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América do Norte Diário

Duas semanas em Cuba – Trinidad e Varadero

Este artigo é a continuação dos dois artigos anteriores sobre Cuba, em Viñales, Playa Girón e Cienfuegos. A viagem continua, e desta vez para Trinidad com uma passagem por Varadero, um dos paraísos cubanos.

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Ásia Diário

Visitar Kurashiki, uma cidade histórica japonesa

Depois da parte cultural, estava na hora de fazer algo mesmo turístico. Fui ao centro histórico da cidade para me perder um pouco e conhecer melhor o centro. E pelos vistos, foi mesmo na época dos casamentos! Kurashiki de facto parece mesmo ser o local ideal para tirar fotografias de casamentos, com os seus canais e pontes bem castiças. Excelente para tirarem várias fotografias de várias perspectivas.

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América do Norte Diário

Duas semanas em Cuba, Diário da viagem – Parte 1

Faz já bastante tempo que não escrevia um diário de viagem. Recentemente li o da minha viagem de inter-rail e deu para rir um pouco. Lembrar-me de alguns detalhes que já me tinha esquecido, quase como reviver a viagem.

Antes de ir para Cuba pensei em voltar a fazer o mesmo, e que tal preparar-me para um diário da viagem? Então assim fiz, durante a viagem fui tirando várias notas não só sobre os locais que visitei, mas também sobre as experiências

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Diário Europa

Edimburgo à noite, lendas de meter medo

Quando se visita uma cidade com tanta história como Edimburgo, vale bem a pena investir um pouco mais de tempo e tentar aprender um pouco mais. A cidade é linda só por si, uma excelente cidade para explorar a pé e tirar algumas centenas de fotografias. Mas também vale bem a pena fazer algumas das excursões a pé. Algumas são pagas, outras são grátis. Nós fizemos uma das grátis, que no final damos o que acharmos que vale a pena dar, há quem nada dê…, mas não acho que seja justo fazer tal coisa.

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Diário Europa

Viajar de Montenegro até à Macedónia do Norte de autocarro

Este é um daqueles artigos que mais demorei a escrever, faz em Junho três anos desde que cruzei a fronteira de Montenegro com a Albânia com destino à Republica ex-Juguslava da Macedónia, e o motivo de ter demorado tanto tempo até escrever este artigo é bem pessoal, uma experiência de viagem que não desejo a ninguém.

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Diário Europa

Derry/Londonderry, uma cidade dividida entre dois países

Recentemente fui a uma cidade no norte da Irlanda, Derry, e apercebi-me que ainda existe muitas dúvidas quanto às “Irlandas”. A confusão tem alguma justificação, afinal de contas existem três Irlandas. E com isso, muitas pessoas fazem confusão entre as três. Sim, três! Não uma, não duas, mas sim três!

Mas como?

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América do Sul Diário

Arequipa, uma cidade encantadora no sul do Peru

Acordar cedo em Arequipa…, é um pouco estranho escrever o mesmo todos os dias das minhas férias, que tipo de férias são estas em que uma pessoa acorda cedo todos os dias? Ah, pois…, jet lag…, sendo assim, voltámos à creparia para tomar o pequeno-almoço, e depois disso, fomos às compras! Recordações e outras tralhas de que nada servem!

Carros antigos
Carros antigos

Tentámos ir a um museu, mas se não estou em erro, teríamos de esperar cerca de uma hora para a próxima visita guiada, como tal decidimos passar à frente e fomos visitar um convento, o Convento de Santa Catarina, que lugar lindo! Uma vila autêntica no meio da cidade, mas em claustro… Hoje em dia é essencialmente um local turístico com apenas algumas freiras a viverem lá dentro, mas a sua história é bem interessante e vale a pena ler um pouco mais sobre o convento, mas claro, sem dispensar uma visita!

Convento de Santa Catarina - Vista de uma janela
Convento de Santa Catarina – Vista de uma janela

Almoço, e mais uma vez no restaurante árabe! Dois dias consecutivos a comer nos mesmos sítios, e em ambos os dias comemos comida “não-peruana”…, mas mesmo muito boa! Depois disso fomos dar uma caminha pelo centro da cidade, com um excelente gelado para arrefecer a temperatura. E mais uns momentos “de gaja“, encontrámos um mercado de coisas em segunda mão bem engraçado, e bastante barato para os preços praticados na Europa.

