Curiosidades sobre a Islândia

Curiosidades sobre a Islândia

Visitar a Islândia é um sonho de muita gente, e no entanto até nem fica assim tão longe. Existe o rumor de que é um país extremamente caro, mas dá perfeitamente para o explorar de uma forma bem mais económica. É um país que deve mesmo ser visitado pelos amantes da Natureza e de caminhadas, e fica o aviso, duas semanas não chega para nada!

Bandeira da Islândia

Capital: Reiquiavique
Idioma oficial: Islandês
Moeda: Coroa islandesa [ ISK ]
Fuso horário: GMT (mesma hora que Portugal no inverno, 1 hora a menos no verão)
Área total: 102 775 km2
População: 364 134
Condução: à direita
Clima: tendo em conta o quão a norte a Islândia é, os invernos até nem são assim tão rigorosos. Mas para nós? Sim, aquilo é um inverno a sério! Os verões também são bem moderados, com temperaturas máximas a chegar aos 25ºC, mas numa média de 12-15ºC. De ter também em atenção as horas de sol, enquanto que no verão chegam a ter 24 horas de sol (ou claridade), no inverno é quase o inverso, com apenas umas 3 ou 4 horas de sol.

Um pouco da história da Islândia

Ao contrário da grande maioria dos países europeus, a Islândia não tinha presença humana até à segunda metade do século IX. Ou seja, é uma região com uma história bastante recente, com apenas cerca de 1200 anos.

Primeiros povos e a colonização

Os primeiros colonos escandinavos chegaram por volta do ano 870, e aí se estabeleceram como Comunidade Islandesa, um estado livre. Este estado livre foi estabelecido por colonos da Noruega, que fugiram para a Islândia por causa da unificação da Noruega.

Entrada na Fissura de Silfra
Entrada na Fissura de Silfra

Em 1262, devido a lutas internas e civis, o país assinou um pacto que os colocou sob a soberania da coroa norueguesa, e mais tarde (por consequência) também parte da União de Kalmar. Durante os séculos que se seguiram, a Islândia passou a ser um dos países mais pobres da Europa. Não só sofreram imenso devido aos solos estéreis e clima, que é crucial para um povo que sobrevive da agricultura, mas também a peste negra chegou a este país por duas vezes, o que levou a uma grande quebra da população.

Também a actividade vulcânica afectou imenso a população, um dos exemplos mais críticos foi a erupção do vulcão Laki em 1783, que levou à morte de mais de metade dos animais do país devido à libertação de gases. E por consequência, cerca de um quarto da população que morreu de fome. Esta erupção afectou muitos outros países e chegou tão longe como ao norte de África.

Independência, Reino e República da Islândia

Em 1814, após as Guerras Napoleónias, o reino da Dinarmarca-Noruega foi dividido em dois reinos, ficando a Islândia dependente da Dinamarca. Durante o século XIX as dificuldades continuaram a aumentar para o povo islandês o que gerou uma emigração em massa para a América do Norte. Quase um quinto da população abandonou o país. Estas dificuldades deram origem a um movimento nacionalista que conquistou a reabertura do parlamento islandês e a abertura do comércio com outros países. Em 1874 a Dinamarca concedeu à Islândia uma constituição e um governo limitado.

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De um acordo entre este país e a Dinamarca com validade por 25 anos, em 1918 a Islândia foi reconhecida como um estado soberano em uma união pessoal com o rei da Dinamarca. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Islândia uniu-se à Dinamarca mas tomando uma posição neutra. Mas com a ocupação alemã da Dinamarca, o parlamento decidiu que a Islândia deveria assumir os poderes do rei dinamarquês. Um mês mais tarde o Reino Unido invade a Islândia, violando a sua neutralidade.

No último dia de dezembro de 1943 o acordo de união expirou (passados 25 anos). Em maio de 1944 os islandeses, em referendo, votaram a favor de terminar a união e a favor de uma nova constituição republicana. A 20 de junho desse mesmo ano a Islândia tornou-se independente como república.

Algumas curiosidades sobre a Islândia

  1. Mais de 60% da população islandesa vive na capital, em Reiquiavique.
  2. A Islândia foi o último sítio no mundo a ser colonizado por humanos.
  3. Muitos islandeses acreditam em elfos e troles.
  4. Podem nadar ao ar livre, em fontes termais, durante o ano todo.
  5. A Islândia é um dos países mais ecológicos do mundo.
  6. A semana de trabalho é a mais longa da Europa, em média os islandeses trabalham 45 horas por semana.
  7. A cerveja esteve banida no país até 1989!
  8. Cerca de 11% do país está coberto por glaciares.
  9. O cavalo islandês é a única raça de cavalos no país. E acreditam que seja uma das raças mais puras que existe.
  10. É possível ver a aurora boreal de setembro a março (dependendo das condições meteorológicas, claro).
  11. O desporto nacional da Islândia é o handball.
  12. Em média, têm erupções vulcânicas a cada quatro anos.
  13. Não existem florestas na Islândia. Mas antes da colonização a ilha estava coberta de árvores, que foram usadas para a construção de casas e barcos. Neste momento estão a investir em reflorestação do país.
  14. O islandês é um idioma que se tem mantido quase inalterado desde o norueguês arcaico. Basicamente, textos com mais de 1000 anos são perfeitamente fáceis de compreender.
  15. Frequentemente deixam os bebés a dormir a sesta ao ar livre.
  16. Não existem apelidos na Islândia. Os islandeses usam o sistema tradicional nórdico de dar apelidos, que basicamente é uma combinação do primeiro nome do pai (ou da mãe) com o sufixo -dóttir (filha) ou -son (filho).
  17. O país faz mais lucro com passeios para ver baleias do que a pesca deste animal.
  18. A Islândia foi pioneira em eleger democraticamente a primeira mulher como Primeira Ministra, e o primeiro gay assumido.
  19. O consumo de Coca-Cola per capita é o mais elevado do mundo.
  20. Mas a cadeia McDonald’s não está presente no país.
  21. Não existem mosquitos na Islândia.
  22. Existe um museu dos pénis em Reiquiavique. Apresenta uma colecção de pénis de mais de 200 espécies de mamíferos, inclusive um de um homem.
  23. Alþingi, o parlamento islandês, foi fundado em 930 e é um dos mais antigos do mundo.
  24. A raposa ártica é o único mamífero nativo da Islândia.
  25. Existem leis bem restritas no que respeita a escolher nomes próprios. Todos os nomes que ainda não foram aprovados terão de passar pela aprovação do Comité de Nomes Islandeses, e caso seja negado os pais terão de escolher outro nome para a criança.
  26. Não existe nenhuma linha férrea no país.
  27. Os islandeses adoram gelados, comem durante o ano todo, e é uma desculpa perfeita para sair com alguém.
  28. Estima-se que cerca de 10% da população irá escrever um livro.

