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25 locais fantásticos na Irlanda a visitar e a explorar

A Ilha Esmeralda, também conhecida como Irlanda (ou será mais ao contrário?), fica mesmo ao lado da Grã Bretanha. Nesta ilha existem dois países, a República da Irlanda e a Irlanda do Norte, que faz parte do Reino Unido. É uma ilha lindíssima com muitos locais de beleza de cortar a respiração, e com muito verde para ver, não fosse esse o motivo principal de ser conhecida como Ilha Esmeralda!

Neste artigo vou listar 25 locais que valem bem a pena visitar na Irlanda, na ilha toda! Excelente para quem está a planear uma road trip pela Irlanda e está à procura de ideias sobre o que visitar!

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Diário Europa

Edimburgo à noite, lendas de meter medo

Quando se visita uma cidade com tanta história como Edimburgo, vale bem a pena investir um pouco mais de tempo e tentar aprender um pouco mais. A cidade é linda só por si, uma excelente cidade para explorar a pé e tirar algumas centenas de fotografias. Mas também vale bem a pena fazer algumas das excursões a pé. Algumas são pagas, outras são grátis. Nós fizemos uma das grátis, que no final damos o que acharmos que vale a pena dar, há quem nada dê…, mas não acho que seja justo fazer tal coisa.

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Derry/Londonderry, uma cidade dividida entre dois países

Recentemente fui a uma cidade no norte da Irlanda, Derry, e apercebi-me que ainda existe muitas dúvidas quanto às “Irlandas”. A confusão tem alguma justificação, afinal de contas existem três Irlandas. E com isso, muitas pessoas fazem confusão entre as três. Sim, três! Não uma, não duas, mas sim três!

Mas como?

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Snow Fighting

Mais outra foto de Londres, curiosamente tirada no mesmo fim-de-semana da outra foto que partilhei nesta mesma rubrica. Fim-de-semana frio, cheio de neve e algumas desventuras

Esta foto foi tirada em Hyde Park, o maior e mais conhecido parque de Londres. Como dá para ver na foto, estava bastante frio neste dia, aliás, se bem me lembro gelei mesmo! Mas também vi algumas pessoas a fazerem jogging…, com aquele frio e com alguns centímetros de neve…, mas as pessoas nesta foto encontraram outras formas bem mais divertidas de se manterem quentes e aproveitarem o dia 🙂

Snow Fighting

Uma das coisas que mais gosto nesta foto são os vermelhos, cores quentes num dia frio, e nesta foto estão 2 crianças e um adulto com casacos vermelhos. Além da acção presente na foto, também gosto bastante do detalhe da pessoa na esquerda a ver aquela mãe (presumo) a brincar com as crianças, boa disposição gera bons momentos noutras pessoas 🙂

Outro detalhe que gosto bastante, está do lado direito da foto, e apesar da criança meio atrapalhada a olhar para a neve ser bem fofo, o pormenor da mala mostra que aquela mãe parou ali para brincar com as crianças. Uma pausa para brincarem 🙂

Onde fica o Hyde Park?


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Snow Fighting

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Diário Europa

Edimburgo, a cidade dos mortos

Uma aventura não tem de ser épica para ser bem apreciada, não tem de durar meses para se ter histórias para contar, e não tem de ser vivida com um amigo de longa data para se estar absolutamente à vontade. Esta viagem pela Escócia foi uma viagem e tanto, cheia de momentos para relembrar e para tentar não esquecer (este blog irá ajudar certamente a manter as memórias vivas).

