Curiosidades sobre a Alemanha

Curiosidades sobre a Alemanha - Hauptbahnhof

A Alemanha foi o primeiro país em vivi fora de Portugal, foi uma experiência única que já citei vezes sem conta neste blog. E uma experiência que me mudou como pessoa, e me fez ficar (ainda mais) apaixonado por viagens.

Muito pouco sabia sobre este país quando me mudei para lá, aliás, nem sequer tinha pesquisado nada sobre a cidade. Mudar-me para uma cidade e país de que sabia muito pouco foi uma aventura bem atípica para o “eu” da altura, mas que me abriu os horizontes para outras viagens, e até mesmo para conhecer o meu próprio país.

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Percorrer o Circulo Dourado na Islândia de carro

Percorrer o Circulo Dourado na Islândia de carro

Ir à Islândia é um sonho de muitas pessoas, e por muitas e boas razões. Principalmente pelas paisagens de tirar o fôlego e das paisagens quase intactas que deixam qualquer um de boca aberta. Mas não só, também aquela mística toda à volta de um país cheio actividades naturais únicas que para o comum dos mortais, nós, são apenas parte do nosso imaginário. Como os vulcões, as auroras boreais e o sol da meia-noite. Mesmo para quem tem poucos dias para visitar, o Circulo Dourado é uma pequena rota bem perto da capital e fácil de visitar. Continuar a ler “Percorrer o Circulo Dourado na Islândia de carro”

Arequipa, uma cidade encantadora no sul do Peru

Arequipa, the charming city in the south of Peru

Acordar cedo em Arequipa…, é um pouco estranho escrever o mesmo todos os dias das minhas férias, que tipo de férias são estas em que uma pessoa acorda cedo todos os dias? Ah, pois…, jet lag…, sendo assim, voltámos à creparia para tomar o pequeno-almoço, e depois disso, fomos às compras! Recordações e outras tralhas de que nada servem!

Carros antigos
Carros antigos

Tentámos ir a um museu, mas se não estou em erro, teríamos de esperar cerca de uma hora para a próxima visita guiada, como tal decidimos passar à frente e fomos visitar um convento, o Convento de Santa Catarina, que lugar lindo! Uma vila autêntica no meio da cidade, mas em claustro… Hoje em dia é essencialmente um local turístico com apenas algumas freiras a viverem lá dentro, mas a sua história é bem interessante e vale a pena ler um pouco mais sobre o convento, mas claro, sem dispensar uma visita!

Convento de Santa Catarina - Vista de uma janela
Convento de Santa Catarina – Vista de uma janela

Almoço, e mais uma vez no restaurante árabe! Dois dias consecutivos a comer nos mesmos sítios, e em ambos os dias comemos comida “não-peruana”…, mas mesmo muito boa! Depois disso fomos dar uma caminha pelo centro da cidade, com um excelente gelado para arrefecer a temperatura. E mais uns momentos “de gaja“, encontrámos um mercado de coisas em segunda mão bem engraçado, e bastante barato para os preços praticados na Europa.

A nossa passagem por Arequipa estava mesmo no fim, estava na hora de apanhar um taxi e irmos para o aeroporto, e nós a pensarmos que a aventura já estava a terminar…, há sempre alguma coisa que pode acontecer nos aeroportos 🙂 A começar pela revista manual da nossa bagagem, e quando digo “manual”, foi literalmente assim. Abriram-nos a bagagem, e começaram a mexer na nossa roupa suja, até roupa interior…, mas apenas por uns segundos, que depois desistiram. Depois disso, descobrimos que afinal o preço do bilhete não incluía tudo…, ainda tivemos de pagar uma taxa aeroportuária. O QUÊ??? Quase 10 Novos Soles Peruanos! E depois, claro, tivemos de esperar que abrissem as portas de embarque…

Convento de Santa Catarina - Vista de um telhado
Convento de Santa Catarina – Vista de um telhado

E quando finalmente anunciaram as portas de embarque, tivemos de passar pelo raio X. E mais trapalhadas aconteceram 😀 O Ramón exagerou imenso na bagagem, e só para as recordações ele tinha um saco enorme, e uma dessas recordações acusou no raio X 😀 Ele teve de desfazer a mala toda, apenas por causa de uma pequena peça que apenas serve para colecionar pó 😀 Ah, esse momento foi captado em vídeo 😀 Depois disso, só tivemos de esperar pela descolagem…

Pôr-do-sol no aeroporto de Arequipa
Pôr-do-sol no aeroporto de Arequipa

De volta a Lima, e de volta ao mesmo hostel. Tinha-me esquecido do quanto eles nos roubaram da outra vez com o taxi “agendado”, e mais uma vez, por nos termos esquecido disso, 30 soles… E se isto não fosse suficientemente mau, ainda tivemos de pagar com antecedência. Foi o único hotel durante a nossa viagem toda que nos obrigou a pagar com antecedência. Ah, fiquei tão aziado! Ainda para mais, dormi terrivelmente mal, demasiado calor, cama má, e afins…



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Arequipa, uma cidade encantadora no sul do Peru
Arequipa, uma cidade encantadora no sul do Peru

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Análise de 2017 e Planos para 2018

Análise de 2017 e Planos para 2018

Como já vem sendo hábito, todos os anos faço uma pequena análise de como correu o ano, e estipulo alguns objectivos para o ano que vem aí. Mesmo quando o blog anda quase parado, é um artigo que faço questão de escrever todos os anos, e que me ajuda a reflectir nas coisas que correram menos bem, e por vezes até ajuda a recuperar a fé quanto ao estado do blog, e ainda fazer uns planos para 2018.

Uma das técnicas que uso para reflectir no ano que está a terminar é olhando para os meus álbuns de fotografias, se há coisa que tenho mantido sempre constante é este gosto pela fotografia, e olhando para os vários destinos que visitei, fico com uma ideia de como o ano me correu. Depois, olho para o artigo do ano anterior, e vejo que objectivos estipulei… Assim só por alto, até já me dá medo de escrever a análise deste ano…

Here we go again! 1/2 flights!

Uma publicação partilhada por Gil Sousa – Travel blogger (@gfpsousa) a

Análise de 2017

Começando pelos objectivos que tinha definido…

Escrever todos os artigos pendentes sobre viagens passadas

Só de olhar para a imagem abaixo, quase que nem é preciso de afirmar que falhei miseravelmente com este objectivo… Mas é um objectivo a ajustar para 2018. Mas mais abaixo dou mais detalhes sobre como pretendo fazer isto.

Artigos a escrever
Artigos a escrever

Escrever para uma revista ou publicação de renome

E nope…, não aconteceu…, nem me esforcei por isso… E nem será um objectivo para 2018. É algo que não acho que seja praticável neste momento, e o blog não tem tido o dinamismo que seria necessário para poder causar um impacto ao ponto de uma revista ou publicação considerar um artigo meu. Talvez num futuro mais distante.

Mudar para uma nova cidade, de preferência noutro país

Bem, isto não aconteceu. Mas esforcei-me imenso para concretizar este objectivo. Acho que já esteve mais longe do que pensava, e estive bem perto de tornar este sonho uma realidade. Continua a ser um objectivo, duvido que o consiga concretizar para 2018, por motivos pessoais, mas é um objectivo para o qual continuo bem focado. Aliás, um dos motivos a que me levou a desleixar-me tanto com o blog, foi mesmo a dedicação em concretizar este objectivo.

Ir a algum sitio diferente uma vez por mês

Até me tinha esquecido deste objectivo, mas vou revê-lo mais abaixo com a minha análise sobre o que aconteceu em cada mês. Neste preciso momento, em que estou a escrever esta linha, não faço a mais pequena ideia se consegui concretizar este objectivo. Mas caso não o tenha feito, será certamente um objectivo para 2018 e nas mesmas condições, seja Irlanda ou fora, mas pelo menos um fim-de-semana por mês devo ir a algum lado.

E agora, para 2017, o desafio é ser bem melhor que 2016!

Bem, não sei se foi ou não, mas certamente que foi bem diferente. 2016 foi um ano repleto de viagens, fui à Austrália e à Islândia, e dificilmente conseguiria igualar um ano como esse. Mas este ano fui aos Estados Unidos da América, e visitei alguns dos Parques Nacionais que mais queria conhecer!

A nível pessoal também foi um ano cheio de emoções, muito aconteceu na minha vida pessoal (que não quero aqui detalhar), e que em muito afectou tanto a minha personalidade como as minhas ambições. A nível de viagens, fiquei ainda com mais certezas de que me quero mudar para outro país e até já tenho um plano delineado, mas da teoria à acção ainda vai uma grande distância. Mas para já, sei que tenho a sorte de ter muito apoio para a aventura que quero viver.

That face you see here isn’t joy, maybe it is, I love these kind of things, but this would be much better if I had planned or at least researched a bit before visiting this amazing place. The hike through The Narrows at #zionnationalpark is quite tough but really cool, most of the “trail” is like this, you walk through the river and you get properly wet! Now imagine a stony river bed, and a unprepared guy doing this barefoot? Of course I couldn’t do the whole trail, it’s expected to take over 8 hours, but I did almost a mile (maybe a bit more) like this! It’s really cool, a bit painful, but I don’t regret for a second this experience! Tomorrow I’ll go back for another hike and more photos, hopefully via a smoother way 😊

Uma publicação partilhada por Gil Sousa – Travel blogger (@gfpsousa) a

Resumo de 2017

Tal como disse antes, este ano nem se compara a 2016 no que respeita a viagens, no entanto não foi tão mau quanto pensava. Durante o ano todo fui adiando a marcação de viagens, sempre com o objectivo de me mudar para outro país. Este objectivo dominou de tal forma o meu ano que acabei por perder o foco, entre muita pesquisa e algumas entrevistas (muitas apenas com o objectivo de praticar e aprender algumas técnicas), acabei por me descuidar e fui ficando com vários dias de férias por usar. Nem parece meu, eu sei…Análise de 2017 e Planos para 2018

Em Janeiro comecei logo o ano com uma viagem na Irlanda, bem perto de Cork, fui visitar uma cascata bem bonita e completamente no meio do nada. Aliás, tudo na Irlanda parece ser no meio do nada, que na verdade é o que dá tanto charme a este país.

Fevereiro foi mês de visitar a família, numa visita surpresa. Chegar bem tarde a casa dos meus pais, e quase lhes dar um ataque de coração ao lhes bater à porta já bem depois da meia-noite! Não fui em passeio, aproveitei para visitar alguns amigos e familia, enquanto trabalhava a partir de casa. Mas esta surpresa também me ia saindo cara, fui com os meus sobrinhos, e no regresso à Irlanda não queriam aceitar a documentação que tinha comigo. A parte boa, é que a segurança aeroportuária em Portugal está a funcionar bem! Lá tudo foi esclarecido, e conseguimos embarcar.