A nossa passagem por Arequipa estava mesmo no fim, estava na hora de apanhar um taxi e irmos para o aeroporto, e nós a pensarmos que a aventura já estava a terminar…, há sempre alguma coisa que pode acontecer nos aeroportos 🙂 A começar pela revista manual da nossa bagagem, e quando digo “manual”, foi literalmente assim. Abriram-nos a bagagem, e começaram a mexer na nossa roupa suja, até roupa interior…, mas apenas por uns segundos, que depois desistiram. Depois disso, descobrimos que afinal o preço do bilhete não incluía tudo…, ainda tivemos de pagar uma taxa aeroportuária. O QUÊ??? Quase 10 Novos Soles Peruanos! E depois, claro, tivemos de esperar que abrissem as portas de embarque…

Convento de Santa Catarina - Vista de um telhado
Convento de Santa Catarina – Vista de um telhado

E quando finalmente anunciaram as portas de embarque, tivemos de passar pelo raio X. E mais trapalhadas aconteceram 😀 O Ramón exagerou imenso na bagagem, e só para as recordações ele tinha um saco enorme, e uma dessas recordações acusou no raio X 😀 Ele teve de desfazer a mala toda, apenas por causa de uma pequena peça que apenas serve para colecionar pó 😀 Ah, esse momento foi captado em vídeo 😀 Depois disso, só tivemos de esperar pela descolagem…

Pôr-do-sol no aeroporto de Arequipa
Pôr-do-sol no aeroporto de Arequipa

De volta a Lima, e de volta ao mesmo hostel. Tinha-me esquecido do quanto eles nos roubaram da outra vez com o taxi “agendado”, e mais uma vez, por nos termos esquecido disso, 30 soles… E se isto não fosse suficientemente mau, ainda tivemos de pagar com antecedência. Foi o único hotel durante a nossa viagem toda que nos obrigou a pagar com antecedência. Ah, fiquei tão aziado! Ainda para mais, dormi terrivelmente mal, demasiado calor, cama má, e afins…



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Arequipa, uma cidade encantadora no sul do Peru
Arequipa, uma cidade encantadora no sul do Peru

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Visitar os Parques Nacionais da Califórnia

Infelizmente, ou felizmente, estamos a viver uma época em que o tema do ambiente é assunto bem mediático e já tem quase lugar garantido nos discursos da maioria dos políticos dos grandes países. Digo felizmente, porque é extremamente importante que se proteja o que nos dá vida, mas infelizmente pois muito mal já foi feito, e algum desse mal até já nem tem muita volta a dar…

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América do Norte Diário Roteiros e Destinos

A minha rota de duas semanas pelo Faroeste Americano

O Velho Oeste, Oeste Selvagem ou Faroeste Americano, é o nome que foi dado à parte ainda desconhecida ou por conquista da área que faz agora parte dos Estados Unidos. Deu origem a muitos mitos, e com os muitos mitos muitas histórias e uma categoria inteira de filmes sobre essa época. Muitos de nós devem recordar com alguma saudade filmes como O Bom, o Mau e o Vilão, ou o Aconteceu no Oeste, que retratam algumas das histórias e mitos da época.

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Diário Europa Roteiros e Destinos

Conhecer o Parque Nacional Burren no Inverno

O nevoeiro voltou a ficar intenso, mas mesmo intenso! O caminho era bem estreito, por quilómetros e mais quilómetros, e sempre sem luz. Se por norma já devemos conduzir com cuidado, naquelas condições ainda pior, a parte mais interessante é que atravessei parte do Parque Nacional Burren que iria visitar no dia seguinte, mas de noite, ou seja, sem conseguir ver absolutamente nada. O que também levou outra questão, e animais? Ainda mais cuidado a conduzir… E para juntar ao desafio, vimos vários avisos de partes de estrada inundada… Nevoeiro, luminosidade reduzida, estradas estreitas e partes inundadas… Interessante…

Foi um pouco tenso conduzir naquelas condições, e tudo até estava a correr bem, até chegarmos à zona do Lough Bunny, onde a estrada estava de facto inundada mas em avisos… Quando reparei, já estava dentro de água! Ainda foram uns 10 metros com água a bater debaixo do carro, o susto foi bem grande mas felizmente o carro não parou ali! Acho que fiquei a tremer por uns bons minutos, mas sempre a conduzir.

