Percorrer o Circulo Dourado na Islândia de carro

Percorrer o Circulo Dourado na Islândia de carro

Ir à Islândia é um sonho de muitas pessoas, e por muitas e boas razões. Principalmente pelas paisagens de tirar o fôlego e das paisagens quase intactas que deixam qualquer um de boca aberta. Mas não só, também aquela mística toda à volta de um país cheio actividades naturais únicas que para o comum dos mortais, nós, são apenas parte do nosso imaginário. Como os vulcões, as auroras boreais e o sol da meia-noite. Mesmo para quem tem poucos dias para visitar, o Circulo Dourado é uma pequena rota bem perto da capital e fácil de visitar. Continuar a ler “Percorrer o Circulo Dourado na Islândia de carro”

Visitar os Parques Nacionais da Califórnia

Visitar os Parques Nacionais da Califórnia

Infelizmente, ou felizmente, estamos a viver uma época em que o tema do ambiente é assunto bem mediático e já tem quase lugar garantido nos discursos da maioria dos políticos dos grandes países. Digo felizmente, porque é extremamente importante que se proteja o que nos dá vida, mas infelizmente pois muito mal já foi feito, e algum desse mal até já nem tem muita volta a dar…

Os Parques Nacionais têm um papel muito importante no que respeita à protecção do meio ambiente, mas até este conceito, de Parque Nacional, tem apenas pouco mais do que 200 anos. Em 1872 os Estados Unidos declaram o Parque de Yellowstone como Parque Nacional, a primeira área protegida por um governo no mundo todo. Claro que já existiam áreas protegidas, essencialmente por motivos de culto, mas este foi o primeiro reconhecimento oficial da necessidade de proteger uma grande área natural.

Parque Nacional Yosemite

Na Califórnia existem 9 Parques Nacionais, sendo o Parque Nacional Yosemite o mais conhecido de todos. Este foi declarado como área protegida desde 1864, mas só em 1890 foi declarado como Parque Nacional graças aos esforços de Robert Johnson e de John Muir.

Half Dome no Parque Nacional Yosemite
Half Dome no Parque Nacional Yosemite

Estive neste parque recentemente, e fiquei absolutamente maravilhado, valeu cada segundo lá passado. As caminhadas nos Parques Nacionais já fazem parte da cultura americana, é frequente combinarem retiros de fim-de-semana para visitarem um Parque Nacional, para onde vão fazer várias caminhadas para viverem a Natureza. Como bons turistas que somos, claro que tivemos de planear algumas caminhadas. Na verdade não planeámos nada…, apenas uma pessoa do nosso grupo se deu ao trabalho de pesquisar, e depois até nos separámos… Mas ainda assim, fizemos as nossas caminhadas que nos deram alguns anos de vida! Ou assim o espero…

Uma das caminhadas que fizemos é talvez a mais popular, quase em modo de escalada subimos por trilhos até à base da cascata superior da Cascata de Yosemite. Durante grande parte do percurso só vimos árvores, pedras e trilho… Mas a dada altura o horizonte disse-nos olá e nos presenteou com vistas fantásticas, como o Half Dome. Já bem cansados, e quase no final do dia, já equacionávamos voltar para trás, até que alguém nos disse que “é já ali”! Não era assim tão próximo, mas foi uma parte do percurso bem mais simples que nos levou até à base da cascata!



Booking.com

Encontre alojamento na zona do Parque de Yosemite

Uma das coisas que recomendo a terem em atenção quando visitarem este parque nacional, é quanto ao transporte. Nós ficámos presos em trânsito por algumas horas, e isto já dentro do vale. A quantidade de turistas é absurda, e muitos dos parques de estacionamento ficam dentro do vale, mas não são assim tantos quanto isso, o que dá origem a muita espera. Recomendo vivamente ou a irem bem cedo, ou a estacionarem o carro fora do vale numa das comunidades à volta e apanharem um autocarro para o parque, YARTS, em que o preço de entrada do parque estará incluída no bilhete do autocarro. Se tiverem a sorte de conseguirem um lugar dentro do parque, simplesmente deixem o carro nesse sítio durante o resto do dia, e aproveitem os autocarros gratuitos que nos levam aos vários pontos do vale. Para mais informações, recomendo a leitura deste documento.

Quanto a alojamento, nós ficámos fora do parque, numa pequena vila chamada Mariposa. Apesar de no mapa mostrar ficar bem do lado do parque, ainda é cerca de 1 hora de viagem até ao vale…, mas no dia seguinte fomos mais cedo e tivemos mais sorte com o estacionamento.

Visitar os Parques Nacionais da Califórnia
Visitar os Parques Nacionais da Califórnia

A caminhada do segundo dia foi melhor organizada, de factos começámos em grupo, mas a dada altura acabámos separados porque pessoas, como eu, ficaram para trás para tirar fotos… Fizemos o trilho da cascata Vernal Fall, em que parte do trilho é mesmo junto à cascata, o que se recomenda vivamente o uso de roupa impermeável…, coisa que não tínhamos… A minha metade do grupo acabou por não passar junto à cascata, encontrámos várias pessoas a voltarem para trás já todas ensopadas que nos disseram que as escadas junto à cascata estavam intransitáveis. No entanto, mais tarde nos encontrámos com as outras duas pessoas que “perdemos”, e eles fizeram essa parte quase sem problemas…, só demoraram uns 10 minutos até enxugarem por completo… Esta caminhada é menos “violenta” do que a caminhada pela cascata de Yosemite, mas tem algumas partes que requerem alguma resistência física.

Parque Nacional de Sequoia e Kings Canyon

Este Parque Nacional é um autêntico dois em um, e muitas pessoas assumem que se trata de dois parques nacionais, mas na verdade é uma área protegida em conjunto. Kings Canyon é um desfiladeiro na zona norte do parque, enquanto que Sequoia é a parte mais a sul, onde se encontram as árvores mais altas do mundo. É verdadeiramente surpreendente de ver, até custa a acreditar que existem árvores tão grandes.

Também visitei este parque, mas desta vez fui sozinho, como parte das minhas férias pelo Faroeste Americano. Aqui passei duas noites, e fiquei numa vila chamada Three Rivers, mesmo junto a uma das entradas do Parque na zona sul. Usei o AirBNB nesta estadia, a casa onde fiquei tem uma vista fenomenal, o anfitrião bastante simpático e passámos algum tempo a conversar sobre a vida na zona do Parque. Pelos vistos invasões por ursos não é assim tão raro, ele já teve algumas visitas inesperadas na casa dele…, mas nada de inseguro.

No primeiro dia, como vinha directamente de Cupertino, fiz apenas a parte sul do parque, sempre em direcção ao AirBNB. Fiz várias paragens em alguns pontos obrigatórios, como visitar os “generais”, são duas das muitas árvores gigantes no Parque. O General Grant e o General Sherman. E uma visita também ao Tunnel Log, um túnel escavado num tronco de uma sequóia caída. Numa das caminhadas que fiz passei por dentro de uma árvores caída, a percepção que temos ao ver as fotos em nada correspondem à sensação de lá estar e ver aquelas árvores, mas entrar “dentro” de uma faz-nos sentir tão pequenos e insignificantes…



Booking.com

Encontre alojamento na zona do Parque de Sequoia

Não sei se foi do facto de ter visitado este parque “na altura certa”, ou se é mesmo menos popular que o Yosemite, mas não tive problemas nenhuns com trânsito e estacionamento. E para quem tem mobilidade reduzida, os acessos estão muito bem planeados e pensados para quem precisa de usar uma cadeira de rodas, pelo menos reparei que nas atracções principais existem acessos alternativos para cadeiras de rodas, e claro, estacionamento exclusivo.

Na parque mais a norte fica o Kings Canyon, mas não sejam como eu e não se guiem pela relatividade de um mapa, para lá chegar ainda é preciso conduzir imenso… e é uma estrada sem saída, portanto tenham o regresso também em atenção, que conduzir ali de noite deve ser uma experiência interessante

Atravessar uma Sequoia Gigante
Atravessar uma Sequoia Gigante

Tive um pouco de azar com o Kings Canyon, parte do meu plano era fazer uma caminhada até a uma cascata, que fica mesmo no final da estrada. No entanto, com a chuva, tive de mudar de planos. Ainda perguntei aos Park Rangers se deveria arriscar, mas sugeriram-me a voltar para trás, seria uma caminhada de umas 4 milhas até à cascata e a previsão para o resto do dia era de ainda mais chuva…, sem qualquer muda de roupa, optei por seguir apenas a estrada e o rio vale acima novamente.

