Categories
Diário Europa

Edimburgo à noite, lendas de meter medo

Quando se visita uma cidade com tanta história como Edimburgo, vale bem a pena investir um pouco mais de tempo e tentar aprender um pouco mais. A cidade é linda só por si, uma excelente cidade para explorar a pé e tirar algumas centenas de fotografias. Mas também vale bem a pena fazer algumas das excursões a pé. Algumas são pagas, outras são grátis. Nós fizemos uma das grátis, que no final damos o que acharmos que vale a pena dar, há quem nada dê…, mas não acho que seja justo fazer tal coisa.

Categories
Diário Europa

Edimburgo, a cidade dos mortos

Uma aventura não tem de ser épica para ser bem apreciada, não tem de durar meses para se ter histórias para contar, e não tem de ser vivida com um amigo de longa data para se estar absolutamente à vontade. Esta viagem pela Escócia foi uma viagem e tanto, cheia de momentos para relembrar e para tentar não esquecer (este blog irá ajudar certamente a manter as memórias vivas).

Como referi num outro artigo, esta viagem à Escócia foi bastante espontânea, sem muito planeado, mas claro que Edimburgo teria de estar na lista de sítios de visita obrigatória. Vimos preços para lá chegar, e a capital da Escócia acabou por ser mesmo a rota mais barata de Cork. A primeira coisa a fazer foi decidir onde ficar, visto que iríamos chegar mais para o final do dia, depois…, foi aproveitar a cidade 🙂

Galeria Nacional da Escócia

Um dos meus objectivos pessoais ao visitar Edimburgo, foi encontrar-me com um amigo de longa data que conheci na Grécia. Daqueles amigos que nos visitam vezes sem conta, em Portugal, na Irlanda, e que gostamos mesmo de os voltar a ver. Desta vez foi a minha vez de o visitar, um “tinha de ser” com grande prazer! Não foi nada “tem de ser porque sim“, mas sim “tem de ser porque assim o quero“. Não deu para muito, mas acabou por ser um café na manhã do segundo dia, e um café no último.

Já em relação à cidade, depois do pequeno-almoço fomos até ao castelo, que acabámos por não entrar pois tínhamos já planeada uma visita guiada pela cidade e provavelmente iríamos acabar por entrar no castelo. Demos uma volta pelo centro histórico a queimar tempo e também como reconhecimento para termos uma ideia de como o centro da cidade é.

Free tour por Edimburgo

À hora estipulada, lá estávamos nós prontos para a visita guiada grátis pela cidade! O nosso guia era bem eloquente, explicou em detalhe alguns dos momentos mais importantes da história da cidade, que em muito se resume a… mortos… A ciência, nomeadamente as ciências médicas, têm um passado bastante obscuro, muito do que se sabe hoje não foi aprendido das melhoras formas… As práticas médicas de há 50 anos são bem diferentes das que são praticadas hoje em dia, e tudo se deve a muitos estudos e experiências. No inicio do século XIX, Edimburgo era considerada como a capital universitária da medicina, muito se descobriu lá, muito se experimentou…, e muitas coisas bem sombrias também aconteceram por lá…

O roteiro pela cidade foi alimentado por contos reais de histórias que se passaram na cidade, uma dessas histórias narra a última execução pública na cidade de Edimburgo, em 1864, de George Bryce. O nosso guia tem mesmo o dom da palavra, e contar uma história tão horrífica como esta até deu para arrepiar, custa a imaginar como matar alguém era considerado um espectáculo de rua, mas esta última execução foi bem mais longe do que o esperado. Por maldade ou incompetência do executador, George em vez de morrer aquando o abrir do alçapão da forca, ficou em sofrimento por 40 minutos porque o comprimento da corda foi mal calculado. Até a população, sádica, achou desnecessário tanto sofrimento.