Em Abril uma oportunidade surgiu, e uma viagem caiu-me ao colo! Fui em trabalho aos Estados Unidos da América, e claro, também aproveitei para tirar férias! Foram apenas duas semanas, mas explorei vários Parques Nacionais, e visitei locais que só conhecia por fotografias. E acreditem quando vos digo, o Grand Canyon não é NADA do que se vê em fotos…, é de tal forma surreal que não há fotografia que consiga captar o que os nossos olhos conseguem ver. Fiquei abismado com o que vi, e só lá estive algumas horas. É certamente um local a regressar, e espero com muito mais tempo para explorar alguns recantos menos conhecidos daquele Parque Nacional tão único.

Regresso à Irlanda já em Junho, e fiquei parado durante vários meses, até me aperceber que estava a chegar ao final do ano e ainda com três semanas de férias para usar! O que decidi fazer? Concretizar um sonho, regressar a Dresden no meu 10º aniversário desde que me mudei para lá em Erasmus! E com as restantes duas semanas? Cumprir com um objectivo que já tinha desde que fui para a Austrália. Curso de mergulho! Não fiz o mergulho na Islândia porque não tinha este curso, mas agora já estou qualificado para tal. Para quem gosta deste tipo de aventuras, recomendo vivamente! Fiz o curso há umas semanas, já em Dezembro, e em Portimão. O facto de ser Inverno não ajudou muito, mas a água nem estava assim fria. Pena ter sido dois dias depois da tempestade, e isso ter afectado imenso na visibilidade debaixo de água… Mas é certamente um local a regressar, e a explorar ainda mais.

Planos para 2018

Visto que o foco desta análise é principalmente no que respeita ao blog, os planos para 2018 serão bem definidos e, acima de tudo, quantificáveis. Porquê planos quantificáveis? Porque se torna bem mais fácil de analisar no decorrer do ano, e porque é uma forma bem directa de perceber quando as coisas estão a correr mal.

Um artigo a cada duas semanas

Durante muito tempo consegui manter uma periodicidade de um artigo semanal, não foi nada fácil e até senti que prejudicou a qualidade da minha escrita. Nessa altura decidi acabar com essa periodicidade e focar-me na qualidade. Resultado? O blog ficou quase parado… Um artigo a cada duas semanas é relativamente possível de cumprir, e com isso irei mesmo criar um calendário editorial para me manter focado.

Artigos de convidados

Este é um dos focos que tenho para 2018, aceitar (e pedir) colaboração de artigos. O meu objectivo quantificável? Um a cada dois meses! Porquê tão poucos? Porque é a primeira vez que estou a criar este objectivo, e ainda não sei bem como isto se irá desenrolar, mas um artigo convidado a cada dois meses parece-me perfeitamente possível.

Editar/Reciclar dois artigos antigos por mês

É algo que tenho andado a fazer já há bastante tempo, vou revendo artigos antigos e vou actualizando as imagens, ortografia e afins. Agora passa a ser um objectivo quantificável para 2018, rever dois artigos por mês é bastante pouco, muito provavelmente até irei fazer bem mais do que isso, mas decidi colocar a fasquia bem em baixo, porque isto dá bem mais trabalho do que parece!

Auditoria SEO

Este objectivo não é quantificável, mas é bem necessário. Durante o mês de Janeiro irei fazer uma auditoria SEO ao blog, e ver o que posso melhorar. E durante o resto do ano, vou-me focar em melhorar os pontos que estão em falta.

Para ajudar a cumprir com estes objectivos todos, vou adicionar ao meu calendário editorial uma tarefa trimestral para reler este artigo e tentar me manter na linha…

A nível pessoal também tenho planos para 2018, mas desta vez espero que não me desviem do foco do blog. São mesmo muitos artigos que tenho para escrever, e apesar de viagens nunca ficarem desactualizadas, começa a perder um pouco a piada escrever sobre algo que aconteceu há dois anos, mas é algo que quero mesmo fazer e desta vez vai mesmo ter de ser!

E vocês, também fazem análises de como correu o vosso ano?

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Visitar os Parques Nacionais da Califórnia

Visitar os Parques Nacionais da Califórnia

Infelizmente, ou felizmente, estamos a viver uma época em que o tema do ambiente é assunto bem mediático e já tem quase lugar garantido nos discursos da maioria dos políticos dos grandes países. Digo felizmente, porque é extremamente importante que se proteja o que nos dá vida, mas infelizmente pois muito mal já foi feito, e algum desse mal até já nem tem muita volta a dar…

Os Parques Nacionais têm um papel muito importante no que respeita à protecção do meio ambiente, mas até este conceito, de Parque Nacional, tem apenas pouco mais do que 200 anos. Em 1872 os Estados Unidos declaram o Parque de Yellowstone como Parque Nacional, a primeira área protegida por um governo no mundo todo. Claro que já existiam áreas protegidas, essencialmente por motivos de culto, mas este foi o primeiro reconhecimento oficial da necessidade de proteger uma grande área natural.

Parque Nacional Yosemite

Na Califórnia existem 9 Parques Nacionais, sendo o Parque Nacional Yosemite o mais conhecido de todos. Este foi declarado como área protegida desde 1864, mas só em 1890 foi declarado como Parque Nacional graças aos esforços de Robert Johnson e de John Muir.

Half Dome no Parque Nacional Yosemite
Half Dome no Parque Nacional Yosemite

Estive neste parque recentemente, e fiquei absolutamente maravilhado, valeu cada segundo lá passado. As caminhadas nos Parques Nacionais já fazem parte da cultura americana, é frequente combinarem retiros de fim-de-semana para visitarem um Parque Nacional, para onde vão fazer várias caminhadas para viverem a Natureza. Como bons turistas que somos, claro que tivemos de planear algumas caminhadas. Na verdade não planeámos nada…, apenas uma pessoa do nosso grupo se deu ao trabalho de pesquisar, e depois até nos separámos… Mas ainda assim, fizemos as nossas caminhadas que nos deram alguns anos de vida! Ou assim o espero…

Uma das caminhadas que fizemos é talvez a mais popular, quase em modo de escalada subimos por trilhos até à base da cascata superior da Cascata de Yosemite. Durante grande parte do percurso só vimos árvores, pedras e trilho… Mas a dada altura o horizonte disse-nos olá e nos presenteou com vistas fantásticas, como o Half Dome. Já bem cansados, e quase no final do dia, já equacionávamos voltar para trás, até que alguém nos disse que “é já ali”! Não era assim tão próximo, mas foi uma parte do percurso bem mais simples que nos levou até à base da cascata!



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Encontre alojamento na zona do Parque de Yosemite

Uma das coisas que recomendo a terem em atenção quando visitarem este parque nacional, é quanto ao transporte. Nós ficámos presos em trânsito por algumas horas, e isto já dentro do vale. A quantidade de turistas é absurda, e muitos dos parques de estacionamento ficam dentro do vale, mas não são assim tantos quanto isso, o que dá origem a muita espera. Recomendo vivamente ou a irem bem cedo, ou a estacionarem o carro fora do vale numa das comunidades à volta e apanharem um autocarro para o parque, YARTS, em que o preço de entrada do parque estará incluída no bilhete do autocarro. Se tiverem a sorte de conseguirem um lugar dentro do parque, simplesmente deixem o carro nesse sítio durante o resto do dia, e aproveitem os autocarros gratuitos que nos levam aos vários pontos do vale. Para mais informações, recomendo a leitura deste documento.

Quanto a alojamento, nós ficámos fora do parque, numa pequena vila chamada Mariposa. Apesar de no mapa mostrar ficar bem do lado do parque, ainda é cerca de 1 hora de viagem até ao vale…, mas no dia seguinte fomos mais cedo e tivemos mais sorte com o estacionamento.

Visitar os Parques Nacionais da Califórnia
Visitar os Parques Nacionais da Califórnia

A caminhada do segundo dia foi melhor organizada, de factos começámos em grupo, mas a dada altura acabámos separados porque pessoas, como eu, ficaram para trás para tirar fotos… Fizemos o trilho da cascata Vernal Fall, em que parte do trilho é mesmo junto à cascata, o que se recomenda vivamente o uso de roupa impermeável…, coisa que não tínhamos… A minha metade do grupo acabou por não passar junto à cascata, encontrámos várias pessoas a voltarem para trás já todas ensopadas que nos disseram que as escadas junto à cascata estavam intransitáveis. No entanto, mais tarde nos encontrámos com as outras duas pessoas que “perdemos”, e eles fizeram essa parte quase sem problemas…, só demoraram uns 10 minutos até enxugarem por completo… Esta caminhada é menos “violenta” do que a caminhada pela cascata de Yosemite, mas tem algumas partes que requerem alguma resistência física.

Parque Nacional de Sequoia e Kings Canyon

Este Parque Nacional é um autêntico dois em um, e muitas pessoas assumem que se trata de dois parques nacionais, mas na verdade é uma área protegida em conjunto. Kings Canyon é um desfiladeiro na zona norte do parque, enquanto que Sequoia é a parte mais a sul, onde se encontram as árvores mais altas do mundo. É verdadeiramente surpreendente de ver, até custa a acreditar que existem árvores tão grandes.

Também visitei este parque, mas desta vez fui sozinho, como parte das minhas férias pelo Faroeste Americano. Aqui passei duas noites, e fiquei numa vila chamada Three Rivers, mesmo junto a uma das entradas do Parque na zona sul. Usei o AirBNB nesta estadia, a casa onde fiquei tem uma vista fenomenal, o anfitrião bastante simpático e passámos algum tempo a conversar sobre a vida na zona do Parque. Pelos vistos invasões por ursos não é assim tão raro, ele já teve algumas visitas inesperadas na casa dele…, mas nada de inseguro.

No primeiro dia, como vinha directamente de Cupertino, fiz apenas a parte sul do parque, sempre em direcção ao AirBNB. Fiz várias paragens em alguns pontos obrigatórios, como visitar os “generais”, são duas das muitas árvores gigantes no Parque. O General Grant e o General Sherman. E uma visita também ao Tunnel Log, um túnel escavado num tronco de uma sequóia caída. Numa das caminhadas que fiz passei por dentro de uma árvores caída, a percepção que temos ao ver as fotos em nada correspondem à sensação de lá estar e ver aquelas árvores, mas entrar “dentro” de uma faz-nos sentir tão pequenos e insignificantes…



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Não sei se foi do facto de ter visitado este parque “na altura certa”, ou se é mesmo menos popular que o Yosemite, mas não tive problemas nenhuns com trânsito e estacionamento. E para quem tem mobilidade reduzida, os acessos estão muito bem planeados e pensados para quem precisa de usar uma cadeira de rodas, pelo menos reparei que nas atracções principais existem acessos alternativos para cadeiras de rodas, e claro, estacionamento exclusivo.