Outros Parques Nacionais da Califórnia

Do pouco tempo que estive na Califórnia apenas visitei os dois parques que referi acima, mas existem muitos mais. Na lista de Parques Nacionais constam também os parques:

  • Channel IslandsIlhas do Canal – No sul da Califórnia, não muito longe de Los Angeles
  • Death Valley – Vale da Morte – Já na fronteira com o estado de Nevada. Fazia parte dos meus planos iniciais, mas acabei por me desviar um pouco…
  • Joshua TreeÁrvore Joshua – Também bem perto de Los Angeles
  • Lassen Volcanic – Já bem no norte da Califórnia
  • Pinnacles – A sul de São Francisco, já a caminho de Los Angeles
  • Redwood – Outro dos parques nacionais mais populares dos Estados Unidos, e da Califórnia, que fica bem no norte perto da fronteira com o Estado de Oregon

Além dos Parques Nacionais, a Califórnia tem muitos outros parques de protecção estatal, em vez de federal, com várias categorias. Tais como Parques Históricos, Parques Estatais entre outras. Também visitei o Parque Mojave, que tem protecção a nível estatal, mas para isso irei escrever um artigo dedicado apenas a esse parque!

Dicas sobre os Parques Nacionais Americanos

General Sherman
General Sherman

Se faz parte dos vossos planos uma viagem por vários Parques Nacionais, então devem equacionar comprar um passe anual. Custa $80 USD, e dá acesso a todos os Parques Nacionais dos Estados Unidos, e realço o facto de ser válido para os Parques Nacionais e áreas Federais, este passe não é válido em Parques Estatais, como por exemplo, o Valley of Fire no estado de Nevada, onde tive de pagar para entrar 🙂

O passe compensa a partir do terceiro parque, e a partir daí é tudo grátis. A entrada individual (veículo) tem um custo de $30 USD, e por mais $50 USD recebem um cartão que vos irá dar entrada a todos os Parques Nacionais. É um excelente investimento para quem gosta de Natureza!



Booking.com

Encontre alojamento na zona do Parque de Death Valley

De realçar que o passe não é por pessoa, mas sim por carro. Isto é, o titular do passe tem de estar no carro, mas pode levar 3 pessoas consigo sem custo extra. O mesmo se aplica aos $30 USD, o valor é por veículo (motos são mais baratas).

Alojamento nos Parques Nacionais

Antes de sequer abrirem o site do AirBNB, ou qualquer outro site de alojamento, planeiem bem a vossa viagem! Alguns dos Parques Nacionais têm uma área quase tão grande como Portugal, mas as zonas mais populares ficam, por norma, numa área em específico. Vejam bem onde querem ir, e depois procurem alojamento nessa zona. Alguns dos Parques Nacionais até têm várias opções de alojamento dentro do próprio parque, desde campismo, caravanismo e até alguns hotéis mais rústicos. A nossa estadia no Parque Nacional Yosemite ficou a uma hora da zona que queríamos ver, e só isso condicionou um pouco os nossos planos. Lá está, falta de planeamento…

Passaporte para crianças

Nem sempre é fácil cativar as crianças a visitarem parques nacionais, hoje em dia com tantas distracções em casa, para quê ir para a rua? Não, não existe nenhuma fórmula mágica ainda, mas pequenos incentivos por vezes fazem toda a diferença. Os Parques Nacionais dos EUA têm um passaporte para crianças, em que podem carimbar o seu passaporte com o símbolo do parque que estão a visitar, e claro, o objectivo é terem tudo carimbado! Quantos mais Parques Nacionais visitarem, mais carimbos! Acho que é uma excelente iniciativa para as crianças, e quiçá, até para adultos?

Leis federais nos Parques Nacionais

Quando fiquei alojado junto ao Parque Nacional de Sequoia e Kings Canyon, o meu anfitrião explicou-me as leis estatais não se aplicam dentro dos Parques Nacionais, que se regem pelas leis Federais. Um dos exemplos que ele me deu é no que respeita a fumar marijuana, que na Califórnia é legal, mas a nível federal ainda não o é, portanto fumar marijuana dentro de um Parque Nacional da Califórnia é ilegal.

O uso de drones também está restrito dentro do espaço aéreo dos Parques Nacionais, salvo raras excepções. Vi avisos em relação a isso junto a todos os Centros de Visitantes que visitei, portanto não faltam alertas, mas de qualquer das formas convém estarem cientes disto no caso de quererem tirar alguns vídeos e fotografias aéreas…

Rota dos Parques Nacionais da Califórnia

A Califórnia tem 8 Parques Nacionais, e mais umas quantas reservas nacionais e federais, abaixo está um mapa dos Parques Nacionais da Califórnia como referência.

Como chegar à Califórnia?

Da Europa existem várias formas de chegar à Califórnia, Los Angeles e São Francisco são duas das principais cidades para onde existem voos directos de Londres, Dublin, Paris e outras cidades europeias, e com planos para uma rota directa desde Lisboa! Os preços obviamente que variam, consoante a companhia e a cidade de partida, mas dá para baixar ainda mais o valor da viagem recorrendo a transbordos em Boston, Nova Iorque e outras cidades da costa Este.

Depois da chegada, mais vale alugarem um carro. É certamente a melhor forma de se deslocarem dentro dos Estados Unidos da América! E claro está, não se esqueçam de se divertirem imenso, e de tirarem imensas fotos!

Itinerário alternativo para uma semana no Sul da Irlanda

Itinerário alternativo para uma semana no Sul da Irlanda

Há 5 anos que vivo na Irlanda, e é frequente pedirem-me dicas sobre o que visitar ou o que fazer. Já escrevi inúmeros artigos sobre as minhas escapadelas e viagens, mas nenhum guia! Portanto, nada melhor que começar pelo país onde vivo para escrever este mini-guia.

De realçar que este guia é para um itinerário alternativo no sul da Irlanda. Portanto nem sequer vou sequer mencionar em Dublin ou outras zonas mais populares. Não faltam artigos sobre coisas a experimentar na capital. Neste artigo vou-me focar apenas no sul da Irlanda, onde vivo e conheço bem melhor.

Recomendações

Com cidades pequenas e muitas zonas rurais, não é à toa que a Irlanda é conhecida como a Esmerada do Atlântico. Não faltam zonas verdes, mas para isto é preciso muita água… Mas isso também não é problema neste país, cai muita do céu… Portanto, venham prevenidos com um casaco impermeável. Porque não um chapéu de chuva? Porque também faz algum vento, e um chapéu de chuva na maioria dos casos só irá proteger a cabeça e pouco mais. A minha recomendação é mesmo um casaco com capuz e impermeável.

A melhor forma de conhecer a Irlanda é de carro, muito mais tranquilo e fácil para mudar de planos. Os transportes públicos e excursões são uma possibilidade, mas não tão boa… Conduzir do lado errado esquerdo da estrada não é nada complicado, uns 10 minutos e já se habituaram. O carro dá uma liberdade e oportunidade de conhecer zonas que de outra forma não iria ser possível.

Dia 1 – Cork

Ladies View, Parque Nacional de Killarney
Ladies View, Parque Nacional de Killarney

Este guia assume que começam a viagem a verdadeira capital do país, pelo menos é o que os locais dizem. Cork é a segunda maior cidade da República da Irlanda, e fica bem no sul da ilha. É também a capital do condado com o mesmo nome, onde vamos passar parte da nossa viagem.

Apesar de ser uma cidade, e dar para passar uma semana em Cork e vilas suburbanas, apenas vamos dedicar um dia à cidade. Acordar cedo, e começa por ir ao Mercado Inglês tomar o pequeno-almoço e aproveitar para conhecer um dos edifícios mais emblemáticos da cidade. Pisar o chão onde a rainha do Reino Unido esteve recentemente e fez história – a primeira vez em 100 anos que um monarca do Reino Unido vem à Irlanda, desde que é república.

Para mim, o segundo ponto a não perder na cidade é mesmo a Universidade, um dos meus sítios preferidos para levar amigos a conhecerem. E a melhor forma de lá chegar é mesmo passando por outros pontos de interesse, seguindo uma das muitas rotas marcadas pela cidade.

Dizem os locais que Cork tem um pub por cada dia do ano, vir à Irlanda e não experimentar uma das muitas cervejas locais é quase como não conhecer o país. Apesar da Guinness ser a cerveja mais conhecida da Irlanda, aqui no sul discordam disso, eles têm a própria cerveja nacional, a Murphy’s. Como dizem aqui, Guinness é cerveja para turista beber. Uma coisa é certa, as cervejas pretas (stouts) sabem bem melhor quando a torneira está constantemente a ser usada, dizem eles cá e eu confirmo. Não sei qual o motivo, mas a melhor forma de pedir uma stout é ver o que a maioria das pessoas está a beber, e pedir uma igual.

Dia 2 – A aventura começa, rumo ao sul

Grande parte deste itinerário vai passar por parte da maior rota costeira da Europa, a Rota Selvagem do Atlântico, e o primeiro sítio onde vamos parar é mesmo o primeiro (ou último) ponto da Rota do Atlântico, a belíssima vila de Kinsale. Vamos começar pela vila, percam-se pelas pequenas ruelas com casas coloridas que tão caracterizam as pequenas vilas da Irlanda, e continuem a caminhada junto ao mar em direcção ao Forte Charles. Na minha opinião, esta caminhada vale bem a pena, e podem até fazer uma paragem num pub que fica em frente à baia, excelente ponto intermédio antes de chegar ao forte.

