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Pela zona de Šibenik

Dos poucos dias que estive na Croácia, foi na zona de Šibenik que passei mais tempo. Bom para praia, parques nacionais bem perto e comida bastante boa! Peixe que sabe mesmo a fresco, comer a sentir o cheiro do mar e a sentir aquele calor que sabe tão bem.

Curiosamente, nem sequer cheguei a entrar mesmo na cidade de Šibenik, ficámos uma localidade bem pequena lá perto, numa casa mesmo em frente à praia com um pequeno pontão privado! A localidade chama-se Zablaće, bem pequena e calma, com alguns restaurantes e um pequeno porto, um trilho bem agradável de alguns quilómetros junto ao mar, com vista para Šibenik, e pouco mais. Ficar ali é mesmo para a tranquilidade, afastados de (outros) turistas, mas convém ter um carro.

No primeiro dia, após a viagem de carro desde Zagreb, tivemos uma tarde de praia e leitura, absolutamente relaxante e sem quaisquer preocupações. À noite fomos a uma localidade não muito longe ter com uns amigos da minha amiga, Primošten, e aí sim deu para sentir o que é uma vila bastante turística! Muita gente na rua, complicado estacionar, todos os restaurantes cheios até bem tarde, e até a praia estava cheia de gente – de realçar que era de noite! Demos uma volta pelo centro, e fiquei com muito boa impressão da vila, mas aposto que os preços de alojamento ali estão bem no pico! Só de imaginar a quantidade de gente que ali estava… Voltar para a nossa casa foi ainda mais agradável, o céu estava tão limpo e com muito pouca poluição luminosa, que até dava para ver a Via Láctea! Ainda tentei tirar alguns fotos, mas acho que não consegui ficar com nenhuma de jeito…

Canal de Santo António
Canal de Santo António

No dia seguinte lá fomos nós ao nosso roteiro turístico, relaxar é bom, mas conhecer também o é! E antes de sairmos, claro que não poderíamos desperdiçar a oportunidade de atravessar a rua e ir nadar mais um pouco! Sim, porque não são todos os dias em que a nossa casa fica em frente à praia, há que aproveitar isso também! Lá então nos metemos no carro, e fomos rumo ao Parque Nacional de Krka, é um parque bem conhecido mas ainda assim não tem aquela inundação de turistas como Plitvice. O parque nacional é simplesmente gigante, mas um dia inteiro dá para conhecer bastante e ainda assim desfrutar sem correr muito. O parque tem várias zonas, em duas delas tem cascatas mas as mais famosas estão logo junto a uma das entradas. Decidimos as cascatas principais para o final pois optamos por ir na viagem de barco passando pela ilha dos monges, Visovac, onde está o livro mais pequeno do mundo! E sim, é mesmo muito pequeno, que eu vi! A viagem de barco até ao outro lado é bastante fácil, mas o regresso já custa mais…, talvez por já estarmos cansados? Ainda assim, deu para irmos às cascatas principais, o que me fez arrepender de não termos ido logo de inicio. Existem vários trilhos que passam por essas quedas de água, e já não deu tempo para explorar a zona devidamente, ainda assim deu para umas quantas fotografias e aproveitarmos o facto de estarem poucas pessoas àquela hora. Um detalhe quanto a este parque nacional, ao contrário de Plitvice, aqui é possível tomar banho junto às cascatas 🙂

Para terminar o dia, que já ia longo de andar de carro e de viagens de barco, lá voltámos para a nossa vila para mais umas braçadas na nossa praia privada! A noite foi de relaxe, umas bebidas, um livro, um céu estrelado e… mosquitos 🙁 A tranquilidade daquele local é impagável, saber que se está em época alta e ainda assim estar numa casa em frente à praia sem confusão, sem barulho, e talvez apenas com um carro ou dois a passarem em frente à porta a cada hora, é um sentimento de paz fantástico. Por momentos, até me esqueci que estava de férias na costa da Croácia em plena época alta.

Cataratas em Krka
Cataratas em Krka

A poucas horas de terminar as férias pela Croácia, ainda deu para explorar um pouco mais da zona. Fizemos uma caminhada por um trilho junto ao canal de Šibenik, o canal de Santo António, com passagem obrigatória pela pequena capela abandonada. E claro, nadar mais um pouco antes de dar por terminada as férias na costa da Croácia e voltar para Zagreb!