Na parque mais a norte fica o Kings Canyon, mas não sejam como eu e não se guiem pela relatividade de um mapa, para lá chegar ainda é preciso conduzir imenso… e é uma estrada sem saída, portanto tenham o regresso também em atenção, que conduzir ali de noite deve ser uma experiência interessante

Atravessar uma Sequoia Gigante
Atravessar uma Sequoia Gigante

Tive um pouco de azar com o Kings Canyon, parte do meu plano era fazer uma caminhada até a uma cascata, que fica mesmo no final da estrada. No entanto, com a chuva, tive de mudar de planos. Ainda perguntei aos Park Rangers se deveria arriscar, mas sugeriram-me a voltar para trás, seria uma caminhada de umas 4 milhas até à cascata e a previsão para o resto do dia era de ainda mais chuva…, sem qualquer muda de roupa, optei por seguir apenas a estrada e o rio vale acima novamente.

Outros Parques Nacionais da Califórnia

Do pouco tempo que estive na Califórnia apenas visitei os dois parques que referi acima, mas existem muitos mais. Na lista de Parques Nacionais constam também os parques:

  • Channel IslandsIlhas do Canal – No sul da Califórnia, não muito longe de Los Angeles
  • Death Valley – Vale da Morte – Já na fronteira com o estado de Nevada. Fazia parte dos meus planos iniciais, mas acabei por me desviar um pouco…
  • Joshua TreeÁrvore Joshua – Também bem perto de Los Angeles
  • Lassen Volcanic – Já bem no norte da Califórnia
  • Pinnacles – A sul de São Francisco, já a caminho de Los Angeles
  • Redwood – Outro dos parques nacionais mais populares dos Estados Unidos, e da Califórnia, que fica bem no norte perto da fronteira com o Estado de Oregon

Além dos Parques Nacionais, a Califórnia tem muitos outros parques de protecção estatal, em vez de federal, com várias categorias. Tais como Parques Históricos, Parques Estatais entre outras. Também visitei o Parque Mojave, que tem protecção a nível estatal, mas para isso irei escrever um artigo dedicado apenas a esse parque!

Dicas sobre os Parques Nacionais Americanos

General Sherman
General Sherman

Se faz parte dos vossos planos uma viagem por vários Parques Nacionais, então devem equacionar comprar um passe anual. Custa $80 USD, e dá acesso a todos os Parques Nacionais dos Estados Unidos, e realço o facto de ser válido para os Parques Nacionais e áreas Federais, este passe não é válido em Parques Estatais, como por exemplo, o Valley of Fire no estado de Nevada, onde tive de pagar para entrar 🙂

O passe compensa a partir do terceiro parque, e a partir daí é tudo grátis. A entrada individual (veículo) tem um custo de $30 USD, e por mais $50 USD recebem um cartão que vos irá dar entrada a todos os Parques Nacionais. É um excelente investimento para quem gosta de Natureza!



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Encontre alojamento na zona do Parque de Death Valley

De realçar que o passe não é por pessoa, mas sim por carro. Isto é, o titular do passe tem de estar no carro, mas pode levar 3 pessoas consigo sem custo extra. O mesmo se aplica aos $30 USD, o valor é por veículo (motos são mais baratas).

Alojamento nos Parques Nacionais

Antes de sequer abrirem o site do AirBNB, ou qualquer outro site de alojamento, planeiem bem a vossa viagem! Alguns dos Parques Nacionais têm uma área quase tão grande como Portugal, mas as zonas mais populares ficam, por norma, numa área em específico. Vejam bem onde querem ir, e depois procurem alojamento nessa zona. Alguns dos Parques Nacionais até têm várias opções de alojamento dentro do próprio parque, desde campismo, caravanismo e até alguns hotéis mais rústicos. A nossa estadia no Parque Nacional Yosemite ficou a uma hora da zona que queríamos ver, e só isso condicionou um pouco os nossos planos. Lá está, falta de planeamento…

Passaporte para crianças

Nem sempre é fácil cativar as crianças a visitarem parques nacionais, hoje em dia com tantas distracções em casa, para quê ir para a rua? Não, não existe nenhuma fórmula mágica ainda, mas pequenos incentivos por vezes fazem toda a diferença. Os Parques Nacionais dos EUA têm um passaporte para crianças, em que podem carimbar o seu passaporte com o símbolo do parque que estão a visitar, e claro, o objectivo é terem tudo carimbado! Quantos mais Parques Nacionais visitarem, mais carimbos! Acho que é uma excelente iniciativa para as crianças, e quiçá, até para adultos?

Leis federais nos Parques Nacionais

Quando fiquei alojado junto ao Parque Nacional de Sequoia e Kings Canyon, o meu anfitrião explicou-me as leis estatais não se aplicam dentro dos Parques Nacionais, que se regem pelas leis Federais. Um dos exemplos que ele me deu é no que respeita a fumar marijuana, que na Califórnia é legal, mas a nível federal ainda não o é, portanto fumar marijuana dentro de um Parque Nacional da Califórnia é ilegal.

O uso de drones também está restrito dentro do espaço aéreo dos Parques Nacionais, salvo raras excepções. Vi avisos em relação a isso junto a todos os Centros de Visitantes que visitei, portanto não faltam alertas, mas de qualquer das formas convém estarem cientes disto no caso de quererem tirar alguns vídeos e fotografias aéreas…

Rota dos Parques Nacionais da Califórnia

A Califórnia tem 8 Parques Nacionais, e mais umas quantas reservas nacionais e federais, abaixo está um mapa dos Parques Nacionais da Califórnia como referência.

Como chegar à Califórnia?

Da Europa existem várias formas de chegar à Califórnia, Los Angeles e São Francisco são duas das principais cidades para onde existem voos directos de Londres, Dublin, Paris e outras cidades europeias, e com planos para uma rota directa desde Lisboa! Os preços obviamente que variam, consoante a companhia e a cidade de partida, mas dá para baixar ainda mais o valor da viagem recorrendo a transbordos em Boston, Nova Iorque e outras cidades da costa Este.

Depois da chegada, mais vale alugarem um carro. É certamente a melhor forma de se deslocarem dentro dos Estados Unidos da América! E claro está, não se esqueçam de se divertirem imenso, e de tirarem imensas fotos!

Quanto custa viajar na Austrália por dois meses?

Quanto custa viajar na Austrália por dois meses?

Uma das perguntas que me fazem com alguma frequência é em relação a gastos durante uma viagem. Cada pessoa tem o seu estilo de viajar, portanto os gastos serão sempre relativos. No entanto, dois meses a viajar dá para tirar algumas conclusões, e ao longo da minha viagem fui sempre registando quanto estava a gastar. Mas afinal, quanto custa viajar na Austrália por dois meses?

Transportes

No topo da lista de importância, estão os transportes. Mesmo que se queira dormir na rua, pedir na rua para poder comer ou até levar um saco de 20kg de arroz para sobreviver a arroz durante os dois meses…, vai ser sempre necessário dinheiro para chegar ao outro lado do mundo e viajar pelo país gigante que é a Austrália.

Ainda assim, se tiverem todo o tempo do mundo, podem tentar chegar a nado e a pé…, mas acho que nem vale a pena entrarmos em exageros…

Destroços de navio na ilha de Fraser
Destroços de navio na ilha de Fraser

Os voos

De realçar que estou a viver na Irlanda, portanto a minha viagem começou em Cork. Antes de decidir para que cidade iria voar, vi várias opções e tentei escolher uma companhia aérea que me trouxesse vantagens. Acumular milhas é uma grande vantagem, principalmente para quem voa com frequência, portanto foi um dos pontos a considerar. Mas para isso, mesmo quem viaja com frequência, só consegue juntar um número decente de milhas se usar o mesmo grupo de companhias aéreas com regularidade. Não é o meu caso. Apesar de ter algumas milhas da Flying Blue e da British Airways, não tenho assim tantas milhas quanto isso. Viver em Cork tem este tipo de desvantagens…

Ainda assim, a opção com a Flying Blue (KLM, Air France, etc) seria demasiado cara e a viagem demasiado longa. Teria de fazer uma pausa de um dia no Dubai ou Abu Dhabi, o que nem seria mau de todo e até cheguei a considerar. Mas depois comecei a pensar no destino. Em que cidade começar a viagem?

Encontrei voos de ida e volta para Sydney, desde Cork (com as várias escalas), a cerca de 1700€-2000€… Depois comecei a ver para outras cidades, e por recomendação de um amigo, acabei por encontrar um voo de ida e volta por 1000€ para Melbourne. Não seria com a Flying Blue, mas sim com a British Airways (onde tenho menos milhas), mas a diferença de preço fez toda a diferença. 700€ ainda são 700€ e é uma diferença bem significativa.

Então o voo acabou por ser Cork > Londres > Singapura > Melbourne, com um regresso para Lisboa. Melbourne > Singapura > Londres > Lisboa. Isto tudo por 1000€, certinhos!

Mas os voos não ficaram por aqui. Ainda teria de voltar à Irlanda, mas isso foi apenas um voo com a Aer Lingus de Lisboa para Dublin por 65€.

E os voos dentro da Austrália?

Cascata Mila Mila
Cascata Mila Mila

Tentei fazer tudo por terra, o único voo comercia que fiz foi de Adelaide a Melbourne mesmo no final da minha viagem, e porque queria aproveitar melhor a zona de Melbourne e precisaria de “poupar tempo” na viagem. Voei com a Tigerair, de Adelaide a Melbourne, e o custo do voo de aproximadamente uma hora custou 43€.

Os restantes voos que fiz na Austrália foram de lazer, um salto de para-quedas e uma viagem para uma ilha deserta, mas isso foram pacotes de viagem para descrever mais abaixo.

As viagens por terra na Austrália

Viajar na Austrália tem muito que se diga. Quando pesquisei sobre formas de viajar dentro do continente, as opções mais interessantes que encontrei foram de comboio e autocaravana.

Viajar sozinho de autocaravana seria bem dispendioso, e tendo em conta as distâncias entre cidades, seria também bem cansativo. Apesar de ter sempre onde dormir, fazer uma viagem de 10 horas sozinho a conduzir uma autocaravana seria de loucos… Ainda para mais, existiria sempre um risco acrescido de acidentes ou outras situações que poderiam atrasar a viagem.

Viajar de comboio foi a minha opção inicial, o problema colocou-se com o facto de na Austrália existirem várias companhias de comboio, e os bilhetes de “zona” serem algo caros em comparação com os autocarros. Além do mais, a rede ferroviária da Austrália fora das cidades é bastante limitada, o que iria condicionar a visita a alguns dos locais que eu queria mesmo visitar. Infelizmente tive de descartar esta opção também…

Ainda assim, existe uma rota de comboio épica que eu queria mesmo fazer, a rota The Ghan que atravessa o continente australiano de Norte a Sul. O problema desta rota, é que só existe um comboio semanal para cada sentido, e eu queria mesmo visitar dois locais no meio dessa rota. E das duas uma, ou faria apenas parte da rota de comboio e o resto de autocarro (ou outro meio de transporte), ou então teria de descartar também esta aventura por completo. Quando vi os preços de uma viagem com o The Ghan, a decisão tornou-se óbvia. Fui de autocarro.