De Kinsale, o melhor a fazer é mesmo seguir as indicações para “norte” da Rota Selvagem do Atlântico, mas atenção que estamos é a ir para sul. Confuso? Nem por isso, estamos a seguir em direcção ao final da rota, que fica bem a norte, mas para lá chegarmos temos de ir para sul por uns cento e tal quilómetros. A indicação de Kinsale a Mizen Head de facto pode dar origem a algumas confusões, o melhor é mesmo pensar no destino final, que fica bem a norte na fronteira com a Irlanda do Norte.

Apesar ter poucas recomendações quanto a este dia, vai ser um dia longo de muita condução e muitas paragens, pelo caminho vão ver paisagens fantásticas e não vão faltar oportunidades para tirar fotografias. A Irlanda não é conhecida como um destino de praia, mas vão encontrar muitas praias extensas pelo caminho, se se sentirem corajosos vale sempre a pena dar um mergulho nas águas frias do Atlântico Norte…

Dia 3 – De Rosscarbery ao ponto mais a sul da Irlanda

De dia 2 para dia 3, a minha recomendação é a passarem a noite em Rosscarbery, e talvez o melhor sitio para dormir será mesmo o Celtic Ross Hotel, a vista é brutal, e a vila extremamente agradável! Acordar ali é do melhor, uma caminhada até à praia, ou mesmo à volta da lagoa é a melhor forma de começar o dia antes de nos voltarmos a meter à estrada.

Rosscarbery e Portugal estão unidos por uma tragédia, o terramoto de 1755. O fundo da lagoa foi bastante afectado pelo tsunami que também chegou à Irlanda, mas com menor intensidade. Aliás, a lagoa muda todos os anos, com o movimento das correntes, quando está maré baixa são criados canais alternativos para a água vazar, e isso provoca a deslocação de areias e formação (ou destruição) de bancos de areia.

De Rosscarbery, continuamos pela rota do Atlântico e vamos fazer uma breve paragem no sitio do Circulo Megalítico Drombeg. Com sorte o tempo está bom, e dá para aproveitar devidamente para ver as paisagens e conhecer um pouco mais dos povos que ali habitavam.

Ainda mais a sul, passamos por Skibbereen, uma vila fundada por refugiados de Baltimore, que fugiram da vila após esta ter sido atacada por piratas. Em Skibbereen devemos procurar chegar ao lago Hyne, o maior lago de água salgada da Europa, que durante a maré alta fica tipo lagoa. Para lá chegar não é complicado, mas mais uma vez, há que ter em atenção a indicação e cuidado ao conduzir nas estradas estreitas. Aqui conduz-se do lado esquerdo…

Com tanto para ver, o dia termina em Baltimore, uma pequena vila mesmo no sul da Irlanda e do condado. Não, ainda não atravessámos o Atlântico 😉 O ideal será procurar onde dormir nesta pequena vila, para aproveita o dia seguinte logo desde o acordar.

Dia 4 – Cape Clear

O plano para este dia irá depender em muito da altura do ano, convém saber bem os horários dos ferries e encontrar alojamento onde ficar na ilha. Na altura do verão recomendo vivamente acamparem ou a ficarem num dos yurts que existem durante os meses de verão. E para voltar, mais uma vez, o horário dos ferries é bastante importante. De realçar que não dá para levar o carro para a ilha, e que terão de andar muito a pé para explorarem a ilha devidamente, mas irá valer bem a pena.

A ilha é o local habitável mais a sul da Irlanda, e de uma zona da ilha até dá para ver mesmo o ilhéu mais a sul. Este ilhéu é tido como o último ponto que os emigrantes irlandeses viam quando iam para os Estados Unidos, o farol Fastnet.

Itinerário alternativo para uma semana no Sul da Irlanda
Está a gostar do artigo? Adicione-o ao Pinterest!

Dia 5 – Mizen Head e Bantry

Dia de acordar cedo! A primeira coisa a fazer é apanhar o primeiro ferry de volta a Baltimore, se não aproveitaram para conhecer a pequena vila no terceiro dia, é hora de aproveitar mas ainda vamos ter de andar bastante… Recomendo uma visita ao castelo, apesar de ser minúsculo é cheio de histórias e lendas, muito interessante para conhecer, e do topo tem uma vista lindíssima da baia e das ilhas em frente a Baltimore.

Mas o nosso primeiro ponto de visita ainda fica longe, e há que voltar ao carro e metermo-nos na estrada! Em direcção a Mizen Head, que apesar de ser conhecida como o ponto mais a sudoeste da Irlanda (ilha principal), não o é, esse ponto fica lá bem perto mas não é tão conhecido. Antes de lá chegarmos, podemos descansar um pouco e dar uma caminhada pela praia de Barley Cove (Baia da Cevada), facilmente se percebe o porquê desse nome assim que se chega. Aí já estamos bem perto de Mizen Head, mais uns minutos a conduzir e estamos lá. Apesar de se pagar para o passeio, se estiver bom tempo é mais uma daquelas coisas que recomendo vivamente a fazerem. Mas estejam bem protegidos contra o vento, pois é uma zona mesmo muito ventosa. Se estiver de chuva…, bem, sinceramente acho que é um convite para ficarem absolutamente encharcados, a vista continua a ser bem bonita, mas sente-se bem na pele… Sob estas condições, talvez seja melhor nem sair do carro…

Se estiverem ainda enxutos, ou predispostos a viajar molhados, depois da visita ao cabo é hora de se meterem à estrada em rumo ao destino final do dia, Bantry.

Dia 6 – Bantry e Península de Beara

Outro dia para muita estrada, mas antes um pequeno-almoço em Bantry e uma visita à Casa e Jardins de Bantry, um palácio cheio de história nesta pequena localidade, onde ainda os proprietários vivem. Quando a barriga estiver cheia, e já bem acordados, é tempo de voltar à estrada e visitar uma península não tão turística e bem mais rural, a Península de Beara. É aqui que vamos sair do condado de Cork pela primeira vez, mas só em parte da península, pois esta é dividida pelos condados de Cork e Kerry. Um dia inteiro não basta para aproveitar devidamente esta área, há mesmo muito para explorar e descobrir. Um dos pontos interessantes está mesmo na ponta da península, o único teleférico da Irlanda que liga à pequena ilha de Dursey. Não faz parte dos nossos planos visitar esta pequena ilha, mas se tiverem tempo (por exemplo, se forem no Verão), então talvez seja uma experiência interessante de ter.

Um dos problemas desta península é que existe mesmo muito para ver, e por vezes acabamos por ter de voltar para trás em alguns troços da viagem. Uma dessas partes é o Healy Pass, que atravessa a península de lado a lado na zona do meio…, ou seja, ou fazemos a rota em forma de “oito” ou teremos de voltar para trás. De qualquer das formas, temos sempre de passar duas vezes na mesma parte. De realçar que esta rota continua a fazer parte da Rota Selvagem do Atlântico.

Esta é uma das zonas mais virgens que conheço no sul da Irlanda, é excelente para fugir da realidade e abraçar a Natureza. As minúsculas vilas que se encontram pelo caminho são bastante pitorescas, e com um ar bem menos turístico do que as que vimos nos dias anteriores. Se quiserem aproveitar mesmo bem o tempo na península, sugiro procurarem um B&B algures lá pelo meio, assim há menos pressa para conhecer a zona. Mas em alternativa sugiro a dormirem em Kenmare, pois vamos passar por essa vila na nossa rota de volta a Cork amanhã.

Dia 7 – Parque Nacional e vila de Killarney

Cascata de Torc
Cascata de Torc

Último dia do nosso roteiro pelo sul da Irlanda, vamos passar por parte de uma das rotas turísticas mais visitadas da Irlanda, o Ring of Kerry (Anel de Kerry). Uma rota circular com paisagens fantásticas e com passagem por vilas bem bonitas, mas muito mais turísticas do que as que encontrámos até agora. Começando por Kenmare, onde passámos a noite, e continuamos em direcção a Killarney, pela Estrada Nacional N71.

Pelo caminho recomendo pararem o máximo de vezes possível, e verem bem a paisagem que têm à volta, algures ali pelo meio está o ponto mais alto da Irlanda, Carrauntoohil, um pico com apenas 1038 metros de altitude. Se o quiserem visitar, então terão de reservar um dia inteiro para lá chegarem, e têm de estar em forma, pois a única forma de lá chegar é por trilhos pela montanha. Mas vale bem a pena o esforço, já lá estive no topo e a vista é de facto de tirar o fôlego…, literalmente 😉

Durante grande parte do troço entre Kenmare e Killarney vamos estar dentro do Parque Nacional de Killarney, onde vão ter oportunidade de ver os belíssimos lagos que estão na área do parque. A certa altura têm um miradouro chamado Ladies View (Vista das Senhoras), de paragem quase obrigatória. Continuando a descer, irão chegar à zona da Cascata de Torc e montanha com o mesmo nome, mais outro local que recomendo vivamente a pararem, aliás, vamos estacionar o carro e fazer uma das várias caminhadas que estão assinaladas na zona da cascata, esticar as pernas e sentir o parque nacional!

