Edimburgo à noite, lendas de meter medo

Edimburgo à noite, lendas de meter medo

Quando se visita uma cidade com tanta história como Edimburgo, vale bem a pena investir um pouco mais de tempo e tentar aprender um pouco mais. A cidade é linda só por si, uma excelente cidade para explorar a pé e tirar algumas centenas de fotografias. Mas também vale bem a pena fazer algumas das excursões a pé. Algumas são pagas, outras são grátis. Nós fizemos uma das grátis, que no final damos o que acharmos que vale a pena dar, há quem nada dê…, mas não acho que seja justo fazer tal coisa.

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Curiosidades sobre a República da Irlanda

Curiosidades sobre a Irlanda (Republica)

Comecemos por dar a resposta à primeira pergunta que alguns de vós pode estar a fazer neste momento. Porquê especificar que se trata de uma República no título do artigo?  Porque a Irlanda é uma ilha dividida por dois países. A República da Irlanda, que descrevo neste artigo, e a Irlanda do Norte que faz parte do Reino Unido.

A história desta divisão é muito conturbada, e já vem de há muitos anos, com lendas à mistura. Mas é algo que é importante ter em conta quando se visita a ilha. Em que numa parte se usa o euro, mas na zona Nordeste se usa a libra esterlina… São pequenos detalhes que podem fazer a diferença entre poupar alguns trocos…

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10 locais incríveis que visitei na Grécia

10 locais incríveis que visitei na Grécia

Nos seis meses em que vivi em Atenas tive a oportunidade de conhecer muitos locais incríveis na Grécia. Quando sabemos que a nossa permanência num país é limitada a tendência é a tentar aproveitar ao máximo cada minuto livre. E acho que soube fazer isso muito bem.

Foram muitos os locais que visitei na Grécia, e para ser sincero, apaixonei-me completamente por aquele país. Foi complicado definir uma lista de 10 locais, dou garantia de que é facílimo uma pessoa se deslumbrar pela Grécia.

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O que visitar na ilha Fraser na Austrália?

O que visitar na ilha Fraser na Austrália

Quando viajamos, há sempre alguns locais que nos ficam na memória seja pelos bons momentos, pelas paisagens ou só pela experiência em si. A minha experiência na ilha Fraser foi uma combinação de tudo o que são boas memórias. Foram três dias numa ilha bastante especial na costa Este da Austrália. Um dos locais mais únicos da Austrália, e como tal bastante turístico.

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Curiosidades sobre a Alemanha

Curiosidades sobre a Alemanha - Hauptbahnhof

A Alemanha foi o primeiro país em vivi fora de Portugal, foi uma experiência única que já citei vezes sem conta neste blog. E uma experiência que me mudou como pessoa, e me fez ficar (ainda mais) apaixonado por viagens.

Muito pouco sabia sobre este país quando me mudei para lá, aliás, nem sequer tinha pesquisado nada sobre a cidade. Mudar-me para uma cidade e país de que sabia muito pouco foi uma aventura bem atípica para o “eu” da altura, mas que me abriu os horizontes para outras viagens, e até mesmo para conhecer o meu próprio país.

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Percorrer o Circulo Dourado na Islândia de carro

Percorrer o Circulo Dourado na Islândia de carro

Ir à Islândia é um sonho de muitas pessoas, e por muitas e boas razões. Principalmente pelas paisagens de tirar o fôlego e das paisagens quase intactas que deixam qualquer um de boca aberta. Mas não só, também aquela mística toda à volta de um país cheio actividades naturais únicas que para o comum dos mortais, nós, são apenas parte do nosso imaginário. Como os vulcões, as auroras boreais e o sol da meia-noite. Mesmo para quem tem poucos dias para visitar, o Circulo Dourado é uma pequena rota bem perto da capital e fácil de visitar. Continuar a ler “Percorrer o Circulo Dourado na Islândia de carro”

Arequipa, uma cidade encantadora no sul do Peru

Arequipa, the charming city in the south of Peru

Acordar cedo em Arequipa…, é um pouco estranho escrever o mesmo todos os dias das minhas férias, que tipo de férias são estas em que uma pessoa acorda cedo todos os dias? Ah, pois…, jet lag…, sendo assim, voltámos à creparia para tomar o pequeno-almoço, e depois disso, fomos às compras! Recordações e outras tralhas de que nada servem!

Carros antigos
Carros antigos

Tentámos ir a um museu, mas se não estou em erro, teríamos de esperar cerca de uma hora para a próxima visita guiada, como tal decidimos passar à frente e fomos visitar um convento, o Convento de Santa Catarina, que lugar lindo! Uma vila autêntica no meio da cidade, mas em claustro… Hoje em dia é essencialmente um local turístico com apenas algumas freiras a viverem lá dentro, mas a sua história é bem interessante e vale a pena ler um pouco mais sobre o convento, mas claro, sem dispensar uma visita!

Convento de Santa Catarina - Vista de uma janela
Convento de Santa Catarina – Vista de uma janela

Almoço, e mais uma vez no restaurante árabe! Dois dias consecutivos a comer nos mesmos sítios, e em ambos os dias comemos comida “não-peruana”…, mas mesmo muito boa! Depois disso fomos dar uma caminha pelo centro da cidade, com um excelente gelado para arrefecer a temperatura. E mais uns momentos “de gaja“, encontrámos um mercado de coisas em segunda mão bem engraçado, e bastante barato para os preços praticados na Europa.