Histórias de um “blogger” à moda antiga

Observar pássaros a comer
Observar pássaros a comer

Encontrar o B&B também não foi fácil, mais remoto acho que seria complicado, esqueci-me de guardar a morada do B&B e foi complicado apanharmos internet no meio do nada, mas lá conseguimos. Quando chegámos “lá”, afinal ainda faltava um pouco…, olhando mais em detalhe no perfil do airbnb vimos que também tinha coordenadas GPS, que estavam absolutamente correctas!

O B&B tem um ambiente bem familiar, ainda bebemos duas garrafas de vinho com os donos, suíços emigrados há mais de 30 anos na Irlanda, e partilhámos imensas histórias. O dono viajou imenso durante os anos 70, contou-nos histórias que me deixaram de olhos a brilhar, um verdadeiro blogger à moda antiga, que passou para o papel todas as suas viagens, e que de vez em quando vai buscar um dos seus cadernos para ler algumas das suas aventuras. Partilhou connosco algumas das suas aventuras e desventuras, e deu um exemplo bem claro de como seguro de viagem é tão importante, mesmo quando estamos ao lado de casa como foi o caso dele. Acho que bati os meus níveis de excitação com aquelas histórias!

No dia seguinte acordámos cedo e tomámos um pequeno almoço bem robusto no B&B, feito pelo Joseph (o dono), e na companhia de vários pássaros que se estavam a alimentar num comedouro no jardim, tantas fotografias que tirei! Que ideia fantástica, tão fácil tirar fotos e de tão perto a pássaros em ambiente selvagem 🙂

Pelo Parque Nacional Burren

Dali, seguimos para o Parque Nacional, mas demos a volta por cima por Kinvara, foi o mais a norte que estivemos neste fim-de-semana, fomos ver o castelo de Kinvara mas apenas de longe, e sob uma chuva irritante como já é habitual na Irlanda.

A ideia era ir visitar o Parque Nacional Burren, mas depois da experiência da noite anterior, decidimos fazer um desvio pela costa e aproveitar para ver o castelo. Até queríamos aproveitar a zona, mas o tempo não estava mesmo nada convidativo, então tirámos umas fotos para assinalar a passagem, e seguimos viagem a improvisar um pouco com o GPS.

Nem eu nem o meu amigo sabíamos nada sobre o Parque Nacional, apenas que era altamente recomendado, mas nem sabíamos muito bem ao que íamos. Colocámos as coordenadas de GPS, e lá seguimos para o meio daquilo. E quando digo “daquilo“, o parque nacional é tão diferente do que se poderia esperar de um parque nacional na Irlanda que até deu a ideia que estávamos noutro país qualquer. Um parque nacional bem rochoso, no entanto bem cheio de vida.

No Inverno parece um pouco deprimente, muitas rochas cinzentas a condizer com o céu igualmente escuro, mas para quem está habituado e já enjoado de tanto verde na Irlanda, aquelas paisagens são de facto algo maravilhoso, mesmo sob o céu cinza e triste que nos acompanhava.

Castelo de Kinvara
Castelo de Kinvara

Sem um destino especificado, a receptividade à espontaneidade também é bem maior, a certa altura vimos indicações para uma perfumaria…, e que tal irmos lá ver? Sugeriu o meu amigo. Então lá fomos espreitar.

Perfumaria no Parque Nacional Burren

Para lá chegarmos, conduzimos imenso, e até já pensávamos estar perdidos, mas confiámos nas indicações. Lá chegámos a uma casinha bem castiça no meio do nada, no final de uma estrada sem saída, e com um pequeno parque de estacionamento. Aparentemente estava fechada, mas depois de tanto conduzirmos, experimentámos na mesma. Que é que tínhamos a perder? Absolutamente nada, aliás, até ganhámos imenso com isso!