Por esta altura já devem estar bem estafados, o que espero que seja resultado de uns dias muito bem passados. Portanto recomendo um jantar típico irlandês em Killarney, e passarem a noite num dos muitos B&Bs que existem pela vila. A nossa rota termina aqui, na manhã seguinte podem continuar a vossa descoberta pela Irlanda, ou simplesmente voltarem para Cork e depois casa 🙂

Mapa da Rota

Faltam marcar alguns pontos neste mapa, infelizmente o Google Maps não deixou adicionar todos os pontos, mas a rota será similar ao mapa abaixo.

Espero que tenha gostado do meu artigo, e seria fantástico se o partilhasse junto dos seus amigos e deixasse um comentário abaixo com a vossa opinião 🙂

5 blogs de viagem em Português a seguir

5 blogs de viagem em Português

Antes dos blogs…

Quando comecei este blog, há cerca de 9 anos atrás, o objectivo era apenas usá-lo como um diário. Nada de especifico em relação a viagens, mas principalmente sobre a minha experiência como estudante Erasmus na Alemanha (e os sentimentos de nostalgia despertaram ao escrever isto…). Ainda não tinha conta no Facebook, salvo erro nem sequer ainda sabia da existência dessa rede, portanto o blog era mesmo a melhor forma que tinha para partilhar as minhas experiências com os meus outros amigos e família.

Escrevi alguns artigos em (mau) inglês, para praticar, mas a grande maioria em português, só mais tarde decidi passar a escrever apenas em inglês como forma de ganhar prática e aprender com os meus próprios erros, e devo dizer que resultou em muito. Ainda assim, não era um blog de viagens, mas sim um diário onde partilhava muitas experiências das minhas viagens e não só.

Eu, a olhar sobre Meteóra - Grécia 2009
Eu, a olhar sobre Meteóra – Grécia 2009

Há cerca de 5 anos decidi focar-me num tema, um tema mais do que batido e com muita informação sobre o que estava a partilhar, ainda assim, por gostar de escrever, continuei com o blog e a escrever em inglês. E mais uma vez, aprendi com os meus erros (acho eu), foi então que fiz outra alteração e voltei a escrever essencialmente em Português.

Ainda assim, apenas escrevo pelo prazer da escrita e nunca ganhei um cêntimo com o blog, mas ganhei alguma experiência e recentemente também conhecimentos sobre divulgação e optimização de websites. Uma das melhor formas de aprender é com as experiências de outros, e como tal nada melhor do que seguir o que de melhor os outros fazem. Pelo gosto das viagens, já seguia vários blogs de viagem, mas recentemente apercebi-me que pouco conhecia do panorama nacional, e decidi pesquisar um pouco mais…

Quem mais escreve em Português sobre viagens?

Muita gente! Mas estando ausente do panorama nacional, nem sabia muito bem quem anda por aí, então perguntei em alguns grupos de viagem no Facebook quem anda por aí a escrever sobre viagens e em Português. Recebi algumas respostas e fui apresentado a mais uns blogs, dos quais vou falar abaixo.

Let’s Run Away

Este é um blog com muita divulgação de oportunidades baratas para quem gosta de viajar, escrito por um casal que, obviamente, adora viajar. Ele viaja, ela viaja, eles escrevem. É assim que identificamos quem escreve o quê, eles escrevem no blog sob os pseudónimos de “Shetravels” e “Hetravels” e vão dando dicas e contando experiências pela perspectiva de cada um.

Como muitos de nós, que adoramos viajar, eles começaram este blog para partilharem as promoções que vão encontrando, e que lhes dá a oportunidade de viajar sem levarem a conta bancária a zeros. O blog é muito novo, mas repleto de informação, viajam lowcost para poderem poupar e para poderem viajarem ainda mais, e fazem eles senão bem!

Visitem o blog deles, ou como eles dizem, Let’s Run Away?

Está no ar!! Visitem-nos em letsrunawaytravelblog.blogspot.pt ???

Uma foto publicada por Let’s Run Away Travel Blog ? (@letsrunawaytravelblog) a

 

halfway2happiness

O nome do blog poder-se-ia traduzir como Meio caminho para a felicidade, mas uma família de pai, mãe e filhote de 4 anos a viajar pelo mundo, mais me parece que encontraram o equilíbrio perfeito para uma felicidade completa! Investi algum tempo a ler os artigos deles e adorei a forma como escrevem, e sim, escrevi investi pois ler artigos apaixonantes sobre uma família que viaja é uma aprendizagem só por si.

 

Dobrar Fronteiras

O blog Dobrar Fronteiras é já um dos blogs de referência de Portugal, criado em 2006 numa altura em que o Facebook ainda não era tão popular em Portugal, foi um espaço que começou como forma de partilhar com amigos e família o decorrer de uma viagem épica de carro até à Guiné Bissau. A partir daí, são muitas mais histórias para todos nós acompanharmos!

Uma das coisas que mais gosto do blog é o seu estilo de escrita, é ler experiências na primeira pessoa e sentir que estamos ali, naquele momento da vida de uma pessoa real, e que partilha bem mais do que experiências mas também detalhes culturais sobre os locais que visitou.

 

Viajar só?

Mais outra apaixonada por viagens, claro está, ou não a estaria a listar neste artigo 🙂 Chama-se Marta, e tem um filho muito querido, que é o seu blog, que já conta com 5 anos. Fala, anda e até corre, pelo mundo, está um crescido o filhote da Marta! No blog conta-nos as suas experiências de viagem, em estilo de diário, e partilha também imensas dicas baseadas na sua experiência pessoal. Sendo natural do Algarve, onde também mora, são muitos os artigos que mostram o quão de bom e a conhecer tem a região lá bem no Sul do nosso cantinho.

Suécia! #Suécia

Uma foto publicada por Marta Faustino (@martafg23) a

 

Dalí&Cia

Último blog desta lista, o blog da Sra. D. e do Sr. P., como se apresentam, que é de encantar assim que se abre a página. Recheado de fotografias, e com alguns vídeos a acompanhar que nos levam a conhecer de perto por onde andaram. É um blog que mostra a todos aqueles, como nós que têm uma vida tradicional das 9 às 5, que é possível viajar e conhecer o mundo, ou como eles dizem, tirar o cu do sofá 🙂

E como eles (nós), existem muitos mais blogs em Português de quem partilha experiências e dicas de viagem, descendentes de descobridores com um bichinho pelas viagens bem vivo e sempre prontos para mais aventuras.


Gostou do artigo? Adicione-o ao Pinterest!

5 blogs de viagem em Português

Backup de Fotografias em Viagem

Backing up your photos while on the road

Porque é que tiramos fotografias quando vamos passear?

Obviamente que isto depende de cada pessoa, para uns fotografia é o seu ganha-pão, para outros é apenas um passatempo, enquanto outros apenas querem recordações. Mas há algo em comum a todos nós, perderem as fotografias de uma viagem é o suficiente para ficarmos com o dia todo estragado! Para quem faz vida com fotografia, então perder fotografias é também perder imenso dinheiro…

Normalmente as minhas viagens são de pouca duração, máximo de 2 semanas, mas já me aconteceu perder as fotografias todas e nem sei bem como num só fim-de-semana…, portanto backup de fotografias é algo bastante importante para mim. Aprendi a minha lição, e comecei a preocupar-me um pouco mais com as minhas fotos.

Na minha última viagem, à Austrália, o nível de psicose preocupação aumentou consideravelmente…, dois meses no outro lado do mundo. São mesmo muitas memórias que jamais irei querer perder, e perder um cartão cheio de memórias seria o suficiente para ficar uns dias bem chateado. Então, para evitar elevar esses níveis de psicose preocupação ao ponto de não me divertir, tive de procurar formas de garantir que não iria perder essas tão preciosas fotos da minha épica viagem. Após alguma pesquisa, decidi pela combinação das estratégias todas listadas abaixo. Sim, todas!

Múltiplos cartões de memória

Esta é a forma mais comum de backups, aliás, na prática nem pode ser considerado um backup pois não existem cópias. É o cartão que está na máquina com as fotos todas, e simplesmente vamos trocando por outro, e outro, e mais outro. Como esta era a opção mais evidente, e como já tinha alguns cartões de sobra, cheguei a ponderar enviar os cartões por correio para casa. Mas isso talvez até me deixasse mais stressado. E se o envelope se perdesse? Já tive más experiências do género, encomendas / cartas que nunca chegaram ao destino… Então tive de pensar noutras opções…

SD memory cards
Cartões de memória SD

Macbook Pro / iPad

Inicialmente ponderei levar o iPad. Perfeito para ter vários livros pelo peso de 1, poder tirar notas, poder ver e editar fotografias no momento, etc. Mas antes de me decidir, durante um mês só usei o iPad para cópia de fotos, trabalhar no blog, etc. De facto, dá para fazer isto tudo num iPad, mas não era assim tão prático como um computador, e o espaço disponível também mais limitado.

Quanto ao Macbook Pro, tive várias dúvidas em o levar, peso extra? Isso nem sequer foi problema, percebi logo que raramente iria ter de carregar o computador, seria apenas do autocarro para o hostel, e vice-versa. Portanto, o problema do peso nem sequer era muito relevante. Segurança? Sim, mesmo problema que o iPad, aliás, o iPad por ser mais pequeno até é mais fácil de ser roubado… Espaço em disco? Bastante!