A nossa passagem por Arequipa estava mesmo no fim, estava na hora de apanhar um taxi e irmos para o aeroporto, e nós a pensarmos que a aventura já estava a terminar…, há sempre alguma coisa que pode acontecer nos aeroportos 🙂 A começar pela revista manual da nossa bagagem, e quando digo “manual”, foi literalmente assim. Abriram-nos a bagagem, e começaram a mexer na nossa roupa suja, até roupa interior…, mas apenas por uns segundos, que depois desistiram. Depois disso, descobrimos que afinal o preço do bilhete não incluía tudo…, ainda tivemos de pagar uma taxa aeroportuária. O QUÊ??? Quase 10 Novos Soles Peruanos! E depois, claro, tivemos de esperar que abrissem as portas de embarque…

Convento de Santa Catarina - Vista de um telhado
Convento de Santa Catarina – Vista de um telhado

E quando finalmente anunciaram as portas de embarque, tivemos de passar pelo raio X. E mais trapalhadas aconteceram 😀 O Ramón exagerou imenso na bagagem, e só para as recordações ele tinha um saco enorme, e uma dessas recordações acusou no raio X 😀 Ele teve de desfazer a mala toda, apenas por causa de uma pequena peça que apenas serve para colecionar pó 😀 Ah, esse momento foi captado em vídeo 😀 Depois disso, só tivemos de esperar pela descolagem…

Pôr-do-sol no aeroporto de Arequipa
Pôr-do-sol no aeroporto de Arequipa

De volta a Lima, e de volta ao mesmo hostel. Tinha-me esquecido do quanto eles nos roubaram da outra vez com o taxi “agendado”, e mais uma vez, por nos termos esquecido disso, 30 soles… E se isto não fosse suficientemente mau, ainda tivemos de pagar com antecedência. Foi o único hotel durante a nossa viagem toda que nos obrigou a pagar com antecedência. Ah, fiquei tão aziado! Ainda para mais, dormi terrivelmente mal, demasiado calor, cama má, e afins…



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Arequipa, uma cidade encantadora no sul do Peru
Arequipa, uma cidade encantadora no sul do Peru

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Análise de 2017 e Planos para 2018

Análise de 2017 e Planos para 2018

Como já vem sendo hábito, todos os anos faço uma pequena análise de como correu o ano, e estipulo alguns objectivos para o ano que vem aí. Mesmo quando o blog anda quase parado, é um artigo que faço questão de escrever todos os anos, e que me ajuda a reflectir nas coisas que correram menos bem, e por vezes até ajuda a recuperar a fé quanto ao estado do blog, e ainda fazer uns planos para 2018.

Uma das técnicas que uso para reflectir no ano que está a terminar é olhando para os meus álbuns de fotografias, se há coisa que tenho mantido sempre constante é este gosto pela fotografia, e olhando para os vários destinos que visitei, fico com uma ideia de como o ano me correu. Depois, olho para o artigo do ano anterior, e vejo que objectivos estipulei… Assim só por alto, até já me dá medo de escrever a análise deste ano…

Here we go again! 1/2 flights!

Uma publicação partilhada por Gil Sousa – Travel blogger (@gfpsousa) a

Análise de 2017

Começando pelos objectivos que tinha definido…

Escrever todos os artigos pendentes sobre viagens passadas

Só de olhar para a imagem abaixo, quase que nem é preciso de afirmar que falhei miseravelmente com este objectivo… Mas é um objectivo a ajustar para 2018. Mas mais abaixo dou mais detalhes sobre como pretendo fazer isto.

Artigos a escrever
Artigos a escrever

Escrever para uma revista ou publicação de renome

E nope…, não aconteceu…, nem me esforcei por isso… E nem será um objectivo para 2018. É algo que não acho que seja praticável neste momento, e o blog não tem tido o dinamismo que seria necessário para poder causar um impacto ao ponto de uma revista ou publicação considerar um artigo meu. Talvez num futuro mais distante.

Mudar para uma nova cidade, de preferência noutro país

Bem, isto não aconteceu. Mas esforcei-me imenso para concretizar este objectivo. Acho que já esteve mais longe do que pensava, e estive bem perto de tornar este sonho uma realidade. Continua a ser um objectivo, duvido que o consiga concretizar para 2018, por motivos pessoais, mas é um objectivo para o qual continuo bem focado. Aliás, um dos motivos a que me levou a desleixar-me tanto com o blog, foi mesmo a dedicação em concretizar este objectivo.

Ir a algum sitio diferente uma vez por mês

Até me tinha esquecido deste objectivo, mas vou revê-lo mais abaixo com a minha análise sobre o que aconteceu em cada mês. Neste preciso momento, em que estou a escrever esta linha, não faço a mais pequena ideia se consegui concretizar este objectivo. Mas caso não o tenha feito, será certamente um objectivo para 2018 e nas mesmas condições, seja Irlanda ou fora, mas pelo menos um fim-de-semana por mês devo ir a algum lado.

E agora, para 2017, o desafio é ser bem melhor que 2016!

Bem, não sei se foi ou não, mas certamente que foi bem diferente. 2016 foi um ano repleto de viagens, fui à Austrália e à Islândia, e dificilmente conseguiria igualar um ano como esse. Mas este ano fui aos Estados Unidos da América, e visitei alguns dos Parques Nacionais que mais queria conhecer!

A nível pessoal também foi um ano cheio de emoções, muito aconteceu na minha vida pessoal (que não quero aqui detalhar), e que em muito afectou tanto a minha personalidade como as minhas ambições. A nível de viagens, fiquei ainda com mais certezas de que me quero mudar para outro país e até já tenho um plano delineado, mas da teoria à acção ainda vai uma grande distância. Mas para já, sei que tenho a sorte de ter muito apoio para a aventura que quero viver.