Na minha opinião, visitar a Perfumaria Burren deveria ser obrigatório para todos que vão visitar aquela zona da Irlanda. A experiência só por si é uma aula de Flora e Fauna local, e a explicação do porquê a zona do Burren ser tão importante, e ser um dos Parques Nacionais. É um paraíso para flores silvestres, abelhas, borboletas e muitos mais animais. Aliás, se não fosse pelas flores, porque raio haveriam de criar uma perfumaria no meio do nada?

O espaço está excelentemente organizado, com algumas secções audiovisuais com imagens do Parque Burren durante as várias estações do ano (tenho de lá voltar no Verão). Obviamente que tem uma loja, com todos os produtos que criam, mas também explicam tudo quanto podem. Os processos de criação, como reconhecer os diversos aromas e como os categorizar, e claro, depois acabámos por comprar alguns produtos.

Anta de Poulnabrone
Anta de Poulnabrone

Já fora da zona da perfumaria, existe um pequeno café, que para muitos poderia passar despercebido, mas que mais uma vez recomendo vivamente a irem e experimentarem um dos muitos chás de flores locais que eles têm. Aliás, os chás também são parte dos produtos deles. Tudo o que se pode fazer com aquelas flores, eles tentam fazer. Perfumes, cremes, chás, sabonetes, tudo mesmo!

E falando em sabonetes…, antes de partirmos aproveitámos e fomos ao WC. Sim, parece que é informação desnecessária, mas não o é. O sabonete que eles têm lá é produzido na casa, e o cheio é simplesmente fantástico! Não voltámos atrás para comprar por vergonha, mas é uma excelente forma de mostrar os seus próprios produtos!

Anta de Poulnabrone

Um dos pontos de referência mais importantes do Parque Nacional Burren é mesmo a anta de Poulnabrone, fica numa das estradas principais e bem fácil de encontrar. Isto, claro, se tiverem a rota minimamente planeada, o que não foi o caso…, tivemos de fazer um desvio para lá chegarmos, mas foi bem interessante. Também bem mais pequeno do que imaginávamos, mas bem interessante! Tirámos várias fotos ao fim do dia, mas a luz já não era das melhores. Ainda assim acho que conseguimos algumas fotos aceitáveis.

Sendo um monumento megalítico tão importante, os acessos tão são muito bem sinalizados e com um parque de estacionamento bem generoso, para autocarros e carros particulares. Depois, por um pequeno trilho pelo meio das muitas rochas, chegamos à pequena anta. Pelo caminho existem várias placas a explicarem a morfologia da zona e do período aquando a construção da anta. Salvo erro é acessível também por cadeira de rodas, existe um caminho alternativo menos acidentado até à zona da anta.

Caverna dos ursos – Caverna Aillwee

A última paragem do nosso passeio foi também não planeada, vimos indicações para uma caverna dos ursos e visto que ficava a caminho, porque não? Com muito pouco planeado, acabámos por ter um fim-de-semana em cheio! E esta caverna não ficou aquém do esperado, mais outra história que se poderia dizer “só na Irlanda“…

Em suma, a caverna foi descoberta por um agricultor que a manteve secreta por cerca de 30 anos, até que um dia comentou a sua descoberta, mas aparentemente poucos acreditaram na sua história (informação dada pelo guia, não encontrei fontes a comprovar isto). Dependendo das chuvas e da altura do ano, existe uma cascata dentro da caverna, e é possível encontrar muitas fotos dessa cascata no google, mas nós não tivemos sorte com as chuvas (acho que nunca tinha escrito tal coisa sem usar sarcasmo).

O nome da gruta deve-se ao facto de terem encontrado ossos de ursos dentro da caverna, numa posição de hibernação. A parte interessante é que os ursos estão extintos da Irlanda há pelo menos 15 mil anos

Para ser sincero, a caverna é de facto interessante, mas muito curta e deixou um pouco a desejar pois uma das fotos que usam para marketing é uma parte da caverna feita pelo homem para permitir o acesso a um dos extremos da caverna. Mas ainda assim, valeu a pena a visita, apesar de esperarmos um pouco mais do que o que vimos.