Acabei por me decidir pelo Macbook Pro, e o facto dele já ser velhinho e eu já andar a pensar em comprar um novo, também me ajudou a decidir por o levar…, pois…, mas e se fosse roubado? Cartões de memória de um lado, cópias no Macbook Pro…, ainda não estava totalmente satisfeito…

MacBook Pro
MacBook Pro

Cópias de segurança na nuvem (iCloud)

Sim, o nível de psicose preocupação era grande…, decidi pagar pelo serviço de armazenamento de fotos do iCloud, 1TB. Cerca de 10€ /mês, e mais alguma tranquilidade. Mas como ainda tinha dúvidas, pesquisei bastante sobre esta forma de backup em viagem, e um dos comentários que mais me deixou inquieto, é mesmo o acesso à internet em locais mais remotos. Aliás, só para enviar a minha biblioteca toda para a nuvem, demorou quase 1 semana inteira!! A lentidão de envio das fotos ainda me deixou mais nervoso, apesar de ser uma excelente solução, poderia correr mal se não conseguisse uma internet minimamente aceitável.

Pois, acontece que raramente apanhei internet decente, e poucos gigabytes de informação chegaram a ser enviados durante os dois meses de viagem…, continua a precisar de um plano D) para backup de fotos sem internet…

Disco externo

E encontrei a solução perfeita! Comprei um My Passport Wireless de 2TB! É um disco externo com leitor de SDcards, que copia o seu conteúdo sem duplicação para o disco externo! Simplesmente adorei esta solução, usei umas quantas vezes antes de ir de férias, e achei genial! Existe uma aplicação para o iPad/iPhone, e daí conseguimos controlar o que foi copiado, o que ainda falta copiar, espaço livre, etc. Até dá para usarmos como router, e conectarmos à internet a partir do disco, mantendo o iPhone sempre conectado via wireless ao disco, sem termos de trocar de rede sempre que queremos aceder ao disco e/ou à internet.

Problemas do disco, um pouco lento, e não dá para ter a rede wireless ligada enquanto está conectado via USB ao computador (demorei algum tempo até perceber isto…). Mas faz o seu trabalho, uma cópia integral do cartão de memória, num disco que podemos colocar numa outra parte da bagagem.

Hard drive with SD card slot
Disco externo com entrada SF

A combinação do disco e do iPad seria perfeita, e bem mais leve do que o Macbook Pro. Porquê insistir em levar o Macbook Pro? Mesmo porque é mais complicado trabalhar no blog pelo iPad, é possível mas mais chato…, e nesta altura já me tinha decidido, portanto acabei por nem sequer equacionar mudar de ideias.

Em suma

  • Manter as fotografias sempre nos cartões de memória, mais vale comprar um ou dois extra do que confiar de que nada vai acontecer ao computador ou disco externo
  • Computador ou iPad para poder gerir as fotografias nos cartões de memória, e também como forma alternativa de dispositivo de armazenamento
  • Cópias de segurança na nuvem, não é a forma que mais aconselho, mas é uma alternativa a considerar para quem não tira fotografias em RAW ou não tira uma estupidez de fotografias por dia
  • Disco externo, para manter num local diferente das restantes cópias de segurança. Se formos roubados, existe mais hipóteses de não nos terem tirado tudo…

A estratégia, obviamente, que depende de cada pessoa. E certamente que existem outras formas mais práticas de garantir que não chegamos ao fim da viagem com metade das memórias fotográficas perdidas algures

E vocês? Fazem backup das vossas fotos enquanto viagem? Comentem com a vossa estratégia 🙂


Gostou do artigo? Adicione-o ao Pinterest!

Backup de Fotografias em Viagem

O que levei na mala para a Austrália?

What did I pack for Australia?

Agora que estou de volta, está na altura de analisar como correu o meu plano no que respeita a bagagem? Terá sido demais? Ou de menos? Foram dois meses na Austrália, sempre a saltar de hostel para hostel, acampar, passar duas noites num veleiro, e muitas mais aventuras. Antes de embarcar numa viagem deste calibre, claro que tive de pensar em como preparar a mala, o que levar para não condicionar demasiado a minha mala.

Gadgets

Bem, esta lista é simplesmente gigante! Olhando para a lista abaixo, dá para ver bem quais foram as minhas prioridades nesta viagem… De tudo o que está nesta lista, usei absolutamente tudo! Houve uma coisa que usei menos, e que em parte me arrependo de ter levado, que é o suporte para o peito da GoPro. Só o usei uma vez, e não achei muito prático, curiosamente o selfie stick foi o que usei mais (apesar de ser um apologista de que é um acessório algo parvo, quando usado exclusivamente para selfies…).

No que respeita aos cartões de memória, acabei por usar todos, e o disco externo tinha como propósito de ser uma cópia de segurança extra às fotos. Felizmente não fui roubado, mas foi sempre uma tranquilidade ter três cópias de tudo, no mac, no disco externo e nos cartões de memória. (Irei escrever um artigo sobre isto mais tarde).

Já sobre os telemóveis, aposto que acharam estranho ter dois telemóveis na lista. Porquê dois? Como fui numa viagem longa, levei três cartões de crédito/débito comigo de duas contas bancárias diferentes, e estava com algum receio de ter algum dos cartões clonados, daí ter mantido um dos telemóveis com o meu número activo (irlandês) e outro com o novo número australiano, que usava para chamadas locais.

Quanto ao Pebble…, acabou por deixar de funcionar…, mas isso é outra história…

Roupas e higiene (e extras)

Disto tudo, só houve duas coisas que nunca usei, a camisola de lã, que levei com o objectivo de vestir caso saísse à noite, mas os bares lá são bem mais relaxados e apenas exigem “não estar em tronco nu, e nada de havaianas ou descalço“, portanto nunca precisei de usar essa camisola. E o cachecol, levei-o pois no final da viagem apanhei o inicio do Outono em Melbourne e poderia ficar frio, mas não chegou às temperaturas que esperava (e ainda bem).

A mala que levei para a Austrália
A mala que levei para a Austrália

Quanto à fronha de almofada, o uso foi bem diferente do que podem pensar. Em viagens anteriores usei sacos de plástico para a roupa suja, o problema disto é que a roupa fica a cheirar muito mal e quando misturado com roupa húmida, ainda pior! O motivo é que não há qualquer tipo de respiração dentro dos sacos de plástico. Já com a fronha de almofada, a roupa não cheira tão mal, e a roupa húmida não fica com o cheiro de podre… Além do mais, dá para lavar a fronha de almofada com o resto da roupa, ou seja, até o “saco da roupa suja” é lavado! Em dois meses de viagem, duvido que um saco de plástico fosse suficiente, e esta opção além de ser mais económica e higiénica, é também mais amiga do ambiente 🙂

Durante dois meses deu para conhecer muita gente, e claro, deu para ver muitas malas de viagem. Tenho a dizer que não encontrei ninguém com menos bagagem do que eu! Senti um enorme orgulho nisso, não andei carregado, e nunca tive de usar a mesma roupa sem estar lavada. No entanto, claro, tinha de lavar a roupa a cada 6 dias e tinha de planear as “lavagens” de acordo com as aventuras.

O que comprei ao longo da viagem

Porquê algumas destas coisas? Corta-unhas e produtos de higiene, como não fiz check-in de bagagem nenhuma na ida para a Austrália, tive de deixar algumas coisas em terra, como líquidos e o corta-unhas (que não se pode levar na bagagem de mão). Sim, a minha bagagem era tão minima que pude levar tudo comigo!

Quanto à toalha de praia, simplesmente alguém roubou (ou levou por engano) a minha toalha de viagem…, tive de comprar outra… E os óculos de sol, perdi os que tinha, e tive de comprar uns novos…

Já em relação ao cartão de memória, tive alguns problemas com a GoPro, em que o apoio técnico me disse que o motivo era de incompatibilidade do cartão. Não era. O problema foi com o cabo usado…, mas pronto, gastei dinheiro desnecessariamente se eles me soubessem ajudar devidamente…

As almofadas de viagem. Bem, foi simplesmente uma oportunidade que apanhei, encontrei aquela almofada modular e como estava em promoção aproveitei. Foi uma grande ideia, visto que a outra almofada insuflável era algo desconfortável e até dormia bem pior com ela do que sem nada…

Os sacos… O saco térmico, acho que o motivo é óbvio, andava sempre de um lado para o outro e a comer nos hosteis, portanto convinha ter algo para me conservar a comida entre cidades. O outro saco? Para andar nos veleiros não podemos levar anda com fechos de zips! Nada mas mesmo nada! O motivo é que os percevejos de cama (nunca ouvi tal nome, tive de traduzir de inglês para português…) se escondem nos zips, e em barcos é um grande problema, então simplesmente proíbem qualquer saco com fechos de zip.

Em suma, consegui organizar-me mesmo muito bem para uma viagem de longa duração levando pouca coisa, e ainda assim acabei por listar duas coisas que nunca cheguei a usar! Moral da história, dá sempre para reduzir no que se leva dentro da mala, nunca vamos precisar de tudo, nunca vamos usar tudo o que levamos.