Felizmente não faltam alternativas, o turismo na Austrália é bastante forte e popular entre jovens. No que respeita a autocarros acabei por optar pela Greyhound, que têm uma rede bastante boa nas zonas que queria visitar. Existem outras agências, mas acabei por optar por esta pois é das mais conhecidas. Comprei 3 bilhetes de livre trânsito, cada um com uma validade para cerca de 3 meses.

Porquê 3 bilhetes? Que a forma deles controlarem o uso dos bilhetes é que só os podemos usar numa direcção, e temos de escolher quais as rotas que vamos tomar. Então comprei um bilhete de Melbourne a Cairns (norte da Austrália) que incluía um pacote de 10 noites numa rede de hosteis (702,78AUD). Um bilhete de Cairns a Alice Springs (no centro da Austrália) (382,50AUD). E um bilhete de Alice Springs a Adelaide (219,30AUD). E com isto, fiquei com o trajecto definido e assegurado, ainda antes de partir. Ao todo gastei cerca de 1305AUD, cerca de 940€.

Carros alugados

Apesar de ter bilhetes de autocarro para viajar livremente (no mesmo sentido), por duas vezes que tive de alugar carro. Uma dessas vezes na ilha Magnetic Island, pois uma das coisas que queria mesmo fazer era ver o pôr-do-sol sobre o mar, o que não é possível da costa Este da Austrália, a não ser que se esteja num barco ou numa ilha…, e a segunda vez foi para fazer a Grande Estrada do Oceano (Great Ocean Road) no sul da Austrália. A 4×4 que aluguei em Magnetic Island custou-me 90,90AUD (61€), mais o combustível claro, isto por dois dias. Enquanto que para a Grande Estrada do Oceano paguei 206,49 AUD (145€) por 5 dias, que deu para aproveitar também para ir a certas partes de Melbourne e para regressar ao aeroporto…

Mas em combustível ainda gastei 120AUD (80€), ainda foram vários quilómetros a conduzir, saiu-me mais caro do que uma excursão, mas em vez de fazer tantos quilómetros a correr num dia, demorei quase três com imensas paragens e descontracção. Foi uma decisão consciente, depois de tantas excursões e tantos autocarros, já precisava de desintoxicar e andar um pouco sozinho…

Pôr-do-sol nas Whitsundays
Pôr-do-sol nas Whitsundays

Transportes públicos e outros gastos

No que respeita a transportes públicos, ainda tive de usar algumas vezes nas cidades, principalmente em Sydney, e uma vez ou outra acabei por ter de usar taxi. Em Melbourne os eléctricos são grátis na zona centro da cidade! Excelente para aproveitar e poupar nos sapatos! Ao todo, a contar também com o ferry para a Magnetic Island (que custa 32AUD, cerca de 20€), gastei à volta de 140AUD (93€). Nada mau, para dois meses a saltitar de um lado para o outro!

De realçar que na zona de Sydney dá para ir de comboio até à zona das Montanhas Azuis, mas depois lá só mesmo à boleia, não sei se existem transportes que levem os turistas a saltar de um pouco para o outro. No entanto, nesse mesmo comboio dá para visitar o Parque Featherdale, que foi exactamente isso que fiz. Da estação de comboio, depois é só mais um pouco de autocarro.

Turismo

Quanto custa viajar na Austrália por dois meses?
Quanto custa viajar na Austrália por dois meses?

E é aqui que grande parte do meu dinheiro foi bem investido… Começando logo no primeiro dia, em que fiz reservas para a duração toda da viagem… Não era bem a ideia inicial, mas pronto, acabei por cometer esse disparate (e daí talvez não). Ao todo gastei 2160€ num pacote de viagens que incluiu imensas actividades, desde duas noites num veleiro a um salto de para-quedas, entre muitas outras coisas!

Depois em diversas outras actividades, como algumas excursões e museus, ao todo gastei 492AUD (330€). Aqui incluo também fotografias que comprei dessas mesmas excursões.

Actividades e extras

Das actividades que valem mesmo a pena realçar neste relatório são alguns dos extras que acabei por pagar. Por exemplo, para a excursão à ilha de Fraser, decidi de última hora ficar um dia extra na ilha (das melhores decisões que alguma vez fiz), e só por isso tive de pagar 100AUD extra, cerca de 67€.

Para o salto de pára-quedas também acabei por adicionar um extra, como queria fotos e vídeo de uma perspectiva frontal, sem ser fotos de câmara no pulso, tive de pagar extra para ter uma segunda pessoa a filmar tudo à minha frente. Mais uma vez, uma das melhores decisões que fiz, mas também paguei por isso… 294AUD pelo extra do salto, 192€, mais as fotos de vídeos que deu mais uns 70 AUD… Agora que vejo bem estes valores, acho que foi mesmo caro… Mas é a tal coisa, saltei sobre a Grande Barreira de Coral e aterrei numa praia. Isso também tem preço, e alto…

E no dia seguinte, logo depois de ter saltado de um avião, lá fui eu para o fundo do mar! Grande Barreira de Coral, onde fiz mergulho pela primeira vez! O primeiro mergulho do dia estava incluído no pacote inicial, mas o segundo mergulho já era opcional. No entanto, snorkel seria gratuito. Mas como gostei tanto da experiência de mergulho, que optei por fechar os olhos e pagar 55AUD (37€) pelo segundo melhor, que por sinal até correu bem melhor que o primeiro!

Outra actividade pela qual paguei extra, pois não fazia parte do pacote inicial, foi uma aula de surf em Surfers Paradise…., sim, grande cliché, mas teve de ser…, foram 45AUD (30€).

E por fim, a última actividade fora dos planos foi um passeio nocturno pela floresta tropical na zona do Cabo Tribulation. Foi engraçado, mas por 45AUD, foi um pouco carote…

Alimentação e Alojamento

Agora que olho para as contas, com olhos de ver, é que reparo que de facto como imenso e adoro dormir! Excluindo o pacote de férias que comprei, o grupo de gastos da alimentação é o mais elevado de todos! 1096AUD!! (747€) Em dois meses, nem é assim tão mau…, e fartei-me de cozinhar nos hosteis e levar comida comigo para poupar algum dinheiro. Parece que foi uma decisão acertada, não tinha ideia de que a comida era de facto a maior fatia nos meus gastos… De ter em conta também que só jantei fora uma ou duas vezes, isto é, jantar em restaurante. De resto era ou comida mais barata, ou cozinhava no hostel.

No que respeita ao alojamento, de facto tinha opções mais baratas, como acampar, mas por 8 semanas a passear pela Austrália, 740AUD (504€) foi um bom valor. Claro que algumas noites estavam incluídas nas experiências, como duas noites na Ilha de Fraser mais duas noites no hostel, ou as duas noites que dormi no veleiro e mais 10 noites que estavam incluídas no pacote de viagens de autocarro de Melbourne a Cairns. Mas cerca de 500€ pelas restantes noites, não fica mais do que 10-15€ por noite! Nada mau!

Parte das despesas de alojamento vão para a lavagem de roupa, pois é, dois meses na estrada sempre com a mesma roupa, é bom que a lave de vez em quando. Por acaso tinha tudo muito bem organizado, se sabia que iria ficar uns 2 ou 3 dias em zonas mais isoladas, como num veleiro ou numa ilha deserta, então já sabia que tinha de lavar a roupa antes de ir. Cheguei ao ponto de criar um calendário para lavagem da roupa…, sim, é mesmo verdade… Ao todo lavei a roupa 8 vezes, em média uma vez por semana, pois andei a viajar com muita pouca roupa, portanto tive de fazer lavagens mais frequentemente… Com detergentes, lavagens e secagens, gastei 60,5AUD (41€).

Sky Dive em Mission Beach
Sky Dive em Mission Beach

Outras despesas

Na categoria de outras despesas entram coisas como compras variadas que fiz, por exemplo uma toalha de banho porque me roubaram a que levei… vá-se lá perceber por que raio alguém quer uma toalha de banho, mas enfim. Também tive de comprar cartão SIM, um cartão SD para a GoPro e carregar com dinheiro o telemóvel algumas vezes. Depois, para o final da viagem comprei algumas prendas e isso também entrou na soma de outras despesas.

Ao analisar a lista de despesas, algumas das compras foram apenas mercearias e esses gastos deveriam estar incluídos na parte da alimentação, mas como não tinha isso detalhado optei por juntar esses gastos pouco definidos à lista de outras despesas. Ainda gastei um pouco com estes extras, 670AUD (458€).

Custo do visto de turista para a Austrália (para um Português)

Esta é uma das perguntas que me fazem com alguma frequência, quanto custa o visto de turista para a Austrália? A resposta é simples, é grátis! A par com outras nacionalidades, os portugueses podem viajar por 3 meses na Austrália com um visto de turista gratuito, que se deve obter antecipadamente online.

O processo é bem simples, só visitar o site do Departamento de Imigração da Austrália, e seguir as instruções. O nosso cantinho aparece na pequena lista para o visto “eVisitor”. Numa questão de minutos, creio que até menos de 5, recebemos um email com a aprovação automática. Foi bem fácil e sem pagar nada. Depois foi só tratar dos voos, claro…

Total aproximado de gastos

Então, para colocar aqui um valor aproximado do que gastei, com os voos e as viagens por terra incluídos. Em dólares australianos gastei aproximadamente 3824 AUD, o que dá cerca de 2618€. Já gastos directamente em euros, tipo pagos com o cartão, o valor foi um pouco acima disso…, cerca de 3043€. Ou seja, ao todo devo ter gasto algo pelos 5660€.

Tabela de gastos
Tabela de gastos

Para ser sincero, quando me comecei a preparar para esta viagem estava a contar gastar cerca de 10 000€, as contas que tinha feito foram apenas por alto, não fazia ideia do quanto poderia gastar mas estava preparado para uma Austrália mais cara. Talvez esta ideia com que tinha da Austrália foi o que me fez, inconscientemente, gastar menos dinheiro.

O que é que é certo, é que a rota que fiz tem a reputação de ser uma das rotas dos “mochileiros ricos“. Existe muito turismo direccionado a quem anda de mochila às costas, e não faltam actividades com rali dos bares e outros tipos de festas. Uma vez por acaso não faz mal a ninguém, mas com regularidade…, não há conta bancária que aguente.

Muitos dos mochileiros que encontrei são jovens que foram para a Austrália com um visto especial de turismo e trabalho, um acordo que o governo australiano tem com algumas nações, muito popular para irlandeses e britânicos, e que também tem acordo com Portugal! Pena ser só para quem tem até 31 anos…, senão aproveitava a oportunidade… Com este visto, muitos jovens aproveitam para viajar durante um ano inteiro, com trabalhos temporários no decorrer das suas viagens, como em hosteis, bares e turismo. Desta forma conseguem continuar a viajar, e vão sempre financiando de alguma forma as suas viagens.