Esta caverna ainda faz parte do Parque Nacional Burren, e foi o nosso último ponto de paragem antes de voltarmos para casa, mais um par de horas a conduzir depois de um fim-de-semana em cheio e repleto de boas experiências! Um Parque Nacional que recomendo vivamente a visitarem, seja em que altura do ano for.

Onde fica o Parque Nacional Burren?

Para quem vai visitar as Escarpas de Moher, então fica mesmo ao lado. Foi o que fizemos, aproveitámos o fim-de-semana para conhecer dois locais incríveis na Irlanda! Existem várias excursões que vos podem levar tanto ao Parque Nacional como às Escarpas. De Galway existem vários grupos e é a forma mais fácil de visitar, sem terem de “perder” meio dia só em viagens. Mas o que recomendo mesmo é a alugarem um carro e a se aventurarem, o Parque é incrível e tem mesmo muito para descobrir!

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Uma passagem por Noosa a caminho do paraíso

Confusões em Noosa ainda antes de chegar

(Não) planear uma viagem tem destas coisas, acabamos por visitar locais sem sabermos bem ao que vamos e depois temos surpresas agradáveis. Noosa foi mais uma destas boas surpresas, era suposto ser local de passagem e acabou por ser um local que recomendo vivamente. E em parte, até me arrependo de não ter aproveitado por mais tempo…

Ainda antes de chegar, já tinha histórias em Noosa…, ora, quando reservei a viagem à ilha de Fraser, apenas fi-lo para passa uma noite, e em Noosa teria de ficar duas noites antes de ir para Fraser. No entanto, o hostel onde iria ficar, NOMADS Noosa, estava cheio e só tinha mesmo a noite antes da viagem para Fraser garantida. Tive então de reservar uma noite num outro hostel, também na vila…

Já isto, se não era confusão que bastasse, ainda decidi complicar um pouco mais. No decorrer da viagem apercebi-me que afinal, até podia embarcar numa aventura mais longa em Fraser (melhor coisa que fiz), e pedi para me alterarem a reserva para uma noite extra… Ora bem, então isto claro que foi complicar ainda mais as coisas, e com isto iria para Fraser uma noite antes. Como o cupão para a excursão inclui uma noite no NOMADS Noosa, então passei a ter dois hosteis reservados para a mesma noite… Quando tive a confirmação já era tarde demais, e acabei por pagar por uma noite num hostel que nem cheguei a visitar…

Chegada a Noosa

Quem pensa que a Austrália é sinónimo de sol o ano todo, está bem enganado… Já tinha sentido os efeitos do clima tropical a caminho de Brisbane, e desta vez foi bem pior. Chuva torrencial assim que cheguei à vila, mas com calor…, tive de me abrigar por debaixo de telheiros até quase ao hostel, e depois a grande molha para atravessar uma rua mais movimentada e sem nenhum sitio onde me abrigar. Uns minutos depois, e estava enxuto! Climas tropicais têm destas coisas, calor e chuva intensa…

Uma passagem por Noosa a caminho do paraíso
Uma passagem por Noosa a caminho do paraíso

As trapalhadas de Noosa não ficaram pelas confusões de que falei antes, ao tentar fazer o check-in fiquei a saber que afinal… não podia fazer check-in sem o cupão da excursão… Yep, aquele cupão que não tinha pois a minha viagem foi mudada! Depois de tentarmos contactar a pessoa que fez a marcação, e eles procurarem pela minha reserva, lá encontraram uma reserva para um tal de “Jill Fousa”… Isto de ter nomes estranhos para os anglofónicos…

Depois de tudo tratar, e deixar as coisas no quarto (de 15 pessoas!!), lá fui almoçar a um restaurante bem baratinho mesmo ao lado do NOMADS. E não fui sozinho, voltei a encontrar-me com o Ben, o canadiano que já tinha encontrado na Gold Coast e em Brisbane. Mais uma vez se confirma, a rota da costa Este da Austrália é tão popular que muitos fazem as mesmas paragens e têm ritmos de viagem bem semelhantes. Quando me disseram isto pensei ser exagero, mas não é…

Durante o resto da tarde só choveu, mas muito. Não deu para muito, mas deu para conhecer mais umas quantas pessoas do hostel e jogar snooker com um casal que também lá estava a ficar, no dia seguinte vim a saber que iam passar os próximos três dias comigo na ilha de Fraser.