Em viagens de curta duração, isto não é um grande problema, são apenas uns dias e se não usarmos tudo não custa muito carregar a mala. Mas em viagens de 1 mês ou mais, o peso da mala começa a tornar-se um problema, e começa a ser cada vez mais chato arrumar a mala entre cidades, e começa a ser mais fácil perder coisas, e afins. A mala de viagem é suposto ser aquela coisa onde temos o que precisamos sem ser um incómodo, após algumas semanas acreditem, vão detestar a vossa mala se a tiverem de carregar e arrumar demasiado…


Nota: Os links listados são afiliados, que poderão dar uma pequena fonte de receita para ajudar a manter o blog.

 

5 viagens de comboio épicas na Europa

5 Epic Railway Routes in Europe

Há uns anos concretizei um dos meus sonhos, que era fazer um interrail pela Europa. Fi-lo sozinho, e demorei 10 dias numa viagem da Alemanha a Portugal, era um sonho mas acabou por se tornar em realidade devido a um comodismo. Os bilhetes de regresso a Portugal eram bem mais caros de avião do que 10 dias de comboio pela Europa, a decisão foi fácil de tomar.

Comboios são o meu meio preferido de viajar, e são imensas as rotas épicas a conhecer pelo mundo fora. Algumas das viagens mais famosas de comboio cruzam continentes, e para a maioria das pessoas o tempo para aproveitar devidamente uma dessas viagens é reduzido. Não é fácil ter mais do que um mês consecutivo de férias, e apesar de serem necessários apenas 7 dias para cruzar a Sibéria sem parar, para aproveitar devidamente essa experiência é importante parar em alguns pontos pelo meio. E para tal, é necessário ter tempo disponível.

Esta é a minha primeira infografia, com sugestões de viagens de comboio na Europa, sem esquecer do nosso belíssimo Portugal. Viagens curtas sem serem necessários vários dias para as aproveitar.

Viagens de Comboio Pela Europa
Viagens de Comboio Pela Europa

GuardarGuardar

GuardarGuardar

O que levei na mala para a Disneyland Paris?

O que levei na mala para a Disneyland Paris?

Esta viagem foi única para mim, foi a primeira vez que viajei com crianças e sozinho! Decidi oferecer um fim-de-semana diferente aos meus sobrinhos, de 5 e 8 anos. Primeira vez que foram à Disneyland Paris, e surpresa absoluta para eles, não faziam ideia para o que iam 🙂

Quanto à mala, a forma como a preparei foi simples, a minha cunhada preparou a parte dos miúdos, eu tratei da minha parte. E para apenas um fim-de-semana, claro que resultou bastante bem, com alguns pequenos detalhes…

Gadgets

O que levei na mala para a Disneyland Paris?
O que levei na mala para a Disneyland Paris?

Para quem mora na Irlanda e foi em viagem a França, há aqui qualquer coisa que falta…, como por exemplo, um adaptador de corrente… Sim, isto foi a grande falha da viagem. Sorte de ter levado a bateria extra, e a que comprei dar para umas 3 cargas no iPhone. O facto de ter alugado um carro também ajudou, o que deu para carregar o iPhone enquanto conduzia.

Quanto à câmara, desta vez levei uma diferente. Qual o motivo? Acima de tudo, para evitar distracções, afinal de contas iria estar 3 dias com 2 crianças sob a minha responsabilidade. Ainda assim, porque é que levei uma câmara? Por dois motivos, primeiro porque foi uma forma divertida de incutir responsabilidades à minha sobrinha, segundo porque quis despertar-lhe a curiosidade para a fotografia o que acho que resultou bastante bem. Ou seja, a câmara não foi para eu usar 🙂

Roupas e higiene (e extras)

  • mala de viagem Lowe Alpine TT
  • 2 mochilas pequenas de crianças
  • saco de plástico para roupa suja
  • shampoo
  • amaciador de cabelo (para ela)
  • gel de banho
  • pasta de dentes
  • 3 escovas de dentes
  • 1 escova do cabelo (para ela)
  • 1 impermeável
  • 1 casaco
  • 1 hoodie
  • 1 par de calças
  • 1 par de botas
  • camisa de flanela
  • 3 tshirts
  • 3 boxers
  • 3 pares de meias
  • livro
  • Roupa das crianças:
    • uma muda de roupa completa por dia, para cada um
    • uma muda de roupa extra
    • 1 casaco impermeável para cada
    • 1 par de botins para cada

Apesar de parecer um pouco exagero, não foi. A muda de roupa extra, que acabou por não ser usada, andou sempre connosco nas mochilas, no caso de irmos andar em alguma montanha russa que nos molhasse, o que acabou por não ser o caso. O mesmo se aplica aos botins, o tempo é sempre imprevisível, e crianças nem sempre se dão bem com chuva…

A estratégia foi simples, deixámos no hotel tudo o que seria para ser usado no(s) dia(s) seguinte(s), e connosco levámos uma muda de roupa de emergência (para eles). O importante era mesmo nada nos estragar o dia, e ainda bem que nada aconteceu para nos alterar o humor 🙂

Em suma, correu tudo bastante bem, um ligeiro excesso na bagagem dos miúdos, e ficou em falta o adaptador de corrente…


Nota: Os links listados são afiliados, que poderão dar uma pequena fonte de receita para ajudar a manter o blog.

GuardarGuardar

GuardarGuardar

GuardarGuardar

GuardarGuardar

O que levei na mala para a Escócia?

O que levei na mala para a Escócia?

Mais outro artigo sobre o que levei dentro da mala, apesar de parecer um artigo sem interesse, é sempre boa ideia saber como outra pessoa prepara a mala e o que correu mal (ou bem). Faço estas análises após a viagem, pois faz bem mais sentido fazer uma análise mais detalhada do que simplesmente listar elementos que foram numa mala.

Desta vez fui à Escócia, uma semana apenas, portanto pensei logo que não valeria a pena organizar demasiado o que colocar na mala. Uma semana passa rápido, e não faz sentido ter a preocupação de lavar a roupa a meio da viagem. Portanto, simplesmente contei quantos dias iria estar fora e fiz a mala de acordo com isso.

Gadgets

De admitir, que para uma semana e com companhia, o iPad foi mesmo desnecessário…, só o usei na última noite e porque estava sozinho no hotel, senão nem seria sequer usado. Quanto ao resto, dei uso a tudo e estou bastante contente com o tripé, que comprei na viagem anterior. Desta vez, até mesmo a lente 70-300mm me deu imenso jeito, usei-a bastante pois andámos sempre por zonas rurais e parques Nacionais. Fiquei com vontade de comprar outra lente, com maior abertura, para as paisagens…, talvez para breve.

Roupas e higiene (e extras)

Ficou a faltar o saco de plástico para a roupa suja! Por uma semana, não que fizesse grande diferença tanto que arranjámos logo um quando comprámos os primeiros snacks para a viagem, mas é sempre boa política garantir que a roupa suja fica bem separada da roupa lavada, mais que não seja por causa dos odores… Já quanto ao cachecol, nem o usei pois não estava muito frio (para quem está habituado à Irlanda), mas deu jeito para emprestar à minha amiga, portanto, acabou por ser útil. E a toalha…, vou mesmo ter de comprar uma toalha de viagem, apesar a minha toalha de praia ser bastante compactável, o ideal seria algo que enxugue rápido e ocupe pouco espaço. Talvez para a próxima 🙂

E o jogo…, quando se viaja em companhia, é sempre boa ideia para alguns momentos mortos. Primeira vez que levei um jogo, e ainda deu para rir um pouco.

Coisas que comprei ao longo da viagem

  • impermeável
  • kit de higiene de viagem

O impermeável foi a grande falha da viagem, tenho um em casa e esqueci-me dele! Não foi caro, mas foi um gasto desnecessário… E o kit de higiene, tinha de ser comprado, comprámos logo no aeroporto.

Olhando para a lista, desta vez correu quase tudo bem com excepção do impermeável, mas ainda assim não foi nada que não fosse facilmente resolvido. Curiosamente, acho que desta vez levei a mala mais cheia do que da última vez. Mas sabendo que seria apenas uma semana, não me preocupei muito em ter uma mala demasiado leve, uma semana já só por si é curta.


Nota: Os links listados são afiliados, que poderão dar uma pequena fonte de receita para ajudar a manter o blog.

GuardarGuardar

GuardarGuardar

O que levei na mala para as Balcãs?

O que levei na mala para as Balcãs

Este é o segundo artigo que escrevo sobre o que coloco na minha mala de viagem, e tal como da outra vez, escrevo este artigo após a minha viagem para que consiga também analisar o que correu bem e o que aprendi com a experiência.

Gadgets

Então, desta lista toda, algumas coisas mal usei e outras que senti alguma falta. O para-sol para a kit lens foi totalmente desnecessário, nunca o usei. A lente 70-300mm acho que vou começar a deixar em casa, apesar de lhe ter dado bastante uso em alguns Parques Nacionais (Croácia e Montenegro), foi algum peso desnecessário tendo em conta que só a usei em 2 ou 3 situações. Senti bastante falta do iPad, principalmente porque leio bastante rápido quando estou de férias, e a meio das minhas férias já não tinha livro para ler…, além do mais, teria escrito alguns artigos para o blog no iPad naquelas horas mortas.