Como referi num outro artigo, esta viagem à Escócia foi bastante espontânea, sem muito planeado, mas claro que Edimburgo teria de estar na lista de sítios de visita obrigatória. Vimos preços para lá chegar, e a capital da Escócia acabou por ser mesmo a rota mais barata de Cork. A primeira coisa a fazer foi decidir onde ficar, visto que iríamos chegar mais para o final do dia, depois…, foi aproveitar a cidade 🙂

Galeria Nacional da Escócia

Um dos meus objectivos pessoais ao visitar Edimburgo, foi encontrar-me com um amigo de longa data que conheci na Grécia. Daqueles amigos que nos visitam vezes sem conta, em Portugal, na Irlanda, e que gostamos mesmo de os voltar a ver. Desta vez foi a minha vez de o visitar, um “tinha de ser” com grande prazer! Não foi nada “tem de ser porque sim“, mas sim “tem de ser porque assim o quero“. Não deu para muito, mas acabou por ser um café na manhã do segundo dia, e um café no último.

Já em relação à cidade, depois do pequeno-almoço fomos até ao castelo, que acabámos por não entrar pois tínhamos já planeada uma visita guiada pela cidade e provavelmente iríamos acabar por entrar no castelo. Demos uma volta pelo centro histórico a queimar tempo e também como reconhecimento para termos uma ideia de como o centro da cidade é.

Free tour por Edimburgo

À hora estipulada, lá estávamos nós prontos para a visita guiada grátis pela cidade! O nosso guia era bem eloquente, explicou em detalhe alguns dos momentos mais importantes da história da cidade, que em muito se resume a… mortos… A ciência, nomeadamente as ciências médicas, têm um passado bastante obscuro, muito do que se sabe hoje não foi aprendido das melhoras formas… As práticas médicas de há 50 anos são bem diferentes das que são praticadas hoje em dia, e tudo se deve a muitos estudos e experiências. No inicio do século XIX, Edimburgo era considerada como a capital universitária da medicina, muito se descobriu lá, muito se experimentou…, e muitas coisas bem sombrias também aconteceram por lá…

O roteiro pela cidade foi alimentado por contos reais de histórias que se passaram na cidade, uma dessas histórias narra a última execução pública na cidade de Edimburgo, em 1864, de George Bryce. O nosso guia tem mesmo o dom da palavra, e contar uma história tão horrífica como esta até deu para arrepiar, custa a imaginar como matar alguém era considerado um espectáculo de rua, mas esta última execução foi bem mais longe do que o esperado. Por maldade ou incompetência do executador, George em vez de morrer aquando o abrir do alçapão da forca, ficou em sofrimento por 40 minutos porque o comprimento da corda foi mal calculado. Até a população, sádica, achou desnecessário tanto sofrimento.

Mas nem todas as histórias de horror terminaram mal, exemplo disso é a famosa história de Maggie Dickson (que até tem um bar com esse nome), que foi condenada à morte por ter morto o seu filho, ainda que ela o negasse e as provas fossem inconclusivas, mas acabou mesmo sendo enforcada. Esteve 30 minutos pendurada, tal como ditava a lei, e depois disso o seu corpo foi movido para a sua terra. Pelo caminho, o condutor da carroça que levava o seu caixão ouviu uns sons, e quando parou a carroça confirmou esse mesmo som, Maggie não tinha morrido! Na época isso foi considerado como intervenção divida, e como tal perdoaram-lhe o crime, Maggie viveu mais 25 anos depois da sua morte

E como não poderia deixar de ser, claro que teria de existir uma secção da rota dedicada a Harry Potter. Porquê? Porque J. K. Rowling viveu em Edimburgo, escreveu o primeiro livro na cidade e porque muita da inspiração de nomes de personagens e até de zonas populares dos livros são inspiradas em ruas de Edimburgo. Um desses locais é o cemitério Greyfriars Kirkyard, junto a uma escola que também inspirou JK para criar Hogwart’s. Demos uma volta pelo cemitério e foram-nos apontadas algumas campas, os nomes das pessoas que ali estão enterradas serviram como nomes de personagens do próprio livro, a maioria dessas personagens todas bem relevantes para a história, como o Lord Voldemort. Mas o que mais me deixou surpreendido com o cemitério, é uma história não tão conhecida, de um cão…

