Visita ao Parque Featherdale no meu último dia em Sydney

Sydney é sem sombra de dúvidas uma cidade fantástica, com imenso para visitar, muitos espaços verdes para relaxar e com imensos cantos escondidos para descobrir. Fiquei completamente apaixonado pela cidade, e eu que nem sou muito de cidades. Com praia ali tão perto então, e com montanhas não muito longe, então ainda melhor. Sydney tem mesmo tudo, só que fica demasiado longe da Europa…, senão até equacionava mudar-me para lá um dia…

Uma semana não chega para aproveitar a cidade devidamente, mas dá para sentir bem a aura da cidade. Com tanto para ver, há que fazer escolhas, e para o meu último dia decidi visitar um santuário de animais não muito longe de Sydney, aliás, até bem perto das Montanhas Azuis. Uma hora e pouco de comboio desde o centro de Sydney, mais uma curta viagem de autocarro, e lá estava eu no Parque de Vida Selvagem Featherdale (Featherdale Wildlife Park).

Acabei por passar grande parte do dia por lá, o parque é pequeno mas está organizado de forma a que haja sempre uma actividade para manter os visitantes por lá. Vi alimentarem as raposas voadoras e os dingos, e passei imenso tempo a saltar de um lado para o outro. Vi também cangurus dentro do saco marsupial, simplesmente genial!

OMG! It’s a drop bear!! #FeatherdaleWildlifePark #Sydney

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Uma das grandes atracções é o podermos dar festas em koalas, e sim, apenas tocar no animal e não o pegar. Porquê? Apenas em dois estados na Austrália é possível pegar num koala legalmente, Queensland e Austrália Meridional. Sydney fica no estado de Nova Gales do Sul, e aí apenas lhes podemos tocar. Sinceramente, não é algo que faça questão de fazer, é um animal selvagem e certamente que ter uma fila de pessoas para lhes pegarem, só os vai estressar ainda mais. É daquelas coisas que dispenso fazer enquanto turista. No entanto, nem todos os turistas têm esta mesma sensibilidade, alguns então, até ignoram os avisos em forma de desenho. Até compreendo que não percebam o idioma, mas desenhos são bem claros seja qual o idioma for… Enquanto estava na fila para tocar no koala, um grupo de indianos estava constantemente a fazer barulho aos berros, nada agradável nem mesmo para os outros humanos na fila, e a tirarem fotografias com flash aos pobres animais, que são nocturnos. A coitada da tratadora repetia a cada minuto que os animais são hipe-rsensíveis à luz e que não devemos tirar fotos com flash, uma das senhoras (com inglês bastante bom) respondeu que nem sequer tinha flash na câmara…, a câmara tinha o flash para cima… Fiquei mesmo com a sensação que era um grupo de crianças grandes, falta de respeito para com a vida animal que eles tanto queriam ver. Noutras partes do parque, vi esse mesmo grupo a bater em vidros para tentar fazer os animais reagirem para eles poderem tirar as suas fotos. Sinceramente não consigo mesmo compreender…

Batman or flying foxes? #featherdale #Sydney #Wildlife #Australia

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Quase no final do dia, foi a altura de ver os dingos a serem alimentados. O que são dingos? Cães selvagens? Em parte sim, com algumas diferenças bem significativas como a procriação (1 vez por ano, ao contrário dos cães que procriam 2 vezes), os dingos pouco ou nada ladram, e quando o fazem é apenas num tom, e são bem mais flexíveis a nível de pernas do que os cães normais. São quase que uma espécie híbrida entre cão e lobo. Quando os vi a interagirem com os tratadores, pareciam cães absolutamente normais, mas foi aí que nos explicaram as diferenças mais significativas e o quão inteligentes estes animais são. No estado de Nova Gales do Sul têm estatuto de animal de estimação, no entanto na realidade eles não o são, e terão sempre aquele instinto selvagem de liberdade. O motivo de serem considerados como animais de estimação é para tentar travar o risco de extinção, que muitos fazendeiros os consideram como um risco para o gado.

Como o parque é pequeno, mas as actividades estão distribuídas ao longo do dia, acabei por visitar algumas zonas mais do que uma vez, e até me diverti um pouco a apreciar o comportamento das outras pessoas. Afinal de contas, somos todos animais, não? 😛 Estava lá um casal que dava alguma raiva, aos olhos dele, ela fazia tudo mal! Durante os poucos minutos que os observei, ele esteve constantemente a criticar tudo o que ela fazia, desde vestir o casaco a tirar fotos. Parecia um casal bem feliz de facto…

Dingo em Featherdale
Dingo em Featherdale

Ainda antes de anoitecer, voltei para Sydney, e cheguei com bastante tempo para ainda mais turismo! Mas antes, tive de ir às compras para ter comida para a viagem até à Baía de Byron, depois disso tudo pronto, lá fui até à Torre de Sydney Eye ver a cidade lá de cima. Sinceramente? Foi giro…, mas nada do outro mundo. Ainda bem que deixei para o fim, pois tudo o que vi antes foi bem bom, ver a cidade de cima e identificar por onde andei foi bem engraçado, mas não acho que a vista do Sydney Eye seja a melhor da cidade. Talvez valha a pena pagar por um passeio de helicóptero pela cidade.

Isto tudo feito, e bem cansado de um dia bem longo, chegou a altura de voltar para o hostel e preparar o que faltava para a viagem que seria dentro de horas…, mais outra paragem.


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Visita ao Parque Featherdale no meu último dia em Sydney

Gil Sousa

Português emigrado em Cork, viajante e apreciador de boa comida.

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