Mas nem todas as histórias de horror terminaram mal, exemplo disso é a famosa história de Maggie Dickson (que até tem um bar com esse nome), que foi condenada à morte por ter morto o seu filho, ainda que ela o negasse e as provas fossem inconclusivas, mas acabou mesmo sendo enforcada. Esteve 30 minutos pendurada, tal como ditava a lei, e depois disso o seu corpo foi movido para a sua terra. Pelo caminho, o condutor da carroça que levava o seu caixão ouviu uns sons, e quando parou a carroça confirmou esse mesmo som, Maggie não tinha morrido! Na época isso foi considerado como intervenção divida, e como tal perdoaram-lhe o crime, Maggie viveu mais 25 anos depois da sua morte

E como não poderia deixar de ser, claro que teria de existir uma secção da rota dedicada a Harry Potter. Porquê? Porque J. K. Rowling viveu em Edimburgo, escreveu o primeiro livro na cidade e porque muita da inspiração de nomes de personagens e até de zonas populares dos livros são inspiradas em ruas de Edimburgo. Um desses locais é o cemitério Greyfriars Kirkyard, junto a uma escola que também inspirou JK para criar Hogwart’s. Demos uma volta pelo cemitério e foram-nos apontadas algumas campas, os nomes das pessoas que ali estão enterradas serviram como nomes de personagens do próprio livro, a maioria dessas personagens todas bem relevantes para a história, como o Lord Voldemort. Mas o que mais me deixou surpreendido com o cemitério, é uma história não tão conhecida, de um cão…

Greyfriars Bobby, mais um cão-lenda, mas não tão conhecido como Hachiko, mas também uma prova de fidelidade e de como os cães são de facto o melhor amigo do homem. Segundo as histórias, Bobby passou cerca de 14 anos, até à sua morte, sempre em cima da campa do seu falecido dono. Bobby morreu com 16 anos, ou seja, um cão de 2 anos apegou-se de tal forma ao seu dono que passou quase a sua vida toda em cima de uma campa… Se isto não é lealdade, então o que será? Mais uma história de mortes e cemitérios em Edimburgo, mas esta com uma grande base da amor. Há uns anos estive junto à estátua de Hachiko, desta vez vi a campa e a estátua de Bobby, história que até ao momento desconhecia por completo. É bom saber que também se dá grande valor aos animais, homenageando-os desta forma.

Em relação às visitas guiadas grátis, há duas coisas a ter em conta, primeiro, não são completamente grátis, estas pessoas dedicam imenso tempo para preparem estas histórias, e dedicam ainda mais tempo para as contar. É preciso terem grandes people-skills, saberem lidar com todos os tipos de pessoas e manterem os clientes sempre satisfeitos. No final damos um valor simbólico pelo trabalho que fizeram, e fica ao critério de cada um quanto se dá. Claro que há gente que nada dá, mas enfim… Quanto a esta visita em particular, adorei o sentido de humor, em muito me lembrou a personalidade dos irlandeses e a forma como gozam com os ingleses, os escoceses também têm uma história de rivalidade com os ingleses, e não faltaram piadas nesse sentido. Um passeio bem interessante, cultural e cheio de humor.

Depois da visita guiada, fomos passear um pouco mais pela cidade, fomos até à Galeria Nacional onde passámos um bom bocado, um pouco de arte para enriquecer a alma 🙂 Vimos algumas obras de artistas bem conhecidos, ainda estivemos umas duas horas lá por dentro, e dali demos um salto ao jardim mesmo ao lado para descansar um pouco. Foi muito andar e o cansaço apertava, e o dia seguinte ainda estava para vir 🙂

GuardarGuardar

GuardarGuardar

Categories
Europa Truques e dicas

5 viagens de comboio épicas na Europa

Viajar é uma forma incrível de expandirmos os nossos horizontes, mentalidade e conhecimento. Uma das formas que mais gosto de viajar é por terra, passando por várias localidades e sentir as diferenças de culturas a mudarem em frente aos meus olhos. E que melhor forma do que fazer umas viagens de comboio, sem filas de trânsito e confortavelmente?

Categories
Diário Europa

Algures pela Escócia – A Rota da Viagem

Ingredientes para uma viagem inesquecível

  • Duas pessoas que nunca passaram mais de um par de horas juntas
  • Parvoíce natural
  • Abertura para aventura
  • Planos não definidos
  • Nada reservado de antemão

Receita

Juntar as duas pessoas numa viagem de uma semana, adicionar um pouco de parvoíce natural e deixar apurar em lume brando. Lentamente adicionar as aventuras, mexendo sem parar mas sem agitar demasiado. Adicionar uma pitada de planos para dar alguma estrutura, e tirar do forno. Servir.