Destas curtas férias, o Parque Nacional de Krka e a caminhada pelo canal de Santo António são duas das coisas que mais gostei, o primeiro já seria de esperar ser algo de fantástico, não fosse ser um Parque Nacional bem conhecido. Já quanto ao canal, a paisagem é de tirar o fôlego com grandes contrastes de ambos os lados, terra e mar/ilhas. Foram curtas, mas muito boas férias, a próxima paragem: Bósnia e Herzegovina!

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Um pouco de Zagreb…

Acordar bem cedinho, ir para o aeroporto, e mentalizar-me que estava de férias e a caminho de mais uma aventura! Num misto de excitação e bem atordoado do sono, lá fui eu novamente! Mas claro, uma aventura não tem interesse sem imprevistos, e comigo começou ainda antes de sair de Cork…

O check-in online não deu, para nenhum dos voos…, já esperava algo do género, afinal de contas já tinha tido experiências do género com a Air France, a agora com a KLM… E tal como da outra vez, chego ao aeroporto, e só dá para fazer check-in do primeiro voo também. Deve ser política do grupo da FlyingBlue… E para complicar ainda mais as coisas, o aeroporto de Amesterdão é simplesmente gigante e algo confuso, além de o staff não saber ajudar muito bem… Estive mais de 1 hora na fila errada, isto depois de ter perguntado se aquela era a fila certa…, e depois mais 20 minutos na fila certa, para finalmente poder fazer check-in do segundo voo. Depois destes percalços, lá fui eu para o último voo com destino a Zagreb!

Adoro olhar a detalhes quando viajo, e algo que reparo em particular é a oferta de comida e snacks que as companhias aéreas dão, esta foi a primeira vez que voei com a Croatia Airlines. Queijo e azeitonas como snack! Adorei! Já o café, deixou muito a desejar…, aliás, estava péssimo :\

Zagreb

Chegada a Zagreb, e ir logo dar uma volta pela cidade para conhecer alguma coisa. O impacto do calor foi tremendo, principalmente para quem chegava da Irlanda…, andar ao sol foi algo de complicado, e ainda andámos imenso durante o dia todo! Claro que com algumas pausas para relaxar e beber algo para refrescar 🙂

Museu de Relações Falhadas
Museu de Relações Falhadas

Um dos primeiros lugares que fomos foi ao Museu de Relações Falhadas (Broken Relationship Museum), que achei extremamente interessante! É um museu de objectos com história, histórias de relações de amor que fracassaram, tanto a nível conjugal como familiar. Ao contrário do que seria de imaginar, até é bastante interessante, algumas dessas histórias até com bastante humor, outras bastante mais pesadas.

Depois demos uma volta pela zona da alta de Zagreb (Zagreb upper town), a zona mais antiga da cidade, por onde passámos pela igreja de São Marcos, e depois descemos para o centro pelo elevador Uspinjača a onde fomos até à praça das flores.

Funicular
Funicular

Estive bastante pouco tempo em Zagreb, e infelizmente não deu para ver muito, mas fiquei com a sensação de ser uma cidade mesmo muito interessante e segura. Certamente bastante limpa, e com esplanadas por todo o lado como seria de esperar de uma cidade de um país do Mediterrâneo, e que certamente um português irá adorar 🙂 Falando em coisas em comum, a titulo de curiosidade, Zagreb e Lisboa são cidades gémeas desde 1977, ainda no tempo da Jugoslávia.

Num contexto histórico, Zagreb é uma cidade quase milenar e, dada a localização geográfica, também uma cidade altamente estratégica e importante desde que foi fundada. No entanto, ao contrário do que muitos possam imaginar, não foi muito afectada pela guerra da independência no inicio dos anos 90, aliás, nem sequer se notam quaisquer danos da guerra na capital.

Como chegar a Zagreb

De Lisboa existem voos directos para Zagreb, e de acordo com o site do aeroporto, a TAP é a companhia que faz essa rota. Da Irlanda (de onde eu fui), não existem voos directos para Zagreb, a melhor forma talvez seja via Amesterdão para onde há voos directos com regularidade tanto de Cork como de Dublin.

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O meu itinerário pelos Balcãs, de Zagreb a Atenas

Agora que estou de regresso da minha viagem, e a todo o gás com tempo novamente para escrever, aqui vai o primeiro artigo da série da minha viagem pelos Balcãs. E o primeiro artigo, pós viagem, é sobre a rota e sobre os motivos que me levaram a escolher os locais por onde passei.