Qual a melhor altura para visitar a Islândia

Escolher quando visitar a Islândia depende muito do que se quer ver. E antes de começar a fazer a lista, lembrem-se que é impossível ver tudo, ainda para mais quando falamos de um país cujos principais pontos de interesse depende da meteorologia. A menos que tenham 3 ou 4 meses de férias, jamais irão conseguir ver a aurora boreal e o sol da meia-noite na mesma viagem.

Qual a melhor altura para ver a Aurora Boreal?

Aqui entramos um pouco numa lotaria. Existem muitas condicionantes para se poder ver uma aurora boreal, e existem vários tipos de auroras boreais. Dá para prever quando e em que zona é que é provável ver uma aurora boreal, mas não com muita antecedência. Outra das condicionantes é o facto de poder estar a chover ou não. Com nuvens, claro que não vai dar para ver a aurora boreal. Por norma em ilhas a precipitação é sempre maior, sendo a Islândia uma ilha, as probabilidades de chuva ou neve são consideráveis.

Curiosidades sobre a Islândia
Curiosidades sobre a Islândia

Mas de volta à pergunta, as auroras boreais são possíveis de ver entre setembro e março. Eu visitei o país em Novembro, e só consegui “ver” pela objectiva da minha câmara, pois era muito pouco nítido. Mas no mesmo dia deu para ver bastante bem na capital, Reiquiavique. Eu estava no meio do nada, sem poluição luminosa, e não tive tanta sorte. É mesmo uma lotaria. Recomendo a usarem os serviços de uma excursão, pode ser mais caro, mas eles percebem bem mais disto do que nós, os turistas.

Qual a melhor altura para explorar os glaciares e as cavernas de gelo?

A resposta é obvia, não? Claro que no inverno. Mas dependendo da zona da Islândia, algumas empresas fazem excursões durante o ano todo. No entanto a grande maioria apenas faz visitas aos glaciares e às cavernas de gelo durante os meses mais frios.

A desvantagem é que também existe maior probabilidade de chuva. A minha sugestão é a que tenham um plano bem flexível, pois a excursão pode ser cancelada devido à meteorologia.

Qual a melhor altura para ver baleias e papagaios-do-mar?

As condições meteorológicas são um grande factor nestas sugestões, e aqui não vai ser excepção. Devido aos dias serem mais longos, as empresas de excursões para ver baleias funcionam essencialmente entre abril e outubro. E não faltam empresas destas, algumas mais criativas do que outras. Se se quiserem aventurar, até podem ver baleias enquanto fazem kayak!

Não viaje sem Seguro de Viagem!

Recomendo vivamente a World Nomads, seguros especializados para viajantes. Bem detalhados antes de os riscos acontecerem!

Já no que diz respeito aos papagaios-do-mar (puffins), estes só estão em terra durante os meses de verão para nidificação. Nomeadamente entre maio e agosto. Como tal, algumas excursões até incluem ambas as experiências numa só viagem.

E em geral, qual a melhor altura para visitar a Islândia?

Sem sombra para dúvidas, a minha sugestão é mesmo durante o ano todo. Apesar de os dias serem consideravelmente mais curtos durante o inverno, com muitas poucas horas de sol, não faltam experiências para desfrutarem neste país do fogo e gelo. Não se esqueçam que eles vivem assim, como tal eles também sabem como aproveitar as poucas horas de sol, e até as muitas horas de noite.

Iceberg na Diamond Beach
Iceberg na Diamond Beach

Não faltam termas naturais de água quente pelo país todo, a grande maioria ao ar livre e muitas até gratis. Mesmo durante a noite sabe bastante bem relaxar, e com um pouco de sorte até sob uma aurora boreal. Se gostarem de fotografia, durante os meses de inverno a golden hour é quase o tempo todo, as fotografias ficam todas com uma aura bem bonita.

Durante o verão, as oportunidades para caminhadas são bem mais do que no inverno. Excelente para visitarem todas aquelas cascatas de tirar o fôlego, campos de lava e vales. E como os dias são tão longos, é bastante frequente esquecerem-se das horas e estarem a visitar locais às 2 da manhã a pensarem que ainda é cedo.

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Publicado em
Categorizado como Viagem

Por Gil Sousa

Português emigrado em Cork, viajante e apreciador de boa comida.

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