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Ásia Diário

Visitar Kurashiki, uma cidade histórica japonesa

Depois da parte cultural, estava na hora de fazer algo mesmo turístico. Fui ao centro histórico da cidade para me perder um pouco e conhecer melhor o centro. E pelos vistos, foi mesmo na época dos casamentos! Kurashiki de facto parece mesmo ser o local ideal para tirar fotografias de casamentos, com os seus canais e pontes bem castiças. Excelente para tirarem várias fotografias de várias perspectivas.

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Casados de fresco

Tendo em conta que se calhar sou um pouco viciado em cafeína, fiz uma pausa para café, desta vez no Kurashiki Coffeae-Kan, eles torram o seu próprio café, e aparentemente também têm o seu próprio estilo de cappuccino. O que foi bastante bom, mas completamente diferente do tradicional cappuccino, este com uma espuma bastante fria e espessa (acho que até era mesmo natas ou chantilly), e o copo bastante pequeno. Mas bastante bom!

Enquanto desfrutava do meu café, fui lendo o que o livro de viagens Frommers recomenda a visitar em Kurashiki, e uma das recomendações principais é o Museu de arte Ohara. Um museu único no Japão, com muita história e arte. Confirmo, é de facto um excelente museu, e dá para passar imenso tempo lá dentro, excelente alternativa para quem procura fazer algo diferente durante as férias, caso o tempo vos force a ficarem debaixo de tecto. Gostei bastante do museu, mas atenção que se o quiserem desfrutar devidamente irão passar várias horas lá dentro. Não vou falar de detalhes, mas tem peças de arte únicas, e algumas de alguns artistas bem conhecidos, o que me surpreendeu bastante para um museu numa cidade pequena.

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Como disse antes, o museu tem imenso para ver, ao ponto de que tive de fazer uma pausa para almoçar. Desta vez estava mesmo à procura de comer sushi, mas acabei por comer outra coisa qualquer que nem faço ideia do que era. Comi no restaurante Kamoi, boa comida e equipa bem simpática! Gosto da forma como os empregados dos restaurantes nos recebem, e a forma como se despedem de nós. Talvez um pouco robótico, mas é muito acolhedor vê-los tão simpáticos até depois de pagarmos…

Depois do almoço, lá fui para a segunda etapa da visita ao museu, e desta vez com muitas crianças de uma escola… Torna-se complicado de aproveitar seja o que for com grupos de crianças barulhentas e irritantes à nossa volta…, então decidi escapar. Fui fazer uma caminhada até ao topo da colina. De acordo com o mapa esse também era um ponto de interesse, então foi para lá que eu fui. A vista é bonita, sobre Kurashiki, mas o tempo lá em cima é só mais outro templo japonês. Depois de uns dias no Japão, todos os templos tornam-se iguais, uns maiores, outros mais pequenos, mas acaba por ser muito do mesmo em cidades diferentes. Para mim, o que vale a pena é visitar por dentro, mas por norma é pago. Até ao momento, essa é a parte mais interessante nos templos que visitei.

O centro histórico de Kurashiki é bem pequeno, numa longa tarde dá para ver as atracções principais. Depois de percorrer quase a parte antiga toda, achei que estava na hora de fazer check-in e ir relaxar um pouco no hotel. E foi aí que decidi perguntar sobre a minha tatuagem…

Uma coisa que reparei no Japão, talvez por ser de um país com uma cultura de consumismo de café bastante grande, é que os cafés fecham bem cedo. Por volta das 5:30-6:00 da tarde expulsão os clientes do estabelecimento. Tinha-me esquecido disto…, e uns minutos antes das 5 fui ao café El Greco, outro café bem castiço que vale a pena a visita. O problema foi que quando entrei já estavam poucas pessoas, então fiz o meu pedido e comecei a ler um pouco o meu livro, minutos depois apercebi-me que eu era o único cliente dentro do café. E tenho a certeza que apenas li por uns minutos, pois sei que cheguei apenas uns minutos antes das 5, e eram exactamente 5 quando saí.

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E depois das 5, que mais posso fazer? Mais uns quantos museus, Kurashiki tem vários. Além do Ohara que já referi antes, tem mais uns quantos. Entrei em mais uns dois ou três museus, e num deles juro que nem faço ideia do que estava a ver. Pareceu-me que a cultura japonesa é muito orientada a si mesma, até mesmo nas estratégias de turismo. Não que isso seja mau, mas podiam ser um pouco mais abertos a turistas.

Outra coisa que notei em Kurashiki, e que talvez seja comum em cidades não muito grandes, é que as pessoas comem muito cedo. Portanto não faz muito sentido ter restaurantes abertos até tarde. Em Tóquio não notei isto, mas tanto em Hiroshima como em Kurashiki foi um pouco complicado encontrar um sitio para jantar depois das 7:30pm. Após andar às voltas por um bom bocado, decidi entrar no primeiro que encontrasse aberto.

Kurashiki Ivy Square Hotel
Hotel Kurashiki Ivy Square

Se há coisa que no Japão é muito bom, é a simpatia no atendimento, o que voltou a acontecer neste restaurante. A comunicação é sempre um factor complicado, mas depois de apontar para o que queria lá consegui pedir o que queria, e foi bastante bom!

Foi um dia long, muita caminhada, então estava na hora de experimentar algo japonês de que já tinha ouvido tanto falar, o onsen! E….., nope! Não gostei nem um pouco, foi uma experiência interessante, mas senti-me totalmente fora de contexto. Não faltaram olhares na minha direcção, não sei se devido ao facto de ter uma ligadura a tapar a tatuagem, ou pelo simples facto de ser a única pessoa sem traços asiáticos no onsen. Mas pelo que li, tanto um como o outro são dois motivos prováveis para ser alvo de tantos olhares. E aprendi outra coisa, depois do onsen preciso de outro duche, mas com sabão! Detestei o cheiro que ficou em mim…

By Gil Sousa

Português emigrado em Cork, viajante e apreciador de boa comida.

1 reply on “Visitar Kurashiki, uma cidade histórica japonesa”

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