Above the clouds
Above the clouds

Roupas e higiene

  • mala de viagem Lowe Alpine TT
  • bolsa para a câmara e lentes
  • saco de plástico (para roupa suja)
  • 3 camisas de manga curta
  • 1 calções
  • 1 calças de hiking (com pernas removíveis)
  • 1 calções de praia
  • 1 par de calças
  • 2 t-shirts
  • 6 pares de boxers
  • 9 pares de meias
  • toalha de praia
  • 1 camisa de manga curta
  • 1 sweatshirt
  • 1 camisola
  • 1 par de ténis
  • pasta de dentes
  • escova de dentes

Desta vez, acertei em quase tudo! Mas claro, sempre com algumas coisas desnecessárias. A sweatshirt nem foi desdobrada, era bastante fina e a ideia era para usar no caso da noite ficar mais fria, algo que felizmente não aconteceu. A camisola também não foi usada, devia ter levado apenas uma delas, é que nem quando voltei para a Irlanda senti necessidade de usar uma camisola (apesar de estarem 20 graus a menos comparando com Atenas). Dos 9 pares de meias, apenas usei 3, pois andei quase sempre em havaianas (ler lista mais abaixo), ou seja, 9 pares foi mesmo exagero… A toalha de praia foi boa ideia, mas acho que vou investir numa toalha de viagem mega compactável! Faz uma boa diferença no espaço, e não tenho de ter uma toalha húmida junto ao resto da roupa.

Coisas que comprei ao longo da viagem

Isto foi uma nova abordagem para mim, quando me apercebi que se calhar até conseguia levar apenas uma mala de mão nesta viagem, decidi deixar algumas coisas para comprar durante a viagem. Em vez de ir carregado com shampoo, e ter de me preocupar com os mililitros ao passar no aeroporto, achei que seria boa ideia deixar este tipo de coisas para comprar na chegada, e acho que resultou bastante bem! Claro que sobrou, o creme hidratante deixei-o em Florina pois já não fazia intenções de ir à praia, o shampoo e o protector solar deixei-os em Atenas pois não tinha como os trazer de volta para a Irlanda. As havaianas e o chapéu foram compras essenciais, além de não os ter na Irlanda para levar, aproveitei para comprar em locais bem mais baratos do que a Irlanda. Já o tripé, foi outra experiência, normalmente levava um tripé grande nas minhas viagens e era chato de carregar, então decidi comprar um mini-tripé, que resultou bastante bem! Vai ser o meu tripé de viagens!

Em suma, acho que desta vez preparei bastante bem a minha mala, andei pouco carregado e não tive de me preocupar com muito 🙂 Foram 16 dias de viagem, sempre por terra.


Nota: Os links listados são afiliados, que poderão dar uma pequena fonte de receita para ajudar a manter o blog.

 

10 dicas de como preparar uma viagem (aos Balcãs)

10 dicas de como preparar uma viagem (aos Balcãs)

Daqui a um mês já devo estar a sentir aquela ansiedade antes de uma viagem, passando a fase actual da excitação pré-viagem. Por norma gosto de deixar planos em aberto, no passado os meus planos correram bem mal, mas é com as experiências menos boas que se aprende mais. Desta vez o destino não será apenas um país, mas uma zona. Uma viagem de 10 dias pelos países dos Balcãs.

1 – Preparar a viagem

Quando? Com quem? Onde? Como? Estas são as questões que se colocam, e nem sempre é necessário encontrar uma resposta a todas estas questões. Cada pessoa tem um estilo diferente de viajar, o importante é saber quais as perguntas a se fazer.
No meu caso, a primeira pergunta que me fiz foi “Quando?”, e isso fez toda a diferença na minha preparação. Vou na época alta, para uma zona que não conheço. Vantagens da época alta, mais opções de transporte, mais viajantes, mais informação. Desvantagens? As mesmas! Mais viajantes, maior ocupação tanto em transportes como em alojamento. É preciso planear a viagem!

2 – Planear a viagem

É aqui que outras questões se devem colocar, se há espaço para improviso então tudo bem, se não, então convém perceber o que é importante. Como gosto de improvisar, a primeira coisa que fiz foi marcar os voos. Ida para Zagreb, regresso de Atenas. Sim, isto foi um bocado impulsivo, é uma longa distância passando por vários países e com pouca margem…, tive mesmo de entrar em detalhes no meu plano.

3 – Decidir onde ir

Visto que os voos foram marcados, só tenho de saber como vou do ponto A ao ponto B. A flexibilidade é alguma, as rotas infinitas, então meti mãos à obra e criei o meu roteiro.

Syros, Grécia
Syros, Grécia

4 – Turismo vs Viajar

Não, não são sinónimos. Nem mesmo quando vamos de férias. Ir de Zagreb a Atenas é uma longa distância, e muito para ver pelo caminho. Existem duas hipóteses, correr, correr e correr e chegar a Atenas, ou então criar uma lista de prioridades. Optei pela segunda opção, tal como fiz no Japão.

5 – Definir pontos de estadia

Seguindo a velha máxima de que nunca dá para ver tudo, então o melhor é aproveitar o que posso. Criei uma lista de 5 cidades/vilas onde ficar, e deixar em aberto o que ver na zona. É menos cansativo do que ter de andar sempre de mochila às costas, e existe sempre algo para ver na área ou a uma distância de 1 ou 2 horas de transportes. Escolhendo os meus pontos de estadia, então começo com as reservas caso necessite de o fazer. No caso da minha viagem ao Japão, como fui em época baixa, fiz as reservas sempre de véspera consoante ia ajustando os planos, para as Balcãs não é assim tão simples como tal decidi marcar tudo de antemão.

6 – Pesquisar

10 dicas de como preparar uma viagem aos Balcas
10 dicas de como preparar uma viagem aos Balcas

Sim, este é apenas o sexto ponto, mas mais uma vez, isto depende do estilo de cada um. Como fiz uma marcação impulsiva, tinha muito mais para decidir antes de chegar às pesquisas. Claro que tive de pesquisar antes sobre o que queria ver, mas já tinha em mente alguns locais que gostaria imenso de visitar (e Dubrovnik não está na lista, para já…).
O que considero mais importante é como chegar de uma cidade à outra, a tentar perceber se há necessidade de fazer algum ajustamento de rota, o que aconteceu. Também descobri que há rotas mesmo muito turísticas, e em casos como países menos populares estas rotas são uma excelente forma de ir de uma cidade à outra. Contactei empresas, autores de blogs e usei aplicações para criar esta rota.

7 – Marcações

Com isto tudo, está na hora das marcações. Vale mesmo a pena? A viagem é em época alta, numa zona cada vez mais popular e com cada vez mais turistas. Decidi ir numa viagem de turismo, poder relaxar e não ter muito com que me preocupar excepto com horários dos transportes. Tratei das marcações (quase) todas, transportes e alojamento. Menos preocupações.

8 – Organizar documentos

Esta é a parte que considero mesmo mais importante, o que só por acaso ainda não fiz, mas é extremamente importante ter todos os documentos organizados. Reservas, moradas, contactos, cópias de passaporte, etc. É importante ter isto tudo em duplicado, em digital no mail ou noutro local online que tenha acesso, e em formato papel para ter durante a viagem. Azares acontecem, e estes documentos são extremamente importantes caso se deparem com algum azar.

9 – Avisar o banco!

Aprendi isto por mero acaso, mas amigos meus aprenderam isto da pior forma. A segurança bancária pode funcionar contra o próprio utilizador, devem sempre avisar o banco que vão em férias passando por determinados países para que o banco não considere as transacções como suspeitas e não vos bloqueei o vosso cartão. E se possível tenham mais do que um cartão, de bancos diferentes, e mantenham os cartões em locais diferentes. Assaltos acontecem, e vocês não vão querer estar numa situação sem dinheiro e sem acesso à vossa conta.

10 – Aproveitar a viagem 🙂

Recomendo adquirirem seguro de viagem, é dinheiro bem investido mesmo que nunca tenham de o usar. Uma viagem de lazer é suposto ser para descontrair e não para terem de se preocupar com adversidades caso elas aconteçam. Nem tudo acontece só aos outros.

 

A minha lista de “Coisas a Não Esquecer”

A minha lista de "Coisas a Não Esquecer"

Fazer a mala antes de uma viagem é uma das coisas mais excitantes para mim, mais ainda do que aquele clique que confirma a reserva do voo, ou aquele “trabalho” de preparação para a viagem. Fazer a mala significa que dentro de umas horas vou partir, que em breve os meus sonhos vão passar a ser memórias, que aquelas fotos fantásticas que vi vão passar pela minha objectiva e que vou ter ainda mais histórias para contar!

Antes de preparar o que colocar na mala, é importante saber que tipo de viagem vou fazer. É obvio que para viagens de longa duração será necessário uma preparação diferente do que para um fim-de-semana fora, mas para ambas é importante levar apenas o que é estritamente necessário. Afinal de contas, vamos de férias, não vamos levar a casa às costas!

