Free Tour em Sydney e passeio a Manly

Passeio turístico grátis por Sydney

Quando começam a faltar as ideias, o mais simples é seguir a manada de turistas. Então, a primeira coisa que fiz foi juntar-me a mais uma das excursões grátis pela cidade e acabei por me juntar ao mesmo grupo que já me tinha mostrado um pouco da zona The Rocks. Por coincidência, também calhei com o mesmo guia, ele tem sentido de humor mas ligeiramente forçado, e deu para perceber que algumas das piadas são simplesmente decoradas… Acho que teria bastante mais piada se fossem mais espontâneas, mas pronto, ele fez e bem o trabalho dele como guia 🙂

Muito aprendi sobre a história de Sydney como cidade e o que era antes dos primeiros colonos terem chegado, numa das ruas (fotografia abaixo) existem imensas gaiolas sem pássaros, mas com altifalantes com chilrear de pássaros? Porquê isto? Os sons são dos pássaros que antes viviam naquela zona, antes de tudo ter sido convertido numa floresta de betão.

Rua dos Pássaros
Rua dos Pássaros

A parte mais interessante destas visitas guiadas é ficarmos a conhecer detalhes sobre a cidade que os livros pouco explicam. Como por exemplo, o porquê das alcunhas de alguns edifícios como a Ponte do Porto de Sydney, que também é conhecida como cabide de casaco. Porquê? Porque várias pessoas ficaram sem casa por onde a via rápida que dá acesso à ponte passa, e nem ficaram com indemnizações. Claro está, descontentamento dá origem a piadas…

Outro edifício com alcunha é o complexo de apartamentos junto à Casa da Opera, que por ter tapado a vista que os habitantes da zona The Rocks tinham para o Jardim Botânico, começaram a apelidar o edifício de “a tostadeira”… A parte engraçada, é que depois de ouvirmos estas histórias, conseguimos mesmo visualizar esses objectos na sua nova forma.

Hospital de Sydney
Hospital de Sydney

Também se aprende imenso sobre aquilo que gostamos de ver, e até tirar as selfies. A Casa da Opera é bem linda, mas será só uma peça de arquitectura encomendada? Terá história por detrás? Acho que poucos se perguntam sobre isto, afinal é um edifício relativamente novo e moderno, que história poderá ter por detrás? Bem, tem alguma e um pouco triste até, a mesquinhês pelo dinheiro por norma resulta em más decisões, e no caso da Casa da Opera, foi uma série de más decisões. O arquitecto acabou por se afastar da obra, que foi alterada sem o seu consentimento, e no final ficou mais de 1000% mais cara do que era suposto. O nome dele foi quase como que apagado da história do edifício, na inauguração o nome dele nem sequer foi mencionado. Uns anos mais tarde houve uma tentativa de reconciliação com o arquitecto, que fez algumas alterações à obra já concluída. Segundo o guia, o arquitecto nunca chegou a ver a sua obra.

Dalí seguimos para a zona The Rocks, onde tivemos mais uma visita relâmpago do que eu já conhecia da visita anterior, e onde a opinião de que os irlandeses são a fonte de todos os males na Austrália, desde a sua fundação, foi bem realçada pelo guia… E pelos vistos, por pouco que a Austrália não era francesa, pois uma invasão chegou a estar planeada, só que chegaram tarde demais. Acho que fiquei fã destas “free tours“, damos o que queremos no final, e não corremos o risco de pagarmos imenso para termos um passeio mal organizado por alguém. Fiquei contente com o passeio, e sem grandes riscos.

Atravessar o Porto de Sydney até Manly

Depois disso, dei um salto até ao hostel e lá rumei em direcção a Manly atravessando o Porto de Sydney todo desde Darling Harbour, passando por Circular Quay. O Porto de Sydney é mesmo gigante, nem dá para perceber bem a dimensão do porto sem o atravessar de barco ou pelo ar, a viagem demorou uns 45 minutos até Manly. Chegando lá, sem ter absolutamente nada preparado nem ter lido nada sobre a zona, lá fui eu direito à praia……… Que estava fechada devido a fortes correntes…… Dei uma volta pela praia, tirei umas fotos, e voltei para a cidade. Grande erro, fiquei a saber que existe muito mais para fazer em Manly além da praia, eu sabia da existência de uma caminhada mas também sabia que era demasiado longa para fazer no final do dia, mas de resto era só. Mas não, e até dá para nadar numa praia bem mais pequena numa enseada… Devia mesmo ter perguntado a alguém ou ter procurado um posto de turismo. Enfim, não se pode ver tudo…

No regresso ao centro de Sydney, quase que fiquei com os ouvidos em sangue de tanto ouvir um australiano a bater coro a duas holandesas, mas de uma forma assustadora! Passados 10 minutos já pensava em saltar do ferry, foi doloroso de ouvir. Lá eles se mudaram, não eram eles seria eu… Já junto à Casa da Opera, tivemos de esperar no meio do porto que um cruzeiro saísse da doca, aqueles monstros são mesmo grandes, e ao lado de um pequeno ferry ainda maiores parecem!

Um pouco à parte, há coincidências que nos deixam bem baralhados e a pensar (até demasiado). Há uns meses, talvez mais de um ano, fui contactado várias vezes por um recrutador irlandês para um trabalho em Dublin, mas não tinha muito interesse nisso tanto que acabei por nunca dar seguimento. Há uns meses, ainda antes de decidir ir para a Austrália, reparei no LinkedIn que ele se tinha mudado para a Sydney. Assim que cheguei a Sydney ocorreu-me mandar-lhe uma mensagem, mas depois achei que de férias nem sequer deveria pensar em trabalho, portanto desisti da ideia. Entretanto…

Assim que saí do ferry, cruzo-me com o tal recrutador irlandês! Como nunca nos conhecemos pessoalmente, nem sequer meti conversa, mas fiquei a pensar se não deveria mesmo enviar a tal mensagem para ele… Mas tendo em conta que o dia seguinte seria o meu último dia em Sydney, voltei a acabar por desistir da ideia novamente. Mas continuo a pensar que se calhar perdi uma boa oportunidade… Enfim, estava de férias!

Homem a praticar kite Surf em Manly
Homem a praticar kite Surf em Manly

Como o dia já ia longo, lá fui para o hostel e procurar algum sitio onde jantar, acabei por fazer um 2 em 1, visitar o bairro Chinês e jantar por lá, bem barato e muito boa comida! De volta ao hostel, conheci algumas pessoas e fui sair com eles para o bar mesmo junto ao hostel… Senti-me bem velho…, a quantidade de crianças lá dentro, a grande maioria talvez nem sequer com 20 anos. O que valeu foi que foi tipo uma onda, entraram e passado uma hora e tal, lá foram todos. Como estava com um grupo de pessoas até nem correu mal, acabei a noite ligeiramente quentinho e ainda cedo fugi para o quarto, que a idade já pesa!


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Gil Sousa

Português emigrado em Cork, viajante e apreciador de boa comida.

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