Em forma de conclusão, olhando apenas para o total de gastos pode parecer muito para uma experiência de dois meses, mas é importante também interpretar os meus gastos. São baseados apenas na minha experiência pessoal e forma de viajar, provavelmente algumas das actividades que fiz não fazem o vosso estilo, tal como os sítios que escolhi para dormir e afins. Este artigo é apenas para mostrar mais uma perspectiva do quanto uma viagem de dois meses pela Austrália pode custar. Para outra pessoa, os custos totais poderão ser bem diferentes dos meus.

E com isto, só tenho mais uma coisa a dizer, foi uma viagem fantástica em que só me arrependo de não ter feito antes. Se tiverem a oportunidade, recomendo vivamente que se aventurem.

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A minha rota de duas semanas pelo Faroeste Americano

A minha rota pelo Faroeste Americano

O Velho Oeste, Oeste Selvagem ou Faroeste, é o nome que foi dado à parte ainda desconhecida ou por conquista da área que faz agora parte dos Estados Unidos. Deu origem a muitos mitos, e com os muitos mitos muitas histórias e uma categoria inteira de filmes sobre essa época. Muitos de nós devem recordar com alguma saudade filmes como O Bom, o Mau e o Vilão, ou o Aconteceu no Oeste, que retratam algumas das histórias e mitos da época.

Recentemente tive de ir aos Estados Unidos da América em trabalho, e como foi a primeira vez que pisei solo americano (dos EUA) claro que aproveitei para tirar umas férias e explorar um pouco (ou muito!). De inicio, como já é habitual comigo, não tinha absolutamente nada planeado, mas depois apercebi-me que o que queria ver até dava para fazer uma rota com um regresso fácil ao ponto de partida. Então lá me aventurei, mas ainda assim com pouco planeado. Ao todo foram mais de 1600 milhas, o que dá mais de 2500 km!! Sempre a conduzir sozinho! Este foi o mapa, ou algo bem parecido com isto.

A rota pelo Faroeste Americano
A rota pelo Faroeste Americano

A partida para o Faroeste

Comecei logo desde Cupertino, aluguei um carro usando a aplicação do Skyscanner, que diga-se de passagem que encontrei opções bem mais baratas do que as conhecidas, e segui logo numa longa viagem até ao Parque Nacional de Sequoia e Kings Canyon. Fiquei absolutamente maravilhado quando lá cheguei, mas para ser sincero, fiquei maravilhado com tudo o que vi durante a viagem toda…, portanto não vou conseguir demonstrar uma opinião muito objectiva. Sou uma pessoa fácil de agradar…

Com uma marcação de última hora, acabei por ficar num AirBNB a 3 milhas de uma das entradas do parque. Foi um pouco caro, deveria ter pesquisado antes de me meter à estrada (dá para dormir dentro do carro, desde que seja fora do Parque Nacional), mas não me arrependo do que gastei. Além da localização e da vista, que é excelente, a companhia foi igualmente excelente e acabei por ter uma noite muito bem passada na conversa com o meu anfitrião. Na verdade, passei duas noites naquela casa, e ainda assim era capaz de ficar mais umas noites para poder explorar bem o Parque Nacional…

Mudanças de “planos”

Quando os planos não existem…, é normal que os rascunhos não corram lá muito bem. Quando decidi o sentido da minha viagem, marquei alguns parques nacionais que queria muito visitar, e depois defini isso como uma rota. A ideia foi boa, mas a falta de pesquisa pré-viagem foi terrível. Sou apologista de que não se deve planear demasiado uma viagem, mas que a preparação é importante. Mas se calhar deveria ler as minhas próprias sugestões antes de me meter à estrada…

Um dos Parques Nacionais que eu queria mesmo no faroeste americano é o famoso Death Valley, o Vale da Morte como se diria em Português. Uma das coisas mais famosas deste parque são as rochas que se movem, e eu estava disposto a ir direito ao Centro de Visitantes e simplesmente agarrar num mapa e ir ver estas famosas rochas. No entanto, encontrar alojamento de véspera na zona foi bem complicado, o que me levou a pesquisar um pouco mais sobre estas famosas rochas. Ora então, para lá chegar é imperativo ter uma 4×4 e conduzir numa estrada de terra batida por umas QUATRO horas! E ainda ter de fazer uma caminhada… Estamos a falar de um deserto. E eu apenas tinha uma pequena carrinha. Lá tive de alterar os “planos”, e deixei de lado a visita ao Vale da Morte. A dizer que com muita pena minha, é um local que quero muito visitar, mas da próxima oportunidade vou pesquisar devidamente…

Cidade e Deserto

Depois de pesquisar um pouco cheguei à conclusão que a melhor ideia seria mesmo usar Las Vegas como base para visitar alguns locais que ficam na zona. Não sou muito adepto de cidades, e muito menos de uma cidade que é um conhecido destino turístico essencialmente por festas e jogos de azar, mas em falta de alternativa foi o que me calhou. No primeiro dia já cheguei tarde, mas no segundo dia a primeira coisa que fiz foi sair da cidade, em direcção ao deserto! Fui visitar o Vale do Fogo, onde senti que estava num episódio do Bip Bip e Coiote! Aquelas paisagens são tal e qual como nos desenhos animados, aliás, os desenhos animados é que são como aquelas paisagens. Muita nostalgia que senti durante aquelas horas, só faltava ver um coiote ou um papaleguas…, não tive essa sorte…

Ainda em paisagens desérticas, da cidade rumei em direcção a um dos parques nacionais mais conhecidos do mundo, o Grand Canyon. Nem sei como descrever o que vi, nem há sequer fotos que consigam mostrar o que se vê ao vivo. Aquele canhão e de tal forma gigante que até custa a processar aquele desnível do terreno. Das coisas mais impressionantes que alguma vez vi, só lamento não ter tido mais tempo para fazer umas caminhadas a sério. Além do mais, estava ligeiramente dorido de tantas caminhadas que já tinha feito durante os dias anteriores… Muita falta de prática, claramente estou em baixo de forma…

Mais a norte, mas ainda seguindo o rio Colorado, visitei o Horseshoe Bend, uma das curvas de rio mais conhecidas. Tão impressionante que visitei aquele lugar duas vezes, ao final do dia quando lá cheguei, e ao nascer do sol na manhã seguinte. Custou a levantar, mas valeu bem a pena!

Enchentes relâmpago no deserto

A Natureza consegue fazer verdadeiras obras de arte com recurso a catástrofes. Basta ver o horror que são as erupções vulcânicas, mas o quão belas também o são (bem de longe). No deserto também se encontram maravilhas destas, criadas por desastres naturais. Visitei dois lugares com vários avisos sobre as enchentes relâmpago, um deles já é bem conhecido graças às redes sociais, o Canhão de Antelope no Arizona. Aquelas curvas lindíssimas são escavadas pela força da água, que já tirou várias vidas a turistas que não iam acompanhados. Hoje em dia existe bastante mais controlo, não dá para visitar sem ser com visita guiada, portanto mais seguro.

O outro local que visitei que também tem avisos quanto às enchentes relâmpago é no Parque Nacional Zion, e existem imensos vídeos a mostrar a força do rio quando uma destas enchentes acontece. Mas um dos vídeos mais impressionantes é o que coloquei abaixo, o problema não é a força da água mas sim a quantidade de lixo e madeira que ela arrasta, quem consegue escapar disso?

Escapar às cidades

Para regressar à Europa teria de voltar a São Francisco, mas sem nada planeado acabei por apenas andar às voltas pela cidade sem um rumo certo. Já tinha passado por São Francisco antes, durante o meu mês de trabalho, então aproveitei para comprar algumas recordações de última hora.

Para quem não tinha quaisquer planos para visitar os Estados Unidos, acabei por ficar apaixonado pelo que vi e já faço intenções de voltar. No que respeita a Natureza é mesmo de tirar o fôlego, vi paisagens que não dão para capturar pela lente de uma máquina. Já tinha visto fotos de todos estes sítios, mas estar lá ao vivo é um impacto indescritível.

Se puderem, não deixem de fazer uma viagem de carro pela zona do Faroeste Americano, é uma viagem bem memorável. Partilhem este artigo e passem a palavra aos vossos amigos que estejam interessados em visitar os Estados Unidos da América.

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12 lugares na Alemanha que visitei durante Erasmus

Quem já viveu fora do seu país sabe bem como uma cidade ou país nos pode marcar para um todo sempre. Com boas e algumas menos boas memórias, mas é sempre um passo tomado para fora da nossa área de conforto. A Alemanha para mim foi esse primeiro passo, a primeira vez que vivi fora do meu Portugal, a primeira vez que tive de aprender a não depender de absolutamente ninguém. Passaram dez anos desde essa aventura, e em dez anos já muito aconteceu, mas a Alemanha… Essas memórias estão aqui bem no meu coração, e para ficar.

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Conhecer o Parque Nacional Burren no Inverno

Conhecer o Parque Nacional Burren no Inverno

O nevoeiro voltou a ficar intenso, mas mesmo intenso! O caminho era bem estreito, por quilómetros e mais quilómetros, e sempre sem luz. Se por norma já devemos conduzir com cuidado, naquelas condições ainda pior, a parte mais interessante é que atravessei parte do Parque Nacional Burren que iria visitar no dia seguinte, mas de noite, ou seja, sem conseguir ver absolutamente nada. O que também levou outra questão, e animais? Ainda mais cuidado a conduzir… E para juntar ao desafio, vimos vários avisos de partes de estrada inundada… Nevoeiro, luminosidade reduzida, estradas estreitas e partes inundadas… Interessante…

Foi um pouco tenso conduzir naquelas condições, e tudo até estava a correr bem, até chegarmos à zona do Lough Bunny, onde a estrada estava de facto inundada mas em avisos… Quando reparei, já estava dentro de água! Ainda foram uns 10 metros com água a bater debaixo do carro, o susto foi bem grande mas felizmente o carro não parou ali! Acho que fiquei a tremer por uns bons minutos, mas sempre a conduzir.

Histórias de um “blogger” à moda antiga

Observar pássaros a comer
Observar pássaros a comer

Encontrar o B&B também não foi fácil, mais remoto acho que seria complicado, esqueci-me de guardar a morada do B&B e foi complicado apanharmos internet no meio do nada, mas lá conseguimos. Quando chegámos “lá”, afinal ainda faltava um pouco…, olhando mais em detalhe no perfil do airbnb vimos que também tinha coordenadas GPS, que estavam absolutamente correctas!