Greyfriars Bobby, mais um cão-lenda, mas não tão conhecido como Hachiko, mas também uma prova de fidelidade e de como os cães são de facto o melhor amigo do homem. Segundo as histórias, Bobby passou cerca de 14 anos, até à sua morte, sempre em cima da campa do seu falecido dono. Bobby morreu com 16 anos, ou seja, um cão de 2 anos apegou-se de tal forma ao seu dono que passou quase a sua vida toda em cima de uma campa… Se isto não é lealdade, então o que será? Mais uma história de mortes e cemitérios em Edimburgo, mas esta com uma grande base da amor. Há uns anos estive junto à estátua de Hachiko, desta vez vi a campa e a estátua de Bobby, história que até ao momento desconhecia por completo. É bom saber que também se dá grande valor aos animais, homenageando-os desta forma.

Em relação às visitas guiadas grátis, há duas coisas a ter em conta, primeiro, não são completamente grátis, estas pessoas dedicam imenso tempo para preparem estas histórias, e dedicam ainda mais tempo para as contar. É preciso terem grandes people-skills, saberem lidar com todos os tipos de pessoas e manterem os clientes sempre satisfeitos. No final damos um valor simbólico pelo trabalho que fizeram, e fica ao critério de cada um quanto se dá. Claro que há gente que nada dá, mas enfim… Quanto a esta visita em particular, adorei o sentido de humor, em muito me lembrou a personalidade dos irlandeses e a forma como gozam com os ingleses, os escoceses também têm uma história de rivalidade com os ingleses, e não faltaram piadas nesse sentido. Um passeio bem interessante, cultural e cheio de humor.

Depois da visita guiada, fomos passear um pouco mais pela cidade, fomos até à Galeria Nacional onde passámos um bom bocado, um pouco de arte para enriquecer a alma 🙂 Vimos algumas obras de artistas bem conhecidos, ainda estivemos umas duas horas lá por dentro, e dali demos um salto ao jardim mesmo ao lado para descansar um pouco. Foi muito andar e o cansaço apertava, e o dia seguinte ainda estava para vir 🙂

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Europa Truques e dicas

5 viagens de comboio épicas na Europa

Viajar é uma forma incrível de expandirmos os nossos horizontes, mentalidade e conhecimento. Uma das formas que mais gosto de viajar é por terra, passando por várias localidades e sentir as diferenças de culturas a mudarem em frente aos meus olhos. E que melhor forma do que fazer umas viagens de comboio, sem filas de trânsito e confortavelmente?

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Europa Fotografia

Mulher no parque, Londres

Há uns anos decidi oferecer-me uma viagem a Londres como prenda de anos, um fim-de-semana diferente e sozinho. A experiência em Londres foi bastante boa, mas a viagem em si bastante penosa, um grande atraso na ida ao ponto de perder o direito ao bilhete de autocarro para o centro de Londres, e voos cancelados no regresso a Cork. Tive de passar 12 horas num aeroporto, 5 horas e meia das quais numa fila para tentar remarcar o meu voo. Foi a última vez que voei com a Ryanair, simplesmente o pior atendimento ao cliente que alguma vez vi…

Mas contratempos à parte, tive a sorte de ver Londres com outras cores, neve por todo o lado o que dá um outro espírito à cidade. Custa bastante andar na rua com tanto frio, mas vale bem a pena pelo que se vê.

Esta foto tirei-a no Parque Hyde, achei bastante interessante o detalhe desta pessoa estar a apreciar aquele momento, e pelos sacos de compra assumo que estivesse a caminho de casa, ou seja, não era uma turista como eu. São estes pequenos momentos da nossa rotina que nos colocam aquele pequeno sorriso que ela tem nos lábios, será que aquele é o caminho que ela faz sempre para casa? Será que ela fez um desvio para aproveitar algum tempo no parque?