That face you see here isn’t joy, maybe it is, I love these kind of things, but this would be much better if I had planned or at least researched a bit before visiting this amazing place. The hike through The Narrows at #zionnationalpark is quite tough but really cool, most of the “trail” is like this, you walk through the river and you get properly wet! Now imagine a stony river bed, and a unprepared guy doing this barefoot? Of course I couldn’t do the whole trail, it’s expected to take over 8 hours, but I did almost a mile (maybe a bit more) like this! It’s really cool, a bit painful, but I don’t regret for a second this experience! Tomorrow I’ll go back for another hike and more photos, hopefully via a smoother way 😊

Uma publicação partilhada por Gil Sousa – Travel blogger (@gfpsousa) a

Resumo de 2017

Tal como disse antes, este ano nem se compara a 2016 no que respeita a viagens, no entanto não foi tão mau quanto pensava. Durante o ano todo fui adiando a marcação de viagens, sempre com o objectivo de me mudar para outro país. Este objectivo dominou de tal forma o meu ano que acabei por perder o foco, entre muita pesquisa e algumas entrevistas (muitas apenas com o objectivo de praticar e aprender algumas técnicas), acabei por me descuidar e fui ficando com vários dias de férias por usar. Nem parece meu, eu sei…Análise de 2017 e Planos para 2018

Em Janeiro comecei logo o ano com uma viagem na Irlanda, bem perto de Cork, fui visitar uma cascata bem bonita e completamente no meio do nada. Aliás, tudo na Irlanda parece ser no meio do nada, que na verdade é o que dá tanto charme a este país.

Fevereiro foi mês de visitar a família, numa visita surpresa. Chegar bem tarde a casa dos meus pais, e quase lhes dar um ataque de coração ao lhes bater à porta já bem depois da meia-noite! Não fui em passeio, aproveitei para visitar alguns amigos e familia, enquanto trabalhava a partir de casa. Mas esta surpresa também me ia saindo cara, fui com os meus sobrinhos, e no regresso à Irlanda não queriam aceitar a documentação que tinha comigo. A parte boa, é que a segurança aeroportuária em Portugal está a funcionar bem! Lá tudo foi esclarecido, e conseguimos embarcar.

Em Abril uma oportunidade surgiu, e uma viagem caiu-me ao colo! Fui em trabalho aos Estados Unidos da América, e claro, também aproveitei para tirar férias! Foram apenas duas semanas, mas explorei vários Parques Nacionais, e visitei locais que só conhecia por fotografias. E acreditem quando vos digo, o Grand Canyon não é NADA do que se vê em fotos…, é de tal forma surreal que não há fotografia que consiga captar o que os nossos olhos conseguem ver. Fiquei abismado com o que vi, e só lá estive algumas horas. É certamente um local a regressar, e espero com muito mais tempo para explorar alguns recantos menos conhecidos daquele Parque Nacional tão único.

Regresso à Irlanda já em Junho, e fiquei parado durante vários meses, até me aperceber que estava a chegar ao final do ano e ainda com três semanas de férias para usar! O que decidi fazer? Concretizar um sonho, regressar a Dresden no meu 10º aniversário desde que me mudei para lá em Erasmus! E com as restantes duas semanas? Cumprir com um objectivo que já tinha desde que fui para a Austrália. Curso de mergulho! Não fiz o mergulho na Islândia porque não tinha este curso, mas agora já estou qualificado para tal. Para quem gosta deste tipo de aventuras, recomendo vivamente! Fiz o curso há umas semanas, já em Dezembro, e em Portimão. O facto de ser Inverno não ajudou muito, mas a água nem estava assim fria. Pena ter sido dois dias depois da tempestade, e isso ter afectado imenso na visibilidade debaixo de água… Mas é certamente um local a regressar, e a explorar ainda mais.

Planos para 2018

Visto que o foco desta análise é principalmente no que respeita ao blog, os planos para 2018 serão bem definidos e, acima de tudo, quantificáveis. Porquê planos quantificáveis? Porque se torna bem mais fácil de analisar no decorrer do ano, e porque é uma forma bem directa de perceber quando as coisas estão a correr mal.

Um artigo a cada duas semanas

Durante muito tempo consegui manter uma periodicidade de um artigo semanal, não foi nada fácil e até senti que prejudicou a qualidade da minha escrita. Nessa altura decidi acabar com essa periodicidade e focar-me na qualidade. Resultado? O blog ficou quase parado… Um artigo a cada duas semanas é relativamente possível de cumprir, e com isso irei mesmo criar um calendário editorial para me manter focado.

Artigos de convidados

Este é um dos focos que tenho para 2018, aceitar (e pedir) colaboração de artigos. O meu objectivo quantificável? Um a cada dois meses! Porquê tão poucos? Porque é a primeira vez que estou a criar este objectivo, e ainda não sei bem como isto se irá desenrolar, mas um artigo convidado a cada dois meses parece-me perfeitamente possível.

Editar/Reciclar dois artigos antigos por mês

É algo que tenho andado a fazer já há bastante tempo, vou revendo artigos antigos e vou actualizando as imagens, ortografia e afins. Agora passa a ser um objectivo quantificável para 2018, rever dois artigos por mês é bastante pouco, muito provavelmente até irei fazer bem mais do que isso, mas decidi colocar a fasquia bem em baixo, porque isto dá bem mais trabalho do que parece!

Auditoria SEO

Este objectivo não é quantificável, mas é bem necessário. Durante o mês de Janeiro irei fazer uma auditoria SEO ao blog, e ver o que posso melhorar. E durante o resto do ano, vou-me focar em melhorar os pontos que estão em falta.

Para ajudar a cumprir com estes objectivos todos, vou adicionar ao meu calendário editorial uma tarefa trimestral para reler este artigo e tentar me manter na linha…

A nível pessoal também tenho planos para 2018, mas desta vez espero que não me desviem do foco do blog. São mesmo muitos artigos que tenho para escrever, e apesar de viagens nunca ficarem desactualizadas, começa a perder um pouco a piada escrever sobre algo que aconteceu há dois anos, mas é algo que quero mesmo fazer e desta vez vai mesmo ter de ser!

E vocês, também fazem análises de como correu o vosso ano?