O B&B tem um ambiente bem familiar, ainda bebemos duas garrafas de vinho com os donos, suíços emigrados há mais de 30 anos na Irlanda, e partilhámos imensas histórias. O dono viajou imenso durante os anos 70, contou-nos histórias que me deixaram de olhos a brilhar, um verdadeiro blogger à moda antiga, que passou para o papel todas as suas viagens, e que de vez em quando vai buscar um dos seus cadernos para ler algumas das suas aventuras. Partilhou connosco algumas das suas aventuras e desventuras, e deu um exemplo bem claro de como seguro de viagem é tão importante, mesmo quando estamos ao lado de casa como foi o caso dele. Acho que bati os meus níveis de excitação com aquelas histórias!

No dia seguinte acordámos cedo e tomámos um pequeno almoço bem robusto no B&B, feito pelo Joseph (o dono), e na companhia de vários pássaros que se estavam a alimentar num comedouro no jardim, tantas fotografias que tirei! Que ideia fantástica, tão fácil tirar fotos e de tão perto a pássaros em ambiente selvagem 🙂

Pelo Parque Nacional Burren

Dali, seguimos para o Parque Nacional, mas demos a volta por cima por Kinvara, foi o mais a norte que estivemos neste fim-de-semana, fomos ver o castelo de Kinvara mas apenas de longe, e sob uma chuva irritante como já é habitual na Irlanda.

A ideia era ir visitar o Parque Nacional Burren, mas depois da experiência da noite anterior, decidimos fazer um desvio pela costa e aproveitar para ver o castelo. Até queríamos aproveitar a zona, mas o tempo não estava mesmo nada convidativo, então tirámos umas fotos para assinalar a passagem, e seguimos viagem a improvisar um pouco com o GPS.

Nem eu nem o meu amigo sabíamos nada sobre o Parque Nacional, apenas que era altamente recomendado, mas nem sabíamos muito bem ao que íamos. Colocámos as coordenadas de GPS, e lá seguimos para o meio daquilo. E quando digo “daquilo“, o parque nacional é tão diferente do que se poderia esperar de um parque nacional na Irlanda que até deu a ideia que estávamos noutro país qualquer. Um parque nacional bem rochoso, no entanto bem cheio de vida.

No Inverno parece um pouco deprimente, muitas rochas cinzentas a condizer com o céu igualmente escuro, mas para quem está habituado e já enjoado de tanto verde na Irlanda, aquelas paisagens são de facto algo maravilhoso, mesmo sob o céu cinza e triste que nos acompanhava.

Castelo de Kinvara
Castelo de Kinvara

Sem um destino especificado, a receptividade à espontaneidade também é bem maior, a certa altura vimos indicações para uma perfumaria…, e que tal irmos lá ver? Sugeriu o meu amigo. Então lá fomos espreitar.

Perfumaria no Parque Nacional Burren

Para lá chegarmos, conduzimos imenso, e até já pensávamos estar perdidos, mas confiámos nas indicações. Lá chegámos a uma casinha bem castiça no meio do nada, no final de uma estrada sem saída, e com um pequeno parque de estacionamento. Aparentemente estava fechada, mas depois de tanto conduzirmos, experimentámos na mesma. Que é que tínhamos a perder? Absolutamente nada, aliás, até ganhámos imenso com isso!

Na minha opinião, visitar a Perfumaria Burren deveria ser obrigatório para todos que vão visitar aquela zona da Irlanda. A experiência só por si é uma aula de Flora e Fauna local, e a explicação do porquê a zona do Burren ser tão importante, e ser um dos Parques Nacionais. É um paraíso para flores silvestres, abelhas, borboletas e muitos mais animais. Aliás, se não fosse pelas flores, porque raio haveriam de criar uma perfumaria no meio do nada?

O espaço está excelentemente organizado, com algumas secções audiovisuais com imagens do Parque Burren durante as várias estações do ano (tenho de lá voltar no Verão). Obviamente que tem uma loja, com todos os produtos que criam, mas também explicam tudo quanto podem. Os processos de criação, como reconhecer os diversos aromas e como os categorizar, e claro, depois acabámos por comprar alguns produtos.

Anta de Poulnabrone
Anta de Poulnabrone

Já fora da zona da perfumaria, existe um pequeno café, que para muitos poderia passar despercebido, mas que mais uma vez recomendo vivamente a irem e experimentarem um dos muitos chás de flores locais que eles têm. Aliás, os chás também são parte dos produtos deles. Tudo o que se pode fazer com aquelas flores, eles tentam fazer. Perfumes, cremes, chás, sabonetes, tudo mesmo!

E falando em sabonetes…, antes de partirmos aproveitámos e fomos ao WC. Sim, parece que é informação desnecessária, mas não o é. O sabonete que eles têm lá é produzido na casa, e o cheio é simplesmente fantástico! Não voltámos atrás para comprar por vergonha, mas é uma excelente forma de mostrar os seus próprios produtos!

Anta de Poulnabrone

Um dos pontos de referência mais importantes do Parque Nacional Burren é mesmo a anta de Poulnabrone, fica numa das estradas principais e bem fácil de encontrar. Isto, claro, se tiverem a rota minimamente planeada, o que não foi o caso…, tivemos de fazer um desvio para lá chegarmos, mas foi bem interessante. Também bem mais pequeno do que imaginávamos, mas bem interessante! Tirámos várias fotos ao fim do dia, mas a luz já não era das melhores. Ainda assim acho que conseguimos algumas fotos aceitáveis.

Sendo um monumento megalítico tão importante, os acessos tão são muito bem sinalizados e com um parque de estacionamento bem generoso, para autocarros e carros particulares. Depois, por um pequeno trilho pelo meio das muitas rochas, chegamos à pequena anta. Pelo caminho existem várias placas a explicarem a morfologia da zona e do período aquando a construção da anta. Salvo erro é acessível também por cadeira de rodas, existe um caminho alternativo menos acidentado até à zona da anta.

Caverna dos ursos – Caverna Aillwee

A última paragem do nosso passeio foi também não planeada, vimos indicações para uma caverna dos ursos e visto que ficava a caminho, porque não? Com muito pouco planeado, acabámos por ter um fim-de-semana em cheio! E esta caverna não ficou aquém do esperado, mais outra história que se poderia dizer “só na Irlanda“…

Em suma, a caverna foi descoberta por um agricultor que a manteve secreta por cerca de 30 anos, até que um dia comentou a sua descoberta, mas aparentemente poucos acreditaram na sua história (informação dada pelo guia, não encontrei fontes a comprovar isto). Dependendo das chuvas e da altura do ano, existe uma cascata dentro da caverna, e é possível encontrar muitas fotos dessa cascata no google, mas nós não tivemos sorte com as chuvas (acho que nunca tinha escrito tal coisa sem usar sarcasmo).

O nome da gruta deve-se ao facto de terem encontrado ossos de ursos dentro da caverna, numa posição de hibernação. A parte interessante é que os ursos estão extintos da Irlanda há pelo menos 15 mil anos

Para ser sincero, a caverna é de facto interessante, mas muito curta e deixou um pouco a desejar pois uma das fotos que usam para marketing é uma parte da caverna feita pelo homem para permitir o acesso a um dos extremos da caverna. Mas ainda assim, valeu a pena a visita, apesar de esperarmos um pouco mais do que o que vimos.

Esta caverna ainda faz parte do Parque Nacional Burren, e foi o nosso último ponto de paragem antes de voltarmos para casa, mais um par de horas a conduzir depois de um fim-de-semana em cheio e repleto de boas experiências! Um Parque Nacional que recomendo vivamente a visitarem, seja em que altura do ano for.

Onde fica o Parque Nacional Burren?

Para quem vai visitar as Escarpas de Moher, então fica mesmo ao lado. Foi o que fizemos, aproveitámos o fim-de-semana para conhecer dois locais incríveis na Irlanda! Existem várias excursões que vos podem levar tanto ao Parque Nacional como às Escarpas. De Galway existem vários grupos e é a forma mais fácil de visitar, sem terem de “perder” meio dia só em viagens. Mas o que recomendo mesmo é a alugarem um carro e a se aventurarem, o Parque é incrível e tem mesmo muito para descobrir!

Uma passagem por Noosa a caminho do paraíso

Uma passagem por Noosa a caminho do paraíso

Confusões em Noosa ainda antes de chegar

(Não) planear uma viagem tem destas coisas, acabamos por visitar locais sem sabermos bem ao que vamos e depois temos surpresas agradáveis. Noosa foi mais uma destas boas surpresas, era suposto ser local de passagem e acabou por ser um local que recomendo vivamente. E em parte, até me arrependo de não ter aproveitado por mais tempo…

Ainda antes de chegar, já tinha histórias em Noosa…, ora, quando reservei a viagem à ilha de Fraser, apenas fi-lo para passa uma noite, e em Noosa teria de ficar duas noites antes de ir para Fraser. No entanto, o hostel onde iria ficar, NOMADS Noosa, estava cheio e só tinha mesmo a noite antes da viagem para Fraser garantida. Tive então de reservar uma noite num outro hostel, também na vila…

Já isto, se não era confusão que bastasse, ainda decidi complicar um pouco mais. No decorrer da viagem apercebi-me que afinal, até podia embarcar numa aventura mais longa em Fraser (melhor coisa que fiz), e pedi para me alterarem a reserva para uma noite extra… Ora bem, então isto claro que foi complicar ainda mais as coisas, e com isto iria para Fraser uma noite antes. Como o cupão para a excursão inclui uma noite no NOMADS Noosa, então passei a ter dois hosteis reservados para a mesma noite… Quando tive a confirmação já era tarde demais, e acabei por pagar por uma noite num hostel que nem cheguei a visitar…

Chegada a Noosa

Quem pensa que a Austrália é sinónimo de sol o ano todo, está bem enganado… Já tinha sentido os efeitos do clima tropical a caminho de Brisbane, e desta vez foi bem pior. Chuva torrencial assim que cheguei à vila, mas com calor…, tive de me abrigar por debaixo de telheiros até quase ao hostel, e depois a grande molha para atravessar uma rua mais movimentada e sem nenhum sitio onde me abrigar. Uns minutos depois, e estava enxuto! Climas tropicais têm destas coisas, calor e chuva intensa…

Uma passagem por Noosa a caminho do paraíso
Uma passagem por Noosa a caminho do paraíso

As trapalhadas de Noosa não ficaram pelas confusões de que falei antes, ao tentar fazer o check-in fiquei a saber que afinal… não podia fazer check-in sem o cupão da excursão… Yep, aquele cupão que não tinha pois a minha viagem foi mudada! Depois de tentarmos contactar a pessoa que fez a marcação, e eles procurarem pela minha reserva, lá encontraram uma reserva para um tal de “Jill Fousa”… Isto de ter nomes estranhos para os anglofónicos…

Depois de tudo tratar, e deixar as coisas no quarto (de 15 pessoas!!), lá fui almoçar a um restaurante bem baratinho mesmo ao lado do NOMADS. E não fui sozinho, voltei a encontrar-me com o Ben, o canadiano que já tinha encontrado na Gold Coast e em Brisbane. Mais uma vez se confirma, a rota da costa Este da Austrália é tão popular que muitos fazem as mesmas paragens e têm ritmos de viagem bem semelhantes. Quando me disseram isto pensei ser exagero, mas não é…

Durante o resto da tarde só choveu, mas muito. Não deu para muito, mas deu para conhecer mais umas quantas pessoas do hostel e jogar snooker com um casal que também lá estava a ficar, no dia seguinte vim a saber que iam passar os próximos três dias comigo na ilha de Fraser.