E pronto, esta foi a receita da nossa viagem. A partir de uma conversa, eu e a Marisa decidimos ir à Escócia, já nos conhecíamos mas nunca tínhamos passado mais do que um par de horas juntos. Será que nos iríamos dar bem na viagem? Achámos que sim, e agora posso afirmar que encontrei a pessoa ideal para viajar, bastante descontraída e sempre pronta para aventuras. A forma como planeámos a viagem foi simples, ela disse que queria ver Lock Ness, eu disse que queria ir à Isle of Skye, e o resto do plano ficou em aberto. Em cada paragem, decidíamos o que fazer no dia seguinte, tendo sempre em conta os nossos dois pontos “obrigatórios”. Claro que Edimburgo não podería ficar de fora, aliás, foi o único local onde reservámos alojamento com antecedência.

A Rota pela Escócia
A Rota pela Escócia

Os pontos assinalados a vermelho foi onde ficámos alojados ao longo da viagem, as letras não correspondem exactamente a paragens, apenas pontos marcados no mapa por onde passámos. A rota marcada está bastante fiel ao que fizemos, provavelmente com alguns pequenos desvios, mas dá perfeitamente para ter uma ideia por onde passámos.

Voámos de Cork para Edimburgo, portanto como é obvio essa foi a nossa primeira paragem, onde ficámos duas noites para aproveitarmos ao máximo a cidade. Não chega…, dá para muito pouco, e dá mesmo vontade de voltar… Com voos directos de Cork, é bem possível que venha a fazer uma escapadinha de um fim-de-semana para o ano 🙂

Já com carro, a primeira paragem foi em Crieff, onde se encontra a destilaria Glenturret, do whisky com mesmo nome, e que é a casa oficial da “Experiência da Famous Grouse”. Foi exactamente pela destilaria que parámos lá, e também onde provámos haggis pela primeira vez. Devo dizer que o aspecto não tem nada a ver com o que se encontra no google, a apresentação é bem diferente e o sabor é excelente! Melhor mesmo, é nem pesquisar 🙂

No dia seguinte fomos rumo a norte, com destino a Inverness com passagem pelo Parque Nacional Cairngorms, o maior da Escócia e com estatuto de parque nacional desde 2003. Para quem conhece bem a Irlanda como nós, este parque não nos surpreendeu muito, é gigante mas as paisagens não são tão espectaculares como imaginávamos. Mas sim, são paisagens fantásticas, apenas não muito diferentes das da Irlanda, algo que já estávamos à espera. Foi um dia inteiro a conduzir, com algumas paragens pelo caminho, sendo uma delas numa estância de ski. E não, em Setembro ainda não há neve nas montanhas 🙂

Inverness foi outra surpresa agradável, tínhamos visto fotos do castelo, sabíamos onde fica no mapa, mas ainda assim gostámos imenso da tranquilidade e do ambiente acolhedor da cidade. Não estivemos muito tempo lá, mas demos umas voltas a pé pela cidade enquanto o carro estava estacionado no hostel. Daí, seguimos em direcção ao primeiro ponto do plano original, o Lock Ness.

Vacas das Highlands
Vacas das Highlands

Antes de sairmos de Inverness olhámos às possíveis actividades a fazer no Lock Ness, e quase todas passam por uma viagem curta de barco pelo lago, algo cara. De inicio ainda pensámos em ir, mas o tempo de chuva fez-nos mudar de ideias. Parámos várias vezes junto ao lago, percorremos a estrada que acompanha o lago de Norte a Sul, e sempre com destino ao próximo ponto, que era a Isle of Skye. As lendas de facto geram grandes receitas, e o Lock Ness é provavelmente uma das lendas mais bem exploradas e conhecidas do mundo. Sinceramente, não fiquei impressionado com o lago, mas talvez o tempo de chuva não estivesse muito a favor também…

O troço da viagem a partir de Fort Augustus até à Isle of Skye foi simplesmente fantástico, foi a parte da viagem onde fizemos mais paragens para tirar fotografias e para a parvoíce. É uma zona bem bonita, com pequenos lagos e com várias montanhas. Fizemos esse mesmo percurso no regresso, com menos paragens e sem as cores do pôr-do-sol no céu, mas ainda assim, adorámos passar lá outra vez, é uma rota bem bonita 🙂

A rota pela Isle of Skye foi algo que nos surpreendeu, apesar de termos feito bastante menos quilómetros, foi a parte da viagem onde fizemos mais paragens. Mas vou dedicar um artigo completo só para essa ilha, foi a minha parte favorita da viagem! É de uma beleza de tirar o fôlego…

Já faltava pouco para o fim da nossa aventura, depois de passarmos uma segunda noite na ilha, lá fomos em direcção a Glasgow, mas com passagem pelo Lock Lomond, parte do outro Parque Nacional, e aqui sim, a surpresa foi completa. Quando se ouve falar da Escócia, os nomes que se dizem são Lock Ness, Isle of Skye e as Highlands, mas como é obvio há muito mais para ver! De estranhar não se falar tanto do Lock Lomond, não esperávamos fazer tantas paragens e muito menos decidirmos descartar o passeio por Glasgow para voltarmos ao lago no dia seguinte. É um parque mesmo bem bonito, limpo e cuidado. Valeu cada minuto da nossa viagem.