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Visitar os Parques Nacionais da Califórnia

Visitar os Parques Nacionais da Califórnia

Infelizmente, ou felizmente, estamos a viver uma época em que o tema do ambiente é assunto bem mediático e já tem quase lugar garantido nos discursos da maioria dos políticos dos grandes países. Digo felizmente, porque é extremamente importante que se proteja o que nos dá vida, mas infelizmente pois muito mal já foi feito, e algum desse mal até já nem tem muita volta a dar…

Os Parques Nacionais têm um papel muito importante no que respeita à protecção do meio ambiente, mas até este conceito, de Parque Nacional, tem apenas pouco mais do que 200 anos. Em 1872 os Estados Unidos declaram o Parque de Yellowstone como Parque Nacional, a primeira área protegida por um governo no mundo todo. Claro que já existiam áreas protegidas, essencialmente por motivos de culto, mas este foi o primeiro reconhecimento oficial da necessidade de proteger uma grande área natural.

Parque Nacional Yosemite

Na Califórnia existem 9 Parques Nacionais, sendo o Parque Nacional Yosemite o mais conhecido de todos. Este foi declarado como área protegida desde 1864, mas só em 1890 foi declarado como Parque Nacional graças aos esforços de Robert Johnson e de John Muir.

Half Dome no Parque Nacional Yosemite
Half Dome no Parque Nacional Yosemite

Estive neste parque recentemente, e fiquei absolutamente maravilhado, valeu cada segundo lá passado. As caminhadas nos Parques Nacionais já fazem parte da cultura americana, é frequente combinarem retiros de fim-de-semana para visitarem um Parque Nacional, para onde vão fazer várias caminhadas para viverem a Natureza. Como bons turistas que somos, claro que tivemos de planear algumas caminhadas. Na verdade não planeámos nada…, apenas uma pessoa do nosso grupo se deu ao trabalho de pesquisar, e depois até nos separámos… Mas ainda assim, fizemos as nossas caminhadas que nos deram alguns anos de vida! Ou assim o espero…

Uma das caminhadas que fizemos é talvez a mais popular, quase em modo de escalada subimos por trilhos até à base da cascata superior da Cascata de Yosemite. Durante grande parte do percurso só vimos árvores, pedras e trilho… Mas a dada altura o horizonte disse-nos olá e nos presenteou com vistas fantásticas, como o Half Dome. Já bem cansados, e quase no final do dia, já equacionávamos voltar para trás, até que alguém nos disse que “é já ali”! Não era assim tão próximo, mas foi uma parte do percurso bem mais simples que nos levou até à base da cascata!



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Uma das coisas que recomendo a terem em atenção quando visitarem este parque nacional, é quanto ao transporte. Nós ficámos presos em trânsito por algumas horas, e isto já dentro do vale. A quantidade de turistas é absurda, e muitos dos parques de estacionamento ficam dentro do vale, mas não são assim tantos quanto isso, o que dá origem a muita espera. Recomendo vivamente ou a irem bem cedo, ou a estacionarem o carro fora do vale numa das comunidades à volta e apanharem um autocarro para o parque, YARTS, em que o preço de entrada do parque estará incluída no bilhete do autocarro. Se tiverem a sorte de conseguirem um lugar dentro do parque, simplesmente deixem o carro nesse sítio durante o resto do dia, e aproveitem os autocarros gratuitos que nos levam aos vários pontos do vale. Para mais informações, recomendo a leitura deste documento.

Quanto a alojamento, nós ficámos fora do parque, numa pequena vila chamada Mariposa. Apesar de no mapa mostrar ficar bem do lado do parque, ainda é cerca de 1 hora de viagem até ao vale…, mas no dia seguinte fomos mais cedo e tivemos mais sorte com o estacionamento.

Visitar os Parques Nacionais da Califórnia
Visitar os Parques Nacionais da Califórnia

A caminhada do segundo dia foi melhor organizada, de factos começámos em grupo, mas a dada altura acabámos separados porque pessoas, como eu, ficaram para trás para tirar fotos… Fizemos o trilho da cascata Vernal Fall, em que parte do trilho é mesmo junto à cascata, o que se recomenda vivamente o uso de roupa impermeável…, coisa que não tínhamos… A minha metade do grupo acabou por não passar junto à cascata, encontrámos várias pessoas a voltarem para trás já todas ensopadas que nos disseram que as escadas junto à cascata estavam intransitáveis. No entanto, mais tarde nos encontrámos com as outras duas pessoas que “perdemos”, e eles fizeram essa parte quase sem problemas…, só demoraram uns 10 minutos até enxugarem por completo… Esta caminhada é menos “violenta” do que a caminhada pela cascata de Yosemite, mas tem algumas partes que requerem alguma resistência física.

Parque Nacional de Sequoia e Kings Canyon

Este Parque Nacional é um autêntico dois em um, e muitas pessoas assumem que se trata de dois parques nacionais, mas na verdade é uma área protegida em conjunto. Kings Canyon é um desfiladeiro na zona norte do parque, enquanto que Sequoia é a parte mais a sul, onde se encontram as árvores mais altas do mundo. É verdadeiramente surpreendente de ver, até custa a acreditar que existem árvores tão grandes.

Também visitei este parque, mas desta vez fui sozinho, como parte das minhas férias pelo Faroeste Americano. Aqui passei duas noites, e fiquei numa vila chamada Three Rivers, mesmo junto a uma das entradas do Parque na zona sul. Usei o AirBNB nesta estadia, a casa onde fiquei tem uma vista fenomenal, o anfitrião bastante simpático e passámos algum tempo a conversar sobre a vida na zona do Parque. Pelos vistos invasões por ursos não é assim tão raro, ele já teve algumas visitas inesperadas na casa dele…, mas nada de inseguro.

