizemos um pequeno desvio para um miradouro, seguimos as indicações e fiquei fascinado! Mesmo com a chuva, e com a neblina intensa, deu para perceber o quão bela aquela zona é. E claro, subir e descer uma serra é sempre divertido, até vimos animais pelo caminho 🙂

Miradouro nas montanhas
Miradouro nas montanhas

Castelo de Peleș

A primeira coisa que um português pensa quando ouve a palavra castelo é uma grande edificação de pedra, de preferência com uma muralha à volta. Pois, para mim, o Castelo de Peleș é um palácio e segundo o artigo em inglês na wikipedia, a sua forma e função também é de palácio. E um bonito palácio, mesmo considerado como um dos mais belos da Europa.

O castelo é relativamente novo, com apenas cerca de 100 anos, que fica já na zona da cordilheira dos Cárpatos, mas ainda não parte da Transilvânia. Hoje em dia apenas tem funções de museu, visto que a Roménia também já não é uma monarquia, julgo que não haja muita utilidade prática para um castelo/palácio no meio das montanhas, senão como museu. Lá dentro podem ver inúmeras obras de arte, pinturas e escultura (também pelos jardins). Infelizmente…, não pudemos ver nada disto 🙁 Chegámos uns minutos antes de fechar, e já não nos deixaram entrar…, foi mesmo pena 🙁 Ainda assim demos umas voltas pela zona publica dos jardins, tirámos umas fotos e aproveitámos aqueles momentos de sol depois de vários momentos de chuva durante a viagem…

Castelo Peleș
Castelo Peleș

Brașov

A noite foi passada em Brașov, uma das cidades já na Transilvânia. Ficámos num hostel bem no centro, mais central seria complicado! Fizemos o check-in, e fomos procurar um sitio para jantar, e acho que não podia ter tido mais sorte do que tivemos, música tradicional romena ao vivo no restaurante! Ficámos sentados num lugar privilegiado quase em frente aos músicos, foi grande animação e comida muito boa, claro! Na hora de pagar…, wow…, tão pouco! A Roménia é definitivamente um país bem barato para visitar, e bem bonito, é uma pena não ser tão popular como um local de turismo (ainda…).

Sendo uma sexta-feira, lá tivemos de sair à noite…, o local escolhido foi um bar mesmo junto ao hostel, acho que nem a 50 metros! Lembro-me perfeitamente do nome do pub, Times, e também me lembro de ter bebido imenso e ter pago tão pouco…, e como se não bastasse, depois de sermos expulsos do bar, depois dele fechar, ainda fomos para o bar do hostel! Que já estava fechado, mas ainda nos deixaram entrar! Dali, só mesmo de rastos para o quarto, e acordar no dia seguinte para mais umas voltas…

Praça em Brașov
Praça em Brașov

Na manhã seguinte ainda demos mais umas voltas por aquela zona da cidade, sem nos afastarmos muito, uma visita à Igreja Negra, o principal monumento Gótico do país, e também a maior e importante igreja Luterana da zona. Além das suas grandes dimensões, a igreja também bate o recorde do sino mais pesado do país, com 6 toneladas! E tem um impressionante órgão com 4000 tubos! Infelizmente não pude tirar fotos lá dentro, aliás, é possível tirar fotos mediante o pagamento de uma taxa para tal…, optei por não o fazer.

Castelo de Râșnov

A próxima paragem foi o Castelo de Râșnov, numa vila bem perto de Brașov, onde andámos pelas ruínas da cidadela. Da torre, que ostenta a bela da bandeira romena, dá para vermos aquela bonita vista pelos campos adentro, apesar de estarmos nas montanhas a impressão que dá é de planície. Andámos pelas poucas ruelas da cidadela, com várias lojas em estilo antigo para dar a sensação histórica do local, mesmo a puxar para gastar dinheiro em recordações…, não foi o caso…

A cidadela está dentro de duas muralhas, a primeira onde estão as portas principais do castelo, que assim que entramos vemos logo a colina do castelo, e a segunda linha de muralhas que é o castelo em si e onde a magia acontece. Passar por aquelas muralhas é como viajar no tempo, sem as guerras e sem o sangue…, só mesmo a parte boa 🙂

O nosso plano inicial seria passarmos pela estrada mais famosa da Roménia, e uma das mais famosas do mundo, Transfăgărășan, mas faltou um detalhe que não sabíamos…, devido à neve, esta estrada está fechada de Outubro até ao final de Junho, e nós fomos lá na última semana de Junho… Foi mesmo pena, por uma semana perdemos aquela vista fantástica. Pensava eu que do castelo só restava mesmo voltarmos para Bucareste, mas ainda me fizeram duas surpresas…

