Viagem para Byron Bay e primeiras impressões

Viajar por terra é uma experiência fantástica, é a melhor forma de termos real noção da distância entre locais e de como os acessos tornam essas distâncias maiores ou mais curtas. Por vezes decidir ir por terra não é das melhores ideias, mas acabamos por fazê-lo na mesma por ser a forma mais económica. Foi o que fiz de Sydney para Byron Bay, uma viagem de 12 horas e 25 minutos durante a noite…

De facto, foi a forma mais fácil de chegar a Byron Bay. Talvez comboio fosse mais rápido e cómodo, mas também é mais caro. Avião? Não há voos directos de Sydney, portanto acabaria de ter de andar a trocar de transportes para chegar à vila. Autocarro? Visto que tinha o bilhete de multi-paragem de Melbourne a Cairns, seria mesmo a melhor decisão, e foi o que fiz.

Mas a viagem não foi simples, autocarro cheio, viagem durante a noite que custa imenso a dormir, e chegar cerca de duas horas antes de poder fazer check-in no hostel…, poupei uns trocos com uma noite de viagem, visto que não tive de pagar pela estadia nessa noite, mas cheguei mesmo cansado ao destino. A partir daí seria sempre para evitar viagens nocturnas, e afinal de contas, queria ver o país, e não passar por ele estando a dormir.

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Também tive alguma sorte nessa viagem, não dá para reclamar de tudo. Talvez devido ao meu aspecto, barba por fazer com algum mau aspecto, acabei por ter dois lugares para mim durante a viagem toda, com o resto do autocarro completamente cheio! Vantagens de parecer um naufrago! Adoro mesmo a minha barba, já quase que serve de amuleto da sorte 😀

Chegar cansado, atordoado, numa cidade completamente nova para mim e bem confuso da viagem…, preparar-me para fazer check-in e assim que entrego o passaporte, falam comigo em Português! Uma brasileira no balcão de atendimento! Bem confuso para mim, e para ela, ambos já bastante desabituados a falarmos a nossa língua materna, acabou por ser um episódio algo engraçado para ambos. Ela ajudou-me imenso, e deu-me excelentes recomendações para conhecer a zona de Byron Bay, sendo que a primeira coisa que fiz foi mesmo seguir as dicas que ela me deu!

Encostei a minha bagagem num canto na sala das bagagens, e meti-me rumo à praia para uma caminhada pelo cabo até ao farol, o ponto mais a este do continente Australiano, e também o ponto mais a este onde já estive! Animais por todo o lado, e um dos primeiros lagartos que vi na Austrália, que me pareceu uma iguana. Quando cheguei ao farol o tempo começou a ficar pior, alguma chuva miúda, e como estava a meio do trajecto, simplesmente continuei a andar. Senti-me mega corajoso, andar sozinho pelo meio do bosque com tantos animais que me podem matar 😛 Nope, nada aconteceu…, nem uma cobra pelo caminho 🙁 Durante a parte junto ao mar supostamente é possível ver golfinhos, mas talvez devido ao mau tempo não deu para ver nada, talvez as condições de visibilidade da água também tenham sido bem afectadas, mas valeu bem a pena pela caminhada de qualquer das formas.

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Depois de voltar tive de tratar das minhas alterações de planos, inicialmente tinha marcado um passeio de kayak no mar, que devido ao mau tempo passou para o rio…, e que aparentemente, o mau tempo também afecta os rios… O problema foi uma tempestade nas Filipinas, e apesar de ser bem longe, afectou imenso a costa da Austrália e acabei por ter de improvisar. Deve ser algum síndrome de ter de ver tudo, Byron Bay já tem imenso para ver, mas ainda tive de inventar mais para me sentir satisfeito. Sentei-me no balcão de turismo do hostel, e comecei a pedir opiniões e sugestões do que fazer, acabei por marcar um dia a Nimbin, com passagem por alguns locais secretos para nadar. A ideia pareceu-me boa, e acabei por largar a nota.

Dei mais umas voltas pela zona da praia, mas estava de chuva portanto vontade de estar na rua não era das melhores. Já no hostel, arrependo-me um pouco de ter ido para aquele, senti-me completamente deslocado e sinceramente tive algum receio das semanas que se iriam suceder…, apesar de (teoricamente) a diferença etária não seja muito grande, a definição de divertimento é bem diferente da minha. Falei um pouco com as minhas colegas de quarto, mas tudo pequenos grupos onde senti que foi complicado de me integrar.

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Falando em colegas de quarto…, já tinha notado em Sydney e voltei a ter a mesma sensação…, acho que pelo meu nome pensaram que eu era uma rapariga…, mais uma vez, um quarto quase só de raparigas, já começava a ser coincidência a mais…

Dia muito cansativo, depois de ter dormido todo torto dentro de um autocarro e de um passeio, voltei a tentar juntar-me à camada jovem, mas nem me esforcei muito, estava bem mais interessado nos planos para o dia seguinte, e acabei por voltar novamente para o quarto. Quanto à vida nocturna, como não é algo que me puxe muito, nem sequer tentei ir conhecer nenhum dos bares, prefiro bem mais passear pela cidade e ver algo que não tenha por perto de casa, um bom descanso para aproveitar bem o dia seguinte.

Onde fica Byron Bay?


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Viagem para Byron Bay e primeiras impressões

Gil Sousa

Português emigrado em Cork, viajante e apreciador de boa comida.

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