Visto que tinha de me levantar bem cedo, acabei por ir para a cama cedo também. Nem me afastei muito do hostel para conhecer a vila, ficou para o regresso.

Depois de Fraser, de regresso a Noosa

Fraser foi tão fantástico e com tanto para falar, que irei escrever um artigo apenas para esses três dias. Entretanto, voltámos para Noosa e fui tentar aproveitar um pouco mais da zona. Ao chegar tive de fazer check-out e voltar a fazer check-in, pois uma noite com 15 pessoas chega e basta…, pedi para ficar num quarto com menos gente, e felizmente havia uma vaga. Pena, que não pude fazer check-in logo de seguida, tive de esperar até as camas estarem prontas. Enquanto isto, fui até à praia!

Não sou muito menino de praias, gosto de relaxar um pouco, mas se há coisa que me estressa é não ter nada para fazer. Se vou à praia, tenho de levar um livro, ou ir com amigos (e eu sou aquele que nunca se cala), ou então meto-me a fazer caminhadas ou corridas. Não dá para ficar quieto.

E dito isto…, lá voltei para o hostel, para descobrir que já tinha chegado tarde demais…, já só havia uma cama livre, em cima do beliche (coisa que detesto) e mesmo por debaixo do ar condicionado… Maravilha…. Enfim, devia ter esperado. Voltei para a praia!

Mas tal como disse antes, não consigo estar quieto, então resolvi ir dar uma volta pela zona do Parque Nacional e fazer uma caminhada até ao outro lado do cabo. E reclamar imenso, mas imenso mesmo…, de não ter levado a câmara comigo… Pelo caminho encontrei muitas caras familiares, pelos vistos mais gente teve a mesma ideia, muitos dos que estiveram comigo em Fraser foram dar a mesma volta, a cada 5-10 minutos lá me cruzava com mais outro.

Dia longo, cansado mas ainda com vontade de socializar. Depois da excelente caminhada, e recomendo vivamente uma volta pelo Parque Nacional, voltei para o hostel para jantar e depois jogar às cartas com o pessoal, e com o Ben (canadiano) que tinha voltado de uma outra excursão. Enquanto jogávamos e íamos bebendo uns copos, deu vontade de voltarmos à praia, e sim, já era de noite. Pelas 11 voltámos a fazer aquela caminhada toda até à praia, e ficámos lá um bom bocado a socializar e a beber alguns copos.

Pelas 2 da manhã lá voltámos, e foi aí que vi que o mundo é mesmo pequeno! Não um, mas dois tugas! E eles nem se conheciam! Um deles, que vive na Austrália há uns bons anos, meteu conversa com uma amiga minha mexicana, e foi ela que me disse que ele é Português! Enquanto falámos em português, eu bem surpreendido, passa outro tuga e grita “Olha, portugueses!!!”, ainda nos cumprimentou, mas depois seguiu viagem. Durante os dois meses que estive na Austrália, além do meu amigo em Sydney, não encontrei mais nenhum tuga!

Em suma, Noosa foi uma experiência muito boa, lamento imenso não ter aproveitado mais tempo naquela vila fabulosa, que só por si merecia uns 3 dias para explorar. Fica para uma outra vida!

Onde fica Noosa?

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Diário Oceânia

A vida no hostel em Brisbane e visita a Coot-tha

A vida no hostel em Brisbane

Para quem anda a viajar de mochila às costas, a sorte em ficar num bom hostel com as companhias certas é um factor bastante importante para a viajar se revelar ainda melhor. E isso aconteceu no meu hostel em Brisbane, tive a sorte de ter conhecido o Ben na Gold Coast, e também nas pessoas que conheci no meu dormitório. Devo-o em muito ao Ben, ele tem bem mais à vontade para meter conversa com estranhos do que eu, e foi graças a isso que passámos algumas horas a jogar One Night Werewolf.