Por mim, a minha etapa sozinho, apenas de Glasgow ao hostel a meio caminho para o aeroporto, e depois regresso a Cork!

Uma viagem de uma semana, mas que parece que durou um mês! Bem intensa, muitas gargalhadas, mas mesmo muitas! Muita descontracção, e garantidamente, vamos ter que viajar juntos novamente 🙂


Gostou do artigo? Adicione-o ao Pinterest!

Algures pela Escócia - A Rota da Viagem

Categories
Análises Europa

Crítica: Hosteis e B&B por onde passei na Escócia

Já lá vão os tempos em que usava o couchsurfing nas minhas viagens, apesar de continuar a adorar o conceito, hoje em dia estou mais voltado para hosteis. Quando usava couchsurfing era pela experiência pessoal que tinha com os anfitriões, e nunca pelo facto de ser gratuito, no entanto as últimas experiências foram bastante impessoais, tanto comigo a receber como a ser o visitante. Neste momento prefiro pagar, e ter a sorte (ou não) de encontrar pessoas com quem me identifique, e também porque é menos responsabilidade pois não estou em casa de um desconhecido.

Quanto a esta viagem, como éramos dois, as opções variaram entre B&Bs e hosteis, e inicialmente devido à nossa falta de experiência a pesquisar alojamento para mais do que uma pessoa, acabámos por não encontrar as melhores opções. Mas tudo se aprende.

Recomendação: Se forem em grupo de duas ou mais pessoas, façam pesquisa para apenas uma pessoa. No nosso caso, não encontrávamos hosteis nos resultados pois a procura era “2 pessoas em 1 quarto”, e o booking.com assumia que a procura era para quarto privado. Quando começámos a fazer as pesquisas como uma pessoa só, encontrámos exactamente o que procurávamos para os dois. Apenas tenham em atenção ao número de quartos vagos, pois pode acontecer não haver camas para todos.

Edimburgo Hotel House

Este foi o nosso primeiro alojamento na Escócia, e cometemos o erro de procurar alojamento para duas pessoas em vez de individualmente, como referi antes. De facto achámos estranho não haver nenhum hostel com vagas em Edimburgo, mas talvez houvesse algum evento popular de que não tivéssemos conhecimento. O que não era o caso.

Quanto a este B&B, tem a ligeira desvantagem de não estar no centro, fica a cerca de 25 minutos a pé da zona histórica. Mas existe uma paragem de autocarro mesmo em frente, sem termos de fazer mudanças chegamos ao centro. Recomendo o bilhete diário caso queiram usar os transportes públicos com mais frequência.

A única coisa que de facto nos desagradou foi o facto da internet ser paga, 3£ por dia. Mas ao longo da nossa viagem percebemos que é prática comum na Escócia (e talvez no Reino Unido). Um pouco estranho, visto que na maioria dos cafés há internet gratuita, mas também não nos afectou muito. Existe opção com e sem pequeno-almoço neste B&B, como já tínhamos planos, optámos por não comer lá.

Crieff

E foi aqui que começou a aventura, sem nada planeado, sem usarmos nenhuma aplicação, simplesmente vimos um B&B, perguntámos o preço e ficámos. Acabei por o encontrar no booking.com para referência.

O B&B é bastante agradável, e com um aspecto antigo, o pequeno almoço não estava incluído no preço mas foi excelente para começarmos um dia longo!

Inverness

O nosso primeiro hostel na Escócia, e para ser bem sincero, algo caro para o que esperávamos. Mas infelizmente, parece que é o padrão na Escócia também…

Foi ao reservar esta noite que nos apercebemos que procurando individualmente as opções seriam mais variadas, e algo que achámos estranho é o facto de vários hosteis não terem camaratas mistas. Homens para um lado, mulheres para o outro.

