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Melbourne, o primeiro impacto na cidade

Melbourne foi a cidade de onde parti e é a cidade onde irei terminar a minha aventura, como gosto de jogar pelo seguro decidi deixar a visita (a sério) para o final da viagem, e aproveitar apenas duas noites para recuperar da viagem desde a Irlanda.

A viagem de Cork até Melbourne

E a aventura começou! A viagem mais longa que alguma vez tive, mas também, vim para o outro lado do mundo, não seria de esperar algo fácil, não? Desde Cork até Melbourne em três voos!

O voo de Cork a Londres, como seria de esperar, foi bem tranquilo, e nem tive de fazer check-in de bagagem, só trouxe bagagem de mão nesta viagem! Quando regressar faço uma das minhas análises de como correu a bagagem…

O voo para Singapura foi doloroso…, 12:50… Dormir sentado não é nada agradável, mas felizmente o entretimento a bordo até era bom, e com uma qualidade razoável. Vi dois filmes, Steve Jobs e Suffragette, joguei um pouco e dormi o que consegui… Um detalhe sobre este voo, foi a primeira vez que voei no primeiro piso num avião! Fui em classe económica, mas consegui um lugar no primeiro piso. Sinceramente, não vi grande diferença, nem sequer dava para perceber que estava num avião de dois pisos, e acho que nem tinha acesso ao piso de baixo (pelo menos não vi nenhuma indicação nesse sentido). Tive direito a duas refeições, o jantar e o pequeno-almoço, e tenho a dizer que até saí bem servido com a British Airways.

Coxia ou janela?

A luta de muitas pessoas. Bem, eu em voos curtos não tenho preferência quanto ao lugar, já em voos de longa duração prefiro ir na coxia. Motivo? Vou querer dormir, é certo, e junto à janela seria bem menos incomodado. Mas e se quiser esticar as pernas a meio da noite? Ou se quiser ir ao wc? Das duas uma, ou acordo alguém, ou tenho de aguentar… Prefiro ser acordado, do que ter de incomodar outra pessoa, a decisão é simples para mim.

Chegada a Singapura, já sentia os efeitos da confusão da mudança de fuso horário. 3 da tarde? Mas pensava que era de manhã… Aguentei-me acordado no aeroporto, ainda equacionei tomar um duche mas lá mudei de ideias quando vi que teria de pagar, e provavelmente nem seria pouco, e para fazer mais um voo longo e ficar todo suado novamente…

Dei umas quantas voltas, cheguei a visitar o Jardim dos Cactos…, mas que calor… Aproveitei para relaxar um pouco, dei umas voltas pelas lojas e descansei com bom espaço para as pernas, ao contrário do voo… E reparei que o meu blog está bloqueado em Singapura… Acho que tem a ver com um dos meus artigos em inglês…

E rumo ao último voo! Mas antes…, claro que teria de passar por alguma aventura, ter barba parece não ajudar muito quando em todos os documentos oficiais não tenho qualquer barba. Fui chamado à parte, interrogado, bem “olhado”, e lá finalmente consegui passar! Acho que o segurança não ficou totalmente convencido de que os documentos são mesmos meus…, mas já estou em Melbourne!

Quanto ao voo, voei com a JetStar, uma low cost da Qantas Airways, e nota-se que as hospedeiras não são nenhumas modelos, talvez por ser uma low cost, mas não são as aparências que fazem um profissional. Ainda bem para a JetStar! E tal como a Aer Lingus, na JetStar paga-se tudo, mas como marquei o meu voo pela BA, tive direito a jantar e pequeno almoço!

A viagem de Cork até Melbourne, um dia muito longo
A viagem de Cork até Melbourne, um dia muito longo

O aterrar foi algo confuso para mim também, com 11 de diferença, o meu cérebro queria um pôr-do-Sol, e estava a ter um nascer-do-Sol quanto o avião estava a aterrar. Foi bem confuso, tenho a dizer… Depois foi só passar pelo controlo de passaporte, e de volta à vida de viajante! Mais artigos para breve!