No primeiro dia, como vinha directamente de Cupertino, fiz apenas a parte sul do parque, sempre em direcção ao AirBNB. Fiz várias paragens em alguns pontos obrigatórios, como visitar os “generais”, são duas das muitas árvores gigantes no Parque. O General Grant e o General Sherman. E uma visita também ao Tunnel Log, um túnel escavado num tronco de uma sequóia caída. Numa das caminhadas que fiz passei por dentro de uma árvores caída, a percepção que temos ao ver as fotos em nada correspondem à sensação de lá estar e ver aquelas árvores, mas entrar “dentro” de uma faz-nos sentir tão pequenos e insignificantes…



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Não sei se foi do facto de ter visitado este parque “na altura certa”, ou se é mesmo menos popular que o Yosemite, mas não tive problemas nenhuns com trânsito e estacionamento. E para quem tem mobilidade reduzida, os acessos estão muito bem planeados e pensados para quem precisa de usar uma cadeira de rodas, pelo menos reparei que nas atracções principais existem acessos alternativos para cadeiras de rodas, e claro, estacionamento exclusivo.

Na parque mais a norte fica o Kings Canyon, mas não sejam como eu e não se guiem pela relatividade de um mapa, para lá chegar ainda é preciso conduzir imenso… e é uma estrada sem saída, portanto tenham o regresso também em atenção, que conduzir ali de noite deve ser uma experiência interessante

Atravessar uma Sequoia Gigante
Atravessar uma Sequoia Gigante

Tive um pouco de azar com o Kings Canyon, parte do meu plano era fazer uma caminhada até a uma cascata, que fica mesmo no final da estrada. No entanto, com a chuva, tive de mudar de planos. Ainda perguntei aos Park Rangers se deveria arriscar, mas sugeriram-me a voltar para trás, seria uma caminhada de umas 4 milhas até à cascata e a previsão para o resto do dia era de ainda mais chuva…, sem qualquer muda de roupa, optei por seguir apenas a estrada e o rio vale acima novamente.

Outros Parques Nacionais da Califórnia

Do pouco tempo que estive na Califórnia apenas visitei os dois parques que referi acima, mas existem muitos mais. Na lista de Parques Nacionais constam também os parques:

  • Channel IslandsIlhas do Canal – No sul da Califórnia, não muito longe de Los Angeles
  • Death Valley – Vale da Morte – Já na fronteira com o estado de Nevada. Fazia parte dos meus planos iniciais, mas acabei por me desviar um pouco…
  • Joshua TreeÁrvore Joshua – Também bem perto de Los Angeles
  • Lassen Volcanic – Já bem no norte da Califórnia
  • Pinnacles – A sul de São Francisco, já a caminho de Los Angeles
  • Redwood – Outro dos parques nacionais mais populares dos Estados Unidos, e da Califórnia, que fica bem no norte perto da fronteira com o Estado de Oregon

Além dos Parques Nacionais, a Califórnia tem muitos outros parques de protecção estatal, em vez de federal, com várias categorias. Tais como Parques Históricos, Parques Estatais entre outras. Também visitei o Parque Mojave, que tem protecção a nível estatal, mas para isso irei escrever um artigo dedicado apenas a esse parque!

Dicas sobre os Parques Nacionais Americanos

General Sherman
General Sherman

Se faz parte dos vossos planos uma viagem por vários Parques Nacionais, então devem equacionar comprar um passe anual. Custa $80 USD, e dá acesso a todos os Parques Nacionais dos Estados Unidos, e realço o facto de ser válido para os Parques Nacionais e áreas Federais, este passe não é válido em Parques Estatais, como por exemplo, o Valley of Fire no estado de Nevada, onde tive de pagar para entrar 🙂

O passe compensa a partir do terceiro parque, e a partir daí é tudo grátis. A entrada individual (veículo) tem um custo de $30 USD, e por mais $50 USD recebem um cartão que vos irá dar entrada a todos os Parques Nacionais. É um excelente investimento para quem gosta de Natureza!



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De realçar que o passe não é por pessoa, mas sim por carro. Isto é, o titular do passe tem de estar no carro, mas pode levar 3 pessoas consigo sem custo extra. O mesmo se aplica aos $30 USD, o valor é por veículo (motos são mais baratas).

Alojamento nos Parques Nacionais

Antes de sequer abrirem o site do AirBNB, ou qualquer outro site de alojamento, planeiem bem a vossa viagem! Alguns dos Parques Nacionais têm uma área quase tão grande como Portugal, mas as zonas mais populares ficam, por norma, numa área em específico. Vejam bem onde querem ir, e depois procurem alojamento nessa zona. Alguns dos Parques Nacionais até têm várias opções de alojamento dentro do próprio parque, desde campismo, caravanismo e até alguns hotéis mais rústicos. A nossa estadia no Parque Nacional Yosemite ficou a uma hora da zona que queríamos ver, e só isso condicionou um pouco os nossos planos. Lá está, falta de planeamento…

Passaporte para crianças

Nem sempre é fácil cativar as crianças a visitarem parques nacionais, hoje em dia com tantas distracções em casa, para quê ir para a rua? Não, não existe nenhuma fórmula mágica ainda, mas pequenos incentivos por vezes fazem toda a diferença. Os Parques Nacionais dos EUA têm um passaporte para crianças, em que podem carimbar o seu passaporte com o símbolo do parque que estão a visitar, e claro, o objectivo é terem tudo carimbado! Quantos mais Parques Nacionais visitarem, mais carimbos! Acho que é uma excelente iniciativa para as crianças, e quiçá, até para adultos?

Leis federais nos Parques Nacionais

Quando fiquei alojado junto ao Parque Nacional de Sequoia e Kings Canyon, o meu anfitrião explicou-me as leis estatais não se aplicam dentro dos Parques Nacionais, que se regem pelas leis Federais. Um dos exemplos que ele me deu é no que respeita a fumar marijuana, que na Califórnia é legal, mas a nível federal ainda não o é, portanto fumar marijuana dentro de um Parque Nacional da Califórnia é ilegal.

O uso de drones também está restrito dentro do espaço aéreo dos Parques Nacionais, salvo raras excepções. Vi avisos em relação a isso junto a todos os Centros de Visitantes que visitei, portanto não faltam alertas, mas de qualquer das formas convém estarem cientes disto no caso de quererem tirar alguns vídeos e fotografias aéreas…

Rota dos Parques Nacionais da Califórnia

A Califórnia tem 8 Parques Nacionais, e mais umas quantas reservas nacionais e federais, abaixo está um mapa dos Parques Nacionais da Califórnia como referência.