Beber uns copos de facto ajuda a conhecer pessoas, mas jogar jogos é também uma forma excelente. Claro, acabámos a noite num pub…, mas isso seria quase inevitável quando se está num hostel cheio de jovens mochileiros. Do quarto, fomos para o pub que fica mesmo por debaixo do Hostel X Base Embassy, onde estávamos a ficar. Claro, jogos voltaram a entrar na equação, mas desta vez…, drinking games… Deu para rir imenso, para conhecer ainda mais pessoas e ficar ligeiramente bêbado, mas acho que faz parte da experiência. Ainda assim, no dia seguinte acordei cedo e cheio de energia para conhecer Brisbane!

A cadeia de hostels NOMADS / X Base é talvez uma das maiores, senão a maior cadeia de hostels da Austrália e Nova Zelândia, é extremamente fácil marcar o próximo ponto de estadia através dos balcões de atendimento dos hosteis. No entanto, a NOMADS e a X Base eram duas cadeias diferentes, e dá para ver bem o estilo entre as duas. Pessoalmente, prefiro bem mais a NOMADS, as condições são bem melhores e mais modernas, até o staff achei mais simpático…, mas talvez isso fosse já um pouco de embirração para com a X Base.

Uma das grandes vantagens desta rede de hosteis é que têm balcões de turismo, onde nos ajudam a marcar viagens, excursões e afins sem termos de nos preocupar muito. Os valores também parecem ser baixos, o que torna ainda mais atractivo para mochileiros. Para quem vai procurar uma experiência de trabalho por um ano na Austrália, esta cadeia de hosteis também ajuda a procurar esses empregos temporários, ou até mesmo em quintas. Apesar de preferir a NOMADS, não consigo deixar de os recomendar.

O hostel em Brisbane onde ficámos é um dos dois da X Base na cidade, o outro fica bem mais próximo da estação central de autocarros, mas este fica bem mais central. Quase tudo fica a apenas uns passos do hostel, e tudo fica bem mais fácil, para comer, beber café ou até ir às compras. Mas para voltar para a estação de autocarros, ainda implica uma caminhada de uns 15-20 minutos, mas faz-se bem. Ou então apanha-se um autocarro, para quem gosta de andar menos…

Além de todas as outras vantagens, ficar em hosteis, é uma excelente forma para conseguimos poupar imenso dinheiro. Naqueles dias em que temos tempo, ou apenas queremos poupar dinheiro, podemos usar a cozinha e fazer os nossos próprios petiscos. E com o grupo certo de pessoas, então até fazemos almoçaradas ou jantaradas! Excelente forma para conhecer gente e conviver. No hostel em Brisbane não me juntei a ninguém, mas lá mais para a frente na viagem fui conhecendo algumas pessoas e íamos comendo em conjunto.

Lorikeet nos Jardins Botânicos de Brisbane
Lorikeet nos Jardins Botânicos de Brisbane

Ver Brisbane de cima, do Monte Coot-tha

Que melhor forma de ver uma cidade, senão de cima? Brisbane tem duas rotas de autocarros hop on, hop off, uma delas pelo centro e outra que vai até ao Monte Coot-tha, de onde dá para ver uma vista linda da cidade toda. É uma vista lindíssima, e vale bem a pena perder o tempo para lá chegar acima. As rotas hope on hop off cruzam-se em alguns pontos, e é fácil mudar de um autocarro para o outro, só muda um pouco a frequência. Os pontos de interesse desta rota são bem menores, na verdade, além dos que se podem visitar pela rota da cidade, só tem mais dois.

NOTA: De acordo com o site, estes autocarros já não estão em actividade… No entanto existem outras alternativas para explorar a cidade, infelizmente um pouco mais caras.

Jardins Botânicos de Brisbane

O primeiro ponto foi os Jardins Botânicos de Brisbane, não confundir com o Jardim Botânico da Cidade, são jardins diferentes! Os jardins que ficam fora da cidade são bem maiores, e mais diversificados do que o do centro da cidade, se tiverem a oportunidade não a deixem escapar, vale bem a pena! Até têm um jardim de bonsais, bastante impressionante! Acho que apenas ali estive cerca de uma hora, até apanhar o autocarro seguinte, senti que corri um pouco, mas também deu para aprender bastante sobre a botânica da Austrália, nomeadamente sobre os fetos da Austrália. E mais uma vez, mesmo muitas aranhas…, algumas teias pareciam redes sobre a minha cabeça… Deu para ajudar a ultrapassar a fobia, em certas partes ou passava por baixo, ou tinha de voltar atrás…