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O que levei na mala para as Balcãs?

Este é o segundo artigo que escrevo sobre o que coloco na minha mala de viagem, e tal como da outra vez, escrevo este artigo após a minha viagem para que consiga também analisar o que correu bem e o que aprendi com a experiência.

Gadgets

Então, desta lista toda, algumas coisas mal usei e outras que senti alguma falta. O para-sol para a kit lens foi totalmente desnecessário, nunca o usei. A lente 70-300mm acho que vou começar a deixar em casa, apesar de lhe ter dado bastante uso em alguns Parques Nacionais (Croácia e Montenegro), foi algum peso desnecessário tendo em conta que só a usei em 2 ou 3 situações. Senti bastante falta do iPad, principalmente porque leio bastante rápido quando estou de férias, e a meio das minhas férias já não tinha livro para ler…, além do mais, teria escrito alguns artigos para o blog no iPad naquelas horas mortas.

Above the clouds
Above the clouds

Roupas e higiene

  • mala de viagem Lowe Alpine TT
  • bolsa para a câmara e lentes
  • saco de plástico (para roupa suja)
  • 3 camisas de manga curta
  • 1 calções
  • 1 calças de hiking (com pernas removíveis)
  • 1 calções de praia
  • 1 par de calças
  • 2 t-shirts
  • 6 pares de boxers
  • 9 pares de meias
  • toalha de praia
  • 1 camisa de manga curta
  • 1 sweatshirt
  • 1 camisola
  • 1 par de ténis
  • pasta de dentes
  • escova de dentes

Desta vez, acertei em quase tudo! Mas claro, sempre com algumas coisas desnecessárias. A sweatshirt nem foi desdobrada, era bastante fina e a ideia era para usar no caso da noite ficar mais fria, algo que felizmente não aconteceu. A camisola também não foi usada, devia ter levado apenas uma delas, é que nem quando voltei para a Irlanda senti necessidade de usar uma camisola (apesar de estarem 20 graus a menos comparando com Atenas). Dos 9 pares de meias, apenas usei 3, pois andei quase sempre em havaianas (ler lista mais abaixo), ou seja, 9 pares foi mesmo exagero… A toalha de praia foi boa ideia, mas acho que vou investir numa toalha de viagem mega compactável! Faz uma boa diferença no espaço, e não tenho de ter uma toalha húmida junto ao resto da roupa.

Coisas que comprei ao longo da viagem

Isto foi uma nova abordagem para mim, quando me apercebi que se calhar até conseguia levar apenas uma mala de mão nesta viagem, decidi deixar algumas coisas para comprar durante a viagem. Em vez de ir carregado com shampoo, e ter de me preocupar com os mililitros ao passar no aeroporto, achei que seria boa ideia deixar este tipo de coisas para comprar na chegada, e acho que resultou bastante bem! Claro que sobrou, o creme hidratante deixei-o em Florina pois já não fazia intenções de ir à praia, o shampoo e o protector solar deixei-os em Atenas pois não tinha como os trazer de volta para a Irlanda. As havaianas e o chapéu foram compras essenciais, além de não os ter na Irlanda para levar, aproveitei para comprar em locais bem mais baratos do que a Irlanda. Já o tripé, foi outra experiência, normalmente levava um tripé grande nas minhas viagens e era chato de carregar, então decidi comprar um mini-tripé, que resultou bastante bem! Vai ser o meu tripé de viagens!

Em suma, acho que desta vez preparei bastante bem a minha mala, andei pouco carregado e não tive de me preocupar com muito 🙂 Foram 16 dias de viagem, sempre por terra.


Nota: Os links listados são afiliados, que poderão dar uma pequena fonte de receita para ajudar a manter o blog.

 

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10 dicas de como preparar uma viagem (aos Balcãs)

Daqui a um mês já devo estar a sentir aquela ansiedade antes de uma viagem, passando a fase actual da excitação pré-viagem. Por norma gosto de deixar planos em aberto, no passado os meus planos correram bem mal, mas é com as experiências menos boas que se aprende mais. Desta vez o destino não será apenas um país, mas uma zona. Uma viagem de 10 dias pelos países dos Balcãs.