Vantagens deste hostel, não fica longe do centro, mas Inverness também não é grande. Tem parque de estacionamento gratuito. E parece bem limpo. Existe uma cadeia de hosteis na Escócia, e estão bem anunciados num mapa logo à entrada do hostel, para quem anda na estrada de terra em terra, dá imenso jeito saber onde encontrar outros hosteis do género. Foi o que fizemos.

Desvantagens, a internet é bem limitada e é por códigos individuais (algo confuso). E o hostel tem hora para fechar a porta…, ou seja, melhor ter cuidado quando se sai à noite, ou se fica a dormir no carro 🙂 De realçar que os quartos não têm wc privado, no entanto não vejo isso como algo mau, mas poderia ser melhor.

Broadford

Em Broadford que encontrámos outro Youth Hostel da mesma cadeia do onde ficámos em Inverness, mas não fizemos reserva, fomos simplesmente à aventura. Tivemos a sorte de conseguirmos lugar para os dois, aparentemente estava cheio (apesar de não parecer).

Para quem procura um local no meio do nada Broadford é capaz de ser a escolha acertada. O hostel então, fica no final de uma estrada sem qualquer iluminação e sob árvores, imaginem a escuridão… No entanto também tem parque gratuito, portanto se precisarem de sair de carro é tranquilo.

Quanto às instalações, para ser sincero ficou bastante a desejar, esperávamos algo equiparado ao hostel de Inverness, mas as condições eram bastante piores, e a internet ali é paga 1£ por hora. No que respeita a localização, fica logo no inicio do circuito da Ilha de Skye, o que foi excelente para nós.

Kyleakin

Este foi outro local de improviso, e infelizmente não consegui encontrar referência no Booking.com, mas encontrei-o no tripadvisor. Tivemos a sorte de conseguir o último quarto, todos os outros hotéis e B&Bs da zona diziam que estavam lotados, e precisávamos mesmo de algum sitio para ficar. O quarto era bem pequeno, mas perfeito para a situação. O pequeno-almoço estava incluído, mas foi curioso termos de decidir o que queríamos como pequeno-almoço na noite antes para poderem ter tudo preparado, mas estava muito bom 🙂

Glasgow

A nossa última noite juntos na viagem, procurámos por um hostel e este foi o que encontrámos, no que respeita a localização fica um pouco longe do centro mas com transportes para lá chegar. Como estávamos de carro, não chegámos a confirmar se os transportes funcionam bem e se é fácil chegar ao centro, mas de acordo com o staff do hostel parece que sim.

Castelo de Inverness
Castelo de Inverness

Existem alguns serviços na zona, mesmo ao lado existe um Wetherspoons onde se pode comer e beber bem barato. No que respeita ao serviço prestado, os quartos são mistos, com wc privado. O pequeno-almoço é self-service, por um preço bem simbólico.

Polmont

E aqui foi onde passei a última noite! Escolhi o hotel mesmo por estar no caminho do aeroporto, e nada mais. No que respeita a condições, deixou um pouco a desejar. Para quem procura uma opção barata para apenas uma noite serve perfeitamente, no entanto alguns detalhes deixaram-me um pouco chateado, começando pelo facto de a localização do hotel estar errada no Booking.com, e isto propositado (de acordo com o recepcionista). Aparentemente, as pessoas perdem-se para lá chegar, então a localização está para um hotel ao lado… Não foi fácil.

Em relação às condições do hotel, o estacionamento é gratuito, o quarto estava limpo mas com uma carpete bem velha e com nódoas (detalhes que apenas notei por estar mais irritado pelo tempo que perdi a encontrar o hotel), o wc e os chuveiros são partilhados por todos os do corredor.

Em suma, este local para quem procura algo do estilo de um hostel, mas com privacidade no quarto, é bom. Para quem espera encontrar um hotel, é bastante mau. Tudo uma questão de perspectiva.


Nota: Os links listados são afiliados, que poderão dar uma pequena fonte de receita para ajudar a manter o blog.

 

GuardarGuardar

GuardarGuardar

Categories
Europa Truques e dicas

O que levei na mala para a Escócia?

Mais outro artigo sobre o que levei dentro da mala, desta vez sobre a minha viagem à Escócia. Apesar de parecer um artigo sem interesse, é sempre boa ideia saber como outra pessoa prepara a mala e o que correu mal (ou bem). Faço estas análises após a viagem, pois faz bem mais sentido fazer uma análise mais detalhada do que simplesmente listar elementos que foram numa mala.