Uma curta passagem por Bucareste

A minha viagem à Roménia foi um pouco diferente do habitual, o único objectivo foi estar com amigos e não turismo, no entanto claro que deu para passear um pouco e ter uma ideia do astral da cidade.

Chegar a Bucareste foi um impacto, principalmente pelo misto arquitectónico entre o novo e o estilo soviético, e os edifícios da era soviética remodelados. O trânsito funciona de uma forma caótica, mas funciona, regras são facilmente “ajustadas” por todos, desde taxistas ao comum dos automobilistas. Um caos organizado, que em muito me lembrou Atenas.

Mais no centro da cidade, onde a grande maioria dos turistas normalmente vão, as coisas funcionam de uma forma bem mais organizada, mais limpa e mais tranquila. E tudo isto de uma forma apaixonante, não é à toa que Bucareste também é conhecida por Pequena Paris.

Bem perto do centro da cidade encontra-se um dos parques principais, o Parque Herăstrău, com o lago com o mesmo nome. Adorei a forma como o parque estava organizado, com ciclovias e rotas bem definidas, com arte por todo o lado, pequenos parques temáticos como o Jardim Japonês e alguns bares e restaurantes para parar de vez em quando. Explorámos o parque de bicicleta, o que se torna bem mais rápido para quem tem pouco tempo, mas também mais divertido.

Mercado Obor
Mercado Obor

Como seria esperado, dada a localização da cidade, Bucareste é cheia de história e locais para visitar, mas tal como referi antes não fui num passeio turístico, mais ainda deu para conhecer um pouco, e fomos ao Museu de História Natural de Bucareste onde é representada a flora e fauna actual e pré-histórica de cada parte do país, o que dá para ter uma vaga ideia do que esperar de zonas como o Delta do Danúbio (onde quero ir um dia).

Para provar a verdadeira comida local, fomos até ao Mercado Obor onde comemos mici, que é um tipo de uma almôndega de carne em formato cilíndrico. O mercado é bem popular, encontrei referências ao mesmo em vários sites de turismo, mas curiosamente não é permitido tirar fotografias, fui alertado por um segurança para recolher a câmara 🙁 Ainda sobre comida, numa das noites fomos a um restaurante estilo medieval, de nome Excalibur, onde fomos servidos com um banquete para umas 6 a 8 pessoas mas apenas éramos 4! Uma das características daquele restaurante, é que só nos dão uma faca para usarmos, temos de comer tudo com as mãos 🙂 É uma experiência deveras interessante, e até acho que a comida sabe melhor assim 🙂

Vale dos Reis
Vale dos Reis

No que respeita à noite de Bucareste, não entrámos em “loucuras”, numa das noites fomos a um bar de jogos chamado Bar Ludic, bastante agradável por sinal, no entanto a fraca luz tendo em conta a temática do local é uma desvantagem, mas foi também lá que comi um dos melhores frangos de sempre! Mas o local que mais gostei para sair à noite em ambiente de descontracção, foi o Vale dos Reis onde fumámos narguille e bebemos um chá. É uma galeria bastante agradável com um aspecto egípcio arcaico, onde deve dá para umas excelentes fotos 🙂

A grande falha da viagem foi não ter visitado o megalómano edifício do Palácio do Parlamento, também conhecido como o Palácio do Povo. Vi-o de “perto” e de bem longe, e é de um tamanho impressionante! Mas lamento imenso não o ter visitado mesmo… Talvez numa próxima oportunidade 🙂 Entretanto, talvez seja melhor rever o episódio do Top Gear onde eles filmaram nesse mesmo edifício 😛

Gil Sousa

Português emigrado em Cork, viajante e apreciador de boa comida.

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