Como chegar à Califórnia?

Da Europa existem várias formas de chegar à Califórnia, Los Angeles e São Francisco são duas das principais cidades para onde existem voos directos de Londres, Dublin, Paris e outras cidades europeias, e com planos para uma rota directa desde Lisboa! Os preços obviamente que variam, consoante a companhia e a cidade de partida, mas dá para baixar ainda mais o valor da viagem recorrendo a transbordos em Boston, Nova Iorque e outras cidades da costa Este.

Depois da chegada, mais vale alugarem um carro. É certamente a melhor forma de se deslocarem dentro dos Estados Unidos da América! E claro está, não se esqueçam de se divertirem imenso, e de tirarem imensas fotos!

Quanto custa viajar na Austrália por dois meses?

Quanto custa viajar na Austrália por dois meses?

Uma das perguntas que me fazem com alguma frequência é em relação a gastos durante uma viagem. Cada pessoa tem o seu estilo de viajar, portanto os gastos serão sempre relativos. No entanto, dois meses a viajar dá para tirar algumas conclusões, e ao longo da minha viagem fui sempre registando quanto estava a gastar. Mas afinal, quanto custa viajar na Austrália por dois meses?

Transportes

No topo da lista de importância, estão os transportes. Mesmo que se queira dormir na rua, pedir na rua para poder comer ou até levar um saco de 20kg de arroz para sobreviver a arroz durante os dois meses…, vai ser sempre necessário dinheiro para chegar ao outro lado do mundo e viajar pelo país gigante que é a Austrália.

Ainda assim, se tiverem todo o tempo do mundo, podem tentar chegar a nado e a pé…, mas acho que nem vale a pena entrarmos em exageros…

Destroços de navio na ilha de Fraser
Destroços de navio na ilha de Fraser

Os voos

De realçar que estou a viver na Irlanda, portanto a minha viagem começou em Cork. Antes de decidir para que cidade iria voar, vi várias opções e tentei escolher uma companhia aérea que me trouxesse vantagens. Acumular milhas é uma grande vantagem, principalmente para quem voa com frequência, portanto foi um dos pontos a considerar. Mas para isso, mesmo quem viaja com frequência, só consegue juntar um número decente de milhas se usar o mesmo grupo de companhias aéreas com regularidade. Não é o meu caso. Apesar de ter algumas milhas da Flying Blue e da British Airways, não tenho assim tantas milhas quanto isso. Viver em Cork tem este tipo de desvantagens…

Ainda assim, a opção com a Flying Blue (KLM, Air France, etc) seria demasiado cara e a viagem demasiado longa. Teria de fazer uma pausa de um dia no Dubai ou Abu Dhabi, o que nem seria mau de todo e até cheguei a considerar. Mas depois comecei a pensar no destino. Em que cidade começar a viagem?

Encontrei voos de ida e volta para Sydney, desde Cork (com as várias escalas), a cerca de 1700€-2000€… Depois comecei a ver para outras cidades, e por recomendação de um amigo, acabei por encontrar um voo de ida e volta por 1000€ para Melbourne. Não seria com a Flying Blue, mas sim com a British Airways (onde tenho menos milhas), mas a diferença de preço fez toda a diferença. 700€ ainda são 700€ e é uma diferença bem significativa.

Então o voo acabou por ser Cork > Londres > Singapura > Melbourne, com um regresso para Lisboa. Melbourne > Singapura > Londres > Lisboa. Isto tudo por 1000€, certinhos!

Mas os voos não ficaram por aqui. Ainda teria de voltar à Irlanda, mas isso foi apenas um voo com a Aer Lingus de Lisboa para Dublin por 65€.

E os voos dentro da Austrália?

Cascata Mila Mila
Cascata Mila Mila

Tentei fazer tudo por terra, o único voo comercia que fiz foi de Adelaide a Melbourne mesmo no final da minha viagem, e porque queria aproveitar melhor a zona de Melbourne e precisaria de “poupar tempo” na viagem. Voei com a Tigerair, de Adelaide a Melbourne, e o custo do voo de aproximadamente uma hora custou 43€.

Os restantes voos que fiz na Austrália foram de lazer, um salto de para-quedas e uma viagem para uma ilha deserta, mas isso foram pacotes de viagem para descrever mais abaixo.

As viagens por terra na Austrália

Viajar na Austrália tem muito que se diga. Quando pesquisei sobre formas de viajar dentro do continente, as opções mais interessantes que encontrei foram de comboio e autocaravana.

Viajar sozinho de autocaravana seria bem dispendioso, e tendo em conta as distâncias entre cidades, seria também bem cansativo. Apesar de ter sempre onde dormir, fazer uma viagem de 10 horas sozinho a conduzir uma autocaravana seria de loucos… Ainda para mais, existiria sempre um risco acrescido de acidentes ou outras situações que poderiam atrasar a viagem.

Viajar de comboio foi a minha opção inicial, o problema colocou-se com o facto de na Austrália existirem várias companhias de comboio, e os bilhetes de “zona” serem algo caros em comparação com os autocarros. Além do mais, a rede ferroviária da Austrália fora das cidades é bastante limitada, o que iria condicionar a visita a alguns dos locais que eu queria mesmo visitar. Infelizmente tive de descartar esta opção também…

Ainda assim, existe uma rota de comboio épica que eu queria mesmo fazer, a rota The Ghan que atravessa o continente australiano de Norte a Sul. O problema desta rota, é que só existe um comboio semanal para cada sentido, e eu queria mesmo visitar dois locais no meio dessa rota. E das duas uma, ou faria apenas parte da rota de comboio e o resto de autocarro (ou outro meio de transporte), ou então teria de descartar também esta aventura por completo. Quando vi os preços de uma viagem com o The Ghan, a decisão tornou-se óbvia. Fui de autocarro.