Mulher no parque, Londres
Mulher no parque, Londres

Olho para esta foto e penso, corremos tanto, mas será que aproveitamos estes pequenos momentos devidamente? A foto em si não é nada de especial, mas quis capturar este momento para me lembrar que dá para aproveitar bons momentos nos intervalos da nossa rotina. Mesmo que seja numa cidade tão movimentada como Londres.

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Análises Europa

Crítica: Hosteis e B&B por onde passei na Escócia

Já lá vão os tempos em que usava o couchsurfing nas minhas viagens, apesar de continuar a adorar o conceito, hoje em dia estou mais voltado para hosteis. Quando usava couchsurfing era pela experiência pessoal que tinha com os anfitriões, e nunca pelo facto de ser gratuito, no entanto as últimas experiências foram bastante impessoais, tanto comigo a receber como a ser o visitante. Neste momento prefiro pagar, e ter a sorte (ou não) de encontrar pessoas com quem me identifique, e também porque é menos responsabilidade pois não estou em casa de um desconhecido.

Quanto a esta viagem, como éramos dois, as opções variaram entre B&Bs e hosteis, e inicialmente devido à nossa falta de experiência a pesquisar alojamento para mais do que uma pessoa, acabámos por não encontrar as melhores opções. Mas tudo se aprende.

Recomendação: Se forem em grupo de duas ou mais pessoas, façam pesquisa para apenas uma pessoa. No nosso caso, não encontrávamos hosteis nos resultados pois a procura era “2 pessoas em 1 quarto”, e o booking.com assumia que a procura era para quarto privado. Quando começámos a fazer as pesquisas como uma pessoa só, encontrámos exactamente o que procurávamos para os dois. Apenas tenham em atenção ao número de quartos vagos, pois pode acontecer não haver camas para todos.

Edimburgo Hotel House

Este foi o nosso primeiro alojamento na Escócia, e cometemos o erro de procurar alojamento para duas pessoas em vez de individualmente, como referi antes. De facto achámos estranho não haver nenhum hostel com vagas em Edimburgo, mas talvez houvesse algum evento popular de que não tivéssemos conhecimento. O que não era o caso.

Quanto a este B&B, tem a ligeira desvantagem de não estar no centro, fica a cerca de 25 minutos a pé da zona histórica. Mas existe uma paragem de autocarro mesmo em frente, sem termos de fazer mudanças chegamos ao centro. Recomendo o bilhete diário caso queiram usar os transportes públicos com mais frequência.

A única coisa que de facto nos desagradou foi o facto da internet ser paga, 3£ por dia. Mas ao longo da nossa viagem percebemos que é prática comum na Escócia (e talvez no Reino Unido). Um pouco estranho, visto que na maioria dos cafés há internet gratuita, mas também não nos afectou muito. Existe opção com e sem pequeno-almoço neste B&B, como já tínhamos planos, optámos por não comer lá.

Crieff

E foi aqui que começou a aventura, sem nada planeado, sem usarmos nenhuma aplicação, simplesmente vimos um B&B, perguntámos o preço e ficámos. Acabei por o encontrar no booking.com para referência.

O B&B é bastante agradável, e com um aspecto antigo, o pequeno almoço não estava incluído no preço mas foi excelente para começarmos um dia longo!

Inverness

O nosso primeiro hostel na Escócia, e para ser bem sincero, algo caro para o que esperávamos. Mas infelizmente, parece que é o padrão na Escócia também…

Foi ao reservar esta noite que nos apercebemos que procurando individualmente as opções seriam mais variadas, e algo que achámos estranho é o facto de vários hosteis não terem camaratas mistas. Homens para um lado, mulheres para o outro.

Vantagens deste hostel, não fica longe do centro, mas Inverness também não é grande. Tem parque de estacionamento gratuito. E parece bem limpo. Existe uma cadeia de hosteis na Escócia, e estão bem anunciados num mapa logo à entrada do hostel, para quem anda na estrada de terra em terra, dá imenso jeito saber onde encontrar outros hosteis do género. Foi o que fizemos.