Pelo meio dos montes

A primeira paragem improvisada foi Cheile Rasnoavei (segundo o google, este é o nome), também conhecido pelo Desfiladeiro de Râșnov e que fica a cerca de 10km da vila. Quando lá chegámos, já ia de boca aberta, é que adoro mesmo natureza, e paisagens com um relevo tão dramático como aquele desfiladeiro deixa-me mesmo de boca aberta. Encontrámos algumas pessoas a fazerem escalada, e outras muitas em passeio de família, como estávamos apertados de tempo apenas demos uma pequena volta a pé de uns minutos, e voltámos para o carro para irmos para a segunda surpresa…

A segunda surpresa foi uma gruta bem perto de Râșnov, Valea Cetăţii, uma gruta que foi descoberta há menos de 100 anos quando uma das entradas rebentou, era uma gruta cheia de água cuja pressão forçou uma brecha para o exterior que colocou a descoberto a gruta. Não é uma gruta espectacular, mas tem uma galeria bem grande onde também fazem concertos, claro está, a acústica é brutal! Durante a excursão, desligaram todas as luzes e pediram para ficarmos todos em silêncio, para termos uma ideia do que é estar na cave no seu ambiente natural…, o problema…, algumas pessoas ao meu lado não se calaram nem durante um segundo 🙁 Mas deu para perceber a escuridão absoluta, não conseguia ver absolutamente nada, ao ponto de quase perder o equilíbrio. Que sensação estranha!

Vista para as montanhas Piatra Craiului
Vista para as montanhas Piatra Craiului

De regresso a Bucareste

E como já se estava a fazer tarde, lá tivemos de nos meter à estrada novamente a caminho de Bucareste. Pelo caminho passámos por parte das montanhas Piatra Craiului, onde parámos para jantar e aproveitar as vistas brutais das montanhas! Ficámos até depois do pôr-do-sol, na companhia de um cão que andava sempre de volta da nossa mesa, estava até a ficar frio quando começou a anoitecer, mas quisemos continuar na rua só mesmo para aproveitar aquela vista de tirar o fôlego…, mas tudo o que é bom acaba…, e lá tivemos de nos meter à estrada uma última vez até chegarmos a Bucareste…

Ah…, quase que me esquecia…, não vimos vampiros 🙁 A única desilusão da viagem, dois dias pela Transilvânia e nem um vampiro para nos receber 🙁


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Transilvânia, castelos e... vampiros...

Love Live Now

Love Live Now

Há cerca de um mês fui passear com o meu irmão, cunhada e sobrinhos a um dos parques de Cork, Fitzgerald, onde estava a decorrer um dos muitos eventos que organizam naquele parque durante o ano. As filas estavam intermináveis, e filas para tudo. WC, barracas de gelados, de crepes e claro, também o café do parque. Enquanto estávamos na fila, apercebi-me logo da bandeira LGBT, ao chegar mais perto e li o que tinha escrito não consegui disfarçar o sorriso. Love (Ama) Live (Vive) Now (Agora)

Things that are nice to see 🙂 #hope #lgbt

Uma foto publicada por Gil Sousa (@gfpsousa) a

Não é uma “fotografia”, mas mais um verdadeiro caso de instagram, mas tem imenso a ver comigo, bom saber que cada vez há mais aceitação e tolerância. Ama. Vive. Agora.

Alguma história por detrás destes gestos

A Irlanda é um daqueles países que está a surpreender mais no que respeita a aceitação e definição de valores morais, num passado não muito distante, 30 anos talvez, ser gay era crime. A Irlanda é um país com influências religiosas bem mais acentuadas do que Portugal, basta ver a quantidade de escolas católicas que existem pelo país. No entanto, há exactamente um ano atrás a constituição da Irlanda foi alterada para dar direitos iguais a casais, independentemente da orientação sexual dos envolventes. Foi um passo de gigante, a constituição foi alterada via referendo, isto é, toda a população foi consultada para aplicarem esta alteração, e o SIM ecoou bem alto. Foi uma mensagem bem forte de tolerância para o resto do mundo.

Mas no que respeita a aceitação, a Irlanda já tem algum historial bem positivo, basta olhar para a Bandeira Nacional e tentar perceber o que as cores representam. Laranja, os protestantes. Verde os católicos. Branco, a paz entre ambos. Esta foi a mensagem que a República da Irlanda deu ao Reino Unido, em particular à Irlanda do Norte que tanto discriminou e perseguiu os católicos. Parece-me que este povo tem o seu compasso moral bem alinhado. Ama. Vive. Agora.


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