Felizmente não faltam alternativas, o turismo na Austrália é bastante forte e popular entre jovens. No que respeita a autocarros acabei por optar pela Greyhound, que têm uma rede bastante boa nas zonas que queria visitar. Existem outras agências, mas acabei por optar por esta pois é das mais conhecidas. Comprei 3 bilhetes de livre trânsito, cada um com uma validade para cerca de 3 meses.

Porquê 3 bilhetes? Que a forma deles controlarem o uso dos bilhetes é que só os podemos usar numa direcção, e temos de escolher quais as rotas que vamos tomar. Então comprei um bilhete de Melbourne a Cairns (norte da Austrália) que incluía um pacote de 10 noites numa rede de hosteis (702,78AUD). Um bilhete de Cairns a Alice Springs (no centro da Austrália) (382,50AUD). E um bilhete de Alice Springs a Adelaide (219,30AUD). E com isto, fiquei com o trajecto definido e assegurado, ainda antes de partir. Ao todo gastei cerca de 1305AUD, cerca de 940€.

Carros alugados

Apesar de ter bilhetes de autocarro para viajar livremente (no mesmo sentido), por duas vezes que tive de alugar carro. Uma dessas vezes na ilha Magnetic Island, pois uma das coisas que queria mesmo fazer era ver o pôr-do-sol sobre o mar, o que não é possível da costa Este da Austrália, a não ser que se esteja num barco ou numa ilha…, e a segunda vez foi para fazer a Grande Estrada do Oceano (Great Ocean Road) no sul da Austrália. A 4×4 que aluguei em Magnetic Island custou-me 90,90AUD (61€), mais o combustível claro, isto por dois dias. Enquanto que para a Grande Estrada do Oceano paguei 206,49 AUD (145€) por 5 dias, que deu para aproveitar também para ir a certas partes de Melbourne e para regressar ao aeroporto…

Mas em combustível ainda gastei 120AUD (80€), ainda foram vários quilómetros a conduzir, saiu-me mais caro do que uma excursão, mas em vez de fazer tantos quilómetros a correr num dia, demorei quase três com imensas paragens e descontracção. Foi uma decisão consciente, depois de tantas excursões e tantos autocarros, já precisava de desintoxicar e andar um pouco sozinho…

Pôr-do-sol nas Whitsundays
Pôr-do-sol nas Whitsundays

Transportes públicos e outros gastos

No que respeita a transportes públicos, ainda tive de usar algumas vezes nas cidades, principalmente em Sydney, e uma vez ou outra acabei por ter de usar taxi. Em Melbourne os eléctricos são grátis na zona centro da cidade! Excelente para aproveitar e poupar nos sapatos! Ao todo, a contar também com o ferry para a Magnetic Island (que custa 32AUD, cerca de 20€), gastei à volta de 140AUD (93€). Nada mau, para dois meses a saltitar de um lado para o outro!

De realçar que na zona de Sydney dá para ir de comboio até à zona das Montanhas Azuis, mas depois lá só mesmo à boleia, não sei se existem transportes que levem os turistas a saltar de um pouco para o outro. No entanto, nesse mesmo comboio dá para visitar o Parque Featherdale, que foi exactamente isso que fiz. Da estação de comboio, depois é só mais um pouco de autocarro.

Turismo

Quanto custa viajar na Austrália por dois meses?
Quanto custa viajar na Austrália por dois meses?

E é aqui que grande parte do meu dinheiro foi bem investido… Começando logo no primeiro dia, em que fiz reservas para a duração toda da viagem… Não era bem a ideia inicial, mas pronto, acabei por cometer esse disparate (e daí talvez não). Ao todo gastei 2160€ num pacote de viagens que incluiu imensas actividades, desde duas noites num veleiro a um salto de para-quedas, entre muitas outras coisas!

Depois em diversas outras actividades, como algumas excursões e museus, ao todo gastei 492AUD (330€). Aqui incluo também fotografias que comprei dessas mesmas excursões.

Actividades e extras

Das actividades que valem mesmo a pena realçar neste relatório são alguns dos extras que acabei por pagar. Por exemplo, para a excursão à ilha de Fraser, decidi de última hora ficar um dia extra na ilha (das melhores decisões que alguma vez fiz), e só por isso tive de pagar 100AUD extra, cerca de 67€.

Para o salto de pára-quedas também acabei por adicionar um extra, como queria fotos e vídeo de uma perspectiva frontal, sem ser fotos de câmara no pulso, tive de pagar extra para ter uma segunda pessoa a filmar tudo à minha frente. Mais uma vez, uma das melhores decisões que fiz, mas também paguei por isso… 294AUD pelo extra do salto, 192€, mais as fotos de vídeos que deu mais uns 70 AUD… Agora que vejo bem estes valores, acho que foi mesmo caro… Mas é a tal coisa, saltei sobre a Grande Barreira de Coral e aterrei numa praia. Isso também tem preço, e alto…

E no dia seguinte, logo depois de ter saltado de um avião, lá fui eu para o fundo do mar! Grande Barreira de Coral, onde fiz mergulho pela primeira vez! O primeiro mergulho do dia estava incluído no pacote inicial, mas o segundo mergulho já era opcional. No entanto, snorkel seria gratuito. Mas como gostei tanto da experiência de mergulho, que optei por fechar os olhos e pagar 55AUD (37€) pelo segundo melhor, que por sinal até correu bem melhor que o primeiro!

Outra actividade pela qual paguei extra, pois não fazia parte do pacote inicial, foi uma aula de surf em Surfers Paradise…., sim, grande cliché, mas teve de ser…, foram 45AUD (30€).