Visto que tinha de me levantar bem cedo, acabei por ir para a cama cedo também. Nem me afastei muito do hostel para conhecer a vila, ficou para o regresso.

Depois de Fraser, de regresso a Noosa

Fraser foi tão fantástico e com tanto para falar, que irei escrever um artigo apenas para esses três dias. Entretanto, voltámos para Noosa e fui tentar aproveitar um pouco mais da zona. Ao chegar tive de fazer check-out e voltar a fazer check-in, pois uma noite com 15 pessoas chega e basta…, pedi para ficar num quarto com menos gente, e felizmente havia uma vaga. Pena, que não pude fazer check-in logo de seguida, tive de esperar até as camas estarem prontas. Enquanto isto, fui até à praia!

Não sou muito menino de praias, gosto de relaxar um pouco, mas se há coisa que me estressa é não ter nada para fazer. Se vou à praia, tenho de levar um livro, ou ir com amigos (e eu sou aquele que nunca se cala), ou então meto-me a fazer caminhadas ou corridas. Não dá para ficar quieto.

E dito isto…, lá voltei para o hostel, para descobrir que já tinha chegado tarde demais…, já só havia uma cama livre, em cima do beliche (coisa que detesto) e mesmo por debaixo do ar condicionado… Maravilha…. Enfim, devia ter esperado. Voltei para a praia!

Mas tal como disse antes, não consigo estar quieto, então resolvi ir dar uma volta pela zona do Parque Nacional e fazer uma caminhada até ao outro lado do cabo. E reclamar imenso, mas imenso mesmo…, de não ter levado a câmara comigo… Pelo caminho encontrei muitas caras familiares, pelos vistos mais gente teve a mesma ideia, muitos dos que estiveram comigo em Fraser foram dar a mesma volta, a cada 5-10 minutos lá me cruzava com mais outro.

Dia longo, cansado mas ainda com vontade de socializar. Depois da excelente caminhada, e recomendo vivamente uma volta pelo Parque Nacional, voltei para o hostel para jantar e depois jogar às cartas com o pessoal, e com o Ben (canadiano) que tinha voltado de uma outra excursão. Enquanto jogávamos e íamos bebendo uns copos, deu vontade de voltarmos à praia, e sim, já era de noite. Pelas 11 voltámos a fazer aquela caminhada toda até à praia, e ficámos lá um bom bocado a socializar e a beber alguns copos.

Pelas 2 da manhã lá voltámos, e foi aí que vi que o mundo é mesmo pequeno! Não um, mas dois tugas! E eles nem se conheciam! Um deles, que vive na Austrália há uns bons anos, meteu conversa com uma amiga minha mexicana, e foi ela que me disse que ele é Português! Enquanto falámos em português, eu bem surpreendido, passa outro tuga e grita “Olha, portugueses!!!”, ainda nos cumprimentou, mas depois seguiu viagem. Durante os dois meses que estive na Austrália, além do meu amigo em Sydney, não encontrei mais nenhum tuga!

Em suma, Noosa foi uma experiência muito boa, lamento imenso não ter aproveitado mais tempo naquela vila fabulosa, que só por si merecia uns 3 dias para explorar. Fica para uma outra vida!

Onde fica Noosa?

Análise de 2016 e Planos para 2017

Análise de 2016 e Planos para 2017

Como tenho feito todos os anos, está na hora para mais uma análise de como correu este ano que está a acabar, e fazer uns planos para 2017. Estas análises são bastante úteis pois colocam os últimos 12 meses em perspectiva, infelizmente a natureza do ser humano é focar-se nos pontos menos bons, mas quando se coloca tudo numa balança se calhar ela tende para o lado bom. É excelente para levantar a moral e atacar o ano seguinte com mais força.

Se não fazem estas análises, recomendo vivamente a perderem um dia e olharem para o vosso blog, ou até vida pessoal, e fazerem um balanço de como correu o ano. É mesmo um excelente exercício!

Mas antes um pequeno “mas”….

Este ano decidi experimentar algo, e escrevi uma revisão de meio do ano. Devo dizer que fiquei bem satisfeito com o que acabei por escrever, a meio do ano já tinha cumprido todos os meus objectivos para 2016! E depois cometi um erro, decidi criar mais uns quantos objectivos extra… Talvez ter reparado que 2016 já era um excelente ano quando ainda a meio foi um erro, perdi um pouco o foco e deixei de escrever tanto como estava a escrever, e já noto isso nas estatísticas.

Esta análise de fim-de-ano vai ter como base os objectivos extra, pois não faz sentido repetir o que já foi alcançado. Ainda que, um dos objectivos que pensava ter conquistado, acabou por dar uma volta um pouco mais desmotivante. Aliás, vou começar mesmo por aí.

Objectivo de bónus: Aumentar a frequência de artigos publicados por mês

E foi este o objectivo, que apesar de ser de bónus, acabou por fracassar depois de ter aclamado que o tinha conquistado. Depois de Agosto, deixei de escrever tanto no blog. Motivo? Nem eu sei bem, simplesmente acho que passei por uma fase de menos inspiração para escrever. Por vezes acontece, comigo já aconteceu por várias vezes, mas acabo por regressar sempre ainda com mais força. Espero que se repita, aliás, já ando com muitas mais ideias para o blog!

And this was me yesterday at #MillaaMillaa #Waterfalls, because #beards can also do this :p #GilAroundOz

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Objectivos de “meio do ano”

Alterar o visual do blog

Esta já foi feita, e gosto do resultado final. Está com aspecto de magazine, há algumas coisas que gostaria de automatizar, mas gosto do resultado actual. A cada semana tenho de alterar manualmente a lista de artigos promovidos, faço-o com base em estatísticas, mas vou tentar desenvolver um plug-in para o WordPress para fazer isto por mim…, mas sem promessas 🙂

Actualizar todas as fotografias do blog

Bem, isto tem dado muito, mas muito mais trabalho do que inicialmente pensava! O blog inteiro precisa de ser revisto, existem muitos artigos de baixa qualidade que podem ser re-escritos ou até reformados… Espero que não, detesto remover artigos, são em parte um diário. Mesmo que sejam fracos…

Today was like this, my first jump!!! #skydiving #missionbeach #qld #GilAroundOz

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A estratégia que decidi adoptar é promover um artigo antigo por semana, às quintas-feiras, e antes de o divulgar revejo-o e actualizo as fotos todas. Bem mais fácil de fazer, e torna-se bem mais agradável até para mim. Este objectivo de meio do ano falhou, mas serviu para perceber algumas coisas no que respeita à forma como tenho o blog organizado.

Escrever para um grande blog ou revista de viagens Portuguesa

Pronto, aqui falhei redondamente. Nem sequer tentei… Dizem que se não tentarmos, nunca sabemos se conseguimos. E aqui falhei à grande, é que nem sequer tentei… Mas este vai ser um dos novos objectivos de 2017, vou tentar escrever para algumas revistas ou blogs mais conceituados. Não prometo vir a ser publicado, mas vou tentar 🙂

Resumo do ano

Depois da revisão provisória, acho que faz mais sentido escrever um resumo do ano ao todo. Uma pequena lista do que escrevi e por onde andei, por mês.

Janeiro

O ano começou com duas pequenas viagens dentro da Irlanda, a primeira com uma amiga e a sua mãe, por uma das zonas mais populares do sul da Irlanda, o condado de Kerry. E a segunda viagem foi às Escarpas de Moher, e a um outro parque nacional (artigo ainda por escrever…). Já estava em modo de grande poupança para a grande viagem que se seguia, portanto acabou por ser apenas pela Irlanda, mas valeu bem a pena, cada segundo de ambas as viagens.

Fevereiro

E a viagem da minha vida começa…, devo admitir agora que ia um pouco nervoso, nunca tinha feito uma viagem deste estilo e por tanto tempo. Escusado será de dizer que adorei, certo? 🙂 Ainda falta tanto, mas tanto para escrever… Quando olho para o meu diário, ainda nem a meio da viagem vou. E o conteúdo fotográfico e de vídeo que tenho para partilhar? Tenho mesmo de me dedicar mais ao blog, são muitas aventuras para partilhar…

Março

Aqui já estava a deixar a escrita de lado. Muitas aventuras para aproveitar, e sem tempo para me sentar em frente ao computador para escrevê-las. No mês de Março tive das melhoras experiências na Austrália, três dias pela ilha de Fraser, três dias de veleiro pelo arquipélago das Whitsundays, dois dias numa ilha deserta, o meu primeiro salto de sky diving, snorkeling na Grande Barreira de Coral e muitas mais coisas! Tudo num só mês, nem sei como descrever o quão intenso este mês foi. E olhando para as minhas fotos, parece que estou a rever memórias de outra pessoa qualquer. É simplesmente fantástico!

Abril

A viagem já estava a terminar, mas finalmente cheguei a um dos pontos mais desejados da viagem. O remoto Uluru, no centro da Austrália. Custou a lá chegar, mas valeu bem a pena! Uma experiência tão fantástica e tão única. Se foi uma viagem difícil? Ó se foi…, 25 horas dentro de um autocarro para chegar à cidade mais próxima, que fica a umas 5 horas de Uluru… Mas faria tudo de novo! Foi também quando voltei a Portugal, por uma curta estadia, e depois de volta à Irlanda…

Photobombed by a #camel! #selfieswithanimals #GilAroundOz #NorthernTerritory #Australia #camelselfies #photobomb

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Maio

Depois de olhar para a conta bancária, e até ficar surpreendido por ter gasto sensivelmente metade do que pensava que iria gastar…, acabei por finalmente comprar um novo computador. Principalmente porque não tinha como ver os vídeos que tirei com a GoPro, o meu velhinho MacBook Pro já não suporta vídeos 4K…

Junho

Mais uma escapadinha dentro da Irlanda, um local que já visitei algumas vezes mas que gosto sempre de lá voltar para mostrar a amigos. Foi também para estrear o carro novo, estava na hora de reformar o velhinho Mini Cooper…, tenho saudades dele, mas também já estava a precisar de uma troca…

Julho

O mês de Julho foi um bocado parado, nada de especial aconteceu. Não tirei (mais férias), mal saí de Cork…

Agosto

Após 5 anos a viver na Irlanda, finalmente fui visitar um dos locais que tinha na minha lista desde que cá cheguei. A ilha de Cape Clear, o ponto habitável mais a sul da Irlanda! E que sorte que tivemos, um fim-de-semana de sol, espectacular! E mais outro artigo pendente na minha lista de escritas…, acho que para 2017 tenho de escrever todos os artigos pendentes de 2016…

Setembro

Mais outro mês sem grande actividade, aliás…, a actividade existiu, mas fez-se sentir apenas na conta bancária. Mais uma viagem marcada, um impulso parvo mas que sabia que não me iria arrepender.