Explorar um pouco a cidade

A primeira coisa que notei é que a cidade decidiu abrir as rotas de eléctricos aos turistas (e não só), no centro da cidade existe uma área de “FREE TRAM ZONE” devidamente assinalada, ou seja, dentro desses limites podemos usar o eléctrico à vontade sem nos termos de preocupar em validar bilhetes, com revisores, e afins. Com isto, acho que a cidade só fica a lucrar, menos chatices para os revisores, e toda a gente fica um pouco mais contente. Desta vez não experimentei a sair dessa zona, portanto também não tenho ideia de quanto serão as tarifas…

Booking.com

O primeiro dia foi para tentar tratar de algumas coisas, nomeadamente do cartão SIM Australiano. Não só para internet (só a uso para publicar fotos no Instagram), mas também porque me vai dar imenso jeito a contactar hosteis e empresas de actividades que vou fazer durante a viagem. Dois meses, dá jeito ter uma forma mais fácil e barata de contactar quem eu preciso…

Outra coisa que tive de comprar foram os produtos de higiene. Como apenas trouxe mala de mão, não iria trazer amostras de gel de banho para dois meses…, mais valia comprar à chegada, e foi o que fiz. Ou seja, o primeiro dia já ia com custos adicionais mas esperados…

Hostel Nomads Backpackers Melbourne

Este foi o hostel onde fiquei as primeiras duas noites, atendimento 5 estrelas! Gostei imenso, mas algo sempre ocupados o que lhes dava pouco espaço para interagirem com os hóspedes de uma forma mais familiar.

A área comum do Hostel tem um bar onde todas as noites fazem eventos temático, mas as ofertas são pobrezinhas. Na primeira noite houve “noite da pizza“, em que a fatia era minúscula, e na manhã seguinte foram panquecas também bem pequenas. Mas pronto, criticar o que é grátis não é justo…

Não viaje sem Seguro de Viagem!

Recomendo vivamente a World Nomads, seguros especializados para viajantes. Bem detalhados antes de os riscos acontecerem!

Quanto à localização, fica dentro da área de eléctricos grátis, ou seja bem no centro. E com um parque bem agradável mesmo ao lado, também junto ao Mercado Rainha Victória, que recomendo vivamente! Já descrevo mais abaixo. E junto a outras lojas mais pequenas, excelente para quem quer poupar dinheiro e precisa de comprar comida (tipo eu…).

Agora um detalhe sobre esta cadeia de hostels, para ser ainda mais barato, dá para comprar um passe de 10 noites para usar na rede toda dos hosteis Nomads e Base, o alojamento na Austrália não é barato, mas este passe torna as coisas um pouco mais acessíveis.

Melbourne, o primeiro impacto na cidade
Melbourne, o primeiro impacto na cidade

Ainda em relação ao primeiro dia, e ao hostel… Bem…, fazer negócios quando se está com jet lag não é lá muito boa ideia, pois não? Então, no hostel têm uma pessoa encarregue de vender pacotes de viagens para pessoal de mochila às costas, oportunidades bem baratas e tentadoras. Se estiverem com jet lag, fujam dessa pessoa! Eu não fugi… Então já marquei actividades para os próximos dois meses… Yep…, eu que falo tanto em evitar planear demasiado

Algumas dessas aventuras até me dão medo, mas depois vou contado os detalhes, não vale a pena estragar as surpresas para já. Com isto, também preparei logo a viagem até Sydney, autocarros e alojamento em Canberra (de onde estou agora a escrever este artigo).

Melbourne, o primeiro impacto

Melbourne é uma cidade onde me vejo a viver um dia, cheia de vida, mas ao mesmo tempo inspira imensa segurança. Limpa, organizada (até demais), e bem perto da praia! A temperatura é amena, nada de demasiado calor nem demasiado frio, e com um aeroporto internacional (que é bem importante para quem gosta de viajar como eu).

O pouco tempo que tive para realmente passear pela cidade, apenas andei pela zona de eléctricos grátis, andei perdido por lá, tirei algumas fotos e andei imenso também. Não foi só explorar o que é grátis, andar também faz bem!

No segundo dia de manhã o tempo não estava favorável, chuva e frio. Então fui até ao Mercado Rainha Victória, que é simplesmente gigante! Tem de tudo, e até acho que é interessante visitar mercados, ver onde os locais vão (e pelos vistos, também os turistas). Da parte da tarde fui até à zona das Docas passear, e regressei ao hostel. Acho que é sempre complicado nos primeiros dias com jet lag, não deu para aproveita muito sem me sentir absolutamente exausto…

Por Gil Sousa

Português emigrado em Cork, viajante e apreciador de boa comida.

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