Prepara a mala para a tua viagem, não para uma viagem.

Há coisas que têm sempre de entrar na lista de coisas a meter na mala, como roupa interior, roupa do dia-a-dia, etc. Como tal, acho que é desnecessário pensar demasiado em relação a isto, no entanto é importante ter em mente que a mala não deve estar sobre-lotada com coisas desnecessárias. Roupa interior pode parecer obvio, mas não esquecer que vai dar sempre para lavar a roupa algures durante a viagem, ou que alguns dias irão ser apenas para praia, etc. Mesmo roupa interior ocupa espaço, e não se deve encher a mala demasiado.

Para cada tipo de viagens, é imperativo saber-se para o que se vai. Quais os objectivos? Fotografia? Aventura? Praia? Montanhismo? Este pequeno detalhe vai afectar imenso a vossa lista de coisas a não esquecer.

Uma das minhas paixões é fotografia, como tal tenho sempre de garantir espaço para a câmara e a(s) lente(s)! Um adaptador de corrente também é importante, e tendo em conta que estou a viver na Irlanda, onde as tomadas são diferentes do resto da Europa, o adaptador acaba por ser crucial…

Roupa para a ocasião. Isto torna-se ainda mais importante para viagens de longa duração, onde facilmente os planos não contemplam alguns detalhes que devíamos ter tido em conta. Nestas viagens coloco sempre umas calças de hiking, as que tenho dá para retirar as “pernas” e ficar com uns calções. Este tipo de calças normalmente secam rápido, são transpiráveis e facilmente dá para adaptar para diferentes situações, como tal, acabam sempre por entrar na minha mala.

Por norma também levo sempre o meu iPad ou o iPhone, onde tenho guardados apontamentos sobre os locais que quero visitar, lista de contactos e moradas e cópias dos meus documentos de identificação. É também importante ter sempre uma cópia do passaporte online, tipo no e-mail. Nunca se sabe o que pode acontecer, mais vale estar preparado 🙂

Prepara-se para aqueles percalços que não são assim tão raros…

No caso das viagens de longa duração, em que tenho bagagem de porão, levo sempre comigo roupa para pelo menos dois dias. Pode acontecer que a bagagem se lembre de ir passear a outro destino exótico e você tenha que ficar uns dois ou três dias sem roupa para vestir. Uma troca de roupa para dois ou três dias não ocupa assim tanto espaço na bagagem de mão.

Em viagens, o tamanho de facto importa! Tenha sempre em conta que algumas companhias aéreas são mais rígidas com as regras, certamente que não irá querer ser forçado a procurar cantos na sua bagagem de mão para enfiar aquelas coisas extra só porque apenas pode levar uma peça de bagagem por pessoa. Tenha também em consideração escalas e mudanças de voos que não estão conectados. Por vezes consegue passar com bagagem de mão num voo, mas não no seguinte (já passei por isso…).

No que respeita a sapatos, lembre-se que não vai para uma festa. Se você vai numa viagem de curta duração, leve apenas o par que vai querer usar e escolha o que lhe é mais confortável. Não se esqueça que vai usar esses sapatos durante o tempo todo! Se vai numa viagem mais longa, não leve mais do que um par extra, obviamente de acordo com o programa da viagem.

A última coisa que recomendo na mala é “espaço“, quem não acaba por comprar recordações? 🙂 Regra geral, uma mala volta sempre mais cheia a casa, tenha isso em consideração quando a estiver a preparar.

E por fim, aproveite a sua viagem e não se esqueça de relaxar 🙂

GuardarGuardar

GuardarGuardar

5 lugares em Portugal a visitar

5 places in Portugal you should visit

Para quem não é português (mas fala ou compreende português), a primeira questão que lanço é, já foram a Portugal? Se a resposta é não, então nem sabem o que estão a perder 🙂 Portugal é um dos países da Europa com menor custo para quem o visita, um país com 800 anos de história como nação mais umas quantas centenas de anos de cultura e património. Lisboa, a nossa magnifica capital, é uma das cidades mais antigas do mundo, e definitivamente a mais antiga da Europa Ocidental! Sim, ainda mais antiga que Roma, Paris e Londres!

A temperatura média em Lisboa é bastante amena, durante o Inverno ronda os 17ºC, que é quase Verão para a grande maioria dos países nórdicos da Europa! E, em média, apenas temos 82 dias de chuva, menos de 3 meses por ano!

Portugal tem cultura, tem história, tem praias, tem montanhas, opções de aventura e tranquilidade, podem encontrar tudo isto neste pequeno país colado a Espanha 🙂

Após esta pequena introdução, que certamente não é surpresa para muitos de vós, aqui fica a minha lista de 5 lugares em Portugal que deveriam ser mais apreciados por quem nos vem visitar.

5º – Douro Vinhateiro

Douro é o segundo maior rio de Portugal, no norte do país com foz na cidade do Porto. O Douro Vinhateiro é um longo vale onde estão as vinhas que produzem o famoso vinho do Porto, que desde 2001 é Património Cultural da Humanidade da UNESCO.

Para explorar devidamente esta região serão necessários alguns dias, e felizmente, para lhe facilitar a visita, as opções turísticas são diversas. A minha recomendação seria visitar a região de carro, mas não é uma rota para condutores mais inexperientes, as estradas são estreitas e com dois sentidos pelas encostas do vale. Também existe a possibilidade de fazer parte desta rota de comboio ou pelo rio num dos vários cruzeiros turísticos que podem encontrar nas cidades do Porto ou Vila Nova de Gaia.

Douro Vineyards
Douro Vineyards, ©Paulo Soares

 

4º – Viana do Castelo

Viana do Castelo é uma pequena cidade bem no norte de Portugal, é também a sede do distrito com o mesmo nome. Se gostam de cidades pequenas mas acolhedoras, Viana do Castelo deveria estar na vossa lista a visitar. Além de tudo aquilo que seria de esperar numa cidade para relaxar, serão certamente surpreendidos com alguma arquitectura familiar. A Basílica de Santa Luzia certamente será a que irá despertar mais a atenção, estando num ponto alto bem visível da cidade, é bem similar à famosa Basílica de Sacré Coeur em Paris, no entanto ao contrário do que muita gente julga, não se trata de uma imitação pois o projecto para a Basílica de Santa Luzia foi feito bem antes da construção do Sacré Coeur.

Outra peça arquitectónica que irá despertar a curiosidade aos mais atentos é a ponte ferroviária, que tem a assinatura da casa de Eiffel.

180.2011
180.2011 ©Francisco Oliveira

 

3º – Almeida

Faz vários anos que não visito esta pequena vila, mas é sem sombra de dúvidas é um local a visitar por todos aqueles que gostam de arquitectura bélica. Almeida é uma vila-fortificação em forma de estrela, parte de um conjunto de 3 vilas medievais (do mesmo concelho) que ocupam posições estratégicas na defesa do vale do rio Côa. Apesar da importância cultural que esta vila tem, ainda não é Património da Humanidade da UNESCO, no entanto é reconhecida como Património Nacional desde 1928.

Após visitarem o Douro Vinhateiro, o desvio para Almeida valerá bem a pena 🙂

Almeida - Guarda Portugal
Almeida – Guarda Portugal ©[email protected]

 

2º Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

Uma zona de Portugal para quem gosta de fazer praia sem as grandes multidões dos locais habituais, com várias vilas pitorescas, um enorme parque natural e muito mais para explorar. É a uma zona fantástica para quem gosta de Natureza, e tendo em conta o clima em Portugal, certamente bastante convidativo a ciclo-turismo 🙂

Um dos meus locais preferidos no Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é a ilha do Pessegueiro onde está um forte com cerca de 500 anos. Na outra ponta do Parque Natural encontra-se o Cabo de São Vicente, no extremo Sudoeste de Portugal, e bem perto a Fortaleza de Sagres na Ponta de Sagres.

Monte Clerigo beach. Costa Vicentina. Portugal.
Monte Clerigo beach. Costa Vicentina. Portugal. ©Ricardo Fernandez

 

1º – Óbidos

Deixei a minha vila favorita para o fim. Desde pequeno que vou a Óbidos, as minhas férias de Verão foram passadas bem próximo e uma visita a esta belíssima vila era regular. A vila de Óbidos é uma vila-castelo, o nome deriva do latim ópido que significa citadela. É relativamente fácil chegar a Óbidos vindo de Lisboa pela linha ferroviária do Oeste, a viagem é demorada mas vale bem a pena a espera. O ideal é deixarem-se perder pelas ruas estreitas da vila, percorrerem a muralha e não deixarem de visitar o castelo. Fora das muralhas também há o Aqueduto para visitar. Se forem em Março, não percam o Festival do Chocolate, apesar de ser muito turístico é uma experiência a não perder 🙂

Óbidos
Óbidos ©Francisco Bernardo

Espero que gostem da lista, é simplesmente uma sugestão a visitarem alguns locais em Portugal além dos habituais, que também não devem ser desconsiderados 🙂


Gostou do artigo? Adicione-o ao Pinterest!

5 lugares em Portugal a visitar