Outubro

Em preparação para a viagem para a Islândia, os gastos extras tiveram de ser reduzidos ainda mais para não ter de me poupar durante a viagem. No entanto, foi mês para marcar uma ou duas actividades para garantir que nada ficava por ver!

Novembro

E mais outro grande mês, uma experiência de viagem totalmente diferente do que estava habituado. Aprendi muito mais sobre mim mesmo em uma semana do que em dois meses na Austrália. Quem diria que até posso sentir mesmo falta de uma companhia de viagem? Talvez o facto de ter poucas horas de sol e estar constantemente no meio do anda tenha influenciado 😛

I’m freezing but really happy I came here ?

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Dezembro

E aqui estamos nós, em Dezembro! Depois de um ano tão em cheio, termino-o sem nenhum voo marcado mas com duas viagens planeadas. Uma que será um novo desafio, sendo o único adulto com duas crianças por uma semana pelo BeNeLux…, a última experiência do género já foi desafiante qb… E foram apenas dois dias… Agora será uma semana inteira… A outra viagem, só lá para Julho, mas apenas um fim-de-semana aqui à ilha ao lado 🙂

Planos para 2017

Análise de 2016 e Planos para 2017
Análise de 2016 e Planos para 2017

Começando pelo mais complicado, mas que tem de ser feito o quanto antes…

Escrever todos os artigos pendentes sobre viagens passadas

Nem sequer tenho ideia de quantos artigos tenho pendentes, são muitas histórias para contar e muito para escrever…, mas para 2017 quero chegar ao ponto de ter de inventar o que escrever, do que ter uma lista interminável de artigos pendentes por escrever. Este objectivo é relativo a todas as viagens até ao final de 2016, claro que as de 2017 vão acabar por serem empurradas para mais tarde…

Escrever para uma revista ou publicação de renome

Este é um dos objectivos de bónus que criei a meio de 2016, e está na altura de me atirar em aventuras mais ousadas.

Só estes dois objectivos já irão dar mesmo muito que fazer, mas tenho mais dois a nível pessoal que em parte envolvem viajar, e claro que se vai reflectir no blog.

Mudar para uma nova cidade, de preferência noutro país

Já vão mais de cinco anos na Irlanda, mas o bichinho está a morder para sair… Ainda não tenho nada planeado, mas para 2017 quero um novo lar 🙂

Ir a algum sitio diferente uma vez por mês

Seja na Irlanda, seja fora. Mas uma vez por mês, um fim-de-semana que seja, quero conhecer algo mais.

Desta vez não vou adicionar nenhum objectivo de bónus, apesar destes dois últimos pontos serem a nível pessoal, como tal, bónus para o blog.

E agora, para 2017, o desafio é ser bem melhor que 2016!

A vida no hostel em Brisbane e visita a Coot-tha

A vida no hostel em Brisbane e visita a Coot-tha

A vida no hostel em Brisbane

Para quem anda a viajar de mochila às costas, a sorte em ficar num bom hostel com as companhias certas é um factor bastante importante para a viajar se revelar ainda melhor. E isso aconteceu no meu hostel em Brisbane, tive a sorte de ter conhecido o Ben na Gold Coast, e também nas pessoas que conheci no meu dormitório. Devo-o em muito ao Ben, ele tem bem mais à vontade para meter conversa com estranhos do que eu, e foi graças a isso que passámos algumas horas a jogar One Night Werewolf.

Beber uns copos de facto ajuda a conhecer pessoas, mas jogar jogos é também uma forma excelente. Claro, acabámos a noite num pub…, mas isso seria quase inevitável quando se está num hostel cheio de jovens mochileiros. Do quarto, fomos para o pub que fica mesmo por debaixo do Hostel X Base Embassy, onde estávamos a ficar. Claro, jogos voltaram a entrar na equação, mas desta vez…, drinking games… Deu para rir imenso, para conhecer ainda mais pessoas e ficar ligeiramente bêbado, mas acho que faz parte da experiência. Ainda assim, no dia seguinte acordei cedo e cheio de energia para conhecer Brisbane!

A cadeia de hostels NOMADS / X Base é talvez uma das maiores, senão a maior cadeia de hostels da Austrália e Nova Zelândia, é extremamente fácil marcar o próximo ponto de estadia através dos balcões de atendimento dos hosteis. No entanto, a NOMADS e a X Base eram duas cadeias diferentes, e dá para ver bem o estilo entre as duas. Pessoalmente, prefiro bem mais a NOMADS, as condições são bem melhores e mais modernas, até o staff achei mais simpático…, mas talvez isso fosse já um pouco de embirração para com a X Base.

Uma das grandes vantagens desta rede de hosteis é que têm balcões de turismo, onde nos ajudam a marcar viagens, excursões e afins sem termos de nos preocupar muito. Os valores também parecem ser baixos, o que torna ainda mais atractivo para mochileiros. Para quem vai procurar uma experiência de trabalho por um ano na Austrália, esta cadeia de hosteis também ajuda a procurar esses empregos temporários, ou até mesmo em quintas. Apesar de preferir a NOMADS, não consigo deixar de os recomendar.

O hostel em Brisbane onde ficámos é um dos dois da X Base na cidade, o outro fica bem mais próximo da estação central de autocarros, mas este fica bem mais central. Quase tudo fica a apenas uns passos do hostel, e tudo fica bem mais fácil, para comer, beber café ou até ir às compras. Mas para voltar para a estação de autocarros, ainda implica uma caminhada de uns 15-20 minutos, mas faz-se bem. Ou então apanha-se um autocarro, para quem gosta de andar menos…

Além de todas as outras vantagens, ficar em hosteis, é uma excelente forma para conseguimos poupar imenso dinheiro. Naqueles dias em que temos tempo, ou apenas queremos poupar dinheiro, podemos usar a cozinha e fazer os nossos próprios petiscos. E com o grupo certo de pessoas, então até fazemos almoçaradas ou jantaradas! Excelente forma para conhecer gente e conviver. No hostel em Brisbane não me juntei a ninguém, mas lá mais para a frente na viagem fui conhecendo algumas pessoas e íamos comendo em conjunto.

Lorikeet nos Jardins Botânicos de Brisbane
Lorikeet nos Jardins Botânicos de Brisbane

Ver Brisbane de cima, do Monte Coot-tha

Que melhor forma de ver uma cidade, senão de cima? Brisbane tem duas rotas de autocarros hop on, hop off, uma delas pelo centro e outra que vai até ao Monte Coot-tha, de onde dá para ver uma vista linda da cidade toda. É uma vista lindíssima, e vale bem a pena perder o tempo para lá chegar acima. As rotas hope on hop off cruzam-se em alguns pontos, e é fácil mudar de um autocarro para o outro, só muda um pouco a frequência. Os pontos de interesse desta rota são bem menores, na verdade, além dos que se podem visitar pela rota da cidade, só tem mais dois.

NOTA: De acordo com o site, estes autocarros já não estão em actividade… No entanto existem outras alternativas para explorar a cidade, infelizmente um pouco mais caras.

Jardins Botânicos de Brisbane

O primeiro ponto foi os Jardins Botânicos de Brisbane, não confundir com o Jardim Botânico da Cidade, são jardins diferentes! Os jardins que ficam fora da cidade são bem maiores, e mais diversificados do que o do centro da cidade, se tiverem a oportunidade não a deixem escapar, vale bem a pena! Até têm um jardim de bonsais, bastante impressionante! Acho que apenas ali estive cerca de uma hora, até apanhar o autocarro seguinte, senti que corri um pouco, mas também deu para aprender bastante sobre a botânica da Austrália, nomeadamente sobre os fetos da Austrália. E mais uma vez, mesmo muitas aranhas…, algumas teias pareciam redes sobre a minha cabeça… Deu para ajudar a ultrapassar a fobia, em certas partes ou passava por baixo, ou tinha de voltar atrás…

Monte Coot-tha

Uma hora passada, e regresso à paragem de autocarros. Ainda tive de esperar um pouco, mas faz parte da experiência… Dali, o proximo ponto foi o topo do Monte Coo-tha. Coot-tha, no idioma aborígene local, quer dizer Local do mel, onde as tribos da zona iam buscar mel de um tipo especial de abelhas, abelhas sem ferrão. Quando se deu a colonização, o nome do monte ficou como Colina de Uma Árvore (One Tree Hill) devido ao facto de terem desbastado as árvores todas do topo, à excepção de um eucalipto. Em 1880 foi declarado como Reserva Pública, e devolveram o nome original ao local.

Como tenho vindo a dizer ao longo do artigo, a vista dali é simplesmente fenomenal! Mas também não há muito para fazer lá…, um café e a vista. As opções para voltar ou são a pé, ainda uma caminhada considerável que em parte me arrependo de não ter feito, ou então voltar no mesmo autocarro. O motorista faz uma pausa de cerca de meia-hora, dá perfeitamente para ir ao WC, tirar fotos e ainda beber um cafézinho antes de voltar para a cidade.

De volta ao hostel

A vida no hostel em Brisbane e visita a Coot-tha
A vida no hostel em Brisbane e visita a Coot-tha

Assim que voltei ao hostel em Brisbane, recebi logo boas noticas! A minha estadia na ilha Fraser foi prolongada! Mas com isto…, fiquei também com dois hosteis reservados para a mesma noite em Noosa…, já não dava para cancelar sem receber o dinheiro, então optei por nem cancelar… Se calhar devia tê-lo feito… Mas pronto, mais uma noite numa ilha fantástica, valeu bem a pena esse dinheiro desperdiçado!

Voltei a sair para mais uns copos, no pub mesmo por baixo do hostel, com o Coreano e mais uma grande bebedeira…, mas esta última noite foi bem menos animada, apenas éramos 4 no bar, não deu para jogos mas deu para muita conversa. Por norma não gosto de sair com o objectivo de beber, mas quando a noite é passada em boa companhia, uma ressaca no dia seguinte é apenas um mal menor.

Viajar sozinho é isto mesmo, sermos colocados em situações que de outra forma muito provavelmente não iríamos viver, e conhecer pessoas que só por mesmo muita casualidade poderíamos alguma vez vir a conhecer. Se voltei a falar com eles? Com alguns não, mas sei que se lhes enviar uma mensagem hoje a dizer que dentro de uns meses vou ao país deles, irei ter alguém para me receber de braços abertos. Alguém com quem apenas partilhei algumas horas e cervejas.