Desvantagens, a internet é bem limitada e é por códigos individuais (algo confuso). E o hostel tem hora para fechar a porta…, ou seja, melhor ter cuidado quando se sai à noite, ou se fica a dormir no carro 🙂 De realçar que os quartos não têm wc privado, no entanto não vejo isso como algo mau, mas poderia ser melhor.

Broadford

Em Broadford que encontrámos outro Youth Hostel da mesma cadeia do onde ficámos em Inverness, mas não fizemos reserva, fomos simplesmente à aventura. Tivemos a sorte de conseguirmos lugar para os dois, aparentemente estava cheio (apesar de não parecer).

Para quem procura um local no meio do nada Broadford é capaz de ser a escolha acertada. O hostel então, fica no final de uma estrada sem qualquer iluminação e sob árvores, imaginem a escuridão… No entanto também tem parque gratuito, portanto se precisarem de sair de carro é tranquilo.

Quanto às instalações, para ser sincero ficou bastante a desejar, esperávamos algo equiparado ao hostel de Inverness, mas as condições eram bastante piores, e a internet ali é paga 1£ por hora. No que respeita a localização, fica logo no inicio do circuito da Ilha de Skye, o que foi excelente para nós.

Kyleakin

Este foi outro local de improviso, e infelizmente não consegui encontrar referência no Booking.com, mas encontrei-o no tripadvisor. Tivemos a sorte de conseguir o último quarto, todos os outros hotéis e B&Bs da zona diziam que estavam lotados, e precisávamos mesmo de algum sitio para ficar. O quarto era bem pequeno, mas perfeito para a situação. O pequeno-almoço estava incluído, mas foi curioso termos de decidir o que queríamos como pequeno-almoço na noite antes para poderem ter tudo preparado, mas estava muito bom 🙂

Glasgow

A nossa última noite juntos na viagem, procurámos por um hostel e este foi o que encontrámos, no que respeita a localização fica um pouco longe do centro mas com transportes para lá chegar. Como estávamos de carro, não chegámos a confirmar se os transportes funcionam bem e se é fácil chegar ao centro, mas de acordo com o staff do hostel parece que sim.

Castelo de Inverness
Castelo de Inverness

Existem alguns serviços na zona, mesmo ao lado existe um Wetherspoons onde se pode comer e beber bem barato. No que respeita ao serviço prestado, os quartos são mistos, com wc privado. O pequeno-almoço é self-service, por um preço bem simbólico.

Polmont

E aqui foi onde passei a última noite! Escolhi o hotel mesmo por estar no caminho do aeroporto, e nada mais. No que respeita a condições, deixou um pouco a desejar. Para quem procura uma opção barata para apenas uma noite serve perfeitamente, no entanto alguns detalhes deixaram-me um pouco chateado, começando pelo facto de a localização do hotel estar errada no Booking.com, e isto propositado (de acordo com o recepcionista). Aparentemente, as pessoas perdem-se para lá chegar, então a localização está para um hotel ao lado… Não foi fácil.

Em relação às condições do hotel, o estacionamento é gratuito, o quarto estava limpo mas com uma carpete bem velha e com nódoas (detalhes que apenas notei por estar mais irritado pelo tempo que perdi a encontrar o hotel), o wc e os chuveiros são partilhados por todos os do corredor.

Em suma, este local para quem procura algo do estilo de um hostel, mas com privacidade no quarto, é bom. Para quem espera encontrar um hotel, é bastante mau. Tudo uma questão de perspectiva.


Nota: Os links listados são afiliados, que poderão dar uma pequena fonte de receita para ajudar a manter o blog.

 

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Europa Truques e dicas

O que levei na mala para a Escócia?

Mais outro artigo sobre o que levei dentro da mala, desta vez sobre a minha viagem à Escócia. Apesar de parecer um artigo sem interesse, é sempre boa ideia saber como outra pessoa prepara a mala e o que correu mal (ou bem). Faço estas análises após a viagem, pois faz bem mais sentido fazer uma análise mais detalhada do que simplesmente listar elementos que foram numa mala.