Monte Coot-tha

Uma hora passada, e regresso à paragem de autocarros. Ainda tive de esperar um pouco, mas faz parte da experiência… Dali, o proximo ponto foi o topo do Monte Coo-tha. Coot-tha, no idioma aborígene local, quer dizer Local do mel, onde as tribos da zona iam buscar mel de um tipo especial de abelhas, abelhas sem ferrão. Quando se deu a colonização, o nome do monte ficou como Colina de Uma Árvore (One Tree Hill) devido ao facto de terem desbastado as árvores todas do topo, à excepção de um eucalipto. Em 1880 foi declarado como Reserva Pública, e devolveram o nome original ao local.

Como tenho vindo a dizer ao longo do artigo, a vista dali é simplesmente fenomenal! Mas também não há muito para fazer lá…, um café e a vista. As opções para voltar ou são a pé, ainda uma caminhada considerável que em parte me arrependo de não ter feito, ou então voltar no mesmo autocarro. O motorista faz uma pausa de cerca de meia-hora, dá perfeitamente para ir ao WC, tirar fotos e ainda beber um cafézinho antes de voltar para a cidade.

De volta ao hostel

A vida no hostel em Brisbane e visita a Coot-tha
A vida no hostel em Brisbane e visita a Coot-tha

Assim que voltei ao hostel em Brisbane, recebi logo boas noticas! A minha estadia na ilha Fraser foi prolongada! Mas com isto…, fiquei também com dois hosteis reservados para a mesma noite em Noosa…, já não dava para cancelar sem receber o dinheiro, então optei por nem cancelar… Se calhar devia tê-lo feito… Mas pronto, mais uma noite numa ilha fantástica, valeu bem a pena esse dinheiro desperdiçado!

Voltei a sair para mais uns copos, no pub mesmo por baixo do hostel, com o Coreano e mais uma grande bebedeira…, mas esta última noite foi bem menos animada, apenas éramos 4 no bar, não deu para jogos mas deu para muita conversa. Por norma não gosto de sair com o objectivo de beber, mas quando a noite é passada em boa companhia, uma ressaca no dia seguinte é apenas um mal menor.

Viajar sozinho é isto mesmo, sermos colocados em situações que de outra forma muito provavelmente não iríamos viver, e conhecer pessoas que só por mesmo muita casualidade poderíamos alguma vez vir a conhecer. Se voltei a falar com eles? Com alguns não, mas sei que se lhes enviar uma mensagem hoje a dizer que dentro de uns meses vou ao país deles, irei ter alguém para me receber de braços abertos. Alguém com quem apenas partilhei algumas horas e cervejas.

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Diário Oceânia

Brisbane, uma surpresa bem agradável no estado solarengo

Brisbane é a capital do estado de Queensland, e como seria de esperar, a cidade mais populosa do estado. Mas também é a terceira cidade com mais população do país inteiro, a seguir a Sydney e Melbourne (onde estive antes).

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Relaxar em Gold Coast, a cidade das festas

Gold Coast

A Gold Coast é uma das cidades mais populosas da Austrália, e a segunda do Estado de Queensland, foi também a minha primeira paragem nesse mesmo estado. A Gold Coast é conhecida pela praia gigante que tem, pelas festas e pelos canais artificiais que colocam a cidade numa faixa junto ao mar. A zona de maior intensidade populacional fica nessa faixa, enquanto que o resto, bem conectado pelos canais, é uma zona com aspecto mais suburbano.

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Visitar a zona de Brașov na Transilvânia

A Transilvânia é garantidamente a região mais conhecida da Roménia, mais que não seja de nome devido aos mitos, histórias e lendas que existem sobre aquela zona. Com uma semana de férias, claro que fiz questão de ir visitar esta zona. Não só pelas lendas, mas também pela natureza e as paisagens que esperava encontrar, e que não me desiludiram em absolutamente nada! Infelizmente, uma semana para um país tão grande como a Roménia, não dá para absolutamente nada…, só estivemos dois dias nas montanhas, mas foram dois dias muito bem passados.