E por fim, a última actividade fora dos planos foi um passeio nocturno pela floresta tropical na zona do Cabo Tribulation. Foi engraçado, mas por 45AUD, foi um pouco carote…

Alimentação e Alojamento

Agora que olho para as contas, com olhos de ver, é que reparo que de facto como imenso e adoro dormir! Excluindo o pacote de férias que comprei, o grupo de gastos da alimentação é o mais elevado de todos! 1096AUD!! (747€) Em dois meses, nem é assim tão mau…, e fartei-me de cozinhar nos hosteis e levar comida comigo para poupar algum dinheiro. Parece que foi uma decisão acertada, não tinha ideia de que a comida era de facto a maior fatia nos meus gastos… De ter em conta também que só jantei fora uma ou duas vezes, isto é, jantar em restaurante. De resto era ou comida mais barata, ou cozinhava no hostel.

No que respeita ao alojamento, de facto tinha opções mais baratas, como acampar, mas por 8 semanas a passear pela Austrália, 740AUD (504€) foi um bom valor. Claro que algumas noites estavam incluídas nas experiências, como duas noites na Ilha de Fraser mais duas noites no hostel, ou as duas noites que dormi no veleiro e mais 10 noites que estavam incluídas no pacote de viagens de autocarro de Melbourne a Cairns. Mas cerca de 500€ pelas restantes noites, não fica mais do que 10-15€ por noite! Nada mau!

Parte das despesas de alojamento vão para a lavagem de roupa, pois é, dois meses na estrada sempre com a mesma roupa, é bom que a lave de vez em quando. Por acaso tinha tudo muito bem organizado, se sabia que iria ficar uns 2 ou 3 dias em zonas mais isoladas, como num veleiro ou numa ilha deserta, então já sabia que tinha de lavar a roupa antes de ir. Cheguei ao ponto de criar um calendário para lavagem da roupa…, sim, é mesmo verdade… Ao todo lavei a roupa 8 vezes, em média uma vez por semana, pois andei a viajar com muita pouca roupa, portanto tive de fazer lavagens mais frequentemente… Com detergentes, lavagens e secagens, gastei 60,5AUD (41€).

Sky Dive em Mission Beach
Sky Dive em Mission Beach

Outras despesas

Na categoria de outras despesas entram coisas como compras variadas que fiz, por exemplo uma toalha de banho porque me roubaram a que levei… vá-se lá perceber por que raio alguém quer uma toalha de banho, mas enfim. Também tive de comprar cartão SIM, um cartão SD para a GoPro e carregar com dinheiro o telemóvel algumas vezes. Depois, para o final da viagem comprei algumas prendas e isso também entrou na soma de outras despesas.

Ao analisar a lista de despesas, algumas das compras foram apenas mercearias e esses gastos deveriam estar incluídos na parte da alimentação, mas como não tinha isso detalhado optei por juntar esses gastos pouco definidos à lista de outras despesas. Ainda gastei um pouco com estes extras, 670AUD (458€).

Custo do visto de turista para a Austrália (para um Português)

Esta é uma das perguntas que me fazem com alguma frequência, quanto custa o visto de turista para a Austrália? A resposta é simples, é grátis! A par com outras nacionalidades, os portugueses podem viajar por 3 meses na Austrália com um visto de turista gratuito, que se deve obter antecipadamente online.

O processo é bem simples, só visitar o site do Departamento de Imigração da Austrália, e seguir as instruções. O nosso cantinho aparece na pequena lista para o visto “eVisitor”. Numa questão de minutos, creio que até menos de 5, recebemos um email com a aprovação automática. Foi bem fácil e sem pagar nada. Depois foi só tratar dos voos, claro…

Total aproximado de gastos

Então, para colocar aqui um valor aproximado do que gastei, com os voos e as viagens por terra incluídos. Em dólares australianos gastei aproximadamente 3824 AUD, o que dá cerca de 2618€. Já gastos directamente em euros, tipo pagos com o cartão, o valor foi um pouco acima disso…, cerca de 3043€. Ou seja, ao todo devo ter gasto algo pelos 5660€.

Tabela de gastos
Tabela de gastos

Para ser sincero, quando me comecei a preparar para esta viagem estava a contar gastar cerca de 10 000€, as contas que tinha feito foram apenas por alto, não fazia ideia do quanto poderia gastar mas estava preparado para uma Austrália mais cara. Talvez esta ideia com que tinha da Austrália foi o que me fez, inconscientemente, gastar menos dinheiro.

O que é que é certo, é que a rota que fiz tem a reputação de ser uma das rotas dos “mochileiros ricos“. Existe muito turismo direccionado a quem anda de mochila às costas, e não faltam actividades com rali dos bares e outros tipos de festas. Uma vez por acaso não faz mal a ninguém, mas com regularidade…, não há conta bancária que aguente.

Muitos dos mochileiros que encontrei são jovens que foram para a Austrália com um visto especial de turismo e trabalho, um acordo que o governo australiano tem com algumas nações, muito popular para irlandeses e britânicos, e que também tem acordo com Portugal! Pena ser só para quem tem até 31 anos…, senão aproveitava a oportunidade… Com este visto, muitos jovens aproveitam para viajar durante um ano inteiro, com trabalhos temporários no decorrer das suas viagens, como em hosteis, bares e turismo. Desta forma conseguem continuar a viajar, e vão sempre financiando de alguma forma as suas viagens.

Em forma de conclusão, olhando apenas para o total de gastos pode parecer muito para uma experiência de dois meses, mas é importante também interpretar os meus gastos. São baseados apenas na minha experiência pessoal e forma de viajar, provavelmente algumas das actividades que fiz não fazem o vosso estilo, tal como os sítios que escolhi para dormir e afins. Este artigo é apenas para mostrar mais uma perspectiva do quanto uma viagem de dois meses pela Austrália pode custar. Para outra pessoa, os custos totais poderão ser bem diferentes dos meus.

E com isto, só tenho mais uma coisa a dizer, foi uma viagem fantástica em que só me arrependo de não ter feito antes. Se tiverem a oportunidade, recomendo vivamente que se aventurem.

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