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Stonehenge

Stonehenge é um dos mais enigmáticos e conhecidos monumentos do mundo, um dos 21 finalistas a Novas Maravilhas do Mundo e sem dúvida um monumento a visitar, por todos aqueles fascinados por arqueologia e não só.

Contexto histórico

Este monumento data da época das pirâmides e dos faraós, mas com uma civilização totalmente diferente, aparentemente menos evoluída. No entanto, a incógnita que este monumento ainda é deve-se em muito aos conhecimentos que esta civilização tinha, como por exemplo, o facto das pedras estarem alinhadas com o solstício de inverno e a avenida com o solstício de verão.

O Stonehenge é um circulo de pedras, com mais de 40 toneladas cada, estas que foram trazidas de cerca de 240 quilómetros de distância (existem várias teorias sobre como moveram essas pedras). Existem vários outros locais arqueológicos na área que provam que esta civilização de facto tinha um conhecimento que ainda hoje desconhecemos.

Stonehenge
Stonehenge

Algumas curiosidades sobre Stonehenge

O Stonehenge teve várias fases de construção e reconstrução, estima-se que foram necessárias trinta milhões de horas de trabalho para as três fases. O site arqueológico é composto por dois círculos, um deles com pedras de tom azulado, por uma avenida e por alterações no relevo em forma de circulo. A área do site arqueológico extende-se à zona envolvente, e ainda muito está por ser descoberto. Como seria de esperar, este local obviamente é Património UNESCO da Humanidade.

No que respeita à zona à volta do Stonehenge, apesar deste ser um património de valor incalculável, até muito recentemente não teve a devida importância pelo governo britânico, só em Dezembro de 2013 é que o centro de visitantes abriu e a estrada que passava a apenas alguns metros das pedras foi fechada e destruída. Lentamente, o que resta da estrada, está a ser consumido pela natureza, mas ainda é bem visível a aberração que aquela estrada era, literalmente a escassos metros das pedras.

O centro de visitantes foi propositadamente construído a 2,4km de distância do monumento para não ser visível do mesmo, de forma a não afectar demasiado a área e vista do monumento. No centro de visitantes é possível ver uma animação das várias fases de construção e reconstrução do Stonehenge em tamanho real, e se quiserem testar a vossa força, existe uma “pedra” com uma corda para verem quantas pessoas com a vossa força seriam necessárias para mover uma dessas pedras. É impressionante, acreditem!

Como chegar lá?

A melhor forma de lá chegar é mesmo de carro, o estacionamento é bastante grande e é sem sombra de dúvidas a melhor forma.

No que respeita a transportes públicos, de Londres, a melhor forma será autocarro até Amesbury, que fica a cerca de 3km do site arqueológico. De Amesbury, dá para ir a pé ou então de taxi.

De comboio a distância da estação a Stonehenge é bem maior, e apesar de comboio ser um transporte mais confortável não me parece que seja a forma ideal.

No próprio website do Stonehenge podem encontrar informações mais detalhadas sobre como lá chegar (apenas em inglês).

Em jeito de conclusão, não é à toa que este monumento é um dos mais visitados do mundo. Vale bem a pena o tempo investido em chegar tão longe para ver o que foi feito há uns milhares de anos atrás. É notório o esforço da parte das entidades responsáveis em recuperarem e conservarem a zona, e o centro de visitas está muito bem conseguido. Ainda que tarde, pelo menos é bom saber que algo se anda a fazer para conservar o património. As visitas tanto podem ser responsáveis pela degradação se não houver cuidado, mas no caso do Stonehenge a distância de segurança é razoavelmente boa para que se possa ver o site sem ser destrutivo, e ainda para mais o dinheiro da entrada serve para garantir a segurança e conservação do local. Vale a pena.

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